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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Diário de viagem: Chile/Novembro 2012

Bom, terminando com esse relato contando sobre o último dia, o Domingo.

Obviamente acordamos tarde já que chegamos em casa do Maquinaria as 4 da manhã destruídos, com dor no corpo, areia na calcinha, cabelo duro de tanta poeira... hahahaha.
Ficamos enrolando pra sair da cama e trocar de roupa o máximo que deu. Até a hora que bateu aquela puta fome, nos vestimos e saímos pra almoçar. E digo aqui sem dúvida alguma que foi a minha melhor refeição no Chile até hoje.

Fomos de Metrô até um restaurante chamado Ocean Pacific. Eu estava doida pra comer ceviche e frutos do mar de novo e o Carlos disse que lá era o melhor lugar de Santiago pra comer isso. O restaurante em si é muito legal, todo temático com coisas de navio, submarinos e etc. Cada 'sala' é de um jeito: uma tem piratas, a outra parece um submarino e por aí vai...




Além do lugar ser mega divertido, a comida é uma DELÍCIA. Sério, nem no Mercado eu comi frutos do mar tão gostosos. Não vou lembrar exatamente o que a gente pediu mas tinha ceviche, jardim de mariscos, vinho branco (The Harvest, tomei e me apaixonei) e machas a parmesana. Tradução: OSTRAS GRATINADAS. Tive um orgasmo gastrônomico, sério.
Dividimos uma sobremesa e nem vi o valor da conta, porque de acordo com ele, era presente de 6 meses de namoro ;-). Mas sei que foi meio caro, porque o restaurante é top. Enfim, acho que pelo tanto que comemos e bebemos, no final das contas acabou valendo a pena.

Esse foi o primeiro dia de calor que peguei lá em Santiago e tava muito gostoso, porque não é um calor incômodo como o daqui. Se você vai pra sombra, tá mais fresquinho, tem vento e enfim... por isso saímos andando pelo bairro onde estávamos e paramos na Plaza Brazil, onde estava rolando uma espécie de feirinha de antiguidades.





Achei genial as crianças se refrescando na fontezinha sem segurança ou guardinha municipal enchendo o saco. E sem mendigo mijando na água, claro.
A feirinha estava muito legal tinha de absolutamente tudo, até gatinhos para adoção. Comprei uma jaqueta de couro de verdade, LINDA e cheia de tachinhas e paguei 40.000 pesos chilenos. O equivalente a R$80,00 mais ou menos. Chupa essa manga, Zara!

Saímos da praça e fomos de ônibus até o centro, lá perto dos Paseos Huérfanos e Ahumada e demos mais uma voltinha por lá. Eu AMO o centro de Santiago, criei um carinho muito especial por aquela área acho que por lembrar da minha viagem de férias, do hostel que eu fiquei e enfim...
Passamos em frente ao Teatro Municipal que eu ainda não tinha visto, nem quando fui pra lá em Maio. Acabamos não entrando, então não sei se estava fechado ou não, mas quero ver por dentro numa próxima oportunidade.

Saímos de lá e fomos parar no Santa Lucia. Muito amor por aquele lugar também, viu? Não fomos até lá em cima por pura preguiça mesmo, mas sentamos num banquinho na parte mais baixa do cerro e ficamos lá dando uma descansada e conversando... sei lá, sei que essa voltinha que a gente deu só serviu pra aumentar ainda mais meu amor por Santiago.






Voltamos pro apartamento e ficamos no terraço vendo o pôr-do-sol. Sem comentários, as fotos falam por si só. Ter a visão da cordilheira na paisagem eu considero um privilégio, sério mesmo...




Enfim... acabou meu último dia em Santiago. A noite só fomos ao supermercado comprar coisinhas pra 'picar' e dormimos cedo, já que na segunda eu tinha que estar no aeroporto as 5 da manhã pra voltar pra São Paulo ¬¬'

Sexta-feira agora estou embarcando novamente pro Chile (depois de 5 meses longe), mas dessa vez vamos pra Puerto Varas, no sul do país.
Então COM CERTEZA podem aguardar novos relatos por aqui. :-)


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Diário de Viagem - Comprando passagens para o Chile/Novembro 2012

Tá boooom, tá bom, eu sei que estou MUITO atrasada com esse meu diário de viagem. Voltei de lá faz dois meses e honestamente não sei porque demorei tanto pra relatar essa minha última ida ao Chile. Preguiça, falta de inspiração, correria de fim de ano... mas como essa semana anda um marasmo total e irrestrito aqui no trabalho (e aproveitando pra tirar as teias desse blog), aproveito pra dar uma exercitada no meu cérebro já enferrujado graças a publicidade online e vou relatar aqui mais ou menos como foi.

Antes de mais nada, preciso contar a emoção que foi pra comprar a passagem. Aliás, foi uma aventura tão surreal que isso merece um post a parte. No próximo eu conto como foi efetivamente a viagem, as coisas que eu fiz etc etc etc.

Pois vamos lá. Em outubro - e eu não vou me lembrar quando exatamente - meu namorado me disse que poderíamos ir sim ao Maquinaria, que ele ia ter o turno livre e que eu já podia comprar as passagens. Pois bem, entrei primeiro no site da Decolar.com e fiquei realmente assustada com os preços da passagem! É inacreditável como muda o valor de uma hora pra outra. Dois dias antes, pro período do dia 8/11 até dia 12/11, ida e volta mais ou menos uns R$600,00. No dia da compra, a passagem estava custando absurdos quase R$1300,00 (sem brinks) e COM ESCALAS!!!
Me desesperei, quis chorar, me acalmei e entrei direto no site da LAN, onde os preços estavam dentro da normalidade, thanks God. Efetuei lindamente a minha compra prum vôo saindo daqui na quinta-feira a noite e voltando segunda de manhãzinha, pois a ideia era chegar em São Paulo e já ir trabalhar direto.
Minha compra foi confirmada, paguei a primeira parcela (fiz em 3x) e lindo.

Passaram-se algumas semanas da compra, eu me arrependi profundamente de ter comprado pra quinta a noite. Eu fico tão pouquinho com o meu namorado, queria aproveitar o máximo possível. Sendo assim, liguei lá na LAN e perguntei se havia passagens para a quinta de manhãzinha, de preferência no primeiro horário. Sim tinha, mas não com a mesma tarifa que eu havia comprado. Eles iam me cobrar a mais (bem a mais, diga-se de passagem), mas podiam me colocar no vôo das 9 da manhã. Eu ia chegar em Santiago ao meio dia, perfeito! Passei o número do cartão de crédito para um atendente que com certeza não era brasileiro e falava um português carregadíssimo de sotaque e em 3 dias eles mandariam um novo número de reserva pro meu e-mail. Vejam bem, isso foi no dia 2/11 sexta feira. Faltando 6 dias pra minha viagem.

