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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Maquinaria Fest - Chile 2012

Ok, tô atrasada de novo com essas postagens, mas bora lá contar como foi ver o Maquinaria em Santiago.

Quando começaram a anunciar as bandas que iam tocar no festival, isso lá por Agosto, eu fiquei com MUITA vontade de ir. Primeiro confirmaram o Stone Sour e o Manson. Só isso já seria o suficiente pra me dar aquela coceirinha e pensar: vou comprar as passagens e ir, mesmo se meu namorado estiver em turno, trabalhando. Mas aí anunciaram também o Slayer, Calle 13 E O KISS. Pronto, não tinha como NÃO IR. Infernizei meu namorado porque queria ir e demos a sorte dele estar de folga no fim-de-semana dos shows. Conversamos e decidimos que iríamos só no Sábado, onde ia ter Mastodon, Stone Sour, Marilyn Manson, Slayer e Kiss. Eu até estava com vontade de ir no Domingo, mas aí ia ser só Deftones, Slash (já vi ao vivo os dois) e o Calle 13. Que eu queria muito, MUITO ver... mas como meu vôo de volta era na segunda bem cedinho, achei melhor declinar e aproveitar pra descansar antes de voltar pra SP.
Cada ingresso saiu por 46.200 pesos chilenos. Dá mais ou menos uns R$185,00, o que vale MUITO a pena, afinal tem uma caralhada de banda boa.

Enfim, acordamos relativamente cedo no sábado e um amigo do Carlos passou no apartamento pra irmos todo mundo juntos. Em Santiago tava fazendo sol, mas eu fiquei com medo de passar frio e coloquei uma meia calça de lã e short. Claro que assim que cheguei no festival, fui no banheiro e tirei a meia, porque definitivamente não ia precisar. Tava calor, não tinha vento frio e era MUITA poeira. Meu tênis preto voltou amarronzado pra São Paulo, hahahaha.

Não sei se cheguei a comentar aqui quando fui pra lá em Agosto e fomos ao Cajon del Maipo, que na volta paramos num lugar pra tomar um chá e comer umas empanadas? Pois então, o lugar do Maquinaria era do LADO desse barzinho que paramos pra comer uns meses atrás. Inclusive, se não me engano, foi lá que tomamos um mote con huesillos e comemos antes de entrar. Em tempo: o lugar onde rolou o Maquinaria se chama Club Campo Las vizcachas.

Lógico que levei uma bandeira do Brasil e foi muito legal, porque todo mundo gritava BRASIL quando eu - ou outros brasileiros devidamente caracterizados- passavam. O pessoal do festival tirou fotos de nós dois (ele com a bandeira do Chile e eu com a minha), perguntando como era namorar a distância e blábláblá. Pena que até hoje nem vi a cor dessas fotos, hahahaha.



Em relação aos shows, foi tudo ótimo. A primeira banda que a gente viu foi a brasileira Project46. Apesar de eu ser zero patriota, fiquei muito orgulhosa de ver uma banda do meu país, que não seja o Sepultura, tocando lá fora e todo mundo curtindo, agitando, fazendo bate cabeça e se jogando na grade pra tirar fotos com eles depois do show.






Em seguida, 'vimos' o Mastodon. Coloco entre aspas porque nessa hora a gente foi comer alguma coisa e sentamos longe do palco e só escutamos a música. Não sou muito fã da banda nem conheço quase nada, então ok...
Assim que terminou o Mastodon, arrastei o Carlos pelo braço até perto do palco do Stone Sour. O legal desse festival é que os palcos principais eram um do lado do outro, então não tinha que andar tanto assim. E quase não teve atraso. Terminava um show num dos palcos, dali 10, 15 minutos no máximo já começava o outro e assim por diante.

O show do Stone Sour foi ABSOLUTAMENTE INCRÍVEL! Eu vi pela TV a apresentação deles no Rock in Rio e me remoí muito por não ter ido. Corey Taylor canta PRA CARALHO ao vivo e teve direito até a uma palhinha de Nutshell do Alice in Chains <3 p="">




Terminou o show e eu, o Carlos e o amigo dele corremos pro palco do lado. Logo logo ia começar o Marilyn Manson e acho que eu tava muito mais ansiosa pra ver o show dele do que o do Kiss, por exemplo.  Já devia ser, sei lá, quase oito da noite e eu levei um susto quando o Carlos me disse isso, porque ainda estava DE DIA. Sério, parecia que eram umas quatro e meia da tarde no máximo.

