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domingo, 20 de novembro de 2011

Um ano atrás


Meu pai estava completando 50 anos e estávamos muito ansiosos - eu e ele - pois no dia seguinte iríamos assitir a uma lenda viva do rock: Sir Paul Mccartney. Pra um cara que é fã dos Beatles desde sempre e pra mim, que crehttp://www.blogger.com/img/blank.gifsceu ouvindo esses caras, foi no mínimo uma honra.

Eu pensei em vir aqui e fazer um puta texto em relação a isso, mas preferi dar o básico Ctrl C + Ctrl V na resenha que eu enviei para o Whiplash.com na época. Acredito que ela resume bem o que todo mundo que lá estava sentiu.
Então coloque seu Let it Be pra tocar e aproveite!

~*~

Os ingressos para o primeiro show do Sir PAUL MCCARTNEY em São Paulo no dia 21/11/2010 deveria vir com um aviso mais ou menos assim: Atenção: se você é cardíaco, consulte seu médico antes de assistir à essa apresentação. Se você estava lá, possivelmente concorda comigo. Caso contrário, continue lendo essa resenha para entender o que eu quis dizer.

A ansiedade em relação à esse show já começou cedo, logo quando foi confirmada a apresentação do ex-BEATLE por aqui. A confusão em conseguir comprar ingressos, àqueles que foram na porta do estádio do Morumbi tentar entrar de última hora... só isso já era o suficiente para deixar qualquer um com os nervos à flor da pele. Mas algo muito maior estava reservado para nós, os expectadores.

Com o Morumbi lotado, pontualmente às 21:30 – e devemos agradecer aos britânicos por essa maravilhosa cultura de não atrasar os shows, especialmente quando esse cai em pleno Domingo – entra no palco a (super competente) banda que acompanha o astro principal da noite. E eis que surge ele, diante de aproximadamente 65 mil privilegiados, PAUL MCCARTNEY, com um sorriso no rosto que foi capaz de arrancar gritos e choro... muito choro! A introdução não poderia ser melhor, com "Venus and Mars / Rock Show", seguida de Jet. Pensar que o Paul tem quase 70 anos nas costas e mesmo assim canta todas as músicas no seu tom original, nos faz pensar que das duas uma: ou o cara se cuida pra caramba, ou ele fez pacto com alguma entidade do além. A energia que ele transmite, a animação, a presença de palco é algo fora de série.

A primeira música dos BEATLES foi "All my loving", logo a terceira do set, que foi para deixar todo mundo sem palavras, e aqueles com problemas cardíacos começarem a ficar sem ar. Mas foi quando PAUL sentou ao piano pela primeira vez na noite para tocar "The long and widing road" que o estádio entrou numa espécie de coma. Todo mundo abobalhado, desacreditando no que estava acontecendo.

PAUL se comunicou o tempo todo com o público entre uma música e outra e mandou muito bem no português, dizendo claramente e inúmeras vezes o quanto estava feliz em estar tocando para nós mais uma vez. A versatilidade musical que ele tem é algo impressionante. Tocar piano, guitarra, baixo, ukelelê como se fosse a coisa mais fácil do mundo, decididamente é para poucos.

Homenageando Linda, sua esposa falecida, MCCARTNEY cantou "My Love", uma linda balada de sua carreira solo que foi dedicada também a todos os casais de namorados que lá estavam. Um momento para os cardíacos começarem a sentir o braço esquerdo formigando de tanta emoção. Mas não parou por aí: "I’ve Just seen a Face", "And I Love her", "Blackbird" e "Here today" (música escrita para homenagear JOHN LENNON) exatamente nessa seqüência. É ou não para ter no mínimo uma arritmia cardíaca?

E não foi só PAUL que deu um show. Seu baterista também mostrou muita presença de palco em "Dance Tonight". Durante toda a música as câmeras estavam voltadas para ele, que fez dancinhas engraçadas e arrancou gargalhadas de todo mundo.

A terceira homenagem da noite foi em "Something". Nesse momento, o telão de fundo do palco mostrou várias imagens de GEORGE HARRISON, fazendo com que mais lágrimas brotassem dos olhos do público. Aliás, público esse no mínimo variado. Desde (pré) adolescentes com seus pais, até os tiozões que devem ter crescido ouvindo os discos de vinil do FAB four. E as promessas de chuva durante o show não se cumpriram. Ainda bem, porquê a noite estava linda, a lua estava cheia... enfim, o cenário ideal para um espetáculo dessa magnitude.

Até mesmo uma música meio mala como "Ob-la-di, Ob-la-da" ficou divertida. Antes de executá-la, PAUL MCCARTNEY disse: nós íamos pedir para que cantassem essa música comigo, mas mesmo sem pedir vocês vão cantá-la do mesmo jeito. E foi assim mesmo que aconteceu. E daí pra frente, foi só BEATLES, o que tornou o show ainda mais emocionante (se é que isso ainda era capaz). Foi catártico ouvi-lo cantar "A Day in The life" e emendando com "Give Peace a chance". Nessa hora, os fãs ergueram balões brancos, o que deve ter deixado LENNON muito feliz ao ver essa cena, de onde quer que ele esteja.

Quando todo mundo achava que não podia ficar mais extasiado, MCCARTNEY sentou ao piano e emendou "Let it Be", "Live and let die" (com direitos a fogos de artifício e labaredas de fogo saindo do chão do palco) e "Hey Jude". Os cardíacos provavelmente já estavam à beira de um ataque ao ver e ouvir todos esses clássicos ao vivo, com o público cantando em uníssono e PAUL esbanjando simpatia e notas agudas, como se ele ainda tivesse vinte e poucos anos.

Todos saíram do palco, aumentando a ansiedade e deixando todos com aquela sensação de “essa noite não pode acabar”. Depois de um breve intervalo, ele voltou segurando uma imensa bandeira do Brasil e tocou "Day Tripper", "Lady Madonna" e "Get Back". Deixaram o palco mais uma vez e quando voltaram, podia ver estampado no rosto do público uma expressão que misturava muita alegria, êxtase e um pouco de melancolia, pois a noite inesquecível estava mesmo acabando.

Quem estava lá e ouviu "Yesterday" pode-se considerar uma pessoa abençoada pelo deus da música, do rock n’ roll ou qualquer coisa que o valha. Foi um verdadeiro presente; mas PAUL ainda tinha fôlego para cantar "Helter Skelter", no tom original, sem desafinar uma só nota! Os acordes de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" deram a tona do encerramento do show. A banda ainda citou "The End", para que aqueles que ainda não tinham tido um enfarte, pudessem fazê-lo.

Com muitos agradecimentos, palhetas jogadas para quem estava no gargalo da pista Premium, papel verde picado e até um tombo de PAUL... assim encerrou-se uma experiência surreal, mágica, uma dádiva. E como diz uma faixa que alguém levou para o show: the dream is over. Now is real. Thank you Paul!

SET LIST:

Venus and Mars / Rock Show
Jet
All My Loving
Letting Go
Drive My Car
Highway
Let Me Roll It / Foxy Lady (Jimi Hendrix cover)
The Long and Winding Road
Nineteen Hundred and Eighty-Five
Let 'Em In
My Love
I've Just Seen A Face
And I Love Her
Blackbird
Here Today
Dance Tonight
Mrs Vandebilt
Eleanor Rigby
Something
Sing the Changes
Band on the Run
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Back in the U.S.S.R
I've Got a Feeling
Paperback Writer
A Day in the Life/Give Peace a Chance
Let It Be
Live and Let Die
Hey Jude
Primeiro bishttp://www.blogger.com/img/blank.gif
Day Tripper
Lady Madonna
Get Back
Segundo bis
Yesterday
Helter Skelter
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
The End

~*~

A resenha no link original pode ser lida aqui.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Uma reunião de família




Um dia eu me sentarei no chão da sala do meu apartamento localizado na Avenida Paulista com um ou dois filhos já adolescentes e contarei para eles sobre o dia 14/11/2011. De fundo musical vai tocar Faith no More, Down, Loaded e Alice in Chains. Bandas que eles já terão escutado por influência minha e que eu pude ver ao vivo no dia já citado.

Vou contar para eles sobre a viagem até a cidade onde foi realizado o evento (SWU, que provavelmente até lá já não mais existirá), sobre a chuva que caia farta na cidade e sobre eu e meus amigos ficarmos parados na porta do estacionamento esperando chegarem novas capas de chuva, mais resistentes e que nos deixariam menos molhados.

Contarei sobre a emoção de atravessar os portões do tal evento, o coração acelerado em saber que teria um longo dia pela frente de shows, emoções, músicas, lágrimas. Sobre a corrida até um dos palcos para ver o ex-baixista do Guns n’ Roses e sobre como eu me senti quando o vi em cima do palco cantando músicas como It’s so easy, So fine e Dust n’ Bones. Contarei como me senti quando ele desceu do palco e começou a tocar bem pertinho da gente que estava na passarela. E se eles duvidarem dessa história, terei uma foto para provar.

