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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Pelo bom senso ao usar o Facebook


Todo mundo tem e gosta de usar o Facebook. Conversar com aquele amigo que mora longe, postar as fotos daquela viagem pra Europa que você fez nas férias, curtir um comentário engraçado que algum colega fez ou, por que não, xeretar na vida alheia.

O problema é que como toda rede social que brasileiro começa a usar, o Face acabou virando um Orkut parte II: a revanche. Tanto é verdade que surgiu um termo novo: a orkutização. Não, você não vai encontrar isso no dicionário mas pra quem é heavy user da internet, já entendeu muito bem o que essa palavra quer dizer.

O fato é que eu cansei! Cansei de abrir meu Facebook esperando ler coisas engraçadas e interessantes e só me deparar com foto de animal morto ou sendo maltratado com a desculpa de que é para ajudar os bichos, piadinhas de mal gosto, coisas estúpidas e sem graça, mulher sem teta, gente morta ou apanhando e qualquer coisa do gênero. E sei que eu não sou a única que está de saco cheio. Vários conhecidos meus estão reclamando da mesma coisa.

Uma coisa que me irrita muito em brasileiro é esse pseudo sentimento assistencialista que a gente tem. Não vou entrar aqui no mérito dos programas como o Luciano Huck e Gugu que gostam de explorar a desgraça dos outros disfarçada de "vamos ajudar dando casa nova e brinquedo pras crianças". A questão é a já citada no parágrafo acima em relação as fotos dos animais maltratados. As pessoas não tem um pingo de filtro e saem por aí compartilhando fotos que já circulavam em e-mails uns 4 anos atrás com o texto "Vamos ajudar a achar os culpados por isso". Tipo, sério mesmo que vocês acham que esse tipo de atitude ajuda em alguma coisa?

Se você quer ajudar os animais, filie-se a uma ONG por exemplo. Acho bacana quando vejo pessoas da minha lista compartilhando fotos de gatos que precisam de um lar, por exemplo. Ou alguém divulgando um cachorro que se perdeu do seu dono e precisa encontrá-lo. Isso é uma boa maneira de colaborar. Não precisa chocar os outros, ninguém é obrigado!

Já comentei várias vezes mais ou menos isso no meu perfil do Facebook e já tive que ler coisas como "mas você está fechando os olhos para o que acontece, essas coisas não são noticiadas na Globo". Dá licença, mas essas notícias não são obscuras não! Se eu quero me informar a respeito, basta dar uma busca virtual e pronto. Milhares de matérias sobre maltrato aos animais e o combate ao câncer de mama vão aparecer e pronto. Posso ler e formar uma opinião. Posso procurar endereços de instituições que precisam da minha ajuda. Então, não. Não estou fechando os olhos, tapando o sol com a peneira, fingindo que não vi... de maneira alguma! Só acho que educação e bom senso não faz mal a ninguém e todo mundo gosta.

Enquanto as pessoas não aprendem a usar o Face, eu vou excluindo MESMO todo mundo da minha lista, sem dó. E mesmo que eu tenha só 10 pessoas conectadas, não me importo. Prefiro me relacionar com gente que saiba "brincar" de rede social do que com gente que quer aparecer e incomodar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sobre a confusão na USP


E no meio desse bafafá todo em relação a USP é claro que eu, Ana Clara, tinha que vir aqui dar os meus pitacos não solicitados, né?

Tudo começou porque alguns alunos foram presos dentro do campus pela polícia pois estavam fumando maconha. Outros alunos que não o estavam fazendo se rebelaram, fizeram o maior alvoroço, subiram em cima de viatura, pediram a retirada da PM do campus da Cidade Universitária e enfim. Resultado disso: alunos acusando a PM de agressão e adivinhem só: ocupação da reitoria da universidade!
Os alunos pegos foram liberados quase que em seguida, pois a droga era de uso pessoal. Tudo o que a polícia iria fazer era levá-los para delegacia, provavelmente eles assinariam um termo, os pais seriam chamados e pronto. Mas não. Os que não estavam envolvidos acharam isso uma postura arbitrária da Polícia e deu no que deu.

