Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trabalho. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Atualizando... de novo

Ok ok ok... mais uma vez o Notas está completamente abandonado. E sabe que nem é por falta de criatividade para novos textos ou novidades não. Acho que é por preguiça mesmo, sei lá.
De qualquer maneira, estou aqui de novo pra dar um update nas informações. Alguém aí está interessado? Sim? Não? Enfim...

Em primeiro lugar: estou desempregada! Pois é, faz umas duas semanas isso. Depois de 4 anos e 2 meses no UOL (2 anos como estagiária e mais 2 anos e dois meses como efetiva na Publicidade) resolveram que eu não era mais tão importante assim pra empresa. Na verdade eu não os culpo nem levo pro lado pessoal. Há muito que o meu fluxo de trabalho estava bem baixo. E estava bem bem infeliz. Meu chefe sempre soube disso, ainda em Março desse ano a gente sentou e conversou, pensou em algumas mudanças pra mim, pra minha carreira... mas no final das contas, fui dispensada.
É claro que eu fiquei triste. Afinal são 4 anos, toda uma rotina e amigos, trabalhando numa puta duma empresa, com uma estabilidade raríssima no mercado publicitário de hoje em dia. Claro também que chorei na hora de me despedir das pessoas, mas hoje analisando friamente, acho que foi bom ter sido mandada embora. Foi bom porque eu estava extremamente acomodada lá. Infeliz e acomodada, quer combinação mais perigosa?

Segundo lugar, e essa novidade tem a ver com a primeira: por conta dessa demissão - que graças a Deus não foi por justa causa - eu resolvi encarar meus medos e me matriculei num curso de espanhol de 4 semanas em Santiago. Comprei as passagens e é isso, dia 21 de Junho estou embarcando para o Chile pra estudar, passear, passar frio, ver neve e claro, conviver mais com o meu namorado. Acho que vai ser muito legal essa experiência pra mim, estou animada e ansiosa ao mesmo tempo e tem tudo pra dar certo. Por enquanto é viagem de ida e volta, mas nunca se sabe, né? Eu tenho um certo pressentimento, mas prefiro não comentar muito sobre ele agora. Vamos deixar rolar e ver como será...

Em relação ao meu namoro, fizemos 1 ano dia 8 de maio. Nem acredito que, mesmo namorando a distância, conseguimos completar um ano. Digo isso não por maldade, mas mais por ceticismo mesmo. Eu sou meio cética/pessimista e além de tudo sou ciumenta e insegura. Mas está dando tudo certo, em Abril fizemos uma viagem lindíssima pelo Sul do Chile (em breve farei postagens do Diário de viagem contando como foi) e posso dizer que a cada dia que passa, eu fico mais e mais apaixonada por ele.

Outra coisa legal que rolou nesse meio tempo: fui convidada pra ser madrinha de casamento de uma amiga minha. Nos conhecemos há quase 10 anos - pasmem, via Headbanger Voice da Rock Brigade - e cultivamos uma amizade muito legal durante esses anos. Brigamos, saímos de baladas juntas enchemos a cara na alegria e na tristeza, daí o tempo passou, ela começou a namorar, vai casar e me chamou pra ser madrinha. Claro que fiquei absurdamente feliz e não vejo a hora do casamento. Vai ser tão legal, que até o Carlos vem, hahaha.

Essas últimas semanas tenho curtido uma mini fossa de saudade do meu querido amigo, que eu prefiro não citar quem é. Desde Novembro que não nos falamos, brigamos por uma coisinha idiota e enfim... acho que acabou a amizade. Fico triste por isso, será que tudo que a gente passou foi tão superficial assim?

Mas o que importa é que, fazendo um balanço geral, tive mais momentos bons que momentos ruins nesses dias que fiquei sem escrever.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Não, eu não tenho saudade da faculdade

Semana passada eu fiz um caminho diferente para ir de casa até o trabalho e acabei passando de ônibus na frente do Mackenzie. Aí dei uma olhada básica pela janela e dei graças a Deus de ter terminado e ainda concluí que eu não sinto um pingo de saudade daquele tempo.

Compartilhei isso no meu Facebook no mesmo dia e um monte de gente veio comentar que morre de saudade de quando estudava e talz... sério, não entendo isso! Eu nunca vou sentir saudade dos tempos de universidade.

Saudade de sair do trabalho e não poder ir pra casa direto descansar?

Saudade de professores malas, trabalhos pau no cu? Saudade de ter que ficar até o final de uma aula inútil, só porque o mestre resolve passar a lista no último minuto?

Saudade de ter que jantar uma porcaria qualquer na cantina do seu prédio e de ter que se estressar com o seu diretório acadêmico?

Saudade de ter que fazer trabalho em grupo e sempre, SEMPRE se estressar com algum metido a espertinho que nunca fazia nada e deixava tudo nas costas de um ou dois mais esforçados? E de ter que criar apresentações no Power Point pro SEMINÁRIO da noite?