No mesmo dia, eu fiquei sabendo através do meu pai, que o meu cartão de crédito não ia passar pois estava com fatura em atraso e blablabla. Ok, fiquei triste mas me conformei. Segunda-feira, cheguei no trabalho e fui conferir se já podia fazer o check-in online. Não podia, mas curiosamente quando abri meu número de reserva mostrou o vôo das 9 da manhã. Achei estranho e na hora liguei pra LAN.

Abro um parênteses aqui sobre essas ligações: por algum motivo, quando eu tentava ligar lá pelo meu telefone do trabalho, a chamada não completava. Eu tive que lotar meu celular de créditos e ligar diretamente dele. A qualidade das chamadas são HORRÍVEIS e por conta do sotaque dos atendentes, fica super difícil de entender o que eles te falam. Enfim, é uma experiência péssima e eu não recomendo pra ninguém.

Expliquei todo o caso para o moço, que muito solícito disse que ainda não tinha obtido a resposta sobre a minha troca de vôo (a.k.a confirmação do cartão de crédito) e pediu pra ligar mais tarde. Isso foi de manhã e umas quatro da tarde eu liguei e nada. Ok. Qual não foi a minha surpresa, quando no dia seguinte (3ª Feira) eu entro no meu número de reserva E QUEDÊ MEU VÔO??? Não estava disponível para check-in nem o vôo das 9:00 e NEM O DAS 19:00. Ok, liguei novamente explicando tooooda a situação e? 'Ainda não temos a confirmação senhora, mas amanhã logo no primeiro horário ligamos novamente'. Ok moço, mas eu viajo na quinta e eu preciso saber EM QUAL VÔO VOU EMBARCAR.

Não havia muito o que fazer a não ser esperar. E eu esperei, até que na 4ª Feira - vejam bem, faltando UM DIA pra viagem - me ligam: olha só, realmente seu cartão não foi aceito, então pra fazer a troca precisamos de um outro número de cartão. Disse que tudo bem, que eu podia embarcar no vôo das 19:00 mesmo. Aí veio a bomba:

- Olha senhora, a partir do momento que você pede uma troca, a sua primeira reserva é AUTOMATICAMENTE CANCELADA.

Quer dizer, eu já tinha pago a primeira parcela de um vôo que a LAN simplesmente FOI LÁ E CANCELOU! Aquilo me apavorou e pensando em milhares de alternativas, disse que já ligava de volta com um novo número de cartão. Chamei uma amiga minha do trabalho de lado, contei o que estava acontecendo e perguntei se ela me emprestava o cartão, pagava assim que caísse o salário. Sem problemas. Liguei na LAN, fiz tooodo o trâmite novamente e me informaram que em 4 horas me mandariam a confirmação da troca do vôo.

1, 2, 3, 4, 5 horas e NADA de confirmação nem de ligação da LAN. Não preciso falar o quanto fiquei ansiosa e que não consegui colocar nem uma barrinha de cereal na boca, né? Liguei na LAN era umas cinco da tarde já começando a ficar puta, e o moço falando que ainda não tinham confirmado nada. Falei que se até as 18:50 eles não me retornassem (porque pra ajudar, o atendimento deles é só até as 19:00) eu ia ligar de novo. Dito e feito. Liguei e soltei os cachorros. Onde já se viu cancelarem um vôo cuja primeira parcela já estava paga? E eles não avisarem dessa condição de cancelamento no momento da troca de horário? Ok, pode parecer meio óbvio pra quem está acostumado a comprar passagens aéreas, mas pra mim não! E por que o negócio não era automático? Assim que eu passasse o número do cartão de crédito (o meu ou o da minha amiga, que seja), já tinha que avisar se ia liberar ou não.

Fui pra casa espumando de raiva e ansiosa, perigando não conseguir embarcar. Meu namorado, coitado, todo fofo me ligou ansioso que eu tava pra chegar e eu nervosa, comecei a chorar e a falar em português contando o que tinha acontecido, sem nem ligar pro fato de que ele não fala UMA palavra da minha língua a não ser 'caralho'. Me acalmei e contei tudo o que estava acontecendo, dessa vez em espanhol. Ele disse que ia ligar na LAN lá do Chile pra ver se eles podiam ajudar e se ELE podia usar seu próprio cartão pra pagar a maldita taxa. Isso de madrugada, faltando HORAS pra viajar!!! A LAN de Santiago informou que o segundo cartão NÃO tinha sido aprovado, mas que eu poderia ir cedinho ao aeroporto direto na lojinha da LAN, pagar a taxa em cash e embarcar.

E foi o que eu fiz. Cheguei em Guarulhos era umas seis e meia da matina, com tanto medo de não conseguir embarcar, rapei minha conta e fui na tal lojinha. Expliquei a situação pra atendente e eu simplesmente DESACREDITEI quando ela me disse que no sistema, meu vôo das 19:00 aparecia como CONFIRMADO. Parecia um sonho, mas o negócio ficou melhor ainda. Ela disse que poderia me encaixar sim no vôo das 9:00 e pedi pra ela ver quanto ia me custar essa troca. Quase desmaiei quando ela me disse: não vai ser cobrada nenhuma taxa!!! NENHUMA.TAXA!!! SIMPLES ASSIM!!!

Ok, ela emitiu um novo bilhete pra mim, eu ainda com aquela cara de pasma me dirigi ao guichê pra despachar as malas. Isso devia ser umas, sei lá, sete da manhã. Quando chegou minha vez, a mocinha me olhou e falou: VOCÊ NÃO QUER EMBARCAR NESSE VÔO QUE SAI AGORA AS OITO??? Comecei a rir de nervoso, logicamente aceitei, despachei as malas, me despedi da minha mãe, mandei um whatsapp pro meu namorado avisando que ia chegar as onze da manhã e embarquei, INCRÉDULA!

No final das contas deu tudo certo, mas eu prometi pra mim mesma que NUNCA MAIS vou passar por isso. Se eu comprei a passagem pro horário x eu vou me manter nesse horário x. Não vale o nervoso e eu tenho certeza que um golpe de sorte como esses é pra uma vez na vida e nunca mais!

(Continua amanhã)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Diário de viagem: um breve relato (parte 2)

Acho que o meu dia em Viña del Mar merece um post a parte, hahaha, então vamos lá.

Desde maio que eu tava louca pra voltar pra Viña, porque daquela vez eu só tinha ~visto~ a cidade a noite e bla bla bla. Dessa vez acordamos relativamente cedo, pegamos e carro e chegamos lá bem na hora do almoço.
O caminho pra lá foi lindo. Primeiro porque estava sol, não tinha uma nuvem no céu e dava pra ver a cordilheira, linda, toda nevada. Depois porque ele fez um caminho diferente um pouco mais longo e íamos parando pra tirar fotos.