Acredito que esse seria o momento ideal para fazer justiça a polícia de São Paulo. Quem se lembra porque eles começaram a patrulhar o campus? Foi depois que um estudante foi morto depois de uma tentativa de assalto. Todo mundo ficou indignado, aconteceu dentro da maior universidade do país, os alunos pediram e lá foram os policiais fazer o seu trabalho. E esse trabalho não é só intimidar os marginais, estupradores e potenciais assassinos. Mas se eles encontram um grupo de estudantes fazendo o uso de drogas, é claro que eles vão abordar. Afinal, a maconha AINDA não é legalizada aqui no nosso país. E os alunos deveriam saber disso, certo? Teoricamente sim, mas na prática a coisa muda de figura. Os uspianos pensam que por terem estudado em escola particular, feito o melhor cursinho da cidade para entrar na universidade mais conceituada do país, eles pode fazer o que bem entendem. E isso envolve fumar maconha sem serem incomodados, é claro! A lei não vale para eles e se alguém tentar fazer o que é certo, eles batem o pé e fazem birra que nem criança mimada. Daquelas que se joga no chão da loja de brinquedos se a mãe diz que não vai comprar um Hot Wheels ou o último modelo da Barbie. E todo mundo passa em volta, olha e pensa: credo, que criança insuportável. Ou ainda: é culpa da mãe que não educou direito. E a mãe, com aquela cara de vergonha dela e do monstro que ela mesma criou.
É assim com os alunos da USP. “Agora eu quero policiais no campus”. “Agora eu não quero, porque preciso fumar meu baseado em paz”. Na boa? Falta vergonha na cara desse povo. Pegar um ônibus ou um vôo pra Brasília e invadir o Congresso, ninguém quer? Tomar posse do Palácio do Governo, que tal?

O que falta pra esses alunos da USP é levar um bom sarrafo da polícia, com direito a cassetete, gás de pimenta e bomba de efeito moral. Porque é isso que a gente faz com criança mimada: bate na bunda de chinelo!

Falta uma mensalidade bem cara para eles pagarem. Afinal criança malcriada é assim: a gente tira a mesada deles e pronto.

Falta todo mundo ali levar um belo dum susto: ser assaltado com arma na cabeça, sofrer um seqüestro-relâmpago, tentativa de estupro. Pra ver se entra na cabeça que SIM, a polícia PRECISA estar ali. Criança egoísta que só enxerga seu próprio umbigo tem que aprender na marra. Eu não gosto de desejar esse tipo de coisa para os outros, mas pelo amor de Deus. O que vai ter que acontecer pra eles perceberem que essa postura deles é totalmente ridícula?
Eu não sou mãe e nem tenho idade pra isso. Mas as vezes me coloco no lugar da mãe do menino que foi assassinado em Maio desse ano e que dor que deve ser. Que falta de sensibilidade desse zé povinho em relação a segurança pública. Tem comunidade que daria de um tudo para ter a polícia patrulhando os arredores e esses "estudantes" querem abrir mão disso tudo por causa de um baseado! Me poupem...

Falta todos eles serem punidos com contribuição social. Cuidar de criança na creche, catar sujeira do chão, doar cesta básica para instituições de caridade, participar de algum programa de alfabetização para adultos. Ajudar na reforma de monumentos públicos, reforma na própria universidade. Porque com criança birrenta e egoísta a gente coloca num canto de castigo, manda escrever na lousa quantas vezes forem necessárias “nunca mais vou desobedecer”, “nunca mais vou bater nos outros”.

Queria ver se estando ocupados desse jeito, eles teriam tempo pra tanto showzinho!

(alguns) LINKS RELACIONADOS:

Estudantes da USP votam hoje se vão sair da reitoria

Vídeo mostra ocupação do prédio da reitoria da USP

Presença da PM em campus gera polêmica no interior de SP

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Lista de Material Escolar dos Anos 90


Hoje num papo saudosista com uma amiga minha via MSN, começamos a conversar sobre aquelas propagandas tosquíssimas do Grupo Imagem Teleshop (o famoso 011 1406) e quando eu me dei conta começamos a falar de material escolar que a gente usava naquela época.
Baseado nisso vai ser o meu post de hoje. Vamos ver quem mais se lembra.