Saudade de passar em frente ao bar em pleno calor, querer sentar na mesa e pedir uma cerveja, mas não pode porque jájá tem prova e você está super apertado com a nota? De ter que conferir e controlar sempre suas faltas, pra não ter que pegar DP por esse motivo?

Saudade de gastar os tubos com rematrícula, mensalidade, material para aula de desenho - no meu caso - e saudade do estresse de ter que montar sua grade curricular, porque você pegou DP no primeiro semestre e isso atrasou todas as suas outras matérias?

Teve um semestre que eu entrei num grupo pra fazer trabalho e como sempre não deu tempo de terminar durante a semana. A conclusão que a gente chegou foi que precisávamos nos reunir na casa de alguém pra terminar o mesmo. E tinha um menino no meu grupo que era tão mimado, mas tão mimado que ele fez TODO MUNDO ir pra casa DELE, que era LONGE PRA CACETE só pra terminar esse trabalho! Detalhe: a internet dele era DISCADA. Quando eu argumentei pra nos reunirmos na própria faculdade e terminar essa porcaria de trabalho logo, ele me respondeu: ay, me sinto mais a vontade na minha casa. AHN, VAI PRA &*%#+##@ NÉ? Não dá pra ter saudade de ter esse tipo de estresse!

Saudade de ter que andar com xerox de apostila pra cima e pra baixo dentro da mochila, uma pasta de desenho tamanho A3 na mão dentro do metrô lotado. De fazer aquela velha pergunta: professor, a prova é em dupla e com consulta? Não!

Saudade de ficar decidindo tema de trabalho, de TCC, de ter que matar seu emprego pra fazer um resumo de algum texto whatever... tipo, sério mesmo que as pessoas sentem saudade DISSO?



Aí vão falar: ai Ana, claro que não. Saudade de encontrar os amigos!
Aí eu respondo: os amigos você encontra FORA da faculdade e não dentro dela. Qual a graça de encontrar os amigos na faculdade? Os amigos você encontra no bar num sábado a tarde ou numa balada sexta-feira a noite.

E não me venham com: ahn, saudade das festas. Esse argumento também não vale, uma porque eu sou chata e antisocial e me orgulho em dizer que nunca freqüentei UM EVENTO SEQUER do meu tempo de universitária. No máximo fui em um churrasco no começo do curso e SÓ. Agora cervejada, bota fora, bota dentro, festa dos bixos, festa dos veteranos... Derrmelivre!
Mas pra quem curte, uma pergunta: quem disse que precisa ESTAR na universidade pra ir nesse tipo de evento? Conheço tanta gente que já se formou há anos e ainda vai em todas essas festas. Argumento falho, próximo!

Ahn, saudade de ter menos responsabilidades. Oi? Só quem nunca trabalhou durante o curso pode dizer uma abobrinha dessas. Eu, por exemplo, comecei a trabalhar na área desde que entrei na faculdade, ou seja, sempre tive responsabilidades. E por muitas vezes deixei de fazer várias coisas importantes porque simplesmente não dava tempo. Esse argumento só vale pros acomodados que acham que universidade é mundo de faz de conta.

Quantas vezes eu não ouvi os professores falarem já no úlimo ano: a partir de agora vocês são lançados no mercado de trabalho. Tsc tsc...

Sério, a única coisa que eu tenho saudade da faculdade era de ir na papelaria e poder comprar um caderno e uma agenda novos pra serem usados durante aquele ano, aeahieaheahuheaiuhea. De ter uma carteirinha pra pagar meia entrada nos lugares.
Mas de resto... pfff! Sou muito mais minha vida pós universidade, formada e podendo ir pra casa as sete da noite pra descansar.

Bem melhor!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Jovens de classe média adotam a preguiça como profissão


Meu pai acabou de me mandar o link dessa matéria aqui da Folhateen. Clica, lê e volta aqui no post e me diz se não é NO MÍNIMO revoltante uma coisa dessas.

Sei lá, eu Ana Clara, não tenho nada a ver com a vida dos outros mas porra... tem gente que pega pesado. A mina (a tal da Andréa) tem 22 anos e acha bonito não trabalhar? Acha bonito precisar da grana dos pais pra comprar até uma calcinha? Isso já é revoltante, aí você continua lendo a matéria e se depara com esse trecho aqui:

Andréa admite que os seus pais não concordam muito com sua situação atual. "Vivem me dizendo para ir trabalhar. Mas agora, no inverno, prefiro é ficar embaixo das cobertas."