Ahn, o mais importante: nesse dia nem tava tanto frio assim \o/

Nossa primeira parada foi Reñaca, uma praia que fica do lado de Viña. A orla está sendo toda reformada pro verão, por isso o caminho estava meio confuso pra chegar até lá. Reñaca é muito praia de rico, haahahaha. As casas que ficam de frente pro mar é tudo casa de celebridade chilena e lá lota na temporada. Isso tudo de acordo com ele, né?
Paramos num restaurante - cujo nome eu LOGICAMENTE me esqueci - com vista pra praia e pedimos dois pratos: um de ceviche e outro chamado 'jardim de mariscos'. Bem gostoso, mas honestamente o do Mercado Central era melhor ;-)
Nem vou comentar do preço, porque né? É chover no molhado, já falei tanto sobre isso nos posts das minhas férias que enfim...
Achei Reñaca uma graça com os barquinhos coloridos aportados no cais e os pelicanos nas pedras. Fora que né? A cor do mar é ALGO!






Mais 10 minutinhos de carro e já estávamos em Viña =)
Estacionamos na beira da calçada perto do mar e fomos caminhando e tirando foto. Tem MUITO cigano em Viña, chega a ser chato de tanto que eles ficam te abordando. E tem muito passeio de carruagem pelas ruas da cidade, aheuaeiauhea. Achei brega, mas até que deu vontade de pagar um mico desses. O legal é que as carruagens tem tipo um mecanismo que recolhe o esterco do animal mesmo quando ele está passeando.

Lembro quando a minha tia me disse que Viña del Mar era um 'Guarujá melhorado' e eu meio que torci o nariz na época. Se for isso, então é um Guarujá um milhão de vezes melhorado!!! Viña é lindo! O Castillo Wulff é lindo, o relógio de flores é lindo, o mar, a vista, o sol... tudo é lindo. E romântico, claro, hahahahaha. Tô louca pra ir pra lá no verão, deve ser uma delícia!






 Todas essas fotos eu tirei do Castillo. A entrada é de graça e a vista é linda. Altamente recomendável.
E logicamente, tirei novas fotos na frente do famoso relógio de flores. Não importa quantas vezes você vá a Viña, tirar foto no relógio é obrigatório, lol.


Tudo isso nós fizemos a pé e contando que durante o caminho nós fomos parando várias vezes, deu mais ou menos uma meia hora. Ahn, uma coisa que eu reparei: os chilenos tomam MUITO sorvete. Tinha sorveteria por tudo quanto é canto, e diferente daqui que só tomamos no calor, lá eles tomam em qualquer época do ano. Palavras dele: mesmo se estiver chovendo, a gente toma um helado. Ok então, né? Hahahahaha.
No caminho de volta pro carro, o sol já estava começando a se por e resolvemos subir nas pedras da praia e esperar até que ele fosse embora de vez. Muita gente faz isso e acho que isso que deixa o clima da cidade tão gostoso.





Lindo né? Mais lindo ainda é que o sol se poe mas continua meio claro ainda, o céu azul e a lua já surgindo... aff s2

- Mas como nem todas as viagens são perfeitas, eu vivi um pouco da 'vida real' de Santiago. E isso inclui trânsito. Sim, trânsito igual aqui em São Paulo. No caminho do aeroporto até a casa dele a gente pegou engarrafamento e numa sexta a tarde quando íamos pra casa da mãe dele. Os santiaguinos são meio kamikazes e mal educados no trânsito. Mal dão seta e já estão trocando de pista, colam na traseira do carro da frente, fazem ultrapassagem pela direita. Os pedestres também são meio loucos, hahahaha.
Mas também foi a única coisa, digamos, fora do comum, que rolou.

De resto, continuo achando o Chile lindo, Santiago mais lindo ainda. E minha vontade de conhecer outros lugares do país aumentou ainda mais.

Pra terminar... uma fotinho da cordilheira na viagem de volta.
Coisa rica!!!




segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Diário de Viagem: um breve relato (parte 1)

Apesar de dar muita saudade, ter namorado que mora em outro país é bom por isso. Quando você menos espera, está separando seu passaporte de novo, fechando as malas e imprimindo a passagem para uma viagem nova, mesmo que ela dure poucos dias. E foi o que aconteceu comigo há umas duas ou três semanas. Depois de quase 3 meses longe dele, finalmente surgiu uma oportunidade de ficar uns 4 dias lá em Santiago. Apesar de ter sido uma viagem curta - e cujo o foco definitivamente não era o turismo - achei legal relatar aqui como foi essa minha segunda vez na capital chilena, pois acabei fazendo coisas e indo a lugares novos. Tentarei ser resumida - a.k.a menos detalhista - nesse relato, então vamos lá:

- Uma das novidades dessa viagem foi conhecer o Cajon del Maipo. Acordamos na 5ª bem cedinho pois ele tinha alguma coisa pra resolver da carteira de moto dele num lugar cujo endereço ficava perto desse lugar.
 O Cajon del Maipo fica há mais ou menos uma hora de Santiago e é o destino certo pra quem curte esses turismos de aventura, esportes radicais e bla bla bla. Mais informações nesse link aqui ou então dá um Google pra conhecer mais sobre o Cajon ;-) 
Nossa primeira parada foi numa espécie de povoado para que ele pudesse resolver seus assuntos burocráticos que, ainda bem, não demoraram quase nada. O dia estava cinza, nublado, chuvoso (longe de mim reclamar, pois depois de 35 dias sem chuva aqui em São Paulo, eu tava era feliz da vida por ver água caindo do céu, hahaha) e muito frio. Ou seja, ideal pra ver NEVE. E ela estava lá, meio ralinha no povoado. Depois pegamos o carro e começamos a subir mais próximo da cordilheira. No caminho, a chuva ia dando uma engrossada de leve e os carros estacionados na rua já começavam a ficar com uma grossa camada branca; bem coisa de filme mesmo. Depois de mais ou menos uns 15 minutos, estacionamos o carro e foi só a gente descer, que floquinhos de neve começaram a cair, awwww. Durou bem pouquinho, mas foi o suficiente pra brasileira jeca aqui ficar (quase) realizada, hahahaha.








Tão vendo esse túnel aí da foto? Pois então, nós atravessamos ele, hahaha. Deu o maior medo, tudo escuro, parecia enredo de filme de terror hollywoodiano/adolescente de um grupo de amigos que vão viajar juntos e começa a acontecer assassinatos estranhos, sabe? Claro que nada aconteceu e a experiência foi no mínimo interessante. A estrada ficava na beira de onde estávamos e poucos carros e caminhões passavam por lá. Também tinha essa espécie dei, sei lá, altar provavelmente em homenagem a pessoas que já morreram ali (ou não). Igual a gente vê em beira de estrada? Então...