. Canetas coloridas em gel: nossa, eu me lembro quando fiz 9 anos e o conjunto com 12 canetas custava na época os olhos da cara a ponto de eu precisar pedir de presente de aniversário, porque só assim. E ganhei e aí eu só sabia usar aquelas canetas. Elas vinham numas cores bizarras, tipo rosa shock, laranja extremamente clarinho e eu só usava essas canetas. Minha professora de português na época ficava puta da vida, porque mal dava para enxergar o que estava escrito no caderno, hahahaha. Ela falava que meu caderno parecia porta de tinturaria, de tanta cor que eu usava.

. Borracha azul e vermelha: eu não sei quem foi a pessoa que plantou na cabeça das crianças que a parte azul (ou a vermelha, sei lá) servia pra apagar a escrita da caneta Bic. E todo mundo acreditou e aposto que a galera que caiu nesse conto deve ter rasgado inúmeras folhas dos seus cadernos, ou manchado alguma prova, porque aquilo OBVIAMENTE não funcionava.

. Corretivo líquido: o famoso "branquinho". Esse eu demorei pra usar, porque na escola onde eu estudei até a oitava série os alunos só foram permitidos usar caneta no lugar de lápis a partir da 5ª série. E quando o branquinho secava? Empelotava tudo no vidro e tudo que dava pra fazer era jogar no lixo. E tinha uns vidrinhos fofos, com tampas coloridas que a gente gostava de colecionar. Na minha sala, a gente brincava de passar essa porcaria nas unhas tipo esmalte e depois a gente coloria com canetinha, hahahahha. Não sei como nossos dedos não caíram no meio do processo.

. Estojo de alumínio: ou seria ferro? Ou aço? Sei lá, só sei que aquilo só servia pra fazer a gente querer consumir mais na papelaria, porque na real não cabia NADA dentro daquele estojo. E quando caia no chão no meio da aula? Fazia aquele puta barulho, ele abria e tudo o que estava lá dentro se espalhava pela sala. E lá ia o pobre aluno sair recolhendo tudo. Toda vez que alguém derrubava um daqueles, sempre tinha um maninho pra gritar: AÍ MARMITEEEEEIRO.
Ainda dentro desse ítem, alguém se lembra daqueles estojos que você apertava um botão e o estojo abria? Como se fosse uma gaveta? Hahahaha, eu não sei se tinha pra homem, mas eu particularmente tive uns dois desses, com estampa da Moranguinho.

. "Estojo que tem tudo": enquanto o estojo de alumínio não cabia quase nada, esse era daqueles grandões que vinha absolutamente TUDO dentro: lápis, lápis de cor, canetinha, aquarela, compasso, régua, LUPA (sempre me perguntei pra que serviam essas lupas), giz de cera, borracha, cola... e eles eram IMENSOS, nem cabia dentro da mochila. Tinha que ficar carregando aquilo debaixo do braço.

. Caneta de 6498654687987 de cores: essa era pra quem não podia ou não tinha pais que queriam comprar as canetas coloridas com cheiro, com gliter ou outra gayzisse do gênero. Elas eram horríveis, sério. A carga sempre acabava rápido e pra mim, que sempre tive a mão pequena, mal dava pra segurar o negócio, de tão grossa que ela era.