Juro POR DEUS que meu sangue ferveu quando li isso. Porra, EU TAMBÉM queria estar debaixo das cobertas dormindo, mas não estou porque eu trabalho. E apesar de sentir sono na maioria do tempo e muitas vezes ficar bodeada com o que eu faço, eu GOSTO do meu trabalho e gosto do ato de trabalhar.
Faz bem chegar em casa lá pelas oito da noite e falar que está cansada porque você REALMENTE fez algo o dia inteiro. É legal você ter seu próprio dinheiro, mesmo que você ainda more com os pais e não pague contas nem sustente uma casa. Porque é aquela velha história de "eu ajudo não atrapalhando". Eu não preciso pedir dinheiro pros meus pais pra ir pruma balada, nem pra ir ao cinema, comprar roupas, esmaltes e etc. O meu dinheiro eu ganho pra isso, então vendo por esse ângulo, não deixa de ser uma forma de independência.

Tipo, claro que é legal ficar em casa as vezes sem fazer nada, coçando o saco e assistindo "De volta a lagoa azul" na Sessão da Tarde. Mas fazer isso.. TODOS OS DIAS?
Lembro quando eu fui mandada embora do meu primeiro estágio e já logo nos dois primeiros dias sem ter que acordar cedo pra trabalhar, eu tava quase me matando de tanto tédio. É clichê, mas trabalhar edifica a alma SIM.

Uma amiga minha, uns dois anos atrás estava comigo no MSN e me perguntou como eu estava, e eu disse: putz, tô cansadona. A faculdade tá acabando comigo e ainda tem o estágio novo, blábláblá. Ao que ela me responde: ai, por isso que eu não estudo e trabalho ao mesmo tempo. Não dá, é muito cansativo.

Oi? CLARO que é cansativo, mas meu... falar que "não dá", puta desculpinha mequetrefe. Eu trabalhei durante todo o perído da faculdade e curiosamente, o semestre que mais peguei DP's foi justamente o semestre que eu estava desempregada. Porque ficava mais fácil faltar às aulas, chegar mais tarde, perder chamada. Aguentei muito bem os 4 anos e meio da dobradinha faculdade + trabalho e tô aqui, vivinha da silva. Enquanto uns que já se formaram e nunca tiveram experiência na área tão trabalhando com uma coisa que não tem NADA A VER com o que eles estudaram.

Quem será que vai ser mais realizado no futuro? Eu ou eles?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Em manifesto na web, jovens paulistas criticam migração


Acabei de ler uma matéria no Terra que um amigo meu revoltadíssimo tuitou. Vou colar a matéria e em negrito, minhas observações a respeito. Para ler a matéria sem meus comentários, clique aqui

~*~

Eles têm entre 18 e 25 anos, são universitários e se uniram a partir de um manifesto virtual, batizado de "São Paulo para os paulistas". A iniciativa, que começou com a voz solitária de uma jovem indignada diante da proposta de inserção da cultura nordestina na grade curricular de escolas da capital do Estado, foi ganhando adeptos e, em poucos meses, já contava com mais de 600 adesões, demonstrações de apoio expressas em assinaturas numa petição online.

Escolhido como porta-voz do grupo por ter um discurso mais moderado e menos conservador, o estudante Willian Godoy Navarro, 22 anos, conversou com Terra Magazine. Nitidamente preocupado em dosar as palavras, ele falou sobre as pretensões do movimento, que tem entre os principais objetivos discutir a questão da migração e a suposta subvalorização da cultura paulista, preterida, segundo o universitário, em função do espaço que culturas "estrangeiras" conquistaram em São Paulo.

-Existe uma representatividade muito forte, na Assembleia Legislativa, de deputados de origem nordestina, que trabalham para o povo paulista. E eles aprovam e trabalham em projetos de lei que valorizam a cultura de lá. Isso não é errado. O que ocorre é que existe uma supervalorização dessa cultura e nenhuma da paulista. Muitas vezes, o aluno passa pelo Ensino Fundamental, pelo Ensino Médio e nunca estudou, não sabe qual é a história de São Paulo, o que são os bandeirantes. E agora o cara quer inserir isso como uma disciplina, "culturas do Nordeste". Aqui não é o Nordeste. Ele deve fazer isso no Nordeste - afirma, garantindo que a preocupação do grupo não se dirige, especificamente, aos migrantes dessa região do país.

O universitário conta que a sondagem na internet foi apenas uma etapa inicial. O plano agora é criar o Movimento Juventude Paulistana, uma organização com "personalidade jurídica", que, a exemplo dos ativistas ambientais do Greenpeace, pretende buscar visibilidade por meio de atos públicos.

-A gente vai fazer alguma coisa na Ponte Estaiada. Uma faixa, uma mobilização que chame a atenção dos principais veículos de comunicação de São Paulo - adianta, sem, no entanto, revelar detalhes.