Depois narrarei sobre como sobrevivi às rodas de bate-cabeça durante o show do Down, a banda do vocalista daquela banda que canta Cowboys from hell e 5 minutes alone. Sobre como foi surreal vê-lo ali cantando só o refrãozinho de Walk. Tenho certeza que nessa hora, meus filhos arregalarão os olhos e falarão: nossa, que foda mãe! E aí?

Aí eu vou continuar contando sobre aquele dia. Da chuva que diminuiu de intensidade e ainda sim não parou de cair. Mostrarei fotos minhas usando uma capa de chuva amarela, do lado dos meus amigos – que eu fui encontrando um a um por lá, todo mundo com aquela cara boba de felicidade, meio que desacreditando que aquele dia estava realmente acontecendo. Contarei também sobre a aventura de usar um banheiro químico a noite, sem iluminação alguma e sem papel higiênico. Provavelmente eles vão falar: credo mãe, que nojo. Mas eu responderei: que nada. Isso tudo faz parte do roteiro de ir a um evento. Sem isso, não teria graça. Assim como não seria um festival completo sem a lama e o coturno que antes era preto e naquele dia ficou marrom.

Vou contar do cansaço nas pernas, a vontade de sentar em algum lugar para dar uma esticada. Mas falarei sobre isso com um sorriso no rosto, porque valeu a pena! Valeu a pena porque vi o Alice in Chains. E que depois do Alice in Chains, eu vi o Faith no More. Esmagada na grade, tomando chuva, pulando e cantando as letras a plenos pulmões. Compartilhando esse momento com alguns dos meus melhores amigos, que também sentiram o que eu senti. Vou contar sobre o momento que aquele vocalista louco foi lá pro meio, se jogou na galera enquanto cantava e que isso foi DO MEU LADO! E vou contar também sobre eu ter tocado o Mike Patton enquanto ele cantava. E aí, meus filhos provavelmente vão até perder o fôlego e vão falar: CA-RA-LHO MÃE! VOCÊ JÁ PEGOU NO MIKE PATTON!

Infelizmente não terei uma foto com ele para mostrar, mas tudo bem. Vi o show e foi isso que me importou. E aí, quando eles acharem que já acabou, vou finalizar a história contando sobre a dificuldade que foi tirar o carro do estacionamento, sobre os quase-atolamentos que sofremos. Contarei que dormi na viagem de volta, morrendo de sono e dor nas pernas. Que cheguei na cidade de madrugada e tive que pegar metrô de volta para casa. Sobre o longo banho que tive que tomar, afinal choveu o dia inteiro. E que só fui deitar na cama as 7 da manhã, depois de já estar 24h acordada.

Provavelmente a minha filha, puxando a mim, vai fazer cara feia e falar: credo, que preguiça passar por isso. Nunca que eu vou fazer algo do gênero. E eu, feliz da vida e cheia de boas memórias responderei: foi um dos dias mais divertidos da minha vida.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

É difícil ser fã...


Que eu escuto Guns n' Roses desde os meus 3 anos, sou fã do Axl, imitava o cara na frente da TV, choro igual criança, tenho um zilhão de pôsteres e etc, todo mundo já sabe.
Mas é difícil ser fã de um cara que conseguiu estragar sua carreira de uma maneira que provavelmente não tem mais volta.

Eu resolvi ir no Rock in Rio justamente por isso: porque sou fã e porque sei que se eu tivesse ficado em casa vendo pela TV eu jamais me perdoaria. Mas o show do "Guns" (entre aspas mesmo, porque né?) foi muito, MUITO aquém do que eu esperava.

Claro que eu sei que nunca mais vai ser a mesma coisa por vários motivos:
1- porque ele tá velho, a voz muda e ele nunca mais vai conseguir cantar do jeito que ele cantava antigamente. Mas isso é natural, as pessoas envelhecem e são poucos os cantores que conseguem manter a mesma qualidade de antes (Bruce Dickinson e Lemmy entram nessa categoria).

2- A banda ficou totalmente irreconhecível. São bons músicos? São, claro que são. Mas a gente sente falta daquela velha formação do Apetite, do Adler na batera, do Duff, do Slash e do Izzy.

Mas o que eu vi ali foi uma má vontade absurda do Axl. Show com a mão no bolso mesmo, do tipo: beleza, vamos tocar aí pra eu ganhar meu cachê e ir embora desse fim de mundo. Eu desacreditei nas caras que ele fazia quando tocou November Rain. Errando a letra. E Patience então? Disperso pra caralho... ainda comentei com a minha prima que tinha algo muito errado. Ela disse que achava que ele estava bem louco. Mas acho que não era droga não. Era o botão do foda-se ligado. Triste!

Não quero cair em defesa dele, só porque eu sou fã. Sei reconhecer quando está ruim, eu acho. E acho também que se for para ele continuar desse jeito, então que encerre logo sua carreira. Pra gente lembrar do Guns como uma das bandas mais perigosas do planeta. Lembrar daquele guitarrista com o rosto escondido por detrás dos cabelos e daquele baixista loiro-descolorido com uma pegada punk rock e cadeado pendurado no pescoço. Ou do baterista completamente maluco, que parecia não pertencer a esse mundo.

E vamos ver se essa má vontade vai persistir nos shows que ele fará em Buenos Aires e no México...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Como me fazer pagar a língua


Lembra desse post aqui? Que eu dei inúmeros motivos para não ir no Rock in Rio, que eu estava com preguiça de sair daqui de São Paulo pra ir até lá etc etc etc.

Enfim, estava me mantendo muito firme na minha decisão até sexta-feira passada quando o festival começou. Assisti alguns shows pela TV e uma voz bem baixinha dentro de mim começou a falar: e se você fosse? E se?
Em paralelo a isso, minha mãe - que curiosamente sempre me critica por eu gastar grana com ingressos de shows - ficava: nossa Ana, não acredito que você não vai no Rock in Rio, justo você que não perde UMA.

Inconscientemente eu comecei a procurar pessoas vendendo ingressos, vi gente vendendo até por R$450,00. Até que no Domingo, eu resolvi ficar acordada (até tarde) pra assistir os shows do "dia do metal". E foi vendo o show do Slipknot que me bateu o sininho e: opa. Se eu não for, vou me arrepender pro resto da minha vida de ter ficado em casa sozinha as lágrimas vendo o Axl Rose. Aí, entrou o Metallica no palco e eu: PUTAQUEPARIU EU PRECISO DE UM INGRESSO, VOU PRO RIO NEM QUE SEJA A PÉ E...

E foi engraçado como tudo deu muito certo de uma maneira tão rápida. Na segunda-feira eu e um amigo dos tempos de cursinho fechamos uma excursão numa agência e agora de pouco a menina que vendeu seu ingresso veio me entregar (Mirja sua LINDA, se você estiver lendo isso, um beijo!).

E é isso... depois de 10 anos estou voltando para Jacarepaguá, para a cidade do Rock, para o Axl Rose, para um festival desse porte. Podem vir falar que não é mais ROCK in Rio e sim POP, falar que eu vou ter que suportar Pitty e Detonautas, que o Axl tá velho e gordo e o Guns acabou e sei lá mais o que. Mas fã é assim mesmo, vai e foda-se!
E se eu sobreviver, juro que volto aqui para contar.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Como eu consegui essa(s) foto(s)



Eu ainda tô meio em choque pelo que me aconteceu ontem, mas vou tentar fazer esse post.

Desde janeiro que a minha ansiedade tá no talo por causa do show do Black Label Society. Comprei o ingresso num dos primeiros dias que começaram a vender e quando foi em Fevereiro, falaram que o show que ia ser transferido pra Agosto invés de Maio como tava marcado. Ok, vamos esperar mais uns meses.
Fui em várias apresentações nesse meio tempo, shows grandes por sinal, mas nenhum se comparou a ansiedade que eu estava sentindo pra ver o Zakk Wylde mais uma vez.

Faz duas semanas que eu tô fazendo contagem regressiva no meu facebook e sonhando com uma foto com ele. Não podia ser tão difícil, afinal um dos meus amigos está acompanhando a banda durante a turnê aqui na América do Sul. De um jeito ou de outro eu tinha que conseguir.

Eis que ontem de manhã eu cheguei no trabalho, abri meu twitter e vi que o Zakk em pessoa estaria na Kiss FM a partir das 18:00. "Pode ser a minha chance de tentar alguma coisa", eu pensei. Mas ainda não tinha decidido se ia ou não. Provavelmente estaria lotado de metaleiros/headbangers/curiosos/posers/whatever. O expediente foi chegando ao fim e aí começou a me dar aquela coceirinha de ir pra lá e tentar a sorte. O NÃO eu já tinha. Só precisava conseguir o SIM.