. Carimbos fofinhos: nossa, teve uma época que era a maior moda entre as meninas da minha sala, hahahahaha. A gente ia na papelaria que ficava na frente de onde a gente estudava, comprava vários carimbos de temas sortidos e saía por aí carimbando tudo: caderno, agenda telefônica, parede, as amiguinhas, nós mesmos. Até que um belo dia a diretora proibiu que a gente entrasse com isso na sala de aula, hahahaha =)

. Lápis de cor/Aquarela/Giz de cera/Giz pastel: eu tive aula de artes praticamente durante toda a minha vida acadêmica, ou seja, usei muito essas "técnicas". A que eu mais odiava era usar aquarela. Eu nunca fui boa em desenhar, pintar (só gostava de brincar com as imagens do Almanacão da Turma da Mônica), então eu SEMPRE molhava demais o pincel que automaticamente molhava demais o papel sulfite, que por sua vez rasgava e depois a professora me dava a maior bronca =(

. Cola Tenaz: quem foi o infeliz que inventou essa porcaria? Sério, era muito ruim fazer recorte-e-cola com ela. Sempre saia mais do que você queria daquele bico maldito, tinha um cheiro horrendo, deixava as imagens todas enrugadas e ainda por cima a gente se lambuzava com aquele líquido, e depois que secava você tinha que ficar tirando as casquinhas da mão, hahahaha.
Eu não entendo porque quando a gente era menor não nos deixavam usar cola Print. Lembro que só pude fazer meus trabalhos de arte com ela lá pelos 11 anos.

. Tesoura SEM PONTA: todo mundo usava aquela pretinha básica da Mundial, porque era a única que funcionava, que tinha corte. As outras vinham todas cegas, não cortava nem água. E quando saiu aquela tesoura do Mickey e da Minie? Com aquela propaganda nada ética do "eu tenho, você não tem"? Hahahahahaha. Claro que eu tive a minha, e claro que ela era tão bonita que NÃO FUNCIONAVA DIREITO. Ou seja, o papel dela, que era cortar, ela não fazia. Isso sem contar o fato que os dedos nunca cabiam dentro daqueles buraquinhos, não era nada prático de usar.

. Mochila de rodinhas: nossa, que saudade de usar isso, sério. Era tão mais prático do que ficar andando com uma mochila extremamente pesada nas costas. O único problema era que naquela época a gente não sabia quanto custava isso e também não sabíamos cuidar. Era um tal de correr com aquilo atrás da gente pela escola, passar por buracos, pedras e esfolar a pobre coitada da rodinha.

. Apontador COM DEPÓSITO: a parte do COM DEPÓSITO era importante. Sem esse tal depósito, cada vez que você queria apontar o lápis, tinha que se levantar da carteira, ir até o lixo e ficar lá apontando. Apontando. E apontando... essa é uma das coisas que não funcionam direito, né? Eu sempre sofri pra deixar meus lápis afiados, ora porque o apontador não colaborava muito, ora porque a porcaria do lápis estava quebrado por dentro e aí a ponta caía o tempo todo.

. Fichário: hahahahaha, isso rende boas histórias pra mim. Eu sempre estudei na mesma escola, do pré até a oitava série. E era uma escola pequena, um pouco tradicionalista. Ou seja, a gente sempre usou cadernos. Até que chegou na 5ª série (foi o ano que a gente começou a ter um professor para cada matéria, o que pra gente era tipo WOW!) e esse lance de ter um caderno pra Matemática, outro pra Português, outro pra Geografia and so on ficou meio inviável. Aí ok, deixaram a gente usar fichário. Mas a escola ainda insistia que os professores levassem os cadernos/fichários dos alunos pra casa pra verificar se estávamos copiando tudo. É CLARO que teve um monte de gente que perdeu folhas do fichário, deu o maior bafafá e no ano seguinte PROIBIRAM a gente de usar fichário.
Rolou praticamente uma revolução escolar, porque onde já se viu a gente ter que carregar trezentos mil cadernos, né?

. Caderno quadriculado: eu não sei bem pra que servia aquilo, lembro que usei só quando era criança. Mas lembro que era pra aula de Matemática e a gente tinha que ficar pintando uns quadradinhos de acordo com o número. Exemplo: número 2 tinha que pintar 2 quadrados. Número 5, 5 quadrados e assim vai. A escola tinha seu próprio caderno quadriculado, a capa era amarelo clarinho com o símbolo da escola, que horror, hahahaha.