O Carlos bem que tentou, mas não nevou o suficiente pra deixar o carro dele branco, tadinho.
Na volta a Santiago paramos numa lanchonete beira de estrada, simplérrima e mandamos ver uma empanada (empanada gigante, by the way) cada um e um chá. Aliás, o chá está para os chilenos como o café está para os brasileiros. Perguntei se eles não tem o costume de tomar café e ele me disse que não, porque a qualidade do café chileno é muito ruim.

- Também fui ao cinema em Santiago. Tá, vocês podem pensar: ahn, grande merda ir ao cinema. Mas pô, era ir ao cinema em OUTRO país e acho isso muito válido.
Fomos nesse cinema aqui que fica num bairro chamado La Reina. Esse bairro, ele me contou, fica numa espécie de morro e diferente daqui de São Paulo ou do Rio de Janeiro, lá quem mora nos morros é o pessoal mais abastado, que tem mais grana. No caminho do cinema eu vi um morro cheio de luzinhas das casas e fiquei com muita vontade de conhecer esse bairro, pois ele disse que é muito bonito e elegante. Quem sabe na próxima viagem, né?
Pois bem, o cinema é enorme, tem trocentas salas, fliperama, máquinas de foto estilo aquelas que tinha nos Playland's da vida e várias opções de comes além da pipoca. O ingresso custou 3.800 pesos (menos de R$4,00), mas porque ele tinha algum desconto x lá. Tinha MUITA gente pra ver o filme e acabamos entrando na fila tarde demais e sentamos num lugar horrível e desconfortável, hahaha. Ahn: e o porta-copos da poltrona não cabia a garrafa de água, ela ficava caindo. ¬¬'
Quase não tem comercial antes do filme e passam poucos trailers também. E a legenda, que assim como aqui também é branca, 'muda de lugar' na tela quando tem algum fundo branco, justamente pra gente poder conseguir ler. Demorou pra fazerem isso aqui também né?
Aaaaahn e o ponto alto da noite: terminou o filme e o que aconteceu? COMEÇARAM A BATER PALMA!!! Pois é...

- Também me levaram pra dançar, hahahahaha. A gente queria ter feito isso na primeira vez que eu fui, mas acabou não dando tempo. Dessa vez fomos eu, Carlos e a Marta, aqueeela chilena que fez o favor de nos apresentar. Fomos buscá-la em sua casa e fizemos uma primeira parada num bar que estava lotado e justamente por isso o dono não deixava mais ninguém entrar. Fomos parar em Providência (se eu não me engano) numa balada chamada Zen. Cacei aqui algum link mas não achei. Enfim, a balada era bem bonita e tocava música eletrônica. Nem lembro quanto pagamos, mas não deve ter sido muito. Tava meio vazia talvez porque estivesse um FRIO DO CARALHO e é muito engraçado ver as chilenas dançando. Elas são todas tímidas e a única menina que tava soltando a franga na pista tinha cara de ser européia, hahahaha. Tinha um chileno tentando um approach na Marta e eu fiquei surpresa de verdade com o respeito do cara. Aqui em São Paulo os manés chegam chegando, te apertando, querendo fungar no seu cangote e enfim... um verdadeiro horror. Esse cara ficou de boa, na dele, conversando com a maior paciência, puxando assunto... comentei isso com a Marta e ela me disse que nem todos os chilenos são assim, que tem alguns que pegam pesado. Vai saber né?

- Apesar de todas essas coisas legais que fizemos, o ponto alto mesmo desse 'bate-e-volta' pro Chile foi no sábado, meu último dia, que passamos em Viña del Mar.
Mas acho que isso vou deixar pro próximo post =)









segunda-feira, 30 de julho de 2012

Diário de Viagem - Dicas, conselhos etc etc etc

Seria muita pretensão da minha parte querer dar dicas, conselhos ou qualquer coisa do gênero sobre meus poucos dias em Santiago e San Pedro do Atacama??
Enfim... apesar de ter ficado só 10 dias viajando, resolvi montar esse 'guia' sobre preços, nomes dos lugares que eu fui e etc. Claro que pra montar isso, eu guardei quase todos os papéis e comprovantes, então vamos lá:


ONDE ME HOSPEDEI:
Como eu disse logo no primeiro post sobre Santiago, eu fiquei no Andes Hostel. Fiz a reserva pelo Hostelbookers e recomendo. Não tive nenhum problema com reserva nem nada. Mas lembrando que quando você reserva pelo Hostelbookers, é pago uma taxa de 10% em cima do valor total da mesma. Essa taxa vem na fatura do seu cartão de crédito, mas é preciso pegar o valor desses 10% e fazer o cambio em libras, porque o site é de lá. Mesmo assim, essa taxa é ridiculamente barata, então acho que vale a pena. Foram 5 noites e paguei US$81,00 pagos logo quando você faz o check-in. Ahn: e se você vai embora antes, eles não devolvem a diferença, viu? Acredito que o pagamento só possa ser feito em dólar, mas é sempre bom enviar um e-mail antes pra não chegar desprevenido né? Alguns funcionários do Andes falam português e todos eles falam inglês. O hostel tem café-da-manhã e toalha inclusos, o que é ótimo, pois te poupa essa graninha.
O Andes é o hostel ideal pra quem tá indo viajar sozinho, porque todas as noites eles oferecem eventos no saguão. Noite do karaokê, noite do hot dog, noite de filmes, de churrasco... a não ser que você seja muito anti-social ou realmente não queira interagir com ninguém, dificilmente vai ficar sozinho(a).

Já em San Pedro, eu fiquei no Campo Base. Mesmo esquema, também reservei no Hostelbookers, com toalha e café-da-manhã inclusos. O pagamento é feito na hora do check-out, mas acho que se você quiser já deixar pago, não tem problema. O que foi legal foi que eu tinha reservado 5 noites, mas como eu resolvi ir embora uma noite antes, os caras me cobraram 4 e não 5 noites, diferente do Andes. 4 noites = 44.700 pesos chilenos, o que dá mais ou menos uns R$176,00.
Ao contrário do hostel de Santiago, o Campo Base não tem eventos sociais. Mas acho que isso não acontece só lá e sim em todos os hostels de San Pedro. Como os passeios duram o dia todo e a gente acorda muito cedo, então honestamente, ninguém lá tem muito pique pra fazer as coisas. No máximo um dos barzinhos da cidade e olhe lá. O pessoal em San Pedro costuma dormir meio cedo.

ONDE E O QUE COMER:
Comer em Santiago é MUITO barato. Bom, na real tudo lá é muito mais barato se for comparar com São Paulo, né? Obviamente que não vou lembrar de todos os restaurantes que comi e muito menos os preços de tudo, mas o que mais me chamou a atenção foi o preço que paguei em um prato de ceviche, um de marisco e uma garrafinha de vinho branco lá no Mercado Central. R$28,00!!!
Em San Pedro é um pouquinho mais caro, mas não tãããão mais caro. A maioria dos restaurantes de lá servem o menu: duas opções de entrada, duas opções de prato principal e duas opções de sobremesa. Mais uma taça de vinho ou de pisco sour, dá o equivalente a uns R$28,00 também.