Abri minha lista do MSN e chamei umas 3 pessoas pra irem comigo. As três disseram que não podiam ir. Aí tentei lembrar de alguém que seria louca o suficiente pra tietar comigo o ex-guitarrista do Ozzy Osbourne. A irmã de um amigo meu! Chamei, morrendo de medo dela responder que não ia e qual foi a minha surpresa quando ela topou NA HORA! Ok, nos encontramos as 19:00 no metrô Consolação.

Nisso, fiquei ouvindo a rádio e acompanhando pra saber se ele já tinha chegado, ido embora, enfim. Justamente quando eu estava pegando o elevador pra ir embora do trabalho rumo ao metrô, o apresentador do programa fala:

- Infelizmente o mister Zakk Wylde não poderá vir. O vôo dele atrasou e ele não vai conseguir chegar em tempo hábil de participar do nosso programa. Uma pena.

Juro que não me senti ultra mega triste. Um pouco decepcionada, talvez mas nada demais. Enfim, me encontrei assim mesmo com a minha amiga e resolvemos tomar um Starbucks no shopping center ao lado da rádio. Conversa vai, conversa vem (afinal, fazia uns bons anos que a gente não se via), a esposa do meu amigo que está com a banda me liga e:

- Ana, você está ouvindo a Kiss?
- Não, mas tô aqui perto, por que?
- POR QUE O ZAKK TÁ LÁ!

Juro, nessa hora parecia que tinha descido um balde de gelo na minha barriga. Larguei tudo em cima da mesa, puxei a menina pelo braço e vamo que vamo. Na porta da rádio, não tinha ninguém, NINGUÉM! Não podia ser ali, por que só eu que tinha tido essa idéia brilhante de ir lá? Não podia ser assim tão fácil né? Mas era ali.
Ficamos debaixo de uma garoa fininha (Fê, se você estiver lendo isso, OBRIGADA) cada uma com um fone de ouvido escutando o programa.

Uma van apareceu na porta da garagem da estação de rádio. Começamos a ficar espertas e nisso o locutor: é isso aí galera, esse foi o Zakk Wylde participando aqui do nosso programa, obrigada blábláblá. Ok, ele ia aparecer por ali a qualquer momento. Mas como otimismo não é meu forte, continuei pensando: não é possível que vai ser assim tão fácil.

Mas foi! Foi porque a van desceu um pouco em direção a garagem e nós duas descemos um pouco também. Vi uma movimentação e DE REPENTE... o Zakk Wylde flesh and blood aparece NA MINHA FRENTE!
Sabe a sensação que eu tive? Tela azul do Windows. Travei, não conseguia ir pra frente nem pra trás, não conseguia abrir a boca, não emiti um som. Eu sempre imaginava que quando o visse na minha frente, ia abrir a boca e tagarelar sem parar, com aquele papo de fã, mas NÃO.

Meu amigo me viu e disse pro Zakk: Zakk, essa é uma amiga minha. Aí ele veio vindo na minha direção e eu BESTA. Ele disse: hey baby, me deu uma palheta. Perguntei pro meu amigo se eu podia tirar ao menos uma foto e eu ganhei não só uma, mas duas fotos, dei mais um abraço nele, ele disse "thanks for coming" e quando ele já estava perto da van, eu disse: see you at the show.

A van ligou o motor e eles foram embora. E eu fiquei parada no meio da rampa da garagem tentando digerir o que tinha acontecido.
É, eu consegui duas fotos com o cara que eu mais tive vontade de conhecer (depois do Axl), ganhei duas palhetas de presente e daqui 2 dias assistirei o segundo show do Black Label Society.

Dreams do come true.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

And I say No No No


Tá, Amy Winehouse morreu e agora vem aquele bando de pseudo fãs lamentando a morte da mina, falando que ela era suuuuper talentosa, coitadinha dela e blábláblá.

E eu estava pensando em fazer um mega texto com a minha opinião sobre esse assunto, mas daí abri a coluna do Regis Tadeu no Yahoo!, li e achei que resume muito bem tudo o que eu penso a respeito.
Pra ler, clique aqui.


E boa semana!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Rock in Rio: por que (não) ir?


E depois de 10 anos, o Rock in Rio volta para o Rio de Janeiro (Roberto Medina, seu imbecil. Pode fazer o festival aonde você quiser, mas tire o RIO do nome, pois descaracteriza total o negócio!). Bandas confirmadas e ingressos esgotados.

Andei lendo por aí na internet uma série de coisas sobre o evento, alguns metendo o pau, outros felizes porque vão ver a banda da vida delas e blábláblá. E em meio a tanto frissom, resolvi vir aqui escrever sobre o que eu penso do festival em questão.
Eu fui no Rock in Rio III pra ver o (Guns) Axl Rose. Foi meu primeiro show, o primeiro evento desse porte, eu tinha de 13 pra 14 anos e confesso que foi legal pra caralho.
Fez calor, tinha um monte de gente e eu vi o palco de longe, mas ainda sim foi legal acho que justamente por ter sido minha primeira experiência do tipo. Foram 14h de pé, sem ir nem pra frente e nem pra trás, sem comer, sem beber, sem ir ao banheiro e não podia sequer levantar o braço, pois se fizesse isso não ia mais ter espaço pra colocar ele no lugar.

Quando confirmaram o Rock in Rio desse ano, confesso que fiquei empolgada. Eu gosto dessas coisas, gosto da bagunça. Mas aí o line up foi sendo confirmado. Metallica (ok, mas já vi ano passado da grade), Motorhead (ok, eles vivem tocando aqui), Lenny Kravitz (hmmm, tá), Stone Sour (tenho vontade de ver ao vivo sim, mas não me comove), Red Hot Chilli Peppers (de novo?) Elton John (oi? ROCK in Rio?) e aí começaram as piadas... Claudia Leitte (é ela ou é a Ivete Sangalo? Sei lá, as duas são iguais), Katy Perry, DETONAUTAS, GLORIA, PITTY...

Que o Rock in Rio traz umas "atrações" nada a ver, isso a gente já sabe. Tivemos o Tremendão Eramos Carlos, o Lobão levando latada na cabeça, o Carlinhos Brown que ficou com inveja do seu amigo da cela 11 e repetiu a mesma cena em 2001, Pato Fu, Sandy & Junior (!), Britney Spears (!!), AARON CARTER (!!!). Mas parece que o Roberto Medina gosta de ser ridículo e tenta se superar a cada evento que passa. Ou ele deve echer o cu de dinheiro com essas bandas de quinta, porque só pode.

Aí confirmaram (de novo) o Guns n' Roses (ou como eu prefiro chamar, Axl Rose & friends). Porra, beleza fiquei feliz vamo que vamo. Mas aí de repente os ingressos SE ESGOTARAM! E-S-G-T-O-R-A-M!!! Cacete... estamos em Maio, quase Junho, o evento é só em setembro/outubro e NÃO TEM MAIS INGRESSO?
Aí você vê um pessoal reclamando de que só tem ponto-de-venda de ingresso NO RIO DE JANEIRO. E quem não mora lá? Compra pela internet e gasta os tubos com taxa de entrega e o caralho a quatro.
Isso porque eu não mencionei o preço. R$90,00 a meia entrada. Quando eu fui em 2001, comprei meu ingresso NA RENNER do Shopping Center Norte DO LADO DA MINHA CASA e gastei a bagatela de TRINTA E CINCO REAIS. E não teve essa de ingresso esgotar não. Um dia antes quando eu já estava no Rio, minha amiga resolveu ir de última hora comigo nos shows do dia 14 e comprou seu ticket UM DIA ANTES!

Navegando agora pela Internet e seguindo o perfil do Rock in Rio no Twitter, descubro que eles também estão vindo com um discursinho manjado sobre ser o festival mais sustentável do Brasil, reciclar lixo e blábláblá. Alguém se lembra do SWU ano passado? Eu não fui, mas li inúmeras críticas sobre essa pseudo tentativa de ser um festival ecológico e não deu nada certo. Cervejas caríssimas, você não podia levar sua própria comida e não sei mais o que.

Sinceramente, o pessoal que organiza essas coisas realmente acha que esse tipo de coisa funciona aqui no Brasil? Claro que não. Brasileiro é mal educado, porco e a maioria vai pra esse festival pra zonear, jogar lama nos amigos achando que está em Woodstock e fumar MUITA maconha. Aliás, o cheiro de maconha é insuportável. Depois de 14h sentindo o pessoal fumando do meu lado, eu saí de lá MUITO lesada, fiquei chapada por tabela.


Mas só pra não acharem que eu sou azeda, existem sim motivos pra ir num festival desse porte.
- Vale pelo rolê. Pela viagem com os amigos, pela zona que vocês farão na estrada, pelas pessoas que você provavelmente vai conhecer lá dentro ou na fila. Isso com certeza vai render boas risadas e ótimas histórias pra se contar para os filhos depois.