. Calculadora: é ÓBVIO que esse ítem era to-tal-men-te proibido, nem entrava na lista de material escolar. Mas a gente queria usar né? Eu tinha uma que eu amaaava, meus pais compraram pra mim no Duty Free quando voltamos de Buenos Aires, que era verde-água com o Frajola e o Piu Piu. Aff, era linda, hahahaha.
Um adendo: Frajola, Piu Piu, Patolino, Pernalonga e os outros personagens do Looney Toneys (?) eram a maior moda na minha época. Todo mundo comprava as coisas na Side Play, que hoje nem existe mais.

. Tênis que acende luz atrás: não, isso não vinha na minha lista de material escolar, mas pra gente era quase que uma obrigação ter tênis novo na volta as aulas. O favorito da galera era esse que você pisava e atrás acendia uma luz vermelha, haahaha. Era maior divertido, pena que durava muito pouco a diversão e se você pisasse numa poça d'água (e isso acontecia sempre), o tênis pifava.




Que eu me lembro, era isso que era sensação, hahahaha.
Fazer esse post me deu saudade :(

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Como Ser um Verdadeiro Universitário


No post de hoje, eu, Ana Clara, vou ensinar como ser um verdadeiro universitário.

SEJA ARROZ DE FESTA: não importa se a faculdade de Teologia vai fazer um retiro espiritual num sítio durante um fim-de-semana e você estuda Direito. Você TEM QUE IR em todos os eventos que a sua universidade promover. TODOS, entendeu?
Aqui inclui micaretas, bota-dentro, bota-fora, churrascadas, formaturas...

FREQÜENTE O BAR: mesmo que você estude de manhã, sua gastrite esteja atacada e você tenha aquela prova super importante que vai lhe garantir a nota prá passar do semestre, você PRECISA beber ao menos UMA cerveja. Depois, quando as aulas terminarem, volte para o bar e fique lá até... bom, até a hora que alguém precisar chamar a ambulância, pois você está dando sinais visíveis de que está tendo um coma alcoólico.
Agora, se você estuda a noite a coisa fica mais fácil. Chegue na faculdade, encontre todos os seus outros amigos-universitários, diga: só vou beber uma prá relaxar e fique por lá. Não suba prá aula, não faça provas, não apresente seminários. Se você quer mesmo ser um universitário, seu lugar é no BAR e não na sala.

FUME MACONHA: é essencial que a cerveja citada acima esteja acompanhada da erva danada. O mesmo esquema: se você estuda de manhã, fume antes da aula. Saia dela e continue fumando até duendes e cachoeiras douradas aparecerem na sua frente. Impregne mesmo o cheiro em todos a seu redor, pois é isso que os verdadeiros universitários fazem.

ASSISTA AO MÍNIMO DE AULAS POSSÍVEIS: não importa se você gasta os tubos com matrícula, material, mensalidade ou qualquer coisa que o valha. Quanto menos você assistir as aulas, mais universitário você vai ser. É prá isso que o bar existe, oras bolas. E quando você resolver assistir àquela aula de Ética que você não aparece faz umas 5 semanas, chegue embriagado/drogado na sala de aula e cause o maior mal estar que puder. Relaxe, porquê nada vai acontecer a você. Os professores de hoje não tem mais autoridade o suficiente e no mínimo todos os seus amigos-universitários vão rir das merdas que você falar e te achar o máximo.

VÁ AOS JOGOS UNIVERSITÁRIOS: universitário que é universitário acha o máximo gastar R$300,00 (ou até mais, depende de onde você estuda) em uma viagem de 4 dias em ônibus com bebidas quentes, drogas, dormir mal-acomodado em alojamentos (os famosos “alojas”, palavra cuja algumas pessoas enchem a boca para mencionar) de escolas que ficam em cidades situadas nos confins do Estado de São Paulo, com chuveiro sem funcionar e noites maldormidas.
Ahn, tudo isso te incomoda? Não se esqueça, o objetivo aqui é ser um true universitário e prá isso vale tudo, até ficar sem tomar banho. Qualquer coisa você paga prá algum morador prá poder usar seu chuveiro e pronto. Não se esqueça: é fundamental você torcer loucamente pelos times da sua faculdade.