Os chilenos comem muita coisa com choclo (milho), pollo (frango), palta (abacate). Se você for a um restaurante, pedir o menu e ler a palavra 'picoteios', não se assuste: picoteio lá é tipo entrada, coisinhas para beliscar. Ou como eles falam lá: para picar.
As empanadas de lá são IMENSAS. Quando estava lá no Cerro San Cristobal pedi duas empanadas e me arrependi. Uma só é o suficiente, a não ser que você coma muito, claro. Tanto as empanadas quanto os completos são opções gostosas, rápidas e baratas pra você matar a fome durante o dia. Tem em qualquer esquina de Santiago e de San Pedro.
Em Santiago, é tipo, OBRIGAÇÃO comer mariscos/frutos do mar lá no Mercado. Só cuidado quando eles tentarem te vender um prato que eu esqueci o nome (claro), mas que é tipo um caranguejo gigante. Custa uns 100.000 pesos e quase não tem 'carne' no bicho. E se eu fosse você, comeria na marisqueria do Tio Lucho. Fica mais escondidinho, no número 88.

Pra beber não tem segredo. O Chile, além dos deliciosos vinhos, tem várias cervejas riquíssimas. Sem contar o tal do mote con huesillos que eu tanto falei aqui, né? Mas me parece que o mote só é vendido na época do calor. De qualquer maneira, não custa perguntar.
Outra dica importante pra quem, assim como eu, ODEIA água com gás: aqui no Brasil a água com gás tem o rótulo vermelho e a sem gás, rótulo azul. Lá no Chile é ao contrário ¬¬'. Tive que errar umas 3x até aprender.


MEIO DE TRANSPORTE:
Eu andei só 2x de metrô lá e não lembro quanto foi a passagem. Mas se você tá afim, ande de táxi porque não sai caro MESMO.
Quando eu cheguei em Santiago, peguei um táxi do aeroporto até o centro e paguei US$35,00. Peguei o táxi oficial, os guichês ficam bem na frente quando você desembarca, não tem como não achar. Você se dirige até um guichê, fala o nome da rua pra onde você vai, a mocinha dá o preço, você paga e um funcionário identificado que te leva até o carro.
Se você quiser economizar, pode tomar um Transvip. É tipo uma van que cabe 6 pessoas dentro. O custo: 11.000 pesos chilenos (R$44,00).

Em Calama eu não me lembro quanto paguei no Transvip do aeroporto até o terminal de buses, mas deve ter sido bem mais barato que em Santiago. O ônibus até San Pedro custou 2.500 pesos chilenos. O ônibus da volta (San Pedro - Calama) custou 2.900 pesos.


PASSEIOS:
Aqui não vou falar muito sobre os lugares que eu fui (já fiz isso nos posts anteriores), mas sim vou passar os preços pra ter mais ou menos uma noção.
O nome da agência onde fechei meus passeios em San Pedro é a Maxim Tour, que fica na rua Caracoles 174C. A Caracoles por sinal é a rua principal de San Pedro.
Os passeios pras Lagunas, o Salar de Tara e os Gêiseres deu um total de 100.000 pesos. Todos os passeios incluem café-da-manhã (o Salar de Tara também inclui almoço), porém esse valor é separado das entradas. Pra entrar nos Gêiseres, eu paguei 5.000 pesos. Das lagunas 6.500, do Valle de la Luna 2.000 e do Salar de Tara 50.000 pesos. A agência dá um desconto de 10% se você fechar um pacote com eles.
Ahn outra coisa: o Valle de la Luna paguei separado, porque fechamos esse passeio primeiro e só depois que fechamos os outros. Mas o valor do passeio pra lá sai 8.000 pesos. Acredito eu que os preços dos passeios não mudem muito de uma agência pra outra. Dê uma pesquisada antes.
Dê uma pesquisada também sobre os outros passeios. Eu fiz o básico, mas lá no Deserto também tem as Lagunas Cejar, um tour astronômico (durante a noite pra um observatório ali perto), Ojos de Salar, escaladas em vulcões como o Licancabur, enfim... tem mais um monte de coisa legal pra fazer.

E outra coisa: pra quem quiser estender um pouco a viagem, em San Pedro é possível fechar um passeio para o Salar de Yunni. O Salar de Yunni fica na Bolívia e você pode fechar a viagem numa das várias agências que ficam em San Pedro. Logicamente que só as agências dos bolivianos que fazem esse passeio. Eu não fiz porque fiquei com medo de não gostar, de ser muito roots... foi minha primeira viagem esquema mochila nas costas, então achei melhor pegar meio leve hahahaha. Mas o Yunni deve ser INCRÍVEL! Vi fotos no Google e com certeza irei pra lá ano que vem. Pelo que me falaram, são 3 dias de viagem com algumas paradas e talz...
Já em Santiago e falando sobre o La Chascona: a entrada custou 3.500. Some aí mais 3.000 que gastei na lojinha de souvenirs. O funicular pra subir no Cerro San Cristobal custou 1.800. Eu optei por subir direto, sem descer no zoológico. Se você quiser parar no Zoo, sai um pouquinho mais caro.

Sabe a tal da montanha russa estilo carrinho de rolemã que o chileno me levou? Pois é, eu dei um google aqui e achei o nome: Vertigo Park. Dá uma olhadinha no site, mas achei bem bacana porque não é um passeio que se encontra nos guias clichês do Chile. Não pagamos nada pra entrar, mas a voltinha na montanha-russa saiu por 3.000 pesos cada.
Não sei mesmo quanto custa a passagem de ônibus de Santiago pra Valparaíso e/ou Viña, mas não deve ser caro... e a viagem vale a pena, como eu já relatei no post sobre o dia que fui pra lá.

Teve um passeio mega tradicional em Santiago que eu não fiz e me arrependo por isso. São os tais cafés con piernas. Dêem um Google e procurem mais sobre o assunto, porque eu realmente não sei do que se trata.

Uma coisa que eu achei bem legal em Santiago é que lá na Plaza de armas tem uns guias turísticos usando camisetas vermelhas escrito FREE TOUR. Se você fala inglês bem, é só colar com esse grupo e fazer um tour a pé e de graça pela cidade. Coisa que não se vê aqui em São Paulo, né? Eu não fiz esse tour, mas peguei alguns folhetos na recepção do hostel e guardei comigo. É só você dar uma perguntada que você descobre. O pessoal da recepção dos hostels também sempre tem dicas sobre bons restaurantes, lanchonetes, bares, passeios.
Lá em Santiago eles fazem o famoso 'pub crawl', igual que tem aqui em São Paulo. No Andes tinha bastante divulgação sobre isso e fiquei bem com vontade, mas acabou que não deu tempo. Enfim, tem muita coisa pra fazer, MESMO. Sem contar as vinícolas e as estações de esqui, né? Eu não fui nem em uma e nem em outra, mas fica aí também a dica. Bares, restaurantes, cafés com mesinhas na calçada... Santiago é tipo São Paulo, só que menor e muito mais bonita!