- Vale por algumas bandas. Quem nunca viu o Metallica ou o Axl ao vivo com certeza vai se emocionar. É sempre emocionante, arranca lágrimas. A atmosfera desse tipo de show é algo que só quem curte essas loucuras consegue sentir. Como eu já vi o Metallica faz 1 ano e pouco (e vi da grade, diga-se de passagem) e também já vi o Axl bem pertinho de mim, não vale a pena sair daqui, tentar ingresso na porta pra assistir de longe.

- Bem ou mal, você está indo no ROCK IN RIO. Ok, o festival pode não ter mais aquela aura especial de 1985 ou 1991, mas ainda sim é o Rock in Rio. Mais uma vez, boas histórias pra se contar por aí.

- Você indo, poderá depois falar bem (ou mal) do evento com conhecimento de causa, o que não vai te deixar passar por ignorante quando o assunto for Rock in Rio.




Eu não vou.
Não vou porque tenho outros objetivos que pretendo alcançar em Março do ano que vem, porque quero guardar uma grana, porque vai ter o SWU e provavelmente eles trarão o Foo Fighters (se isso acontecer mesmo, terei que engolir a língua e ir ao show sem reclamar). Não vou porque não tem mais ingresso e eu não quero sair por aí desesperada a caça.
Não vou porque estou cansada, não tenho mais muita paciência pra essa aglomeração de pessoas, porque estou com preguiça de me locomover da minha cidade linda para ir até o (eca) Rio de Janeiro e de repente passar nervoso.
Pode ser que mais pra frente surja um novo lote, pode ser que eu dê um jeito de ir pra assistir o Axl de novo... mas por enquanto, eu vou... ficar em casa.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Angra (Manifesto Bar, São Paulo, 19/08/10)


Faz quatro anos desde a última vez que o ANGRA lançou um álbum de músicas inéditas. Nesse meio tempo, brigas judiciais, trocas de integrantes, projetos paralelos e um longo recesso fizeram com que “Aqua”, o lançamento da banda e o sétimo álbum de uma carreira que merece respeito, fosse muito aguardado pelos fãs e pela mídia.

A banda recebeu imprensa, amigos e músicos com um coquetel no Manifesto Bar. A trilha sonora durante a noite toda foi o novo álbum, e o clima era de descontração. Edu Falaschi, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Felipe Andreoli e Ricardo Confessori estavam muito felizes e orgulhosos em falar sobre seu novo trabalho.

Os fãs, que já aguardavam na fila desde às 20h30 para assistirem a um pocket show acústico especial, puderam entrar somente após o fim do coquetel, às 22h30, pontualmente. E foram atendidos com muita simpatia por todos os músicos do ANGRA: foram fotos, autógrafos e bate-papos rápidos que fizeram a alegria de todos.

O público compareceu em bom número e, apesar da demora parar o início do show, todos estavam muito empolgados. Quase à meia noite, a banda subiu ao palco e foi ovacionada pelos presentes. Vale dizer que durante todo o show, os músicos brincaram muito, e a alegria em compartilhar aquele momento especial com os fãs era visível.

Apesar de um set curto, foi uma apresentação impecável e com um repertório certeiro, com grande parte das músicas sendo da fase pós “Rebirth”. Foram tocadas “Wishing Well”, “Heroes of Sand”, “Arising Thunder”, “Bleeding Heart” (muito pedida pelo público), “Nova Era”, “Late Redemption” e “Rebirth”, que fechou a noite. Mas o momento especial da noite ficou por conta de “Lullaby for Lucifer”, do álbum “Holy Land”, tocada e cantada por Rafael Bittencourt. Posso estar enganado, mas percebi que muita gente não conhecia essa música, o que é uma pena, pois sem dúvida é uma das baladas mais bonitas já composta pela banda.

Foi menos de uma hora, mas essa performance serviu para ver que a banda está em forma e inspirada, e para quem já espera uma palavra sobre o desempenho do vocalista Edu Falaschi, ele cantou muito bem nessa noite, e agora muita gente espera que ele supere alguns maus momentos que teve nos shows nos últimos anos.

A expectativa já está criada para o show do Angra em São Paulo no dia 12 de novembro, no Citibank Hall, localizado no bairro de Moema. Depois do show, os músicos novamente foram ao encontro de seus fãs para mais fotos e autógrafos. Foi uma noite agradável para todos, o primeiro passo de mais um renascimento da banda, e que seja benéfico não apenas para os músicos, mas também para o fortalecimento do cenário do Heavy Metal no Brasil.

Setlist:

Wishing Well
Heroes of Sand
Arising Thunder
Bleeding Heart
Nova Era
Lullaby for Lucifer
Late Redemption
Rebirth

~*~

Para ler a matéria no site do Whiplash, clique aqui

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Gene Loves Jezebel (Blackmore Rock Bar, São Paulo, 30/07/10)


Em meio a tantas confirmações de show de bandas do mainstream (Avenged Sevenfold, Rage Against The Machine, Bon Jovi e Rammstein, só pra citar alguns), um show de um pequeno grupo dos anos 80 como Gene Loves Jezebel iria passar um pouco despercebido para muitas pessoas. Uma pena, porque quem compareceu ao Blackmore no último dia 30 de julho presenciou um show intimista, mas capaz de encher os olhos dos fãs da música gótica oitentista.

Antes de falar sobre a apresentação em si, é importante entender o que se passa com o Gene Loves Jezebel. A banda foi formada em 1981 pelos irmãos gêmeos Michael e Jay Aston. Depois de alguns anos de sucesso, os dois brigaram e se separaram, fazendo com que Michael gravasse vários cd’s sob a alcunha de sua antiga banda, o que gerou uma série de brigas judiciais pelo nome Gene Loves Jezebel. Em resumo: existem dois Gene Loves Jezebel, porém lideradas por pessoas diferentes. Tendo isso em mente, quem aterrissou por aqui esse ano foi Michael Aston acompanhado de músicos brasileiros extremamente competentes, diga-se de passagem. Em especial o guitarrista que mostrou muita destreza com o instrumento durante toda a apresentação.

Show esse que começou as 22:45 com um Blackmore um tanto quanto vazio. A banda foi a primeira a fazer sua aparição no palco e logo em seguida surgiu Michael Aston de sobretudo preto e coturno, fumando um cigarrinho. Parece que pra quem é artista, a lei anti-fumo não funciona muito bem.

A primeira música executada foi "Always a flame" do álbum "Immigrant", seguida por "Heartache" e "Downhill both ways". O público ainda estava pouco receptivo, mas Michael Aston se comportava como se estivesse se apresentando para milhares de pessoas, com uma dança meio Iggy Pop meio Ian Curtis e colocando muita emoção em todas as músicas que estavam no set list. Eram poucas as pessoas que realmente sabiam e cantavam as letras. O vocalista o tempo todo conversou com quem estava lá, dando a sensação de que estavam presenciando um ensaio aberto ao público do que um show propriamente dito. E não fugiu do clichê ao responder "sim" quando perguntaram se ele estava gostando do Brasil.

Com breves versões inseridas cuidadosamente em algumas músicas ("Paranoid", do Black Sabbath, foi uma delas que apareceu de surpresa), o público foi ficando cada vez mais animado ao longo do show. Alguns dançavam como se estivessem na pista do finado Madame Satã.

O show só ficou animado de verdade quando veio a dobradinha "Motion of Love" e "Desire", possivelmente as duas músicas mais conhecidas da banda. Pela primeira vez, todo mundo estava cantando junto. Pena que a apresentação já estava chegando ao fim.

O encerramento ficou por conta de "Loving you is the Best". Alguém do público pediu uma música do álbum "VII", mas Michael recusou alegando que não gostava desse cd. Outra curiosidade: de acordo com palavras do próprio Michael, não houve nenhum ensaio pro show que tinha acabado de acontecer, pois ele e os músicos que o acompanharam tinham se conhecido naquele mesmo dia.

Com um pouco mais de uma hora de duração e a atração principal interagindo diretamente com o público, o show do Gene Loves Jezebel foi no mínimo peculiar e marcante para os fãs que lá estiveram. Afinal, não é todo dia que seu ídolo desce do palco e vai curtir a balada com você ao final de um show.

SET LIST:
Always a flame
Heartache
Downhill both ways
The Cow
Beyond doubt
Sorry
Suspicion
Gorgeous
20 KHZ
Upstairs
Motion of Love
Desire
Bruses
Loving you is the best

~*~

Tô atrasada com as resenhas, porque depois desse show, ainda cobri o coquetel de lançamento do novo cd do Angra e fiz uma entrevista (minha primeira) com o baixista deles, Felipe Andreoli.

Além disso preciso dar continuidade à seqüência de cd's que mudaram minha vida, faltam pelo menos 3 cd's. Deus me ajude nessa correria de último semestre na faculdade. Oremos!

Ps; link original da resenha aqui

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Cd's que mudaram minha vida parte 4: Nightwish - Oceanborn


A história sobre esse cd é engraçada, na verdade.