Confira a entrevista

Terra Magazine- Como surgiu a ideia do manifesto?
Willian Godoy Navarro - A ideia do manifesto surgiu por conta de algumas leis que ainda estão em discussão na Câmara, na Assembleia Legislativa, que defendem a aplicação de uma disciplina nas escolas públicas em relação à cultura nordestina. Isso desencadeou o movimento, porque não existe uma promoção da cultura paulista. Os alunos saem do Ensino Médio e não sabem o que foi a Revolução Constititucionalista de 1932.
Então, a Fabiana (uma das integrantes) criou a petição, jogou na internet e conseguiu a adesão. Foi formado um grupo. Dezenas jovens apoiam e se mobilizam na internet para divulgar. Foram se conhecendo pela internet. A petição está há poucos meses no ar e já tem mais de 600 assinaturas.

O que vocês pretendem exatamente?
A gente quer levantar a discussão. Não apoio a petição. Há uma discussão interna. Acredito que a petição é ousada demais, muito radical. A gente não pode fazer uma petição como se São Paulo fosse um Estado independente.

A petição dá a ideia de que há uma intenção separatista. Não há um consenso no grupo?

Existe um movimento separatista, que é o MRSP, Movimento República de São Paulo, mas a gente não faz parte. A gente apoia o MRSP, mas não apoia a ideia de separar São Paulo do Brasil. Na passeata de 9 de julho, conversamos com eles. É um movimento organizado. São centenas de jovens em todo o Estado. Tem sede em Ribeirão Preto, Sorocaba, Campinas, Santos, São José dos Campos e na cidade de São Paulo. Geralmente, são de famílias italianas. Também são grupos de universitários.


Mas o que vocês objetivam com esse manifesto?

Criar uma influência. Agregar outros jovens que tenham o mesmo interesse em discutir os temas de sua cidade. A gente está trabalhando agora de forma diferente. Vamos criar um grupo de jovens, o Movimento Juventude Paulistana. A migração deve ser discutida e deve ser criticada, mas uma crítica construtiva.

(simplesmente soltar frases do tipo: essa baianada que vem povoar a minha cidade ou então: tinha que ser nordestino não leva a nada. Eu concordo com ele quando a migração deve ser discutida de maneira construtiva. A cidade tem ficado cada vez mais caótica por que? Porque tem havido um crescimento da população desenfreado e a gente não tem mais estrutura pra isso. Mas só ficar reclamando sem pensar na raíz do problema não adianta nada)

No manifesto, há um trecho que fala em "migração predatória". Você concorda com o termo?
Não concordo. O que acontece é que não houve uma política migratória, nada que pudesse planejar isso. O que houve? São Paulo cresceu desde a década de 1970 pra cá, graças à migração. Isso é fato. São Paulo hoje é uma potência com a força de trabalho que os migrantes trouxeram para o estado. O que acontece é que, hoje, a cidade não consegue mais absorver essa migração que ainda continua. Não há nenhum tipo de política pública para administrar isso. As pessoas têm o direito de ir e vir, mas tem que haver uma política que pudesse trabalhar com elas.

(praticamente a mesma coisa que eu comentei acima. Eu não sou contra a migração. Mas lógico que deveria ter um controle. Uma pessoa de outro estado quer vir trabalhar aqui? Ótimo. Mas antes da gente receber "de braços abertos" deveriam existir leis parecidas como quando você vai morar em outro país. Tem emprego certo aqui? Aonde? Quanto tempo vai durar? Você já tem onde morar? Ótimo, então seja bem vindo a São Paulo. Do que simplesmente a cidade receber uma caralhada de migrantes que vem aqui tentar a sorte. E se dá errado, acontece o que? Vira mendigo? Vai morar em favela ou em região com ocupação irregular?)

Vocês são a favor de iniciativas que estimulam o retorno de migrantes ao local de origem?
Imagina só: um migrante que tinha um trabalho na área agrária, rural. Ele vem para uma cidade, sem qualificação, sem estudo, sem preparo. Ele não tem base para se manter nessa cidade. Se ele sempre trabalhou no meio rural, o que vai fazer na cidade? Ninguém pensou nisso.

(mais uma vez eu concordo com ele. Se para uma pessoa nascida aqui mesmo que teve condições de estudar em bons colégios, fez uma boa faculdade, é bem qualificado para o mercado de trabalho e mesmo assim encontra sérias dificuldades em arrumar um emprego, o que uma pessoa que morou a vida inteira num lugar no meio do nada vai conseguir aqui em São Paulo? Não é questão de ser preconceituosa e sim apenas coerente. Se a cidade oferecesse estudo de graça de QUALIDADE para essas pessoas que, sei lá queiram estudar aqui, ótimo, acho louvável. Mas todo mundo sabe que a educação pública daqui é caótica e poucos podem PAGAR uma boa instituição de ensino).

Então você apoia essas iniciativas?
Sim, é uma questão humanitária. Para você ter uma ideia, tem uma pesquisa que diz que 84% dos moradores de rua que vivem no Centro de São Paulo são migrantes. É aquela mesma história. Vêm para São Paulo, não são absorvidos, não têm amparo público e acabam vagando pela cidade. O custo de vida em São Paulo é alto. Acredito que seja um dos mais altos do pais. Já é difícil para um paulistano, que constrói uma carreira, comprar, financiar um apartamento ou uma casa, imagina para o migrante que consegue ganhar um salário mínimo por mês e tem uma família para sustentar?