Enfim, o show do Manson também foi maravilhoso! E foi infinitamente melhor que o primeiro show dele que eu vi em 2007 no Via Funchal. Ele tocou absolutamente TUDO que eu queria ouvir. Disposable teens, Antichrist superstar com direito a palanque como nos velhos tempos, Coma white e até Personal Jesus. Morri!!! Curti pra caralho e foi maravilhoso!




Pois bem, acabado o show do Manson, corremos pro palco do lado, porque ia começar o show do Slayer. Show aqui que eu nem vou comentar muito porque honestamente eu não curto, não faz meu estilo. Mas pra quem gosta (o Carlos por exemplo) foi um puta show, várias rodas, eles mal paravam entre as músicas, era uma atras da outra, hahahaha. Achei meio longo, mas deve ser pelo fato de eu não ter aproveitado como os meninos, por exemplo.

Enfim, finalmente encerrando a noite... 'the hottest band in the world... KISS'. Bom, um show do Kiss é meio dispensável de comentar. Os caras sabem fazer o negócio e mesmo achando que o Paul Stanley estava com a voz meio estragadinha, foi um puta show. Ver o Gene Simons cuspindo sangue, voando e cantando God of Thunder lá de cima, Paul na tirolesa cantando Love Gun DO LADO da torre de som de onde eu estava... essas coisas são sempre emocionantes. E caguei litros se os outros dois integrantes não são os originais, sério, hahahaha.








Óbvio que chorei quando eles encerraram com Rock n' roll all night e fui motivo de gozação do Carlos e do amigo dele até a hora de ir embora.
Aliás, isso foi meio complicado. Se aqui no Brasil a gente acha chato sair de show grande por causa do trânsito, pessoas andando no meio da rua e etc, lá foi um pouco pior eu acho... tanto que a gente teve que encostar o carro num canto qualquer e esperar até dar uma esvaziada pra poder ir embora. Esperamos pelo menos uma hora e meia cochilando até poder sair de lá.

Mas tirando isso, o festival foi INCRÍVEL, as bandas estavam maravilhosas, não tinha lama (o bom de uma cidade que chove pouco), não foi desorganizado e é sempre uma experiência ver shows em outro país.
Quem sabe se esse ano o Maquinaria não aparece com um puta line up e eu corro pra lá de novo???

terça-feira, 4 de outubro de 2011

É difícil ser fã...


Que eu escuto Guns n' Roses desde os meus 3 anos, sou fã do Axl, imitava o cara na frente da TV, choro igual criança, tenho um zilhão de pôsteres e etc, todo mundo já sabe.
Mas é difícil ser fã de um cara que conseguiu estragar sua carreira de uma maneira que provavelmente não tem mais volta.

Eu resolvi ir no Rock in Rio justamente por isso: porque sou fã e porque sei que se eu tivesse ficado em casa vendo pela TV eu jamais me perdoaria. Mas o show do "Guns" (entre aspas mesmo, porque né?) foi muito, MUITO aquém do que eu esperava.

Claro que eu sei que nunca mais vai ser a mesma coisa por vários motivos:
1- porque ele tá velho, a voz muda e ele nunca mais vai conseguir cantar do jeito que ele cantava antigamente. Mas isso é natural, as pessoas envelhecem e são poucos os cantores que conseguem manter a mesma qualidade de antes (Bruce Dickinson e Lemmy entram nessa categoria).

2- A banda ficou totalmente irreconhecível. São bons músicos? São, claro que são. Mas a gente sente falta daquela velha formação do Apetite, do Adler na batera, do Duff, do Slash e do Izzy.

Mas o que eu vi ali foi uma má vontade absurda do Axl. Show com a mão no bolso mesmo, do tipo: beleza, vamos tocar aí pra eu ganhar meu cachê e ir embora desse fim de mundo. Eu desacreditei nas caras que ele fazia quando tocou November Rain. Errando a letra. E Patience então? Disperso pra caralho... ainda comentei com a minha prima que tinha algo muito errado. Ela disse que achava que ele estava bem louco. Mas acho que não era droga não. Era o botão do foda-se ligado. Triste!

Não quero cair em defesa dele, só porque eu sou fã. Sei reconhecer quando está ruim, eu acho. E acho também que se for para ele continuar desse jeito, então que encerre logo sua carreira. Pra gente lembrar do Guns como uma das bandas mais perigosas do planeta. Lembrar daquele guitarrista com o rosto escondido por detrás dos cabelos e daquele baixista loiro-descolorido com uma pegada punk rock e cadeado pendurado no pescoço. Ou do baterista completamente maluco, que parecia não pertencer a esse mundo.