Me lembro que em 2001, eu tinha 14 anos e estava no auge da minha fase de adolescente rebelde, gótica e roqueira. Andava só de preto, com crucifixos e pentagramas pendurados no pescoço e escutava rock o dia INTEIRO. E nessa mesma época fiz alguns amigos que escutavam muitas bandas que eu ainda não conhecia como Rhapsody, Savatage, Blind Guardina e Nightwish.
Vivia tendo reuniões na casa de um desses amigos e ficávamos ouvindo música mas eu nunca prestava muita atenção, pois o menino por quem eu era apaixonadinha na época estava sempre por lá; o que significava toda a minha atenção voltada para ele.

Um belo dia, já quase no final do ano eu fui dar uma volta na Galeria do Rock com o então namorado da minha tia mais nova, que era mais novo que ela e mais velho que eu e também curtia o mesmo som que eu. E naquele dia, eu estava DETERMINADA a comprar um cd, mas não sabia exatamente qual. Passamos o dia andando pelos corredores daquele velho prédio e eu sem saber o que comprar. Tinha que escolher muito bem, afinal grana de adolescente é sempre escassa. Eu tinha que comprar O cd, para não me arrepender depois.

Eu e o Edgard (o namorado da minha tia) estávamos subindo as escadas rolantes, quando de repente eu vejo... ele! O menino por quem eu estava totalmente apaixonada, materializado ali na minha frente. Era bom demais, encontrar assim do nada:
- Oooi Clarinha, que coicidência você por aqui. E aí, como tá?

- Ahn tô bem... vim aqui afim de comprar um cd, mas não sei qual.

- Por quê você não compra algum do Nightwish?

- Putz, boa idéia. Mas qual você me recomenda?

- Todos são bons, Clarinha.

- Ahn... mas todos eu não posso comprar né?

- Então vem aqui.

Ele me pegou pelo braço e entramos na primeira loja que encontramos. O vendedor muito atencioso, cumprimentou a mim, a ele e ao Edgard e depois perguntou o que queríamos:

- Você pode, por favor pegar todos os cd's do Nightwish que você tem?

O vendedor deu as costas e alguns segundos depois virou-se para nós novamente e colocou 3 cd's um ao lado do outro.

- Vai Clarinha, agora escolhe a capa que você mais gostou.

E sem pestanejar, peguei o Oceanborn. Paguei, me despedi do meu amigo e rumei para casa com um cd nas mãos que eu não fazia IDÉIA do que se tratava. No fundo, estava com medo de ter comprado um cd que eu iria odiar. Mas como no começo do mesmo ano eu fiz a mesma coisa com um cd do Whitesnake e não me arrependi nadinha, vai ver que iria acontecer a mesma coisa dessa vez.
Cheguei em casa e antes de colocar o cd pra tocar, dei uma olhada no encarte. A foto daquela moça com os olhos pintados de preto, o cabelo bem escuro e a roupa meio medieval me deixaram um tanto quanto espantada. "Como assim uma MINA na banda?", eu pensei. Naquela época, conhecia poquíssimas (ou nenhuma) banda que tinha mulher. Eu realmente estava começando a descobrir novos sons.

Enfim, coloquei o cd pra tocar. O instrumental da primeira música começou a me agradar. Pensei: uau, é super pesado e gótico. DE REPENTE... entrou a vocalista. Cantando... LÍRICO! Eu quase pirei, sério. Era a primeira vez na minha VIDA que eu ouvia tal coisa. Música pesada, guitarras incessantes, um verdadeiro instrumental de rock n' roll com uma vocalista cantando estilo ÓPERA! Até pra quem tem pai como o meu, publicitário, músico que escuta de absolutamente TUDO era tudo muito novo pra mim.
Confesso que eu demorei alguns minutos pra poder digerir o que estava ouvindo. Mas depois comecei a prestar atenção, atenção e... foi amor à primeira ouvida. Na mesma hora eu chamei meu pai, empolgadassa: pai pai, olha que diferente esse som. Ele adorou, claro. Minha música favorita do cd? Passion and the Opera. Não sei o motivo, mas definitivamente É a minha favorita!

Não sei se por acaso, se eu tivesse escolhido o Angels Fall First ou até mesmo o Wishmaster no lugar do Oceanborn, a música do Nightwish teria causado tanto impacto em mim como causou. O fato é que eu ouvi esse cd durante muito tempo seguido e logo virei fã da banda. Comprei os outros cd's, fui em dois shows (Credicard Hall em 2002 e Via Funchal em 2004), comprei e usei camisetas, aprendi a tocar "Walking in the air" no teclado e ainda acho a Tarja uma das mulheres mais bonitas que eu já vi.



Depois que ela (Tarja) saiu da banda, confesso que parei de acompanhar o trabalho deles. Mas esse cd me marcou muito e merece um post sobre ele.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cd's que mudaram a minha vida parte 3: Black Label Society - Blessed Hellride


Black Label Society é a minha banda número 3 do meu top 3 de bandas. Sou louca pelo Zakk Wylde e a voz rouca dele. Até mesmo os solos um pouco cansativos que ele faz, sou fã.

Antes de comprar o cd, era a mesma coisa do Depeche Mode. Já conhecia várias músicas, pois tinha baixado algumas aleatoriamente pela Internet. Mas num Domingo qualquer em maio de 2007, eu estava na Saraiva que fica próximo ao Kinoplex do Itaim Bibi olhando a seção de “cd’s em oportunidade”. Tinha várias coisas interessantes por lá a preços bem convidativos. De repente achei uns 3 cd’s do Black Label jogados lá. O Stronger than death, o Sonic Brew e claro, o Blessed Hellride. Cada um desses cd’s custava apenas R$12,90 (JURO!!!) e eu, LÓGICO comprei todos ao mesmo tempo.

Mas o Blessed Hellride foi o que mais me chamou a atenção, não sei dizer bem o porquê. Foi esse cd que eu escutei voltando prá casa no carro do meu pai e tanto eu quanto ele ficamos impressionados tamanha fúria com que o Zakk executava os riffs de guitarra. Além dos harmônicos característicos, é lógico. A música de mesmo nome do cd é uma das poucas “lentas” e a voz do Zakk é simplesmente... hmmm... maravilhosa. Adoro o timbre de voz dele, adoro gente que canta como ele, com uma “sujeirinha” na voz – como diria meu pai – rouca e com um sotaque diferente. Voz de homem mesmo.

Minha música favorita desse cd é a Funeral Bell e arrisco a dizer que essa também é minha música favorita de toda a carreira da banda. Ela é animada, tem um ritmo contagiante (já perdi a conta de quantas vezes estava no trabalho ou no ônibus/metrô com fones de ouvido, essa música começava a tocar e eu alegremente ficava chacoalhando a cabeça, agitando, bangeando como se não houvesse amanhã quando na verdade estavam todos me olhando com cara de “o que ela PENSA que ta fazendo?”) e como sempre, Zakk Wylde canta de maneira visceral, outra característica que ele possui e que eu a-do-ro.

Eu tive um namorado que tem (ou tinha, sei lá) uma banda cover de Black Label e sempre fiquei chateada pelo fato dele nunca ter conseguido tirar a Funeral Bell. Ele dizia que essa em particular era difícil de tocar e cantar ao mesmo tempo e eu passei 10 meses praticamente implorando prá ele fazer um esforço e aprender, porquê adoraria vê-la ao vivo. Não adiantou nada; o namoro terminou sem que eles ensaissem essa. Também não consegui curtir ao vivo tocada pela banda original em 2008, porquê infelizmente o Black Label teve que fazer um show curto naquela noite.

Mas agora que eles estão com um cd novo, possivelmente haverá uma turnê. E Deus queira que eles passem por aqui novamente, mas dessa vez SÓ eles. Prá eu poder tietar o Zakk por mais tempo do que dois anos atrás. E quem sabe eles não toquem essa ;-)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cd's que mudaram a minha vida parte 2: Depeche Mode - Ultra


Estou postando pela ordem das minhas bandas top 3, pela ordem.
A segunda, logicamente é o Depeche Mode. E eu sempre costumo dizer que se o Guns não existisse, o Depeche com certeza seria minha banda número 1.

O Ultra não foi necessariamente um cd que mudou a minha vida. Talvez mais pelo lado simbólico, pois foi o primeiro cd que eu COMPREI deles. Eu já conhecia muitas músicas do Gahan & cia antes de comprá-lo. Aliás, eu me lembro de quando fiz a compra. Foi num dia de semana, eu já estava de férias e estava passeando pela Galeria do Rock. Isso foi em 2005. Entrei numa loja que sempre gostei de frequentar, primeiro porquê o atendente sempre foi super atencioso comigo e depois que os preços de lá são bem camaradas. Infelizmente não vou me lembrar o nome da loja agora, mas o que importa foi que entrei lá nesse dia procurando algum cd, mas sem especificar de qual banda, de qual estilo...