VÁ EM MICARETAS/RAVES/CRUZEIROS UNIVERSITÁRIOS: abada personalizado de cores berrantes, muvuca, trio elétrico, música eletrônica, bebida, beijo na boca de qualquer desconhecido e MUITA droga. Tudo isso faz parte da sua vida agora. Saia em fotos do ObaOba, cole no seu carro um adesivo de “Sou chicleteiro”, idolatre a Ivete Sangalo e saiba todas as músicas do Jammil de cor. E se um dia você tiver uma overdose em algum desses eventos, foi falta de sorte.

SEJA ENGAJADO: o engajado aqui não é de saber qual o nome do vice-prefeito da sua cidade, ou quais senadores foram contra o Projeto da Lei da Ficha Limpa. Isso é o de menos. Ser engajado aqui diz respeito a sua faculdade/universidade ou seu campus. Seja representante de sala, tenha uma chapa prá concorrer às eleições do seu diretório acadêmico, seja conhecido por todos. Sua vida política será bastante agitada, mas esse é um dos pré-requisitos básicos para ser um universitário com pedigree.

GASTE FORTUNAS NA SUA FORMATURA: aahn, a formatura. O momento que todos os estudantes, universitários ou não esperam. O fim de um ciclo, a despedida dos amigos, as promessas de que você e seus amigos nunca vão se separar.
Quando você está no Ensino Fundamental ou no Médio, quem paga a formatura são seus pais? Na faculdade vai ser a mesma coisa. Com a diferença que o preço vai ser pelo menos o DOBRO do que era quando você estava terminando a 8ª série e vai ser num... GALPÃO! Se possível seja da comissão da formatura, assim você será ainda mais engajado (ver item acima) e pode ter algumas regalias. Dê avisos na sala no meio da aula de revisão de Cálculo Aplicado sobre a festa começando seu discurso com: galera, rapidão, preciso avisar vocês que (insira o restante da frase aqui). Chamem um artista bem falido prá fazer um show especialmente prá vocês (Ivete Sangalo JAMAIS. Tem que ser um grupo tipo Molejo ou o Chrigor carreira solo) e creiam que esse será o evento de suas vidas. E se alguém da sala não quer participar da formatura (porquê não tem dinheiro, porquê vai viajar ou simplesmente porquê não SUPORTA as pessoas da sua sala), encha o saco dela prá fazer a adesão, até a pobre coitada ter vontade de cortar seus pulsos.

USE ROUPAS DE UNIVERSITÁRIO: isso se aplica mais àqueles que estudam a tarde ou quem não faz NADA o dia inteiro e não precisam se preocupar com que roupa vai usar prá trabalhar.
Para as meninas: no calor, shortinhos super curtos e justos exibindo suas tattoos de golfinhos, chinelos Havaianas ou rasteirinhas. No inverno, não se esqueça das botas de plataforma CARAMELO da Lui Lui por cima da calça jeans.
Para os meninos: bonés da Onbongo, correntes de metal, bermudas de surf (mesmo que você não saiba surfar), tênis que parecem ser uns 3 números maiores que o seu e uma camiseta de Porto Seguro (aquela que você comprou na viagem de formatura) de “Salva as lindas, afoga as feias”. Coisa phina, vai ser sucesso.

NÃO SE INTERESSE POR NADA: por nada que diz respeito a sua própria faculdade e/ou seu curso. Não leia livros recomendados (e faça cara feia quando a professora pedir uma leitura ou algo do gênero), não anote nada e não faça estágio. Assim você não terá tempo prá se dedicar integralmente a sua vida de universitário.
A única coisa que você tem que se interessar é sobre o próximo churras da galera, a próxima micareta ou evento social que você ficará bêbado, dará vexame, tentará beijar alguma menina e na segunda-feira todos estarão comentando sobre você e como você é demais, cara.




(Esse é um post meramente ilustrativo e exagerado, escrito com base nas minhas experiências).