(de novo: a cidade não tem estrutura direito nem pra quem é nascido aqui ou no Estado, que dirá pra alguém que vem de fora com pouca - ou nenhuma - instrução? Aqui é literalmente a selva de pedra, onde todo mundo quer te eliminar e se você não tem um pingo de digamos, malícia, acaba literalmente na sarjeta)

Lendo o manifesto, notei que o movimento tem uma particular preocupação com os nordestinos...
Não existe essa preocupação particular. Mineiros, nordestinos, mato-grossenses, paulistas que vieram do interior para a capital. Todos.

(ele quis ser eufemista, mas todo mundo sabe que a maioria dos migrantes que vem pra cá são nordestinos. Por que? Porquê eles tem poucas condições lá. Uma pessoa do sul ou mesmo de Belo Horizonte dificilmente vem pra cá. E vamos combinar: o preconceito contra nordestinos existe sim! Como bem resumiu meu pai: só tem que tomar cuidado pra não virar preconceito assumido. Porque ele já existe, só não é institucionalizado)

Mas, inicialmente, você comentou que a petição foi desencadeada pelos projetos de lei que defendem o ensino da cultura nordestina nas escolas.
O que desencadeou foi exatamente isso. Existe uma representatividade muito forte, na Assembleia Legislativa, de deputados de origem nordestina, que trabalham para o povo paulista. E eles aprovam e trabalham em projetos de lei que valorizam a cultura de lá. Isso não é errado. O que ocorre é que existe uma supervalorização dessa cultura e nenhuma da paulista. Muitas vezes, o aluno passa pelo Ensino Fundamental, pelo Ensino Médio e nunca estudou, não sabe qual é a história de São Paulo, o que são os bandeirantes. E agora o cara quer inserir isso como uma disciplina, "culturas do Nordeste". Aqui não é o Nordeste. Ele deve fazer isso no Nordeste.

(por mais que seja muito importante o paulistano ter um aprendizado do seu país como um todo, nossa cidade é meio que esponja. Aqui a gente encontra de tudo, de todas as culturas de todas as regiões do Brasil e do mundo. Então, a gente vai absorvendo essa quantia imensa de informações e acabamos perdendo um pouco da nossa própria identidade)

É por isso que vocês falam no manifesto: "O paulista olha ao seu redor e se vê um estrangeiro em sua própria terra"?
A Fabiana foi muito ousada, colocou palavras bastante fortes nesse manifesto. Por isso que vamos mudá-lo. E a gente não vai mais fazer isso pelo meio virtual. A gente vai utilizar essa influência que conseguimos para fazer algo oficial mesmo. Uma organização que vai ter uma personalidade jurídica. Vai ser algo com uma representatividade mais concreta.

Nesse primeiro momento, o manifesto virtual serviu para saber se haveria aceitação?
Foi um estudo para a gente sentir como seria a aceitação. Falar da migração sempre é um tabu. Sempre alguém vai se sentir prejudicado. A gente estava discutindo ontem para falar com você hoje. A gente não pode falar da migração. São Paulo foi construído por imigrantes e migrantes. O que tem que acontecer é uma administração, um controle.

(o que eu já escrevi lá em cima. Regulamentação, leis para a migração. Pra que essa cidade - e não só São Paulo, qualquer grande capital onde tem um grande fluxo de migração - não vire uma festa do oba oba, crescimento desenfreado sem o mínimo de controle)

Como assim "um controle"?
Não existe controle. Não controle. Controle é uma palavra muito forte. Mas nenhuma política que pudesse organizar a migração. Não só de nordestinos, mas de todos que vêm para São Paulo ou para outra cidade. A gente tem quase um milhão de pessoas na cidade de São Paulo que não conseguem emprego, que moram em favelas ou em áreas com más condições de moradia. A gente não tem estrutura para absorver a migração. Essa mão-de-obra, essa força de trabalho que continua vindo para São Paulo poderia desenvolver outras áreas do país. A gente se preocupa com o futuro da cidade.