Foi quando o vi na prateleira. Ele tinha outro cd do Depeche prá vender (creio eu que era o Excited), mas acabei ficando com o Ultra, porquê tinha a It is no good, que era a única que eu conhecia. Prontamente, eu saí da loja e coloquei o cd prá tocar no meu saudoso discman. E foi aí que eu comecei a descobrir outras músicas do Depeche; aquelas que eu nunca tinha ouvido falar, que não eram super ultra mega famosas.
Confesso que no começo me decepcionei um pouco, pois o cd não tinha sido lançado nos anos 80 e sim em 1.997. Então eu tinha a sensação de que a sonoridade era um pouco diferente das outras músicas que eu conhecia deles. Porém, essa sensação de estranheza durou muito pouco. Rapidamente me apaixonei mais ainda pela banda, pela voz do Gahan, pelas melodias, as letras, os ritmos... tudo.

Acho que uma das músicas mais lindas que tem nesse cd é a Home (para ouvi-la, clique aqui). Não é cantada pelo Gahan e sim pelo Martin Gore que tem uma voz tão linda quanto o Dave. A melodia dela também é tão maravilhosa, arrepiante, sensível... nossa, não tem palavras prá descrever essa música e/ou o que eu sinto quando escuto Depeche Mode.



É... talvez eu tenha me equivocado um pouco no começo no texto ao dizer que não foi necessariamente esse cd que tenha mudado minha vida. Pensando melhor, mudou sim. E muito. Foi através desse cd que eu descobri um "novo" Depeche Mode, com novas músicas até então desconhecidas prá mim. E que fez com que eu ficasse ainda mais apaixonada por essa banda maravilhosa!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Cd's que mudaram a minha vida parte 1: Guns n' Roses Live Era 87-93


Começando uma sequência de posts no blog hoje sobre alguns cd's que eu considero sendo um marco na minha vida.

E nada mais justo do que começar com a banda da minha vida, Guns n' Roses. Teoricamente, quem é fã dos caras, começa pelo Apettite for Destruction por ser o cd mais foda, que tem mais sucesso e blábláblá. Mas o primeiro cd deles que eu tive foi o Live Era.

Lembro que no finzinho de 1.999 eu já estava em Peruíbe prá passar o natal na casa dos meus avós como todos os anos. Daí, uma tarde eu estava deitada no sofá vendo um programa de clipes que passava numa emissora X na época e começou a passar o clipe da Sweet child o' Mine. E como já contei aqui algumas vezes, foi a partir desse momento que eu "despertei" pro Guns n' Roses. De repente, do nada eu passei a amá-los como eu fazia quando tinha meus 3 anos e namorava um Axl imaginário. Na hora, passei a mão no telefone, fiz um DDD pro meu pai e: paaaai, o Axl é lindo, Guns n' Roses é a melhor banda do mundo eu quero o cd deles de presente.

E dias depois, na hora de trocar os presentes de natal, lá estava ele. Novinho em folha, duplo, encarte com cheiro de recém saído da gráfica, sem nenhum risquinho, nenhum rachado na caixinha. Pronto para que eu o escutasse repetidas vezes no meu walkman comprado na minha viagem prá Disney alguns meses antes.
E foi o que aconteceu durante o finzinho de 1.999 e todo o resto do ano 2.000. Eu não conseguia parar de ouvir aquele cd, em apenas um mês decorei todas as letras, as falas entre as músicas, dormia ouvindo November rain e acordava escutando Welcome to the jungle. Tenho quase certeza que esse foi o cd que eu mais ouvi na vida.


Bom, prá eu completar a discografia do Guns foi em questão de meses. Logo comprei os Use your Illusion, o Lies, alguns não-oficiais, o The Spaghetti Incident e por último o Apettite for Destruction. Naquela época estava MUITO difícil de achar, pois não tinham relançado todos. Acredite, nem na Galeria do Rock eu consegui comprar. Fui dar sorte numa loja pequena de cd's no shopping West Plaza e que eu nem sei se existe ainda. De qualquer maneira, agradeço àquele estabelecimento por terem o cd no catálogo.








Atualmente, eu tenho ouvido pouco o Live. Os dois cd's estão com VÁRIOS riscos (certeza absoluta que foi o fator ouvir muito+carregá-lo prá cima e prá baixo) e justamente por ter escutado muito, dei uma enjoada. Mas algumas versões das músicas do Guns eu prefiro ao vivo, como Yesterdays, Knocking on heavens door e November rain que é ÉPICA!!!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Deathstars: São Paulo 30/05/2010


Outra resenha minha que saiu no site Whiplash sobre o show do Deathstars.


Maio foi um mês agitado em termos de shows. Tivemos ZZ Top, UFO, Eric Martin & Jeff Scott Soto e pra fechar com chave de ouro, Aerosmith e Deathstars. Domingo (30/05/2010) foi dia de todos os góticos tirarem do armário seu melhor visual e irem em direção ao Carioca Club curtir a primeira apresentação dos suecos em terras brasileiras.

O show estava previsto para começar às 20h. Antes disso, o local se transformou numa verdadeira pista de dança para o público que já estava lá dentro. Com músicas que iam de Guns n’ Roses a Rammstein, passando por 69 Eyes, a trilha sonora só serviu prá aumentar a ansiedade dos fãs. Os camarotes estavam lotados e as pessoas já se amontoavam na frente do palco. Até que às 20h15, o telão levantou e ouve-se uma introdução. Até que a cortina se abre e pouco a pouco os integrantes da banda vão entrando no palco. O último a fazer sua aparição é o vocalista Whiplasher, com seu visual a La Marilyn Manson, cap e muito gliter nos cabelos.

A primeira música a ser executada foi "Night Electric Night", do álbum homônimo, lançado ano passado. Incrível ver como a banda tem presença de palco e como os fãs são... fãs! Cantando todas as letras, gritando, dançando. O som da casa, mais uma vez estava poderoso e continuou assim até o fim da apresentação. A segunda música, "Motherzone" (do álbum "Termination Bliss") exaltou mais ainda os ânimos dos presentes. O baixista Skinny Disco parece um louco rodando seus dreads sem parar e cantando com seus vocais gritados e agudos. Completando a cozinha, o baterista Bone W. Machine também mandou muito bem. Aliás, a banda mostra um entrosamento de dar inveja à alguns veteranos.

Com um set voltado mais para as músicas do seu último álbum, o público não desanimou um minuto sequer, cantando em uníssono todas as letras. Mas claro que um dos pontos altos da noite foram as mais antigas, como "New Dead Nation", anunciada por Whiplasher como a hora de voltar às raízes. Todo mundo foi ao delírio. A banda continuou incansável, o baixista teve que tirar a camisa (sim, fez calor dentro do Carioca Club a esse ponto). Aliás, importante ressaltar a versatilidade vocal que tem Whiplasher. Cantando desde o menor sussurro, até a voz mais grave, o cara mostrou que tem talento de sobra além de muito carisma, fazendo todas as meninas ali presentes suspirarem por seu visual andrógino.

Outras músicas das antigas que fizeram o Carioca ferver ainda mais foram "Tongues", "Blitzkrieg", "Cynade" e "The Revolution Exodus", essa última do primeiro trabalho da banda lançado em 2002. Mesmo nas músicas do "Night Eletric Night" a galera não parou de cantar. Isso foi uma das coisas que mais me impressionou, a receptividade brasileira com uma banda que não faz parte do mainstream. O quinteto sueco foi ovacionado durante toda sua apresentação.

Depois de "The Revolution Exodus", a banda sai do palco e dá uma pausa. O público todo gritava o nome da banda, esperando que eles voltassem. O tradicional bis estava a caminho e com ele, aquela sensação de: “ahn não, o show tá acabando”. Com uma bandeira brasileira cobrindo o bumbo da bateria, o bis começou com "The Last Ammunition". Mas o gran finale ficou mesmo por conta de "Play God". Naquele momento, tive a sensação exata de estar em um verdadeiro exército. Um exército de fãs, com punhos cerrados para cima gritando "hey, hey, hey!", onde o general supremo era Whiplasher. E ele soube comandar muito bem esse exército, com um encerramento memorável de mais um show prá ninguém botar defeito.

Quem esperava que eles tirassem a roupa no palco, decepcionou-se. Quem esperava o cover de "White Weding" (Billy Idol), também. Mas o show foi perfeito, de uma banda poderosa em cima do palco, tecnica e cenicamente irrepreensível. Agora é torcer para que eles não demorem a voltar pras nossas terrinhas brasileiras.