E vamos ver se essa má vontade vai persistir nos shows que ele fará em Buenos Aires e no México...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Como me fazer pagar a língua


Lembra desse post aqui? Que eu dei inúmeros motivos para não ir no Rock in Rio, que eu estava com preguiça de sair daqui de São Paulo pra ir até lá etc etc etc.

Enfim, estava me mantendo muito firme na minha decisão até sexta-feira passada quando o festival começou. Assisti alguns shows pela TV e uma voz bem baixinha dentro de mim começou a falar: e se você fosse? E se?
Em paralelo a isso, minha mãe - que curiosamente sempre me critica por eu gastar grana com ingressos de shows - ficava: nossa Ana, não acredito que você não vai no Rock in Rio, justo você que não perde UMA.

Inconscientemente eu comecei a procurar pessoas vendendo ingressos, vi gente vendendo até por R$450,00. Até que no Domingo, eu resolvi ficar acordada (até tarde) pra assistir os shows do "dia do metal". E foi vendo o show do Slipknot que me bateu o sininho e: opa. Se eu não for, vou me arrepender pro resto da minha vida de ter ficado em casa sozinha as lágrimas vendo o Axl Rose. Aí, entrou o Metallica no palco e eu: PUTAQUEPARIU EU PRECISO DE UM INGRESSO, VOU PRO RIO NEM QUE SEJA A PÉ E...

E foi engraçado como tudo deu muito certo de uma maneira tão rápida. Na segunda-feira eu e um amigo dos tempos de cursinho fechamos uma excursão numa agência e agora de pouco a menina que vendeu seu ingresso veio me entregar (Mirja sua LINDA, se você estiver lendo isso, um beijo!).

E é isso... depois de 10 anos estou voltando para Jacarepaguá, para a cidade do Rock, para o Axl Rose, para um festival desse porte. Podem vir falar que não é mais ROCK in Rio e sim POP, falar que eu vou ter que suportar Pitty e Detonautas, que o Axl tá velho e gordo e o Guns acabou e sei lá mais o que. Mas fã é assim mesmo, vai e foda-se!
E se eu sobreviver, juro que volto aqui para contar.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Rock in Rio: por que (não) ir?


E depois de 10 anos, o Rock in Rio volta para o Rio de Janeiro (Roberto Medina, seu imbecil. Pode fazer o festival aonde você quiser, mas tire o RIO do nome, pois descaracteriza total o negócio!). Bandas confirmadas e ingressos esgotados.

Andei lendo por aí na internet uma série de coisas sobre o evento, alguns metendo o pau, outros felizes porque vão ver a banda da vida delas e blábláblá. E em meio a tanto frissom, resolvi vir aqui escrever sobre o que eu penso do festival em questão.
Eu fui no Rock in Rio III pra ver o (Guns) Axl Rose. Foi meu primeiro show, o primeiro evento desse porte, eu tinha de 13 pra 14 anos e confesso que foi legal pra caralho.
Fez calor, tinha um monte de gente e eu vi o palco de longe, mas ainda sim foi legal acho que justamente por ter sido minha primeira experiência do tipo. Foram 14h de pé, sem ir nem pra frente e nem pra trás, sem comer, sem beber, sem ir ao banheiro e não podia sequer levantar o braço, pois se fizesse isso não ia mais ter espaço pra colocar ele no lugar.

Quando confirmaram o Rock in Rio desse ano, confesso que fiquei empolgada. Eu gosto dessas coisas, gosto da bagunça. Mas aí o line up foi sendo confirmado. Metallica (ok, mas já vi ano passado da grade), Motorhead (ok, eles vivem tocando aqui), Lenny Kravitz (hmmm, tá), Stone Sour (tenho vontade de ver ao vivo sim, mas não me comove), Red Hot Chilli Peppers (de novo?) Elton John (oi? ROCK in Rio?) e aí começaram as piadas... Claudia Leitte (é ela ou é a Ivete Sangalo? Sei lá, as duas são iguais), Katy Perry, DETONAUTAS, GLORIA, PITTY...