(não só se preocupar com o futuro da cidade mas sim do país como um todo. Eu concordo com o meu amigo quando ele disse que o certo não é expulsar os migrantes que estão aqui. Tanto que eles não dizem isso em nenhum momento, em nenhum lugar. Até porque seria meio absurdo você chegar em alguém que já mora aqui há algum tempo e dizer: oi, você está sendo convidado a se retirar da nossa cidade. O certo mesmo é dar oportunidades pra que essas pessoas possam crescer na vida dentro de seu próprio estado. Por isso acho esse manifesto importante: pra abrir os olhos de todos o brasileiros e do governo, pra que eles possam investir em capitais em potencial. Não só aqui. Acho que seria uma ótima oportunidade de desenvolverem áreas mais abandonadas, como o próprio Nordeste. O manifesto não é puro e simplesmente de paulistanos burgueses idiotas, como disse meu amigo)

Vocês do movimento consideram que a migração provoca sobrecarga no sistema de saúde e impactos nos índices de violência?
Seria hipócrita se dissesse que não. A maior parte das pessoas que utiliza o SUS na cidade de São Paulo são migrantes. Agora, não que esse seria o problema. Em relação à violência, é também bastante contestado. O cara vem, mora na periferia, não tem emprego, não tem nenhuma base. Vai trabalhar no mercado informal ou arranjar outro meio. Mas as vezes há outras situações que fazem com que parta a criminalidade.

Vocês falam de xenofobia no manifesto. "Se um migrante adentra em uma região, e desrespeita seus costumes, não respeita a diversidade. Pretender modificá-los, moldá-los a si, impôr os próprios, forçar os anfitriões a aceitar a descaracterização, são atos de 'Xenofobia'". Quero que você comente esse trecho do manifesto.
Quem escreveu foi a Fabiana, mas acredito, que ela quis dizer que está sendo forçada a inclusão de uma cultura diferente. Não sei se você vai concordar comigo, mas tem uma característica bem peculiar. É muito diferente da cultura paulista, como a cultura paulista é diferente da cultura carioca. Quando existe qualquer ato de promoção da cultura dos paulistas é visto como preconceito.

(da mesma maneira como é preconceito um branco usar uma camiseta escrito: 100% branco. Por que um negro pode usar uma camiseta 100% orgulho negro sem ser considerado preconceituoso? Por que querer que os paulistanos dêem mais atenção à sua própria cultura é preconceito? Eu acho que quando um migrante ou até mesmo um IMIGRANTE vai morar em outro lugar diferente daquele seu de origem, ele deve no MÍNIMO respeito à cultura local. Chegar aqui e achar que aqui é Goiânia, Fortaleza ou Rio de Janeiro é muita falta de respeito com uma cultura que levou séculos para ser construída)

O que seria um ato de promoção da cultura paulista, por exemplo?
Por exemplo, existem mais pessoas que vão para a semana cultural nordestina, na Zona Norte, no Cambuci, onde há um centro de cultura nordestina, do que as que foram à passeata em 9 de julho, que é um marco para o Estado.

Então, na sua opinião há uma subvalorização da cultura de São Paulo?
Isso mesmo. Quem é o responsável? O governo e a prefeitura que incentivam isso. O problema é o seguinte: a maior parte do eleitorado que promove eles (políticos) são migrantes.

(eu não sou contra um migrante querer ser eleito a algum cargo político. Mas acho que nesse caso também deveria haver uma regulamentação: um mato grossense quer ser vereador da nossa cidade? Então vamos ver há quanto tempo ele mora aqui em São Paulo. Talvez estabelecer um tempo mínimo de sei lá, 25 anos. Um tempo suficiente pra que ele conheça todos os problemas da cidade, tenha idéias concretas para solucioná-las. Do que adianta eleger alguém que mal conhece o estado/cidade que ele quer representar?)

Especificamente, nordestino?
Sim, basicamente sim.

E, na visão de vocês, eles acabam elegendo representantes de origem nordestina...
Entendeu nosso ponto? O pessoal fala muito de outras culturas, mas qual é a cultura daqui? Ninguém fala.

No manifesto, vocês dizem que São Paulo cresceu sem receber dádivas do Brasil.
Certo.

Vocês dizem: "São Paulo não deve nada ao Brasil, portanto, o usufruto desse trabalho deve ser para o povo paulista".
Por exemplo, São Paulo é o estado que mais arrecada impostos, que mais produz. A gente não recebe nem um terço do que produz. Esse déficit orçamentário no Estado não permite que o governo trabalhe na habitação, na infra-estrutura, no saneamento, na educação e na saúde. A gente é prejudicado. O dinheiro dos impostos, das industrias e do povo de São Paulo é revertido para outros Estados, ao invés de ser aplicado novamente aqui.
Recife, Salvador recebem mais investimentos do Governo Federal do que arrecadam. A capital do Piauí, Teresina, é um exemplo disso. Isso é um absurdo, sendo que a gente tem problemas de transporte público em São Paulo. O transporte público aqui é terrível. Muitos falam que a migração foi responsável pelo avanço, mas São Paulo sempre foi rica. Sempre foi desenvolvida. E foi com a força do trabalho dos migrantes também. Mas não só dos migrantes, mas de todos os paulistas.