Set list:
Night Electric Night
Motherzone
Semi-Automatic
Mark of the Gun
Arclight
New Dead Nation
Babylon
Tongues
The Fuel Ignites
Damn Me
Chertograd
Blitzkrieg!
Blood Stains Blondes
Cyanide
Trinity Fields
Death Dies Hard
The Revolution Exodus
The Last Ammunition
Play God


Para ler diretamente do site, clique aqui

E para ver todas as fotos, clique aqui

Ahn sim. E se você não conhece Deathstars, recomendo procurarem no Youtube, porquê vale a pena. Uma amostrinha



-Ana-




Ps; o próximo show é o do Lacuna Coil. Não comprei meu ingresso ainda, mas espero conseguir entrar de graça prá resenhar depois. Esse lance de falar sobre shows está REALMENTE me agradando.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Hard Legends Party (Carioca Club, São Paulo - SP, 23/05/10)

Saiu minha primeira resenha de verdade no site do Whiplash sobre o show do Eric Martin & Jeff Scott Soto.

Prá mim é uma alegria e um orgulho muito grande ter tido essa oportunidade, pois uniu duas coisas que eu mais amo na vida: escrever e escrever sobre música.








Espero ter mais chances dessas, porquê foi realmente uma experiência muito legal.
Prá ler o texto todo, clique aqui

E prá ver todas as fotos, clique aqui e aqui






KEEP ON ROCKIN'

quarta-feira, 26 de maio de 2010

ZZ Top São Paulo 20/05/2010


O que você vai ler a seguir é uma tentativa de resenha sobre o primeiro show do ZZ Top em terras brasileiras.


Pela primeira vez no Brasil, o trio texano, os barbudões do rock do ZZ Top tocaram no Via Funchal. Com apenas um show marcado anteriormente, devido a grande procura de ingressos, os produtores precisaram abrir uma nova data (que seria no dia seguinte). E mesmo com preços exorbitantes, a casa estava com sua capacidade máxima. Repleto de tiozões, motoqueiros, pais com seus filhos (meu caso) ou fãs de blues/rock/boa música, o clima da casa era bastante agradável, mesmo fazendo frio lá fora.

A abertura do show ficou por conta da banda do Hudson (aquele mesmo, da dupla sertaneja Edson e Hudson), Rollermax. Apresentando um som essencialmente instrumental, a banda no geral é boa e o público recebeu muito bem. Hudson dedicou àquele show ao Dio (mais uma das inúmeras e merecidas homenagens para um dos "deuses" do metal). O som da casa estava satisfatória, o que para mim é uma surpresa, pois apesar de gostar da casa, sempre tive a sensação que a acústica do Via Funchal deixa muito a desejar (vide Helloween em 2003).
Hudson e sua banda tocaram também alguns covers como Highway Star, do Purple e Mr. Brownstone do Guns n' Roses. Hudson em si é um ótimo guitarrista e mais rock n' roll que muita gente por aí. É uma pena que o cara tenha se vendido ao sertanejo prá ganhar uma grana, pelo menos por um determinado período de tempo.

Um fato importante a ser citado: durante todo o show de abertura, os telões não funcionaram. Estavam apenas com o seguinte recado: a pedidos da produção da banda, os telões permanecerão desligados. Houve um certo receio, ao menos da minha parte, de que isso se repetisse também na apresentação principal.




Sem mais delongas, a primeira banda sai do palco e pouco tempo depois, uma das locutoras da Kiss FM entra no palco, dizendo que o ZZ Top estava animado para tocar aqui em São Paulo, pois sabiam que aqui o público era mais animado e pedindo gritos de: olê olê olê olê ZZ Top.

Pouco tempo depois e lá estavam eles: Billy Gibbons (Guitarra e Vocal), Dusty Hill (Baixo e Vocal) e Frank Beard (Bateria), já abrindo com You Got Me Under Pressure, incendiando o Via Funchal. Realmente, os telões ficaram desligados durante todo o show. Graças a Deus, a casa é estilo "arena", então mesmo quem estava na pista normal, pôde ver tudo. As barbas imensas e a bateria monstra de Frank. O show segue com "Pincushion” e “I’m Bad, I’m Nationwide”. Mesmo os que não conhecem as músicas, estão batendo palma ou dançando. Um verdadeiro espetáculo de blues, feito por quem entende da coisa.

Billy é sempre simpático, conversando algumas vezes com o público (memorável quando ele chama duas meninas ao palco e eles dialogam e ele diz que chegou em São Paulo de bicicleta, arrancando risadas gerais. Elas perguntam tudo em português, e eles respondem em... PORTUGUÊS).
Além disso, os caras são performáticos, com suas guitarras e ternos, dancinhas. O entrosamento entre eles é absurdo e louvável, pois depois de tantos anos de banda, a formação continua sendo a mesma.

A banda tocou também Hey Joe, outra merecida homenagem na noite ao deus da guitarra Jimmi Hendrix. No telão ao fundo do palco, imagens que tinham relação com a(s) música(s) executadas, cenas dos próprios caras do ZZ Top compensaram o fato de que os telões laterais estavam desligados.
Em seguida, "I Need You Tonight”, “Brown Sugar” e “Party On The Patio” e "Just Got Paid" davam a tona de que o show estava em sua reta final. Porém faltavam a trinca de ás da banda. E ela veio, com "Gimme All Your Lovin’” (essa, provavelmente a música mais esperada de muitas pessoas ali presentes, pois foi a primeira vez que o Via Funchal cantou em uníssono), “Sharp Dressed Man” e “Legs.

Estava dando um aperto no coração por saber que o show estava acabando, mas como sempre dizem, tudo o que é bom dura pouco. O segundo cover da noite ficou para Viva Las Vegas, do rei Elvis Presley, outro momento alto da noite. Em seguida veio La Grange e prá fechar de vez, Tush.



Sim, ficou aquele gostinho de quero mais. Inclusive, quem podia bancar um segundo show saciou esse gostinho no show de sexta-feira. Mas foi uma apresentação impecável, que compensou direitinho essa espera de 40 anos.
Como disse uma amiga minha: foi um show prá vida!

CRÉDITO DA FOTO: ALEXANDRE CARDOSO
Para ver mais fotos do show, clique aqui

sexta-feira, 12 de março de 2010

Era uma vez...


... uma menina que nasceu no dia 18/02/1987. No mesmo ano, uma banda recém-descoberta lançava um cd chamado Apetite for Destruction. Essa menina jamais poderia imaginar que esse cd, essa banda, os acordes da guitarra, o vocalista iriam mudar sua vida completamente.

Quando ela tinha 3 anos, morava com os pais em Uberlândia. E foi no ano de 1991 que ela viu aquele show na TV pela primeira vez na sua vida. Seu pai, músico e publicitário (não necessariamente nessa ordem), tinha gravado aquele show no Rio de Janeiro e assistia maravilhado aquela apresentação. E como dizem por aí, tal pai tal filha. Em pouco tempo ela também ficou extasiada com aquele jeito de rebolar do vocalista. Um cara loiro, de olhos claros, cheio de tatuagens e piercings, magrinho, com uma bandana na cabeça, cantando da maneira mais visceral possível. Como toda aquariana intensa, ela mergulhou de cabeça nessa paixão. Assistia àquela fita pelo menos umas 3 vezes por semana. Colocava roupas parecidas e imitava aquele vocalista lindo na frente da TV, dançando igualzinho. Aliás, o tal vocalista tinha virado seu namorado imaginário e ela fazia todas as amiguinhas que iam na sua casa assistirem aquele show. As amiguinhas por sua vez, imploravam para a mãe da menina: tia, me leva prá casa, ela só quer brincar de rock.
No ano de 1992, a banda veio prá São Paulo e tocaria do lado da casa dela. Seu pai colocou-a no ombro e foi até os arredores na esperança de que eles pudessem assistir ao show do lado de fora, já que na época ela só tinha 5 anos. Quando chegaram lá, o show já tinha acabado e ela ficou muito triste.

Os anos foram passando, a menina foi crescendo e a fita com aquele show foi ficando de lado. Seu gosto musical foi mudando aos poucos. Como toda pré-adolescente dos anos de 1998/1999, ela foi fã de boy-band, Spice Girls... até quem um dia, no finalzinho de 2000, vendo TV descompromissadamente começou a passar um clipe de uma música chamada Sweet Child o' Mine. Era como se algo dentro dela tivesse despertado, uma luz tivesse sido acesa e de repente ela voltou a amar aquela banda de novo. Mas dessa vez era diferente. Ela tinha mais idade, discernimento, conseguia cantar inglês e juntar trocadinhos para comprar pôsteres e revistas sobre a tal banda. Em apenas dois meses conseguiu montar toda a discografia dos caras. Passava suas tardes pós aulas na escola em casa ouvindo todas as músicas, com a letra na frente, decorando até o suspiro do vocalista. Assistia a MTV torcendo prá que passasse alguma matéria, algum clipe, qualquer coisa sobre a banda "mais perigosa do planeta". O último cd que faltava prá ela completar sua coleção foi aquele mesmo cd que foi lançado no ano de seu nascimento. Levou um tempo prá achar a venda, mas quando finalmente conseguiu, até chorou.

