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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Atualizando... de novo

Ok ok ok... mais uma vez o Notas está completamente abandonado. E sabe que nem é por falta de criatividade para novos textos ou novidades não. Acho que é por preguiça mesmo, sei lá.
De qualquer maneira, estou aqui de novo pra dar um update nas informações. Alguém aí está interessado? Sim? Não? Enfim...

Em primeiro lugar: estou desempregada! Pois é, faz umas duas semanas isso. Depois de 4 anos e 2 meses no UOL (2 anos como estagiária e mais 2 anos e dois meses como efetiva na Publicidade) resolveram que eu não era mais tão importante assim pra empresa. Na verdade eu não os culpo nem levo pro lado pessoal. Há muito que o meu fluxo de trabalho estava bem baixo. E estava bem bem infeliz. Meu chefe sempre soube disso, ainda em Março desse ano a gente sentou e conversou, pensou em algumas mudanças pra mim, pra minha carreira... mas no final das contas, fui dispensada.
É claro que eu fiquei triste. Afinal são 4 anos, toda uma rotina e amigos, trabalhando numa puta duma empresa, com uma estabilidade raríssima no mercado publicitário de hoje em dia. Claro também que chorei na hora de me despedir das pessoas, mas hoje analisando friamente, acho que foi bom ter sido mandada embora. Foi bom porque eu estava extremamente acomodada lá. Infeliz e acomodada, quer combinação mais perigosa?

Segundo lugar, e essa novidade tem a ver com a primeira: por conta dessa demissão - que graças a Deus não foi por justa causa - eu resolvi encarar meus medos e me matriculei num curso de espanhol de 4 semanas em Santiago. Comprei as passagens e é isso, dia 21 de Junho estou embarcando para o Chile pra estudar, passear, passar frio, ver neve e claro, conviver mais com o meu namorado. Acho que vai ser muito legal essa experiência pra mim, estou animada e ansiosa ao mesmo tempo e tem tudo pra dar certo. Por enquanto é viagem de ida e volta, mas nunca se sabe, né? Eu tenho um certo pressentimento, mas prefiro não comentar muito sobre ele agora. Vamos deixar rolar e ver como será...

Em relação ao meu namoro, fizemos 1 ano dia 8 de maio. Nem acredito que, mesmo namorando a distância, conseguimos completar um ano. Digo isso não por maldade, mas mais por ceticismo mesmo. Eu sou meio cética/pessimista e além de tudo sou ciumenta e insegura. Mas está dando tudo certo, em Abril fizemos uma viagem lindíssima pelo Sul do Chile (em breve farei postagens do Diário de viagem contando como foi) e posso dizer que a cada dia que passa, eu fico mais e mais apaixonada por ele.

Outra coisa legal que rolou nesse meio tempo: fui convidada pra ser madrinha de casamento de uma amiga minha. Nos conhecemos há quase 10 anos - pasmem, via Headbanger Voice da Rock Brigade - e cultivamos uma amizade muito legal durante esses anos. Brigamos, saímos de baladas juntas enchemos a cara na alegria e na tristeza, daí o tempo passou, ela começou a namorar, vai casar e me chamou pra ser madrinha. Claro que fiquei absurdamente feliz e não vejo a hora do casamento. Vai ser tão legal, que até o Carlos vem, hahaha.

Essas últimas semanas tenho curtido uma mini fossa de saudade do meu querido amigo, que eu prefiro não citar quem é. Desde Novembro que não nos falamos, brigamos por uma coisinha idiota e enfim... acho que acabou a amizade. Fico triste por isso, será que tudo que a gente passou foi tão superficial assim?

Mas o que importa é que, fazendo um balanço geral, tive mais momentos bons que momentos ruins nesses dias que fiquei sem escrever.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Diário de viagem: Chile/Novembro 2012

Bom, terminando com esse relato contando sobre o último dia, o Domingo.

Obviamente acordamos tarde já que chegamos em casa do Maquinaria as 4 da manhã destruídos, com dor no corpo, areia na calcinha, cabelo duro de tanta poeira... hahahaha.
Ficamos enrolando pra sair da cama e trocar de roupa o máximo que deu. Até a hora que bateu aquela puta fome, nos vestimos e saímos pra almoçar. E digo aqui sem dúvida alguma que foi a minha melhor refeição no Chile até hoje.

Fomos de Metrô até um restaurante chamado Ocean Pacific. Eu estava doida pra comer ceviche e frutos do mar de novo e o Carlos disse que lá era o melhor lugar de Santiago pra comer isso. O restaurante em si é muito legal, todo temático com coisas de navio, submarinos e etc. Cada 'sala' é de um jeito: uma tem piratas, a outra parece um submarino e por aí vai...




Além do lugar ser mega divertido, a comida é uma DELÍCIA. Sério, nem no Mercado eu comi frutos do mar tão gostosos. Não vou lembrar exatamente o que a gente pediu mas tinha ceviche, jardim de mariscos, vinho branco (The Harvest, tomei e me apaixonei) e machas a parmesana. Tradução: OSTRAS GRATINADAS. Tive um orgasmo gastrônomico, sério.
Dividimos uma sobremesa e nem vi o valor da conta, porque de acordo com ele, era presente de 6 meses de namoro ;-). Mas sei que foi meio caro, porque o restaurante é top. Enfim, acho que pelo tanto que comemos e bebemos, no final das contas acabou valendo a pena.

Esse foi o primeiro dia de calor que peguei lá em Santiago e tava muito gostoso, porque não é um calor incômodo como o daqui. Se você vai pra sombra, tá mais fresquinho, tem vento e enfim... por isso saímos andando pelo bairro onde estávamos e paramos na Plaza Brazil, onde estava rolando uma espécie de feirinha de antiguidades.





Achei genial as crianças se refrescando na fontezinha sem segurança ou guardinha municipal enchendo o saco. E sem mendigo mijando na água, claro.
A feirinha estava muito legal tinha de absolutamente tudo, até gatinhos para adoção. Comprei uma jaqueta de couro de verdade, LINDA e cheia de tachinhas e paguei 40.000 pesos chilenos. O equivalente a R$80,00 mais ou menos. Chupa essa manga, Zara!

Saímos da praça e fomos de ônibus até o centro, lá perto dos Paseos Huérfanos e Ahumada e demos mais uma voltinha por lá. Eu AMO o centro de Santiago, criei um carinho muito especial por aquela área acho que por lembrar da minha viagem de férias, do hostel que eu fiquei e enfim...
Passamos em frente ao Teatro Municipal que eu ainda não tinha visto, nem quando fui pra lá em Maio. Acabamos não entrando, então não sei se estava fechado ou não, mas quero ver por dentro numa próxima oportunidade.

Saímos de lá e fomos parar no Santa Lucia. Muito amor por aquele lugar também, viu? Não fomos até lá em cima por pura preguiça mesmo, mas sentamos num banquinho na parte mais baixa do cerro e ficamos lá dando uma descansada e conversando... sei lá, sei que essa voltinha que a gente deu só serviu pra aumentar ainda mais meu amor por Santiago.






Voltamos pro apartamento e ficamos no terraço vendo o pôr-do-sol. Sem comentários, as fotos falam por si só. Ter a visão da cordilheira na paisagem eu considero um privilégio, sério mesmo...