No manifesto, vocês dizem que os "migrantes não construíram São Paulo por serem alocados na construção civil. Seja desmentida tal falácia". Você acha que isso é realmente uma falácia?
Essa parte do manifesto não li, mas o entendimento é o seguinte: quem constrói São Paulo não são os pedreiros. São os empresários, os investimentos aplicados na cidade, feitos por paulistas. Falar que outras pessoas construíram a cidade é absurdo. Eles trabalharam, usaram sua força de trabalho. Não significa que construíram São Paulo. Esse prédio que você trabalha, por exemplo, não foi construído por migrantes...por pedreiros. Foi construído pela empresa que investiu, que financiou o projeto. Entendeu o ponto de vista do manifesto? As pessoas dizem: "Ah, os migrantes construíram São Paulo". Construíram com sua força de trabalho, mas se não fossem os investimentos e o dinheiro que gira na cidade, não teriam construído nada.

(aqui eu discordo só um pouquinho: acho que o crescimento de São Paulo foi feito sim pelo trabalho braçal dos migrantes, mas esse trabalho sem os investimentos de grandes empresários, essas construções civis não existiriam. Então acredito que nossa cidade cresceu - e cresce na soma das duas coisas)


Vocês têm noção do teor polêmico da causa que defendem?

É muito polêmico. É o que falei para a Fabiana. "Não se pode falar da migração. No Brasil, não se pode falar, porque todos são". Parte do manifesto não apoio. A gente vai estudar uma nova forma de aplicar um manifesto cabível para a realidade e para a necessidade de São Paulo.

(é polêmico porquê como eu já escrevi aqui: o preconceito existe, mas ninguém tem coragem de tornar isso público, como eles estão fazendo. A repórter se vocês perceberem, o tempo todo meio que trata como absurdo tudo o que eles estão divulgando, como se eles fossem politicamente incorretos. Mas tenho certeza que essa mesma repórter algum dia já reclamou algo do tipo: esse bando de baiano povoando a cidade, puta merda. A verdade é sempre polêmica)

Então, o manifesto que está na internet vai ser reformulado?
Vai ser reformulado. Vamos utilizar a influência conquistada com esses meses de trabalho. A gente vai fazer algo oficial agora, que vai ser o Movimento Juventude Paulistana. Vai ter um site e tudo mais.


E qual o objetivo do Movimento Juventude Paulistana?

Levantar esse assunto, mas de forma coerente. A gente vai tentar fazer com que ele seja discutido com a sociedade. Se a sociedade não tiver interesse em discutir a migração, a gente não discute. A gente vive em um país democrático e tem que expressar nosso ponto de vista. Há outros milhares de paulistanos que apoiam nossa ideia. A gente vai tentar levantar isso com a sociedade.

(é importante que esse manifesto não entre na cabeça pequena de alguns ignorantes como movimento separatista, como preconceito ou então com idéias fascistas do tipo: nós paulistanos somos melhores, por isso vamos expulsar todos os migrantes daqui. Acho bem coerente eles quererem discutir tudo isso de uma maneira não-polêmica, fazer com que as pessoas pensem um pouco a respeito de tudo que foi dito)

Como?
Como o Greenpeace chama a atenção? Ele faz uma passeata com 100 mil pessoas ou faz um ato que atrai a mídia. O ato. É isso que a gente vai fazer.

Já há algo planejado?
Não posso dizer. A gente vai fazer alguma coisa na ponte estaiada. Uma faixa, uma mobilização que chame a atenção dos principais veículos de comunicação de São Paulo. Se os paulistas não tiverem interessados em debater, a gente não vai debater. Queremos, pelo menos, criar uma oportunidade. Existe uma comunidade de São Paulo no Orkut. E eu levantei o tema. Foi só para fazer uma pesquisa mesmo. Muita gente falou mal, veio apedrejando. Em cada 10 pessoas, dois apoiavam. Se em cada 10 paulistanos, dois apoiarem, a gente vai ter, numa cidade de 10 milhões, 2 milhões. E isso é muita gente. Então, queremos pegar esses jovens, essas pessoas que querem mudar São Paulo, mudar não, pelo menos, melhorar.

(aqui eu já discordo. Aliás, como já disse aqui no meu blog um dia, eu sou contra essas manifestações públicas que param avenidas, praças, vias importantes da cidade causando trânsito, transtorno e irritação nas pessoas. Ao invés de chamarem a atenção de uma forma positiva, vão fazer isso de uma maneira negativa. Acho que eles deveriam pensar em outras formas de divulgar esse manifesto)


Na primeira etapa, vocês querem levantar a discussão sobre a migração, mas o que vem depois?
Depois disso, vamos planejar. Eu entrei agora. Eu decidi falar, porque eles são muito conservadores. Eu disse: "Não seria interessante se vocês falassem agora. Vamos mudar o discurso". Da forma radical que eles estão criando, não vão conseguir apoio de ninguém.

A ideia é abrandar o discurso para conseguir adesão, não impactar tanto?
A gente está utilizando métodos de publicidade, de promoção e de marketing, estudo de teses de algumas pessoas, que a gente está elaborando, para poder montar o movimento. A gente quer fazer algo que conquiste o maior número de pessoas possível.Estamos conseguindo adesão de algumas pessoas com influência. A gente tem o presidente de um centro acadêmico de um curso na USP.