COMPRAS:
Não vou nunca cansar de repetir que fazer compras em Santiago é MUITO barato. Alô mulherada: se joguem sem culpa nas milhares de lojas de departamento espalhadas pela cidade. Compre casacos, bolsas, perfumes, maquiagens, esmaltes e tudo mais que gostarem e se deliciem com os preços. Eu ainda não acredito que consegui comprar dois lindos casacos por R$200,00.
Outra coisa que é bem barato por lá são os sapatos. Quando eu fui estava a maior moda de botas dos mais variados modelos e tinha também muitos daqueles coturninhos, só que com o cano mais baixo, nas vitrines. Vi botas por R$70,00, sem brincadeira. Também comprei aquelas coisas bem clichês tipo imãs de geladeira (comprei uns LINDOS em Valparaíso, recomendo), e claro, muitos postais!!!

Em San Pedro a dica é comprar artesanatinhos clássicos: meias de lã de lhama, ponches, aquelas touquinhas tipo do Chaves, luvas, bijous de cobre ou prata, bala de coca, porta retrato com madeira de cacto, lhaminhas de pelúcia, cartões postais... dá pra fazer a festa e trazer mimo pra todo mundo, se você for desses/dessas. Além da passarela com várias barraquinhas vendendo os presentinhos, na cidade também tem várias lojas bem bacanudas com roupas lindas. Vale muito a pena dar uma fuçada. O chileno me disse pra tomar cuidado com os vendedores, porque eles tentam passar a perna nos turistas, cobrando mais caro nas coisas. Mas sei lá, eu não me senti lesada em nenhum momento. As etiquetas com os preços estavam lá, não tinha como eles enganarem. Claro que nem tudo é tão barato assim, as bijous por exemplo são bem, bem caras. Mas tem coisas com preços pra todos os gostos e bolsos.

Bom... acho que basicamente é isso.
Me encantei pelo Chile, pelas pessoas (tanto me encantei que voltei namorando, néam?), pela comida, pela educação, pela beleza, pelas paisagens... e espero voltar muito, MUITO em breve!




segunda-feira, 23 de julho de 2012

Diário de Viagem 13/05 - Calama - Santiago - São Paulo

Voltar de uma viagem é sempre ruim. Voltar de uma viagem que foi perfeita, que te mostrou paisagens maravilhosas, que te apresentou a pessoas queridas e especiais é pior ainda. Por isso, quando o despertador tocou logo cedo, avisando que era hora de tomar um banho rápido, pegar as coisas e correr pro aeroporto, eu senti um gosto amargo na boca. E não era do mau hálito matutino não, hahaha. Já era a deprê pós viagem começando a bater.

Enfim... tomei um banho, liguei pra recepção e pedi que eles me chamassem um táxi para as 8 da manhã. Meu vôo era só as 10 e o aeroporto fica bem perto do hotel que eu estava. E sabia que seria essa uma looonga viagem, porque nosso vôo ia chegar em Santiago lá pelas 11:00 e só íamos embarcar para São Paulo as SEIS DA TARDE!!!
Cheguei no aeroporto e não tinha quase ninguém. Na real, o guichê da Lan ainda estava vazio, só uma meia dúzia de gringos esperando pra fazer o check-in. Minha tia chegou um pouco depois de mim e aí já estava tudo certo para despachar as malas e embarcar.




O vôo até Santiago foi rápido e tranquilo. Não teve tanta turbulência como na ida e rapidamente já estávamos descendo no aeroporto da capital chilena ainda sem saber o que fazer. Eu sou meio desesperada com essas coisas de perder vôo e tava com medo de perder o avião pra São Paulo e bla bla bla. Ainda bem que minha tia estava comigo, porque ela me convenceu a pegarmos um Transvip até o centro para darmos uma passeada básica e depois voltar a tempo pro aeroporto.
Coincidência ou não, na nossa van estava o brasileiro que fez o passeio conosco para as lagunas altiplânicas. Ele desceu antes de nós (por sinal, ele se hospedou no mesmo hostel que eu) e quando o motorista perguntou onde queríamos ficar, eu disse: pode deixar a gente no Paseo Huérfanos.

Saltamos da van. O dia estava beeem frio e nublado em Santiago, uma delícia. E as ruas vaziassas, a maioria das lojas fechadas. Andamos meio sem rumo. Paramos numa perfumaria e ficamos um bom tempo lá escolhendo maquiagens, esmaltes e outras coisinhas. Sentamos numa mesa de um café bem simpático na calçada e dividimos um crepe e cada uma tomou um chocolate quente.
Andamos mais um pouco. Uma muvuquinha na Plaza de Armas em comemoração ao dia das mães.

Passamos em frente a uma das diversas lojas de departamento de Santiago, resolvemos entrar e fizemos compras! Um monte de casacos, cada um mais lindo que o outro, ficamos hooooras e hooooras lá provando, provando, provando... eu acabei comprando dois. Um preto com capuz e um roxo, os dois com botões. Sabe o preço? O equivalente a R$200,00. Sabe quando que você compra UM casaco que seja por 200 dilmas aqui em São Paulo??? Então... por isso que eu aconselho. Se você vai pra Santiago, não compre casacos aqui pra levar pra lá. Leve um ou dois que você tenha e goste e compre tudo lá! Vale muito mais a pena.
No final das contas ter feito esse Hzinho em Santiago foi bom, porque fiz umas comprinhas básicas, coisa que não foi possível fazer 9 dias antes, por conta da logística da mochila e etc.

Pegamos um táxi na Plaza de Armas em direção ao aeroporto. Dividindo em duas pessoas saiu acho que 12 mil pesos pra cada uma, ou algo assim. Embarcamos direto (nossas malas já tinham sido despachadas pra São Paulo lá em Calama) e fomos, CLARO, para o Duty Free.
O Free Shop de Santiago é bem grandão, mas não difere muito do daqui de São Paulo. O daqui tem produtos M.A.C e o de lá não. Mas o de lá tinha os perfumes da Shakira e o daqui não tinha. Lá também não tem Victoria Secret... sei que gastamos uns bons minutos (e uma boa grana) lá no Duty Free.