Enfim... acabou meu último dia em Santiago. A noite só fomos ao supermercado comprar coisinhas pra 'picar' e dormimos cedo, já que na segunda eu tinha que estar no aeroporto as 5 da manhã pra voltar pra São Paulo ¬¬'

Sexta-feira agora estou embarcando novamente pro Chile (depois de 5 meses longe), mas dessa vez vamos pra Puerto Varas, no sul do país.
Então COM CERTEZA podem aguardar novos relatos por aqui. :-)


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Diário de Viagem - Comprando passagens para o Chile/Novembro 2012

Tá boooom, tá bom, eu sei que estou MUITO atrasada com esse meu diário de viagem. Voltei de lá faz dois meses e honestamente não sei porque demorei tanto pra relatar essa minha última ida ao Chile. Preguiça, falta de inspiração, correria de fim de ano... mas como essa semana anda um marasmo total e irrestrito aqui no trabalho (e aproveitando pra tirar as teias desse blog), aproveito pra dar uma exercitada no meu cérebro já enferrujado graças a publicidade online e vou relatar aqui mais ou menos como foi.

Antes de mais nada, preciso contar a emoção que foi pra comprar a passagem. Aliás, foi uma aventura tão surreal que isso merece um post a parte. No próximo eu conto como foi efetivamente a viagem, as coisas que eu fiz etc etc etc.

Pois vamos lá. Em outubro - e eu não vou me lembrar quando exatamente - meu namorado me disse que poderíamos ir sim ao Maquinaria, que ele ia ter o turno livre e que eu já podia comprar as passagens. Pois bem, entrei primeiro no site da Decolar.com e fiquei realmente assustada com os preços da passagem! É inacreditável como muda o valor de uma hora pra outra. Dois dias antes, pro período do dia 8/11 até dia 12/11, ida e volta mais ou menos uns R$600,00. No dia da compra, a passagem estava custando absurdos quase R$1300,00 (sem brinks) e COM ESCALAS!!!
Me desesperei, quis chorar, me acalmei e entrei direto no site da LAN, onde os preços estavam dentro da normalidade, thanks God. Efetuei lindamente a minha compra prum vôo saindo daqui na quinta-feira a noite e voltando segunda de manhãzinha, pois a ideia era chegar em São Paulo e já ir trabalhar direto.
Minha compra foi confirmada, paguei a primeira parcela (fiz em 3x) e lindo.

Passaram-se algumas semanas da compra, eu me arrependi profundamente de ter comprado pra quinta a noite. Eu fico tão pouquinho com o meu namorado, queria aproveitar o máximo possível. Sendo assim, liguei lá na LAN e perguntei se havia passagens para a quinta de manhãzinha, de preferência no primeiro horário. Sim tinha, mas não com a mesma tarifa que eu havia comprado. Eles iam me cobrar a mais (bem a mais, diga-se de passagem), mas podiam me colocar no vôo das 9 da manhã. Eu ia chegar em Santiago ao meio dia, perfeito! Passei o número do cartão de crédito para um atendente que com certeza não era brasileiro e falava um português carregadíssimo de sotaque e em 3 dias eles mandariam um novo número de reserva pro meu e-mail. Vejam bem, isso foi no dia 2/11 sexta feira. Faltando 6 dias pra minha viagem.

No mesmo dia, eu fiquei sabendo através do meu pai, que o meu cartão de crédito não ia passar pois estava com fatura em atraso e blablabla. Ok, fiquei triste mas me conformei. Segunda-feira, cheguei no trabalho e fui conferir se já podia fazer o check-in online. Não podia, mas curiosamente quando abri meu número de reserva mostrou o vôo das 9 da manhã. Achei estranho e na hora liguei pra LAN.

Abro um parênteses aqui sobre essas ligações: por algum motivo, quando eu tentava ligar lá pelo meu telefone do trabalho, a chamada não completava. Eu tive que lotar meu celular de créditos e ligar diretamente dele. A qualidade das chamadas são HORRÍVEIS e por conta do sotaque dos atendentes, fica super difícil de entender o que eles te falam. Enfim, é uma experiência péssima e eu não recomendo pra ninguém.

Expliquei todo o caso para o moço, que muito solícito disse que ainda não tinha obtido a resposta sobre a minha troca de vôo (a.k.a confirmação do cartão de crédito) e pediu pra ligar mais tarde. Isso foi de manhã e umas quatro da tarde eu liguei e nada. Ok. Qual não foi a minha surpresa, quando no dia seguinte (3ª Feira) eu entro no meu número de reserva E QUEDÊ MEU VÔO??? Não estava disponível para check-in nem o vôo das 9:00 e NEM O DAS 19:00. Ok, liguei novamente explicando tooooda a situação e? 'Ainda não temos a confirmação senhora, mas amanhã logo no primeiro horário ligamos novamente'. Ok moço, mas eu viajo na quinta e eu preciso saber EM QUAL VÔO VOU EMBARCAR.

Não havia muito o que fazer a não ser esperar. E eu esperei, até que na 4ª Feira - vejam bem, faltando UM DIA pra viagem - me ligam: olha só, realmente seu cartão não foi aceito, então pra fazer a troca precisamos de um outro número de cartão. Disse que tudo bem, que eu podia embarcar no vôo das 19:00 mesmo. Aí veio a bomba:

- Olha senhora, a partir do momento que você pede uma troca, a sua primeira reserva é AUTOMATICAMENTE CANCELADA.

Quer dizer, eu já tinha pago a primeira parcela de um vôo que a LAN simplesmente FOI LÁ E CANCELOU! Aquilo me apavorou e pensando em milhares de alternativas, disse que já ligava de volta com um novo número de cartão. Chamei uma amiga minha do trabalho de lado, contei o que estava acontecendo e perguntei se ela me emprestava o cartão, pagava assim que caísse o salário. Sem problemas. Liguei na LAN, fiz tooodo o trâmite novamente e me informaram que em 4 horas me mandariam a confirmação da troca do vôo.

1, 2, 3, 4, 5 horas e NADA de confirmação nem de ligação da LAN. Não preciso falar o quanto fiquei ansiosa e que não consegui colocar nem uma barrinha de cereal na boca, né? Liguei na LAN era umas cinco da tarde já começando a ficar puta, e o moço falando que ainda não tinham confirmado nada. Falei que se até as 18:50 eles não me retornassem (porque pra ajudar, o atendimento deles é só até as 19:00) eu ia ligar de novo. Dito e feito. Liguei e soltei os cachorros. Onde já se viu cancelarem um vôo cuja primeira parcela já estava paga? E eles não avisarem dessa condição de cancelamento no momento da troca de horário? Ok, pode parecer meio óbvio pra quem está acostumado a comprar passagens aéreas, mas pra mim não! E por que o negócio não era automático? Assim que eu passasse o número do cartão de crédito (o meu ou o da minha amiga, que seja), já tinha que avisar se ia liberar ou não.

Fui pra casa espumando de raiva e ansiosa, perigando não conseguir embarcar. Meu namorado, coitado, todo fofo me ligou ansioso que eu tava pra chegar e eu nervosa, comecei a chorar e a falar em português contando o que tinha acontecido, sem nem ligar pro fato de que ele não fala UMA palavra da minha língua a não ser 'caralho'. Me acalmei e contei tudo o que estava acontecendo, dessa vez em espanhol. Ele disse que ia ligar na LAN lá do Chile pra ver se eles podiam ajudar e se ELE podia usar seu próprio cartão pra pagar a maldita taxa. Isso de madrugada, faltando HORAS pra viajar!!! A LAN de Santiago informou que o segundo cartão NÃO tinha sido aprovado, mas que eu poderia ir cedinho ao aeroporto direto na lojinha da LAN, pagar a taxa em cash e embarcar.