Qual curso?
Ele não me deu autorização para falar.

Mas vocês querem manter o anonimato?
Ele quer.

Não faz muito sentido. Se vocês querem dar visibilidade ao tema, soa incoerente.
Ele está representando a comunidade japonesa. É descendente. E tem outras pessoas que trabalham com ele. Eu, do Centro Acadêmico da UNIP, outros de outras instituições. Anhembi-Morumbi... A gente está pegando pessoal da UNINOVE também, da Barra Funda. É um movimento de universitários.

Quantas adesões vocês já tiveram. As pessoas que se agregaram através da internet se encontram?
Todos as mais de 600 adesões (assinaturas na petição virtual) foram muito comprometidas e decididas, se possível, a apoiar. As pessoas que assinaram realmente têm interesse em participar e sempre geram soluções e ideias para que a gente possa melhorar o nosso plano. A gente tem 600 jovens que, a qualquer momento, se estiverem disponíveis, vão participar. Tem uma menina que veio de Campos do Jordão para conhecer a gente. Ainda mais agora. A gente tem 100 pessoas na cidade de São Paulo, que assinaram o manifesto, que estão dispostas a conversar, a entrar na reunião. E temos mais 600 pessoas do movimento separatista.

Onde vocês pretendem chegar?
Nossa meta é que isso seja discutido na Assembleia Legislativa, na Câmara Municipal. A gente quer que seja implantada algum tipo de política que possa administrar isso (migração). Que fale: "vocês não têm qualificação, então, vão fazer um curso de qualificação e ser alocados para outras áreas do Estado que oferecem mais oportunidades. As pessoas que vivem em São Paulo e querem, mas não têm condições de voltar para a terra de onde fugiram... A cidade gerar essa oportunidade para elas. O pouco que a gente conquistar para uma cidade como São Paulo vai ser bastante.

~*~

Essa discussão ainda vai dar muito pano pra manga. Mas se você ler direito, vai ver que é bastante coerente muitas coisas que eles dizem. E com certeza, você já pensou dessa maneira, ao menos uma vez na vida.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Semaninha de cão....


Ficar de TPM prá mim já é uma coisa complicada. Quando junta TPM, estresse e sono então, eu tenho vontade de cortar os pulsos e pular corda com as minhas veias.

Tô desde ontem fazendo altas cagadas aqui no meu estágio. Ontem tive um pequeno surto e comecei a chorar. Simplesmente porquê tava dando erro em dois arquivos que me passaram aqui. Eu já tinha perguntado pro meu chefe umas duzentas vezes como que resolvia, mas a cada dúvida que ele me tirava, surgiam mais três. Comecei a ficar desesperada e a chorar e tremer de nervoso.
Quando deu meu horário, fui embora aliviada. Tinha, finalmente resolvido minhas pendências e poderia passear no shopping, dar uma aliviada e encostar a cabeça no travesseiro, com a certeza de que hoje seria um dia diferente.

Ledo engano. Hoje tá sendo muito pior! Um dos arquivos que eu consegui subir ontem estava com vários anúncios errados. Por quê? Porquê eu não revisei direito. Detalhe: minha ocupação aqui é de ser REVISORA. Irônico, não? Prá piorar, na hora de subir novos anúncios prá um cliente X, eu SEM QUERER acabei subindo os anúncios de ONTEM. Detalhe 2: um cliente não tem nada a ver com o outro!
Juro, acho que nunca passei tanto nervoso por causa de trabalho na vida! Comecei a tremer, o estômago começou a doer, bateu aquele desespero. Minha vontade era de levantar da cadeira e ir tomar uma água, um café, lavar o rosto... enfim, dar uma espairecida. Mas eu tava me sentindo tão culpada por todas as merdas, que tava morrendo de vergonha de fazer isso.




No final das contas (isso faz uma meia hora), deu tudo certo e eu consegui arrumar minhas cagadas. Aliás, dei uma parada agora prá escrever aqui, mas preciso voltar a arrumar uma outra. Essa vai ser demorada, mas pelo menos vou conseguir resolver SOZINHA, sem a ajuda do meu chefe e nem de ninguém.

Mas fica um pensamento pairando sobre mim: por quê será que eu tô desse jeito? Eu sou sempre muito cuidadosa com o meu trabalho, prezo prá caramba meu estágio e sou feliz aqui. Ainda cogitei a possibilidade de o que aconteceu semana passada comigo ter interferido no meu rendimento, mas acho pouco provável. Não foi tão grave assim, e até porquê quando eu entro aqui na empresa, eu desligo de tudo e nem lembro do mundo lá fora.
Talvez seja um sinal, sei lá. De que eu preciso me dedicar mais. Ou que eu preciso descansar mesmo.

Ainda bem que tem feriado essa semana....