Que o Rock in Rio traz umas "atrações" nada a ver, isso a gente já sabe. Tivemos o Tremendão Eramos Carlos, o Lobão levando latada na cabeça, o Carlinhos Brown que ficou com inveja do seu amigo da cela 11 e repetiu a mesma cena em 2001, Pato Fu, Sandy & Junior (!), Britney Spears (!!), AARON CARTER (!!!). Mas parece que o Roberto Medina gosta de ser ridículo e tenta se superar a cada evento que passa. Ou ele deve echer o cu de dinheiro com essas bandas de quinta, porque só pode.

Aí confirmaram (de novo) o Guns n' Roses (ou como eu prefiro chamar, Axl Rose & friends). Porra, beleza fiquei feliz vamo que vamo. Mas aí de repente os ingressos SE ESGOTARAM! E-S-G-T-O-R-A-M!!! Cacete... estamos em Maio, quase Junho, o evento é só em setembro/outubro e NÃO TEM MAIS INGRESSO?
Aí você vê um pessoal reclamando de que só tem ponto-de-venda de ingresso NO RIO DE JANEIRO. E quem não mora lá? Compra pela internet e gasta os tubos com taxa de entrega e o caralho a quatro.
Isso porque eu não mencionei o preço. R$90,00 a meia entrada. Quando eu fui em 2001, comprei meu ingresso NA RENNER do Shopping Center Norte DO LADO DA MINHA CASA e gastei a bagatela de TRINTA E CINCO REAIS. E não teve essa de ingresso esgotar não. Um dia antes quando eu já estava no Rio, minha amiga resolveu ir de última hora comigo nos shows do dia 14 e comprou seu ticket UM DIA ANTES!

Navegando agora pela Internet e seguindo o perfil do Rock in Rio no Twitter, descubro que eles também estão vindo com um discursinho manjado sobre ser o festival mais sustentável do Brasil, reciclar lixo e blábláblá. Alguém se lembra do SWU ano passado? Eu não fui, mas li inúmeras críticas sobre essa pseudo tentativa de ser um festival ecológico e não deu nada certo. Cervejas caríssimas, você não podia levar sua própria comida e não sei mais o que.

Sinceramente, o pessoal que organiza essas coisas realmente acha que esse tipo de coisa funciona aqui no Brasil? Claro que não. Brasileiro é mal educado, porco e a maioria vai pra esse festival pra zonear, jogar lama nos amigos achando que está em Woodstock e fumar MUITA maconha. Aliás, o cheiro de maconha é insuportável. Depois de 14h sentindo o pessoal fumando do meu lado, eu saí de lá MUITO lesada, fiquei chapada por tabela.


Mas só pra não acharem que eu sou azeda, existem sim motivos pra ir num festival desse porte.
- Vale pelo rolê. Pela viagem com os amigos, pela zona que vocês farão na estrada, pelas pessoas que você provavelmente vai conhecer lá dentro ou na fila. Isso com certeza vai render boas risadas e ótimas histórias pra se contar para os filhos depois.

- Vale por algumas bandas. Quem nunca viu o Metallica ou o Axl ao vivo com certeza vai se emocionar. É sempre emocionante, arranca lágrimas. A atmosfera desse tipo de show é algo que só quem curte essas loucuras consegue sentir. Como eu já vi o Metallica faz 1 ano e pouco (e vi da grade, diga-se de passagem) e também já vi o Axl bem pertinho de mim, não vale a pena sair daqui, tentar ingresso na porta pra assistir de longe.

- Bem ou mal, você está indo no ROCK IN RIO. Ok, o festival pode não ter mais aquela aura especial de 1985 ou 1991, mas ainda sim é o Rock in Rio. Mais uma vez, boas histórias pra se contar por aí.

- Você indo, poderá depois falar bem (ou mal) do evento com conhecimento de causa, o que não vai te deixar passar por ignorante quando o assunto for Rock in Rio.




Eu não vou.
Não vou porque tenho outros objetivos que pretendo alcançar em Março do ano que vem, porque quero guardar uma grana, porque vai ter o SWU e provavelmente eles trarão o Foo Fighters (se isso acontecer mesmo, terei que engolir a língua e ir ao show sem reclamar). Não vou porque não tem mais ingresso e eu não quero sair por aí desesperada a caça.
Não vou porque estou cansada, não tenho mais muita paciência pra essa aglomeração de pessoas, porque estou com preguiça de me locomover da minha cidade linda para ir até o (eca) Rio de Janeiro e de repente passar nervoso.
Pode ser que mais pra frente surja um novo lote, pode ser que eu dê um jeito de ir pra assistir o Axl de novo... mas por enquanto, eu vou... ficar em casa.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Angra (Manifesto Bar, São Paulo, 19/08/10)


Faz quatro anos desde a última vez que o ANGRA lançou um álbum de músicas inéditas. Nesse meio tempo, brigas judiciais, trocas de integrantes, projetos paralelos e um longo recesso fizeram com que “Aqua”, o lançamento da banda e o sétimo álbum de uma carreira que merece respeito, fosse muito aguardado pelos fãs e pela mídia.