E foi o que eu fiz. Cheguei em Guarulhos era umas seis e meia da matina, com tanto medo de não conseguir embarcar, rapei minha conta e fui na tal lojinha. Expliquei a situação pra atendente e eu simplesmente DESACREDITEI quando ela me disse que no sistema, meu vôo das 19:00 aparecia como CONFIRMADO. Parecia um sonho, mas o negócio ficou melhor ainda. Ela disse que poderia me encaixar sim no vôo das 9:00 e pedi pra ela ver quanto ia me custar essa troca. Quase desmaiei quando ela me disse: não vai ser cobrada nenhuma taxa!!! NENHUMA.TAXA!!! SIMPLES ASSIM!!!

Ok, ela emitiu um novo bilhete pra mim, eu ainda com aquela cara de pasma me dirigi ao guichê pra despachar as malas. Isso devia ser umas, sei lá, sete da manhã. Quando chegou minha vez, a mocinha me olhou e falou: VOCÊ NÃO QUER EMBARCAR NESSE VÔO QUE SAI AGORA AS OITO??? Comecei a rir de nervoso, logicamente aceitei, despachei as malas, me despedi da minha mãe, mandei um whatsapp pro meu namorado avisando que ia chegar as onze da manhã e embarquei, INCRÉDULA!

No final das contas deu tudo certo, mas eu prometi pra mim mesma que NUNCA MAIS vou passar por isso. Se eu comprei a passagem pro horário x eu vou me manter nesse horário x. Não vale o nervoso e eu tenho certeza que um golpe de sorte como esses é pra uma vez na vida e nunca mais!

(Continua amanhã)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Nunca vá ao Rio de Janeiro de ônibus

Pois é isso mesmo que você leu. Nunca, em hipótese alguma vá ao Rio de Janeiro de ônibus. Ou se possível, evite ao máximo essa experiência. Espere sair promoções em empresas aéreas, parcele sua passagem em 839x no cartão de crédito se preciso, mas ir de ônibus não!
E eu não tô falando isso porque a viagem é cansativa, longa, a estrada é perigosa e etc. Muito pelo contrário. Leva só 6 horas de São Paulo até lá (em seis horas dá pra dar uma bela duma dormida que você nem vê o tempo passar), os ônibus da Itapemirim são confortáveis e quando ele começa a descer a Serra das Araras, você tem um puta visual. O problema é quando ele chega lá, na capital fluminense.

No feriado de 7 de setembro eu e mais cinco amigas fomos pra lá. Quando começamos a planejar a viagem, vimos que o vôo da volta sairia de lá no Domingo lá pelo meio-dia, ou seja: seria um dia perdido. Acabamos optando por ir de ônibus mesmo e eu topei de boa, porque já fui pra lá de bus, duas vezes inclusive. E nenhuma dessas viagens foi traumática, a ponto de me fazer repensar a idéia. O problema é que nenhuma dessas vezes o ônibus chegou a parar na rodoviária. E aí meu bem, que vem o porém. A rodoviária do Rio é HORRÍVEL! Sério, horrível mesmo. No meio do nada, um lugar feio, sem segurança alguma. Chegamos na 6ª de manhãzinha e ficamos numa fila INTERMINÁVEL até que o ônibus conseguisse estacionar e deixar a gente desembarcar. Ela é suja, mal cuidada (só tem uma parte dela que foi reformada, e essa parte sim tá legal) e os ônibus são anunciados nas plataformas através de MEGAFONES!!! Nem pra ser por auto falantes, espalhados pela rodoviária, sabe? Mega fone mesmo e boa sorte se você conseguir entender o que o cara está falando.
Aliás, as plataformas são um caso a parte. Puta confusão, precisa de bola de cristal - ou de boa vontade pra alguém te informar - pra adivinhar onde seu ônibus vai parar, é um Deus nos acuda na hora de embarcar e desembarcar, porque fica todo mundo amontoado na frente de um ônibus que pode nem ser o seu. Inclusive eu e as meninas fizemos isso, talvez porque se não fosse assim, não conseguiríamos embarcar.

E eu fiquei mais chocada ainda em saber que essa é a única rodoviária interestadual da cidade. Gente, peraí... tudo bem que aqui em São Paulo também só tem a Rodoviária do Tietê de onde sai ônibus para outros estados, mas apesar dela ser super feia, não dá pra negar que é bem mais organizado, né? Poxa vida... o Rio é uma cidade turística pra caralho, merece um lugar melhor pro pessoal que chega de ônibus... espero de verdade que até a Copa, o governo, estado, prefeitura, whatever consigam dar um upgrade, porque, olha... causa muito má impressão da cidade.

Mas ainda bem que essa sensação passa quando você fica alguns dias lá na cidade.
Eu confesso: sempre fui preconceituosa em relação ao Rio de Janeiro. Sempre fui muito influenciada pela mídia, que de tanto falar, acabou me deixando com verdadeiro PÂNICO do Rio. Achava que assim que saltasse do ônibus, ia ser assaltada, sei lá. Mas nada como uma viagem pra essa impressão mudar.
Primeiro porque eu e as meninas nos hospedamos num hostel que fica no PÉ da favela do Cantagalo. Isso mesmo, a gente se hospedou quase no morro, hahahahaha. E se quer saber, mais tranqüilo impossível. Primeiro porque a favela foi pacificada pela UPP. Ou seja: quase nada de barulho de madrugada, o que me permitiu dormir linda e tranqüilamente. Não tão tranqüilamente assim porque o travesseiro do hostel parecia mais uma folha de papel, mas isso não vem ao caso. Ficava uma viatura da polícia na esquina da rua onde estávamos praticamente 24h por dia. Sabe quando mostra favela em novela da Globo e é aquela calmaria, com uma ou outra música alta, a galera se dando bem, aquela puta paz? E a gente assiste e pensa: ahn, que mentira, até parece que é assim. Pois então, é. Surreal.

Os prédios residenciais do Rio também são lindos. Meio padrões assim, com aquela arquitetura antigona e apartamentos com janelas enormes, bem coisa do centro de São Paulo, sabe? A quantidade de táxis que tem na cidade também, não é brincadeira... sem contar que é MUITO mais barato que aqui em São Paulo, né? O único chato é ter que ficar de olho se os taxistas não estão te enrolando, mas acredito que isso aconteça aqui também pra quem vem de fora. Mal de brasileiro, que sempre quer levar vantagem em cima dos outros.
A praia de Ipanema, apesar de estar LOTADA, é linda também. Água do mar gelada, ideal pra dar uma refrescada no forno  calor que estava fazendo. A junção morro + praia também é bem bonita... pena que quando você olha pro morro, vê um monte de favela... se não fosse isso, a paisagem seria ainda mais bonita. Galera andando de bicicleta de boa pela cidade, coisinhas fofas (e caras) pra comprar na feirinha de Ipanema... e o mate que vendem na praia??? Sério, como que ainda não trouxeram essa idéia maravilhosa pras praias aqui de São Paulo? Aquilo é muito, MUITO bom!

Acho também que nem preciso comentar sobre a vista do Morro da Urca/Pão de Açúcar a noite. Infelizmente, quando chegamos estava uma fila GIGANTESCA e quando conseguimos chegar lá em cima, já tinha anoitecido. Eu já tinha ido no bondinho uma vez de dia, mas sei lá, eu tinha 14 anos e não me lembrava direito. Queria ter visto mais pro fim da tarde/noite, mas ok, fica pra próxima. Valeu a pena do mesmo jeito. A minha única reclamação é: R$53,00 pelo bondinho é muito enfiar a faca, né? E o pior é que só paga meia quem for estudante do Rio. Porra, estudante é estudante em qualquer lugar do país. Ou tô errada?
Por conta do preço - e da grande possibilidade de enfrentar fila - que acabamos abortando a ideia de ir pro Cristo.