Tudo certo, tia e sobrinha com zilhares de sacolas nas mãos, embarcamos para o nosso vôo rumo a São Paulo. As duas com o coração na mão, querendo ficar mais alguns (vários) dias, claro.
Mas foi isso... o vôo de volta foi bem tranquilo também. Apesar de estar muito ansiosa pra rever minha mãe, meu irmão e meu pai, sinto que meu coração ficou lá no Chile.

E por isso pretendo voltar em breve!

Hasta la vista mi Chilenito querido =)

terça-feira, 17 de julho de 2012

Diário de Viagem - Uma noite em Calama

Eu particularmente estava morrendo de medo quando embarquei no ônibus em San Pedro rumo a Calama. Quer dizer, não era exatamente medo, mas era um pouco de receio, sabe? Primeiro porque, como eu comentei aqui anteriormente, Calama é uma cidade HORRÍVEL. Me causou muito má impressão, e aí eu fiquei com medo de que ela fosse também perigosa. E segundo porque eu tava apavorada de repente o chileno não conseguir me buscar no terminal, ou eu acabar parando num outro lugar... sei lá! Sou desesperada e drama queen mesmo, fazer o que. Mas ainda bem que deu tudo certo.

Uma coisa curiosa que eu observei durante toda a viagem de ônibus pra Calama. Nas cadeiras do meu lado estavam sentado um cara e uma menina. A menina devia ser novinha, no máximo uns 20 anos. O cara já aparentava ser um pouco mais velho que ela, mas não muito mais velho. Deu a impressão de que eles estudam na mesma escola.
Enfim... o ônibus deu a partida e rumou para a estrada e quando vi, a menina estava abrindo uma latinha de cerveja... QUENTE, mas ok. O curioso não foi a temperatura da breja e sim o fato de que ela e ele tomavam cada um uma latinha e entre um gole e outro eles escondiam a cerveja. Tipo, um gole, e escondiam a lata num saco plástico. Outro gole, saco plástico... a sensação é que eles estavam fazendo alguma coisa muito, MUITO errada MESMO! Eu sei que lá em Santiago se você é pego na rua com uma lata de breja ou uma garrafa de qualquer outra bebida alcoólica na mão, a polícia te prende e ponto final! O irmão de um amigo do meu pai, chileno, já foi preso porque estava bebendo na porta de casa. Mas não imaginei que fosse assim, tão proibido.

Enfim, a viagem até Calama foi tranqüila. Tirando a minha ansiedade monstra em chegar logo. Ansiedade essa que me impediu de dormir, logicamente.
O ônibus chegou na rodoviária - que por sinal foi um terminal diferente de onde eu peguei o ônibus na ida - e pronto, lá estava o chileno me esperando já com um hotel escolhido pra gente passar a noite. Não me perguntem o nome do hotel, porque eu não sei. Sei que era bem bacana, com cama confortável e o pessoal da recepção extremamente simpático. Quando chegamos, a menina que estava lá disse com um sorriso no rosto:
- Conseguiu encontrar sua namorada?

Pois bem, largamos as coisas no quarto e saímos a pé para jantar. Minha opinião sobre Calama não mudou nadica de nada. Continuo achando uma cidade feia e vou morrer pensando assim. Até o chileno acha isso. Mas enfim, eu tava com ele então nada mais importava /guei
Nessa nossa andada até o restaurante eu pude observar que tava rolando a maior comoção nas ruas por conta do dia de las madres, que ia ser no dia seguinte. A gente estava numa espécie de passarela fechada para carros com camelôs por todos os lados vendendo todo tipo de presente pro dia das mães. Uma coisa mais brega que a outra, HAHAHAHAHAHA. Até caixa de bombom estilo Especialidades Nestlé com uma fita decorativa em cima eu vi vendendo. Sério, tão brega, tão kitschi e tão divertido.

Ele escolheu um restaurante bem gostoso pra gente comer. Disse que nunca tinha ido, mas que os colegas de trabalho dele recomendaram. Ok, vamos lá. Novamente: não faço a MENOR idéia do nome do lugar, mas o restaurante me pareceu bastante tradicional na cidade, tipo sei lá, o Chácara Souza. Muitas famílias jantando, mães ganhando rosas (de plástico ou não) de presente e uns clipes de músicas em espanhol passando numa televisão.
Sentamos e pedimos o cardápio. Como eu tava MORRENDO de preguiça de tentar entender o que era cada prato, falei pro chileno: escolhe você. E ele pediu umas carnes com salada e sei lá mais o que.

A comida era bem gostosa e o jantar estava indo tudo bem até que... alguém pegou um microfone e falando extremamente rápido, anunciou uma cantora que iria fazer um show para homenagear as mães. Ok, jantar com música ao vivo not good. Mas aí entrou a cantora. Uma moça bem com cara de chilena, gordinha (gordinha não vai, gorda mesmo), soltou um playback bem estilo daqueles tecladistas de churrascaria e começou a ~cantar~.
Sério, ela ficou bem do lado da minha mesa o tempo TODO e ela cantava pra fora, tipo meio berrando, sei lá hahahahaha. O chileno falava comigo e eu mal conseguia entender uma palavra... sério, tava MUITO brega e a gente não conseguia parar de dar risada disso tudo.

Isso só deu combustível pra terminarmos nosso jantar o mais rápido possível pra voltar correndo pro hotel e aproveitar algumas horinhas juntos antes do despertador tocar e ele voltar ao trabalho na mineradora e eu, ir pro aeroporto de Calama rumo a São Paulo. =((

(Não tem fotos dessa noite em Calama)

domingo, 15 de julho de 2012

Diário de Viagem 12/05 - San Pedro do Atacama - Gêiseres de Tatio - Calama

Esse último dia de viagem foi muito especial e por conta disso, o relato de hoje vai ficar meio gigante, mas vamos lá.

As 3:30 meu celular despertou e eu, com muito custo - porque tava frio pra c*ralho fora da cama - eu me troquei. Total preparação: uma meia fio 80, uma leggin preta flanelada por cima da meia, uma meia normal do tipo soquete, uma meia de lã de lhama e o coturno. Na parte de cima do corpo: uma segunda pele de manga comprida flaneladinha por dentro, uma camiseta de manga comprida, uma blusa flanelada por cima, o casaco de pluma de ganso. Duas luvas, cachecol e uma boina de lã.

As 4:00 chegou o ônibus que ia nos levar para os Gêiseres. Não, não foi um 4x4, foi ônibus mesmo, igual o que nos levou para o Valle de la Luna. Inclusive suspeito que o guia também era o mesmo. Todos acomodados, antes de tomar a estrada, o guia disse claramente: podem dormir, porque não terá nada para ver a caminho dos gêiseres. Não vamos fazer nenhuma parada, vamos direto para lá.