A banda recebeu imprensa, amigos e músicos com um coquetel no Manifesto Bar. A trilha sonora durante a noite toda foi o novo álbum, e o clima era de descontração. Edu Falaschi, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Felipe Andreoli e Ricardo Confessori estavam muito felizes e orgulhosos em falar sobre seu novo trabalho.

Os fãs, que já aguardavam na fila desde às 20h30 para assistirem a um pocket show acústico especial, puderam entrar somente após o fim do coquetel, às 22h30, pontualmente. E foram atendidos com muita simpatia por todos os músicos do ANGRA: foram fotos, autógrafos e bate-papos rápidos que fizeram a alegria de todos.

O público compareceu em bom número e, apesar da demora parar o início do show, todos estavam muito empolgados. Quase à meia noite, a banda subiu ao palco e foi ovacionada pelos presentes. Vale dizer que durante todo o show, os músicos brincaram muito, e a alegria em compartilhar aquele momento especial com os fãs era visível.

Apesar de um set curto, foi uma apresentação impecável e com um repertório certeiro, com grande parte das músicas sendo da fase pós “Rebirth”. Foram tocadas “Wishing Well”, “Heroes of Sand”, “Arising Thunder”, “Bleeding Heart” (muito pedida pelo público), “Nova Era”, “Late Redemption” e “Rebirth”, que fechou a noite. Mas o momento especial da noite ficou por conta de “Lullaby for Lucifer”, do álbum “Holy Land”, tocada e cantada por Rafael Bittencourt. Posso estar enganado, mas percebi que muita gente não conhecia essa música, o que é uma pena, pois sem dúvida é uma das baladas mais bonitas já composta pela banda.

Foi menos de uma hora, mas essa performance serviu para ver que a banda está em forma e inspirada, e para quem já espera uma palavra sobre o desempenho do vocalista Edu Falaschi, ele cantou muito bem nessa noite, e agora muita gente espera que ele supere alguns maus momentos que teve nos shows nos últimos anos.

A expectativa já está criada para o show do Angra em São Paulo no dia 12 de novembro, no Citibank Hall, localizado no bairro de Moema. Depois do show, os músicos novamente foram ao encontro de seus fãs para mais fotos e autógrafos. Foi uma noite agradável para todos, o primeiro passo de mais um renascimento da banda, e que seja benéfico não apenas para os músicos, mas também para o fortalecimento do cenário do Heavy Metal no Brasil.

Setlist:

Wishing Well
Heroes of Sand
Arising Thunder
Bleeding Heart
Nova Era
Lullaby for Lucifer
Late Redemption
Rebirth

~*~

Para ler a matéria no site do Whiplash, clique aqui

terça-feira, 13 de julho de 2010

Dia Mundial do Rock


Eu tinha escrito um texto IMENSO aqui sobre o dia Mundial do Rock e falando mal dos emos que SUJAM esse estilo musical. Mas daí perdi a linha de raciocínio e a inspiração e resolvi postar uma letra do Kiss, que diz absolutamente TUDO.

~*~

God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Put it in the soul of everyone

Do you know what you want? You don't know for sure
You don't feel right, you can't find a cure
And you're getting less than what you're looking for

You don't have money or a fancy car
And you're tired of wishing on a falling star
You gotta put your faith in a loud guitar

Chorus:
God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Gave rock and roll to everyone (oh yeah)
God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Put it in the soul of everyone

"Now listen":
If you wanna be a singer or play guitar
Man, you gotta sweat or you won't get far
Cause it's never too late to work nine-to-five

You can take a stand or you can compromise
You can work real hard or just fantasize
But you don't start living till you realize

"I gotta tell ya!"

God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Gave rock and roll to everyone
God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Put it in your soul

God gave rock and roll to you
(To everyone he gave the song to be sung)
Gave rock and roll to you
Gave rock and roll to everyone

God gave rock and roll to you
(To everyone he gave the song to be sung)
Gave rock and roll to you
Saved rock and roll for everyone
Saved rock and roll

God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Gave rock and roll to everyone
God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Put it in your soul

"I know life sometimes can get tough!
And I know life sometimescan be a drag!
But people, we have been given a gift,
We have been given a road
And that road's name is... Rock and Roll!"

http://www.youtube.com/watch?v=F1yvQV7J47o

~*~

É isso.
Só quem curte DE VERDADE consegue entender um solo de guitarra bem tocado, a adrenalina e a vibe maravilhosa de um show (por mais caro que seja o ingresso) e aquele sorriso na cara de satisfação depois de ver seu ídolo de pertinho.