Enfim, nada como dar uma nova chance ao Rio de Janeiro. Digo isso por mim, Ana Clara, que pretendo voltar logo pra poder dedicar mais tempo aos passeios turísticos. Porém, voltar ao Rio de ônibus e parar na rodoviária... NUNCA MAIS, hahahahaha.

(Lembrando que essas são as MINHAS impressões. Você pode concordar, ou não)


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Diário de viagem: um breve relato (parte 2)

Acho que o meu dia em Viña del Mar merece um post a parte, hahaha, então vamos lá.

Desde maio que eu tava louca pra voltar pra Viña, porque daquela vez eu só tinha ~visto~ a cidade a noite e bla bla bla. Dessa vez acordamos relativamente cedo, pegamos e carro e chegamos lá bem na hora do almoço.
O caminho pra lá foi lindo. Primeiro porque estava sol, não tinha uma nuvem no céu e dava pra ver a cordilheira, linda, toda nevada. Depois porque ele fez um caminho diferente um pouco mais longo e íamos parando pra tirar fotos.




Ahn, o mais importante: nesse dia nem tava tanto frio assim \o/

Nossa primeira parada foi Reñaca, uma praia que fica do lado de Viña. A orla está sendo toda reformada pro verão, por isso o caminho estava meio confuso pra chegar até lá. Reñaca é muito praia de rico, haahahaha. As casas que ficam de frente pro mar é tudo casa de celebridade chilena e lá lota na temporada. Isso tudo de acordo com ele, né?
Paramos num restaurante - cujo nome eu LOGICAMENTE me esqueci - com vista pra praia e pedimos dois pratos: um de ceviche e outro chamado 'jardim de mariscos'. Bem gostoso, mas honestamente o do Mercado Central era melhor ;-)
Nem vou comentar do preço, porque né? É chover no molhado, já falei tanto sobre isso nos posts das minhas férias que enfim...
Achei Reñaca uma graça com os barquinhos coloridos aportados no cais e os pelicanos nas pedras. Fora que né? A cor do mar é ALGO!






Mais 10 minutinhos de carro e já estávamos em Viña =)
Estacionamos na beira da calçada perto do mar e fomos caminhando e tirando foto. Tem MUITO cigano em Viña, chega a ser chato de tanto que eles ficam te abordando. E tem muito passeio de carruagem pelas ruas da cidade, aheuaeiauhea. Achei brega, mas até que deu vontade de pagar um mico desses. O legal é que as carruagens tem tipo um mecanismo que recolhe o esterco do animal mesmo quando ele está passeando.

Lembro quando a minha tia me disse que Viña del Mar era um 'Guarujá melhorado' e eu meio que torci o nariz na época. Se for isso, então é um Guarujá um milhão de vezes melhorado!!! Viña é lindo! O Castillo Wulff é lindo, o relógio de flores é lindo, o mar, a vista, o sol... tudo é lindo. E romântico, claro, hahahahaha. Tô louca pra ir pra lá no verão, deve ser uma delícia!






 Todas essas fotos eu tirei do Castillo. A entrada é de graça e a vista é linda. Altamente recomendável.
E logicamente, tirei novas fotos na frente do famoso relógio de flores. Não importa quantas vezes você vá a Viña, tirar foto no relógio é obrigatório, lol.


Tudo isso nós fizemos a pé e contando que durante o caminho nós fomos parando várias vezes, deu mais ou menos uma meia hora. Ahn, uma coisa que eu reparei: os chilenos tomam MUITO sorvete. Tinha sorveteria por tudo quanto é canto, e diferente daqui que só tomamos no calor, lá eles tomam em qualquer época do ano. Palavras dele: mesmo se estiver chovendo, a gente toma um helado. Ok então, né? Hahahahaha.
No caminho de volta pro carro, o sol já estava começando a se por e resolvemos subir nas pedras da praia e esperar até que ele fosse embora de vez. Muita gente faz isso e acho que isso que deixa o clima da cidade tão gostoso.





Lindo né? Mais lindo ainda é que o sol se poe mas continua meio claro ainda, o céu azul e a lua já surgindo... aff s2

- Mas como nem todas as viagens são perfeitas, eu vivi um pouco da 'vida real' de Santiago. E isso inclui trânsito. Sim, trânsito igual aqui em São Paulo. No caminho do aeroporto até a casa dele a gente pegou engarrafamento e numa sexta a tarde quando íamos pra casa da mãe dele. Os santiaguinos são meio kamikazes e mal educados no trânsito. Mal dão seta e já estão trocando de pista, colam na traseira do carro da frente, fazem ultrapassagem pela direita. Os pedestres também são meio loucos, hahahaha.
Mas também foi a única coisa, digamos, fora do comum, que rolou.

De resto, continuo achando o Chile lindo, Santiago mais lindo ainda. E minha vontade de conhecer outros lugares do país aumentou ainda mais.

Pra terminar... uma fotinho da cordilheira na viagem de volta.
Coisa rica!!!




segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Diário de Viagem: um breve relato (parte 1)

Apesar de dar muita saudade, ter namorado que mora em outro país é bom por isso. Quando você menos espera, está separando seu passaporte de novo, fechando as malas e imprimindo a passagem para uma viagem nova, mesmo que ela dure poucos dias. E foi o que aconteceu comigo há umas duas ou três semanas. Depois de quase 3 meses longe dele, finalmente surgiu uma oportunidade de ficar uns 4 dias lá em Santiago. Apesar de ter sido uma viagem curta - e cujo o foco definitivamente não era o turismo - achei legal relatar aqui como foi essa minha segunda vez na capital chilena, pois acabei fazendo coisas e indo a lugares novos. Tentarei ser resumida - a.k.a menos detalhista - nesse relato, então vamos lá:

- Uma das novidades dessa viagem foi conhecer o Cajon del Maipo. Acordamos na 5ª bem cedinho pois ele tinha alguma coisa pra resolver da carteira de moto dele num lugar cujo endereço ficava perto desse lugar.
 O Cajon del Maipo fica há mais ou menos uma hora de Santiago e é o destino certo pra quem curte esses turismos de aventura, esportes radicais e bla bla bla. Mais informações nesse link aqui ou então dá um Google pra conhecer mais sobre o Cajon ;-) 
Nossa primeira parada foi numa espécie de povoado para que ele pudesse resolver seus assuntos burocráticos que, ainda bem, não demoraram quase nada. O dia estava cinza, nublado, chuvoso (longe de mim reclamar, pois depois de 35 dias sem chuva aqui em São Paulo, eu tava era feliz da vida por ver água caindo do céu, hahaha) e muito frio. Ou seja, ideal pra ver NEVE. E ela estava lá, meio ralinha no povoado. Depois pegamos o carro e começamos a subir mais próximo da cordilheira. No caminho, a chuva ia dando uma engrossada de leve e os carros estacionados na rua já começavam a ficar com uma grossa camada branca; bem coisa de filme mesmo. Depois de mais ou menos uns 15 minutos, estacionamos o carro e foi só a gente descer, que floquinhos de neve começaram a cair, awwww. Durou bem pouquinho, mas foi o suficiente pra brasileira jeca aqui ficar (quase) realizada, hahahaha.