Assim sendo, aproveitei pra dar uma dormidinha. Não sei quanto tempo de viagem até os gêiseres, mas acredito que seja 1 hora e meia mais ou menos, quase duas. Porque quando chegamos lá, o sol estava começando a nascer.
Agora, por favor... eu preciso relatar sobre o que eu senti quando desci do ônibus: frio... MUITO FRIO!!! No termômetro do veículo estava marcando -8º e começou a bater um certo pânico. A hora que eu coloquei meus pézinhos pra fora... meu Deus!!! Nunca imaginei que ia passar tanto frio na minha vida. E nunca mais reclamo do frio daqui de São Paulo, porque olha...

Compramos nossos ingressos para adentrar ao parque onde tem os gêiseres, entramos no ônibus e ele andou durante uns 5 minutos. O suficiente para o guia nos instruir a NUNCA chegar perto de onde jorram a água, respeitar as demarcações feitas com as pedras em volta dos gêiseres. Andar devagar, porque estávamos a uma altitude de 6 mil metros e tanto. Disse também que em 40 minutos o café da manhã estaria pronto, tempo suficiente pra gente poder andar entre os gêiseres, tirar fotos etc etc etc.

Confesso que caminhei com uma certa dificuldade, tamanho o frio. Meu pé simplesmente congelou e doía tanto que era ruim de andar. Mas na boa, vale muito a pena. É só ver as fotos.







Os gêiseres soltam os jatos de água mais forte quando o sol já nasceu mesmo e o calor reflete nos buracos. Como o sol ainda estava nascendo, então eles não estavam totalmente em atividade, ainda. Lá nos gêiseres acho que foi o único lugar que eu senti frio úmido. Sem contar o cheiro de enxofre, né? A água que sai dos buracos sai a 84º. Com o frio que eu tava sentindo, minha vontade era de mergulhar lá dentro e nunca mais, sair, hahahahaha.
Tirei foto também do Vulcão de Tatio, que faz fronteira com o Peru, Chile e Bolívia.


Conforme o sol foi nascendo, os gêiseres foram soltando jatos de água cada vez mais fortes. Até a hora que ele nasceu e de vez e deixou a paisagem ainda mais bonita.





Depois do café-da-manhã entramos no ônibus novamente a caminho do maior gêisere que tinha lá no parque. E perto da piscina termal. O guia nos explicou que essa piscina estava liberada para os corajosos que estivessem afim de tirar as roupas, colocar um calção de banho/biquíni e dar uma nadadinha. A água, claro, quente. Mas ele alertou para ficarem no máximo 20 minutos, pois a água estava cheia de sais.
Logicamente que eu não fiz parte do seleto grupo que encarou a temperatura negativa e mergulhou na água. Se só de tomar uma friagem de leve em Itú no feriado eu já tô com gripe, imagina se fizesse isso lá nos gêiseres. Enfim, deve ser no mínimo uma experiência interessante. Se você for pra lá e curte essas coisas meio kamikazes, eu recomendo ;-)





Com o sol totalmente "nascido", a atividade dos gêiseres estava (desculpem o trocadilho não intencional) a todo vapor. E o frio, continuava bombando. Mesmo assim era hora de entrar no ônibus novamente e ir em direção ao povoado de Machuca no caminho de volta para San Pedro. As paisagens que iam passando pela janela do ônibus enquanto seguíamos em direção a Machuca, surreais também. Com direito a vicunhas, lhamas (algumas) e patos em lagos quase congelados.






Depois de mais ou menos 1 hora na estrada, chegamos ao povoado de Machuca. O guia nos recomendou experimentar a empanada de quejo de cabra do único restaurante de lá. Eu mal pude acreditar no que vi quando chegamos. Imagina um povoado com, sei lá, 5 casas de pedra. Então, esse é o povoado de Machuca. Uma igrejinha num morro - que estava fechada, por isso só tiramos fotos do lado de fora - uns, sei lá, 20 nativos, alguns ônibus de turismo e só.
Descrevendo assim acho que não dá pra se ter uma idéia, melhor mesmo é ver as fotos.






Cara, vocês conseguem imaginar alguém morando... aí??? Tipo, muito surreal. Fiquei ME imaginando numa dessas casinhas durante uma semana. Certeza que morreria de tédio ou de frio logo na primeira noite. Aliás, como esse povo consegue dormir nessas casas de pedra? É pedra, deve ser frio pra cacete aí dentro. Coragem!
Claro que eu e minha tia provamos a tal empanda de queijo de cabra que o guia recomendou. Aliás, não só o guia, mas umas 3 pessoas que conheci lá no hostel e já tinham feito esse passeio. E digo que a fama justifica, viu? O negócio é realmente BOM!

Já saindo de Machuca, o que encontramos??? Lhamas! Muitas, muitas, MUUUUUITAS LHAMAS!!!
Meu instinto Felícia aflorou dentro de mim e deu vontade de sair correndo por entre elas, gritando e abraçando-as. Pena que não me deixaram fazer isso =((
A cara de blasé que elas tem é demais, não me aguento hahahahaha.




Pois bem, de volta a San Pedro, num trajeto que durou mais 1 hora e meia. Passamos por vários cactos, mais e mais paisagens lindas. Enfim, estava encerrado o passeio pra um dos lugares mais incríveis que eu já vi. Olhando tudo aquilo enquanto ainda estava dentro do ônibus, eu só conseguia pensar: caralho, nunca imaginei que um dia ia vivenciar algo parecido.
Pra mim, a viagem já estava encerrada com chave de ouro, mas quando chegamos em San Pedro eu, minha tia e todos os outros que estavam chegando na cidade tiveramo uma grata surpresa.

Colocamos o pé pra fora do ônibus e escutamos uma música bem alta vindo, provavelmente da praça. Minha tia só me olhou e me arrastou pra lá.
Quando chegamos lá, TCHANAN... Um show da banda dos Carabineros de Chile!!! Meu, que GENIAL, sério. A banda tocando tudo direitinho, com um cantor em algumas músicas, todo mundo batendo palma, participando, cantando junto... achei tão legal, meu. Dá pra ver que os chilenos respeitam os Carabineros que por sua vez respeitam a população. Até 'Aquarela do Brasil' (ou seria Aquarela brasileira) eles tocaram. Só eu e minha tia nos manifestamos naquela hora, mas ok, hahahaha.

Mas o ponto alto MESMO foi aqui, nesse vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=3vt_R6omSEU&feature=plcp

Fala sério, hahahaha. As crianças no meio dançando, depois os carabineros de parzinho sacudindo os ombros. Foi demais, juro.

Fim da apresentação, hora de tomar um banho e começar a juntar as coisas, porque meu ônibus em direção a Calama ia partir as 19:10. E a minha ansiedade já tava no talo, pra poder rever o chileno de novo.
Eu e minha tia almoçamos uma besteirinha qualquer e fomos depois atrás de souvenirs básicos pra nós e para os parentes, claro.

Minha noite em Calama foi bem divertida também, e por isso merece uma atualização a parte, então por ora é isso.