Você que acha que Restart/Cine/Fresno/NXzero é rock... shame on you!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Hard Legends Party (Carioca Club, São Paulo - SP, 23/05/10)

Saiu minha primeira resenha de verdade no site do Whiplash sobre o show do Eric Martin & Jeff Scott Soto.

Prá mim é uma alegria e um orgulho muito grande ter tido essa oportunidade, pois uniu duas coisas que eu mais amo na vida: escrever e escrever sobre música.








Espero ter mais chances dessas, porquê foi realmente uma experiência muito legal.
Prá ler o texto todo, clique aqui

E prá ver todas as fotos, clique aqui e aqui






KEEP ON ROCKIN'

terça-feira, 2 de março de 2010

Vince Neil em São Paulo


Daí que no sábado passado teve show do Vince Neil, vocalista do Motley Crue. O Motley é uma banda de hard rock que eu gosto bastante, já escutei muito e cheguei a pagar passagem de avião, hotel, ingresso prá vê-los no show de Buenos Aires em 2008. A viagem em si foi muito legal, a galera que foi junto, enfim... não me arrependo de absolutamente nada.

Mas quando anunciaram que vinha só o vocalista da banda fazer show num lugar chamado Carioca Club, eu não me animei NEM UM POUCO em gastar meu rico dinheirinho e ir nesse show. Ao contrário de 95% das pessoas que eu conheço, que ficaram super felizes, faziam contagem regressiva, ficaram ansiosos antes do show e blábláblá.
E eu não me animei por alguns motivos básicos:
1- eu sabia que o Vince Neil só ia tocar músicas do Motley. Ou seja, prá que pagar um show prá ver só o vocalista cantar as MESMAS músicas que eu JÁ VI ele cantando com a banda INTEIRA? Ver o vocal fazer cover dele mesmo? Não, obrigada.

2- eu gosto de Motley Crue não pelo Vince Neil, mas sim pelo Nikk Sixx e o Tommy Lee. O Vince não canta NADA ao vivo. Aliás, ele já não cantava naquela época que o GGG foi lançado (isso foi em, sei lá, 1987) e hoje que tá velho e gordo então, nem se fala. Como os dois integrantes que eu mais gosto não viriam pro show, achei desnecessário torrar R$100,00.

De qualquer maneira, acabei ganhando um ingresso de presente de aniversário. Fiquei feliz pela atitude de quem me presenteou, mas no fundo eu tava com PREGUIÇA de ir até o show. Enfim, no sábado a noite eu acabei indo até lá, mas me confundi com os horários e quando cheguei no local, o negócio já tinha acabado. Encontrei alguns amigos na porta. Eles estavam literalmente em êxtase por ter visto o Vince ao vivo. Alguns desacreditaram que eu não tava dando a mínima por ter perdido o show e eu disse a eles mais ou menos o que escrevi aqui.

Daí, ontem a noite eu estava no Twitter e vejo um conhecido meu escrevendo o seguinte: Mais fã de Vince neil e Motley Crue do que NUNCA. E cada vez tenho mais certeza do que eu quero e do que eu sou e serei pelo resto da vida!
Sabe qual foi a minha vontade? De responder: AHÃM FILHO, seu sonho de vida é tocar em banda cover de hard rock no Manifesto e no Inferno?
Parei velho, sério. Além de tudo, o hard rock pelo visto deixa as pessoas burras e sem ambições, né? Galera se contenta com as migalhas das bandas e dos shows (fiquei sabendo que ele tocou umas 10, 11 músicas só) e com o fato de ficar sonhando em ser rockstar de banda cover. Enche a cara de bebida, cheira prá caralho, passa a brisa e eles começam a fazer tudo de novo.
Não sei se eu que tô ficando velha, se tô ficando menos tolerante com certas atitudes... mas esse tipo de coisa tem me irritado MUITO. E acho que por isso que eu ando evitando de sair e fazer balada. Alguma coisa mudou e eu não sei dizer exatamente o que é.
Seria finalmente o processo de amadurecimento fazendo efeito?