Tão vendo esse túnel aí da foto? Pois então, nós atravessamos ele, hahaha. Deu o maior medo, tudo escuro, parecia enredo de filme de terror hollywoodiano/adolescente de um grupo de amigos que vão viajar juntos e começa a acontecer assassinatos estranhos, sabe? Claro que nada aconteceu e a experiência foi no mínimo interessante. A estrada ficava na beira de onde estávamos e poucos carros e caminhões passavam por lá. Também tinha essa espécie dei, sei lá, altar provavelmente em homenagem a pessoas que já morreram ali (ou não). Igual a gente vê em beira de estrada? Então...

O Carlos bem que tentou, mas não nevou o suficiente pra deixar o carro dele branco, tadinho.
Na volta a Santiago paramos numa lanchonete beira de estrada, simplérrima e mandamos ver uma empanada (empanada gigante, by the way) cada um e um chá. Aliás, o chá está para os chilenos como o café está para os brasileiros. Perguntei se eles não tem o costume de tomar café e ele me disse que não, porque a qualidade do café chileno é muito ruim.

- Também fui ao cinema em Santiago. Tá, vocês podem pensar: ahn, grande merda ir ao cinema. Mas pô, era ir ao cinema em OUTRO país e acho isso muito válido.
Fomos nesse cinema aqui que fica num bairro chamado La Reina. Esse bairro, ele me contou, fica numa espécie de morro e diferente daqui de São Paulo ou do Rio de Janeiro, lá quem mora nos morros é o pessoal mais abastado, que tem mais grana. No caminho do cinema eu vi um morro cheio de luzinhas das casas e fiquei com muita vontade de conhecer esse bairro, pois ele disse que é muito bonito e elegante. Quem sabe na próxima viagem, né?
Pois bem, o cinema é enorme, tem trocentas salas, fliperama, máquinas de foto estilo aquelas que tinha nos Playland's da vida e várias opções de comes além da pipoca. O ingresso custou 3.800 pesos (menos de R$4,00), mas porque ele tinha algum desconto x lá. Tinha MUITA gente pra ver o filme e acabamos entrando na fila tarde demais e sentamos num lugar horrível e desconfortável, hahaha. Ahn: e o porta-copos da poltrona não cabia a garrafa de água, ela ficava caindo. ¬¬'
Quase não tem comercial antes do filme e passam poucos trailers também. E a legenda, que assim como aqui também é branca, 'muda de lugar' na tela quando tem algum fundo branco, justamente pra gente poder conseguir ler. Demorou pra fazerem isso aqui também né?
Aaaaahn e o ponto alto da noite: terminou o filme e o que aconteceu? COMEÇARAM A BATER PALMA!!! Pois é...

- Também me levaram pra dançar, hahahahaha. A gente queria ter feito isso na primeira vez que eu fui, mas acabou não dando tempo. Dessa vez fomos eu, Carlos e a Marta, aqueeela chilena que fez o favor de nos apresentar. Fomos buscá-la em sua casa e fizemos uma primeira parada num bar que estava lotado e justamente por isso o dono não deixava mais ninguém entrar. Fomos parar em Providência (se eu não me engano) numa balada chamada Zen. Cacei aqui algum link mas não achei. Enfim, a balada era bem bonita e tocava música eletrônica. Nem lembro quanto pagamos, mas não deve ter sido muito. Tava meio vazia talvez porque estivesse um FRIO DO CARALHO e é muito engraçado ver as chilenas dançando. Elas são todas tímidas e a única menina que tava soltando a franga na pista tinha cara de ser européia, hahahaha. Tinha um chileno tentando um approach na Marta e eu fiquei surpresa de verdade com o respeito do cara. Aqui em São Paulo os manés chegam chegando, te apertando, querendo fungar no seu cangote e enfim... um verdadeiro horror. Esse cara ficou de boa, na dele, conversando com a maior paciência, puxando assunto... comentei isso com a Marta e ela me disse que nem todos os chilenos são assim, que tem alguns que pegam pesado. Vai saber né?

- Apesar de todas essas coisas legais que fizemos, o ponto alto mesmo desse 'bate-e-volta' pro Chile foi no sábado, meu último dia, que passamos em Viña del Mar.
Mas acho que isso vou deixar pro próximo post =)









segunda-feira, 30 de julho de 2012

Diário de Viagem - Dicas, conselhos etc etc etc

Seria muita pretensão da minha parte querer dar dicas, conselhos ou qualquer coisa do gênero sobre meus poucos dias em Santiago e San Pedro do Atacama??
Enfim... apesar de ter ficado só 10 dias viajando, resolvi montar esse 'guia' sobre preços, nomes dos lugares que eu fui e etc. Claro que pra montar isso, eu guardei quase todos os papéis e comprovantes, então vamos lá:


ONDE ME HOSPEDEI:
Como eu disse logo no primeiro post sobre Santiago, eu fiquei no Andes Hostel. Fiz a reserva pelo Hostelbookers e recomendo. Não tive nenhum problema com reserva nem nada. Mas lembrando que quando você reserva pelo Hostelbookers, é pago uma taxa de 10% em cima do valor total da mesma. Essa taxa vem na fatura do seu cartão de crédito, mas é preciso pegar o valor desses 10% e fazer o cambio em libras, porque o site é de lá. Mesmo assim, essa taxa é ridiculamente barata, então acho que vale a pena. Foram 5 noites e paguei US$81,00 pagos logo quando você faz o check-in. Ahn: e se você vai embora antes, eles não devolvem a diferença, viu? Acredito que o pagamento só possa ser feito em dólar, mas é sempre bom enviar um e-mail antes pra não chegar desprevenido né? Alguns funcionários do Andes falam português e todos eles falam inglês. O hostel tem café-da-manhã e toalha inclusos, o que é ótimo, pois te poupa essa graninha.
O Andes é o hostel ideal pra quem tá indo viajar sozinho, porque todas as noites eles oferecem eventos no saguão. Noite do karaokê, noite do hot dog, noite de filmes, de churrasco... a não ser que você seja muito anti-social ou realmente não queira interagir com ninguém, dificilmente vai ficar sozinho(a).

Já em San Pedro, eu fiquei no Campo Base. Mesmo esquema, também reservei no Hostelbookers, com toalha e café-da-manhã inclusos. O pagamento é feito na hora do check-out, mas acho que se você quiser já deixar pago, não tem problema. O que foi legal foi que eu tinha reservado 5 noites, mas como eu resolvi ir embora uma noite antes, os caras me cobraram 4 e não 5 noites, diferente do Andes. 4 noites = 44.700 pesos chilenos, o que dá mais ou menos uns R$176,00.
Ao contrário do hostel de Santiago, o Campo Base não tem eventos sociais. Mas acho que isso não acontece só lá e sim em todos os hostels de San Pedro. Como os passeios duram o dia todo e a gente acorda muito cedo, então honestamente, ninguém lá tem muito pique pra fazer as coisas. No máximo um dos barzinhos da cidade e olhe lá. O pessoal em San Pedro costuma dormir meio cedo.

ONDE E O QUE COMER:
Comer em Santiago é MUITO barato. Bom, na real tudo lá é muito mais barato se for comparar com São Paulo, né? Obviamente que não vou lembrar de todos os restaurantes que comi e muito menos os preços de tudo, mas o que mais me chamou a atenção foi o preço que paguei em um prato de ceviche, um de marisco e uma garrafinha de vinho branco lá no Mercado Central. R$28,00!!!
Em San Pedro é um pouquinho mais caro, mas não tãããão mais caro. A maioria dos restaurantes de lá servem o menu: duas opções de entrada, duas opções de prato principal e duas opções de sobremesa. Mais uma taça de vinho ou de pisco sour, dá o equivalente a uns R$28,00 também.

Os chilenos comem muita coisa com choclo (milho), pollo (frango), palta (abacate). Se você for a um restaurante, pedir o menu e ler a palavra 'picoteios', não se assuste: picoteio lá é tipo entrada, coisinhas para beliscar. Ou como eles falam lá: para picar.
As empanadas de lá são IMENSAS. Quando estava lá no Cerro San Cristobal pedi duas empanadas e me arrependi. Uma só é o suficiente, a não ser que você coma muito, claro. Tanto as empanadas quanto os completos são opções gostosas, rápidas e baratas pra você matar a fome durante o dia. Tem em qualquer esquina de Santiago e de San Pedro.
Em Santiago, é tipo, OBRIGAÇÃO comer mariscos/frutos do mar lá no Mercado. Só cuidado quando eles tentarem te vender um prato que eu esqueci o nome (claro), mas que é tipo um caranguejo gigante. Custa uns 100.000 pesos e quase não tem 'carne' no bicho. E se eu fosse você, comeria na marisqueria do Tio Lucho. Fica mais escondidinho, no número 88.

Pra beber não tem segredo. O Chile, além dos deliciosos vinhos, tem várias cervejas riquíssimas. Sem contar o tal do mote con huesillos que eu tanto falei aqui, né? Mas me parece que o mote só é vendido na época do calor. De qualquer maneira, não custa perguntar.
Outra dica importante pra quem, assim como eu, ODEIA água com gás: aqui no Brasil a água com gás tem o rótulo vermelho e a sem gás, rótulo azul. Lá no Chile é ao contrário ¬¬'. Tive que errar umas 3x até aprender.


MEIO DE TRANSPORTE:
Eu andei só 2x de metrô lá e não lembro quanto foi a passagem. Mas se você tá afim, ande de táxi porque não sai caro MESMO.
Quando eu cheguei em Santiago, peguei um táxi do aeroporto até o centro e paguei US$35,00. Peguei o táxi oficial, os guichês ficam bem na frente quando você desembarca, não tem como não achar. Você se dirige até um guichê, fala o nome da rua pra onde você vai, a mocinha dá o preço, você paga e um funcionário identificado que te leva até o carro.
Se você quiser economizar, pode tomar um Transvip. É tipo uma van que cabe 6 pessoas dentro. O custo: 11.000 pesos chilenos (R$44,00).

Em Calama eu não me lembro quanto paguei no Transvip do aeroporto até o terminal de buses, mas deve ter sido bem mais barato que em Santiago. O ônibus até San Pedro custou 2.500 pesos chilenos. O ônibus da volta (San Pedro - Calama) custou 2.900 pesos.


PASSEIOS:
Aqui não vou falar muito sobre os lugares que eu fui (já fiz isso nos posts anteriores), mas sim vou passar os preços pra ter mais ou menos uma noção.
O nome da agência onde fechei meus passeios em San Pedro é a Maxim Tour, que fica na rua Caracoles 174C. A Caracoles por sinal é a rua principal de San Pedro.
Os passeios pras Lagunas, o Salar de Tara e os Gêiseres deu um total de 100.000 pesos. Todos os passeios incluem café-da-manhã (o Salar de Tara também inclui almoço), porém esse valor é separado das entradas. Pra entrar nos Gêiseres, eu paguei 5.000 pesos. Das lagunas 6.500, do Valle de la Luna 2.000 e do Salar de Tara 50.000 pesos. A agência dá um desconto de 10% se você fechar um pacote com eles.
Ahn outra coisa: o Valle de la Luna paguei separado, porque fechamos esse passeio primeiro e só depois que fechamos os outros. Mas o valor do passeio pra lá sai 8.000 pesos. Acredito eu que os preços dos passeios não mudem muito de uma agência pra outra. Dê uma pesquisada antes.
Dê uma pesquisada também sobre os outros passeios. Eu fiz o básico, mas lá no Deserto também tem as Lagunas Cejar, um tour astronômico (durante a noite pra um observatório ali perto), Ojos de Salar, escaladas em vulcões como o Licancabur, enfim... tem mais um monte de coisa legal pra fazer.

E outra coisa: pra quem quiser estender um pouco a viagem, em San Pedro é possível fechar um passeio para o Salar de Yunni. O Salar de Yunni fica na Bolívia e você pode fechar a viagem numa das várias agências que ficam em San Pedro. Logicamente que só as agências dos bolivianos que fazem esse passeio. Eu não fiz porque fiquei com medo de não gostar, de ser muito roots... foi minha primeira viagem esquema mochila nas costas, então achei melhor pegar meio leve hahahaha. Mas o Yunni deve ser INCRÍVEL! Vi fotos no Google e com certeza irei pra lá ano que vem. Pelo que me falaram, são 3 dias de viagem com algumas paradas e talz...
Já em Santiago e falando sobre o La Chascona: a entrada custou 3.500. Some aí mais 3.000 que gastei na lojinha de souvenirs. O funicular pra subir no Cerro San Cristobal custou 1.800. Eu optei por subir direto, sem descer no zoológico. Se você quiser parar no Zoo, sai um pouquinho mais caro.

Sabe a tal da montanha russa estilo carrinho de rolemã que o chileno me levou? Pois é, eu dei um google aqui e achei o nome: Vertigo Park. Dá uma olhadinha no site, mas achei bem bacana porque não é um passeio que se encontra nos guias clichês do Chile. Não pagamos nada pra entrar, mas a voltinha na montanha-russa saiu por 3.000 pesos cada.
Não sei mesmo quanto custa a passagem de ônibus de Santiago pra Valparaíso e/ou Viña, mas não deve ser caro... e a viagem vale a pena, como eu já relatei no post sobre o dia que fui pra lá.

Teve um passeio mega tradicional em Santiago que eu não fiz e me arrependo por isso. São os tais cafés con piernas. Dêem um Google e procurem mais sobre o assunto, porque eu realmente não sei do que se trata.

Uma coisa que eu achei bem legal em Santiago é que lá na Plaza de armas tem uns guias turísticos usando camisetas vermelhas escrito FREE TOUR. Se você fala inglês bem, é só colar com esse grupo e fazer um tour a pé e de graça pela cidade. Coisa que não se vê aqui em São Paulo, né? Eu não fiz esse tour, mas peguei alguns folhetos na recepção do hostel e guardei comigo. É só você dar uma perguntada que você descobre. O pessoal da recepção dos hostels também sempre tem dicas sobre bons restaurantes, lanchonetes, bares, passeios.
Lá em Santiago eles fazem o famoso 'pub crawl', igual que tem aqui em São Paulo. No Andes tinha bastante divulgação sobre isso e fiquei bem com vontade, mas acabou que não deu tempo. Enfim, tem muita coisa pra fazer, MESMO. Sem contar as vinícolas e as estações de esqui, né? Eu não fui nem em uma e nem em outra, mas fica aí também a dica. Bares, restaurantes, cafés com mesinhas na calçada... Santiago é tipo São Paulo, só que menor e muito mais bonita!



COMPRAS:
Não vou nunca cansar de repetir que fazer compras em Santiago é MUITO barato. Alô mulherada: se joguem sem culpa nas milhares de lojas de departamento espalhadas pela cidade. Compre casacos, bolsas, perfumes, maquiagens, esmaltes e tudo mais que gostarem e se deliciem com os preços. Eu ainda não acredito que consegui comprar dois lindos casacos por R$200,00.
Outra coisa que é bem barato por lá são os sapatos. Quando eu fui estava a maior moda de botas dos mais variados modelos e tinha também muitos daqueles coturninhos, só que com o cano mais baixo, nas vitrines. Vi botas por R$70,00, sem brincadeira. Também comprei aquelas coisas bem clichês tipo imãs de geladeira (comprei uns LINDOS em Valparaíso, recomendo), e claro, muitos postais!!!

Em San Pedro a dica é comprar artesanatinhos clássicos: meias de lã de lhama, ponches, aquelas touquinhas tipo do Chaves, luvas, bijous de cobre ou prata, bala de coca, porta retrato com madeira de cacto, lhaminhas de pelúcia, cartões postais... dá pra fazer a festa e trazer mimo pra todo mundo, se você for desses/dessas. Além da passarela com várias barraquinhas vendendo os presentinhos, na cidade também tem várias lojas bem bacanudas com roupas lindas. Vale muito a pena dar uma fuçada. O chileno me disse pra tomar cuidado com os vendedores, porque eles tentam passar a perna nos turistas, cobrando mais caro nas coisas. Mas sei lá, eu não me senti lesada em nenhum momento. As etiquetas com os preços estavam lá, não tinha como eles enganarem. Claro que nem tudo é tão barato assim, as bijous por exemplo são bem, bem caras. Mas tem coisas com preços pra todos os gostos e bolsos.

Bom... acho que basicamente é isso.
Me encantei pelo Chile, pelas pessoas (tanto me encantei que voltei namorando, néam?), pela comida, pela educação, pela beleza, pelas paisagens... e espero voltar muito, MUITO em breve!




quarta-feira, 20 de junho de 2012

Diário de Viagem 8/05 - Santiago - Calama - San Pedro do Atacama

3ª Feira foi dia de acordar muito cedo para pegar o vôo das 8:00 com destino a Calama. Não vou ficar aqui falando do quanto dói se despedir de uma pessoa que em tão pouco tempo você passou a gostar e admirar, porque isso não faz parte do meu relato de viagem.

No avião a caminho de Calama, voltei a ter os medos iniciais da viagem: e se San pedro for uma cidade chata? Se eu não gostar do deserto? Se passar mal com a altitude, o frio, o calor, o tempo seco? Mas mais que isso, estava MORRENDO de medo do hostel ser uma bosta. Uma coisa é você se hospedar numa cidade como Santiago, que é metrópole e se você odiar o lugar onde escolheu para tomar banho e dormir, pode trocar quando bem entender. Mas eu estava indo pra uma cidade pequena, no meio do deserto. Bom, ia ser o que Deus quisesse.

O vôo até Calama foi tranqüilo, mas achei que rolou muita turbulência. Não MUITA turbulência, mas foi o suficiente pra me deixar um pouco apavorada. Mas eu não sou parâmetros, porque tenho verdadeiro pânico de voar. Então o que pode ser turbulência pra mim, pode não ser nada para as pessoas normais.
O aeroporto de Calama fica no meio do deserto!!! Surreal você descer do avião, olhar em volta e não ter nada além de... deserto!




Apanhei minha mochila e do aeroporto peguei um transfer até o terminal de onde saiam os ônibus para San Pedro. Uma dica: não existe vôo direto de São Paulo para Calama. Você necessariamente precisa parar em Santiago para depois voar até Calama. E até existe a possibilidade de você ir para Calama de ônibus, porém a viagem demora 20h, ao passo que de avião você leva só 1 horinha. E o transfer até o terminal de ônibus também sai baratinho.

Minhas impressões sobre Calama: é uma cidade HORRÍVEL! Sério, é uma cidade feia, com um povo feio, com ruas feias, casas feias, tudo feio! É tipo uma cidade-oásis, que fica há 45 minutos, 1 hora de distância de várias mineradoras. Então, as pessoas que moram em Calama são os mineradores e pessoas que trabalham nessas mineradoras. E enquanto eu esperava pelo meu ônibus para San Pedro, começou a me dar mais desespero ainda, parecia que eu estava em alguma cidadezinha do Novo México e o Danny Trejo ia aparece a qualquer momento, hahahaha.

Pois bem, chegou o ônibus e embarquei. Conforto ao máximo dentro dele, as poltronas eram de leito, o que foi perfeito pois eu estava morrendo de sono e fui dormindo de Calama até San Pedro. Em algum momento eu abri os olhos e vi somente deserto, deserto, deserto. Não tinha nada em volta e confesso que cheguei a ficar com um certo medo do motorista acabar se perdendo. Não entendo como eles SABEM pra onde estão indo.
Fui acordada com um celular tocando Michel Teló (SIM, ESSA MERDA NO MEIO DO DESERTO!!!) e tínhamos acabado de chegar em San Pedro. Desci do ônibus, coloquei a mochila nas costas, dei uma olhada ao redor e: opa!

Levei um choque! Afinal, eu tinha acabado de sair de Santiago e caí numa cidade minúscula, sem prédios, poucos carros, sem asfalto. Tudo meio amarronzado, seco... conforme ia andando para o meu hostel, fui pensando: ca-ra-lho, olha isso aqui! Tava morrendo de medo de não me acostumar, porque eu me conheço. Sou chata, fresca, mimada e adoro bater no peito e falar que amo uma cidade grande. Mas nada como vivenciar o que eu vivenciei nessa viagem, porque não precisou de muito para eu simplesmente me apaixonar por San Pedro do Atacama =)

O hostel que eu fiquei se chama Campo Base. Também reservei no Hostel Bookers e fui pelo feeling, já que nenhum outro chegou a me agradar quando fiz a reserva. Foi o único que achei mais limpo e menos simples e ainda sim paguei somente 59.000 pesos chilenos por 5 noites. Multiplica isso por 4, faça as contas de quanto gastei e vai ver que não saiu caro. Fui super bem recebida por um dos donos do hostel, um santiaguino que falava inglês sem sotaque e extremamente fluente. Cheguei no meu quarto para acomodar as coisas, e claro que não tinha ninguém lá, mas já sabia que estava dividindo-o com mais 3 americanos.
Tomei um banho (o banheiro do meu quarto tinha até banheira!), coloquei um short, pois fazia muito calor e sozinha fui dar uma voltinha pela cidade. Minha tia só ia chegar a noite.



San Pedro é encantadora. Não tem nada asfaltado, com pracinha e árvores, a igrejinha é uma graça. E o mais incrível é que quando você dá uma olhada um pouco mais além, vê um monte de montanhas e vulcões esbranquiçados de neve. Um contraste com as cores da cidadezinha, que é toda em tons amarronzados e avermelhados por conta da terra. Coisa linda mesmo!
Vi também que San Pedro é muito bem servida de restaurantes e barzinhos, mas estavam quase todos fechados. A noite é que eles abrem e o pessoal fica muito mais animado. Durante o dia estão quase todos fora fazendo algum passeio por ali perto.









No fim do dia voltei para o hostel e já vesti uma calça. Impressionante como em questão de HORAS a temperatura no deserto cai. Até as 16:30 mais ou menos é muito calor, mas não chega a incomodar como o calor daqui. A partir das 17:00, a temperatura vai caindo, caindo e chega a noite, você precisa se agasalhar. Fiz amizade com os americanos que estavam no mesmo quarto que eu e ficamos bebendo cerveja no hostel até minha tia chegar.

Aliás, a chegada dela merece um parágrafo especial, mesmo sabendo que o post de hoje está IMENSO. Minha tia sempre foi chegada a esportes radicais e umas viagens mais roots: montanhismo, escalada, Machu Picchu, desertos... todas essas coisas sempre fizeram parte dos roteiros de viagem dela. A mim nunca me agradou muito, mas sempre tive muita vontade de viajar com ela, simplesmente porque nos damos muito bem. O mais louco foi que ela resolveu que ia me acompanhar no Atacama DE ÚLTIMA HORA. Então, quando eu vi ela chegando lá no hostel, não teve jeito: a gente começou a gritar, se abraçar e pular de uma maneira tão efusiva, que se eu estivesse vendo de fora ia achar totalmente ridículo!

Enfim, fomos todos (eu, minha tia e os gringos) prum barzinho que ficava do lado do Campo Base. Ambiente muito legal a céu aberto com fogueira, pisco, coisinhas pra comer e música boa rolando. Até Lenine tocou e ainda fomos brindados com uma apresentação de malabares de fogo por um francês desses que passa a vida viajando. Lindo!




Minha tia e eu fechamos logo no primeiro dia todos os passeios numa agência cujo o nome eu me esqueci, mas no final do relato da viagem eu prometo que posto todas as informações aqui! A ordem dos passeios: Pôr-do-sol no Valle de la Luna no dia seguinte. Lagunas altiplânicas. Salar de Tara. Gêiseres de Tatio. Quem nos recomendou essa sequência foi a própria moça da agência, por causa da altitude. Como o passeio nos Gêiseres é o que tem a altitude mais alta, então o correto é você ir se aclimatando aos poucos. O valor dos passeios: 100 mil pesos, o que dá R$400,00. Caro sim, mas considerem que, tirando o Valle de la Luna, todos os passeios incluiam café da manhã. Honestamente, acho que foi o meu maior gasto em toda a viagem.

Bora dormir, porque amanhã começa o primeiro dia de verdade no Atacama.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Diário de Viagem 7/05 - Santiago

O último dia em Santiago. E eu estava triste não só porque eu simplesmente me apaixonei pela cidade, mas porque também me apaixonei por um... bom, deixa quieto, né? Mas enfim, mesmo meio borocoxô, não tinha tempo pra essas coisas não. Esse último dia o esquema foi acordar o mais cedo possível (dentro dos meus padrões de férias, né?) e ir almoçar no Mercado Central!!!
Antes de embarcar pro Chile, ouvi tantas pessoas que já tinham conhecido o país e a cidade me falando de comer no tal mercado, que eu estava curiosíssima pra saber o motivo de tanto frissom. Frissom esse totalmente necessário, porque olha... o negócio é BOM, viu?

O mercado de lá não é tão grande quanto o de São Paulo. E o forte deles é mais frutos do mar, peixes, mariscos e etc. Dei uma volta pelo mercado antes de decidir onde iríamos almoçar e saquei que não tinha muitas barracas de frutas. E tinha muito restaurante também. Por todos os cantos e vários chilenos te abordando, tentando te arrastar pra dentro do restaurante deles. Isso me incomodou um pouco, mas enfim... pelo menos não abordam você de maneira agressiva ou invasiva.





Almoçamos no restaurante do Tio Lucho (esse eu me lembro o nome) e eu que acabei escolhendo ir lá. Porque é um restaurante menorzinho, o senhor que nos abordou foi simpático e era longe da muvuca dos outros lugares pra comer. Abri o cardápio e me deu vontade de comer TUDO, hahahaha. Eu AMO mariscos, peixes, frutos do mar, então sofri pra escolher. No final, pedimos um prato de mariscos e outro de ceviche. E uma garrafa pequena de vinho branco.
Antes de falar do sabor da comida, quero falar uma coisa importante: o preço. Veja bem, pedimos dois pratos e mais um vinho. E não tô falando de prato de arroz, feijão e costelinha de porco. Estamos falando de frutos do mar, ceviche... enfim, essas coisas que costuma ser caras. Mais o vinho... sabe quanto deu a conta? Sem brincadeira? R$28,00. Sim, 28 dilmas, reais, dinheiros... e aí, São Paulo é uma cidade cara sim ou com certeza absoluta???

Enfim, voltando a comida... eu nunca, NUNCA comi nada parecido na minha vida! O sabor dos pratos, meu Deus. Cada garfada no ceviche, cada ostra devorada era um 'hmmmm' novo. Muito fresco, muito saboroso, muito delicioso, muito exótico, muito TUDO! Amei, recomendo pra todo mundo e nem preciso dizer que pretendo comer no mercado quando voltar pra Santiago, né? E pelo preço então... almoço completo!




Saímos do Mercado e fomos andar por aí aleatoriamente, meio sem rumo. Fomos para o centro, andamos pelo Paseo Huérfanos porque eu encasquetei que queria comprar uma bota estilo coturno. Aqui em São Paulo as botas são o olho da cara, mas lá em Santiago vi botas custando R$80,00. Eu tinha visto umas lojas vendendo o modelo que eu queria logo no primeiro dia, mas não comprei. E resolver que vai adquirir alguma coisa justo no seu último dia na cidade não dá muito certo, né? Pois bem, foi o que aconteceu. Entrei em duas lojas, provei dois modelos, não me apaixonei. Aí deu uma bodeada e acabei não comprando.
Aliás, outra dica, especialmente pras mulheres: em Santiago o que mais tem é loja de departamento. Elas são IMENSAS, tem até setor de brinquedos e de perfumes importados, estilo Duty Free. Os casacos são lindos e BARATOS!!! Eu só não fiz aloka das compras, porque de Santiago ainda iria pra San Pedro e eu estava com uma daquelas mochilas que cabem só as roupas que você leva, infelizmente.

Conheci também a versão chilena da Galeria do Rock. Honestamente? Não tem nada que já não tenha aqui na nossa Galeria. As camisetas são muito parecidas, os ~acessórios~ também. Também não comprei nada lá. As únicas coisas que arrematei nesse último dia foram duas boininhas de lã (baratíssimas, paguei 1.000 pesos chilenos em cada uma, o que dá R$4,00), dois ponchos e muitos cartões postais.

Como no dia seguinte eu e o chileno iríamos acordar MUITO cedo pra pegar o vôo para Calama (ele embarcou no vôo uma hora antes de mim), então nada de grandes planos para a noite. Fomos ao supermercado e compramos todos os ingredientes para fazer o famoso completo: uma versão chilena do hot dog com salsicha (claro), mostarda, maionese, catchup, tomate bem picadinho e abacate amassado! Falando assim parece ser horrível, mas é muito gostoso e barato. Tem em toda parte da cidade pra comer e é recomendável pra quem foi viajar com pouca grana e precisa economizar na comida =D

Jantamos tarde e resolvemos sair pra encontrar com a Marta, a chilena que fez o favor de nos apresentar, haha. Buscamo-a na sua casa e depois pra achar um barzinho aberto, penamos viu? Impressionante, mas 2ª a noite em Santiago tá praticamente tudo fechado!
Paramos num parquinho de uma praça no Barrio Brasil (queria muito ter conhecido esse bairro durante o dia) e no final conseguimos achar um bar lá na Bella Vista, bem pertinho do La Chascona. Bebi meu último pisco sour, nos despedimos da Marta e voltamos pra dormir pelo menos umas 3 horinhas.

(Barrio Brasil)



Próxima parada da viagem: Calama - San Pedro do Atacama \o/