No final de 2000, veio a notícia: aquele vocalista sexy vinha para o Brasil!!! Tocar no mesmo festival daquela fita que ela tanto assistia e sabia de cor. Bom demais prá ser verdade. Seu pai - quem indiretamente apresentou à banda prá ela - foi também e com certeza, foi o melhor dia dos seus 13 anos de vida. Ela chorou do começo ao fim, cantou todas as letras... enfim, foi um sentimento de felicidade tão forte que ela não consegue explicar até hoje, depois de 9 anos daquele 14/01/2001.

O vocalista foi embora aquele dia dizendo: nos vemos no próximo verão. Mas chegou o próximo verão e ele não voltou. Nem ele e nem o cd novo que seria lançado. Ela se sentia como uma menininha apaixonada esperando na porta de casa pelo seu amor para que eles fugissem juntos e vivessem felizes para sempre. Mas ela saiu da fossa, continuou vivendo e depois de 2 anos ouvindo as mesmas músicas sem parar, mais uma vez ela deixou de lado aqueles cd's e começou a ouvir outras coisas. Mas no fundo, sempre que ouvia versos como "Said woman take it slow and we come together fine" ou "Take me down to the paradise city where the grass is green and the girls are pretty", seus olhos se enchiam de lágrimas e até o menor fio de seus cabelos se arrepiava. É... era amor mesmo, não tinha como negar.

E hoje, no ano de 2010 ela está prestes a (re)viver o melhor dia da sua vida. O tal cd novo saiu, ela se decepcionou, o vocalista engordou, envelheceu e nem de longe lembra aquele magrelinho que rebolava dentro de um shortinho sem parar. Mas quando ela se dá conta que amanhã ela vai vê-lo ao vivo, vai cantar aquelas músicas que fazem parte dos seus 23 anos, todas essas ressalvas não fazem mais sentido. Seu coração ainda bate mais forte quando ouve a pergunta DO YOU KNOW WHERE THE FUCK YOU ARE, e até os pelos pubianos arrepiam quando o tal vocalista senta ao piano e toca aquela música de mais de 8 minutos.

terça-feira, 2 de março de 2010

Vince Neil em São Paulo


Daí que no sábado passado teve show do Vince Neil, vocalista do Motley Crue. O Motley é uma banda de hard rock que eu gosto bastante, já escutei muito e cheguei a pagar passagem de avião, hotel, ingresso prá vê-los no show de Buenos Aires em 2008. A viagem em si foi muito legal, a galera que foi junto, enfim... não me arrependo de absolutamente nada.

Mas quando anunciaram que vinha só o vocalista da banda fazer show num lugar chamado Carioca Club, eu não me animei NEM UM POUCO em gastar meu rico dinheirinho e ir nesse show. Ao contrário de 95% das pessoas que eu conheço, que ficaram super felizes, faziam contagem regressiva, ficaram ansiosos antes do show e blábláblá.
E eu não me animei por alguns motivos básicos:
1- eu sabia que o Vince Neil só ia tocar músicas do Motley. Ou seja, prá que pagar um show prá ver só o vocalista cantar as MESMAS músicas que eu JÁ VI ele cantando com a banda INTEIRA? Ver o vocal fazer cover dele mesmo? Não, obrigada.

2- eu gosto de Motley Crue não pelo Vince Neil, mas sim pelo Nikk Sixx e o Tommy Lee. O Vince não canta NADA ao vivo. Aliás, ele já não cantava naquela época que o GGG foi lançado (isso foi em, sei lá, 1987) e hoje que tá velho e gordo então, nem se fala. Como os dois integrantes que eu mais gosto não viriam pro show, achei desnecessário torrar R$100,00.

De qualquer maneira, acabei ganhando um ingresso de presente de aniversário. Fiquei feliz pela atitude de quem me presenteou, mas no fundo eu tava com PREGUIÇA de ir até o show. Enfim, no sábado a noite eu acabei indo até lá, mas me confundi com os horários e quando cheguei no local, o negócio já tinha acabado. Encontrei alguns amigos na porta. Eles estavam literalmente em êxtase por ter visto o Vince ao vivo. Alguns desacreditaram que eu não tava dando a mínima por ter perdido o show e eu disse a eles mais ou menos o que escrevi aqui.

Daí, ontem a noite eu estava no Twitter e vejo um conhecido meu escrevendo o seguinte: Mais fã de Vince neil e Motley Crue do que NUNCA. E cada vez tenho mais certeza do que eu quero e do que eu sou e serei pelo resto da vida!
Sabe qual foi a minha vontade? De responder: AHÃM FILHO, seu sonho de vida é tocar em banda cover de hard rock no Manifesto e no Inferno?
Parei velho, sério. Além de tudo, o hard rock pelo visto deixa as pessoas burras e sem ambições, né? Galera se contenta com as migalhas das bandas e dos shows (fiquei sabendo que ele tocou umas 10, 11 músicas só) e com o fato de ficar sonhando em ser rockstar de banda cover. Enche a cara de bebida, cheira prá caralho, passa a brisa e eles começam a fazer tudo de novo.
Não sei se eu que tô ficando velha, se tô ficando menos tolerante com certas atitudes... mas esse tipo de coisa tem me irritado MUITO. E acho que por isso que eu ando evitando de sair e fazer balada. Alguma coisa mudou e eu não sei dizer exatamente o que é.
Seria finalmente o processo de amadurecimento fazendo efeito?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Gimme fuel, Gimme fire, Gimme that which I desire


CARALHO!
Desculpa, mas não tenho outra palavra prá escrever aqui. Não existem palavras o suficente boas prá descrever como foi o primeiro show do Metallica que eu vi na vida - e diga-se de passagem, o primeiro show de 2010.


Quando no ano passado eles confirmaram o primeiro show, eu e uma amiga minha (que convenientemente possui o cartão do Citibank) logo nos organizamos prá comprar meia entrada prá pista vip, já na pré-venda. Ela fez tudo pelo site, sem problema nenhum. Porém, passaram-se algumas semanas da compra, e nada da confirmação. Quando ela ligou lá na Ticketmaster, eles tinham computado 4 ingressos INTEIROS prá PISTA NORMAL. É um absurdo isso. Os caras oferecem um sistema de pré-venda pela internet prá que teoricamente, a compra seja feita com sucesso e sem muitos empecilhos, certo? Mas além de cobrarem uma taxa absurda, a qual eles denominam de "taxa de conveniência", ainda computaram a venda errada.
Eu estava quase conformada em ver MAIS UM SHOW pelo telão, quando foi confirmada uma outra data, no dia seguinte. Conseguimos trocar os ingressos prá meia de pista vip no dia seguinte e todo mundo ficou feliz.





Uma das meninas que ia comigo ao show, é fã prá caralho, queria ficar na grade e tudo mais. Os outros dois amigos também queriam, mas eu NUNCA fiquei na grade na minha vida. E olha que já fui em vários shows. Mas sei lá, sempre tive medo de ser esmagada, de passar mal, de sentir uma forte vontade de ir ao banheiro e não poder sair de lá. Por outro lado, invejava quem pegava grade nos shows que eu curto. Os caras passam na sua frente, apontam prá você, te filmam e você aparece no telão e a chance de pegar uma palheta é grande.
Por isso, quando me dei conta que ia todo mundo ficar na grade eu fui junto, porquê não queria ver um show desses sozinha, né? Mas na real mesmo, tava MORRENDO de medo. Ainda mais por ser Metallica e rolar altas rodinhas de bate-cabeça no meio do show.
Qual não foi a minha surpresa que foi MUITO tranquilo. Por ser o segundo show e por eu estar na pista vip, então estava um pouco mais vazio e não teve empurra-empurra. Um sonho!

O show em si foi MARAVILHOSO!
Começou com o Sepultura, que abriu pros caras. Eu não sou fã at all deles, nem conheço direito. Mas respeito prá caramba, porquê eles conquistaram um espaço que poucas bandas conseguiram. Geralmente banda de abertura sofre seja pelo som baixo (que foi o caso), seja pelo público que não recebe muito bem. Mas não o Sepultura. Eles tem presença de palco, são simpáticos e a galera acompanha a banda.




Ainda bem que parou de chover no show do Metallica, e eu pude presenciar um dos maiores espetáculos que eu já assisti.
Foi comovente e catártico. Me senti com 12 anos de novo quando tocaram Fuel, Enter sadman e Nothing else matters. Gritei, agitei, tirei MUITA foto, fiz dois vídeos e o mais legal de tudo: não precisei olhar pro telão UMA SÓ VEZ! Eles estavam na minha frente, olhavam na minha direção (abro um parênteses prá dizer que no finzinho do show, quando o James estava jogando palhetas, ele passou por mim e pelas minhas amigas e chegou a mandar beijinho), agitavam e o mais importante: pareciam estar muuuuito felizes por estarem tocando prá gente.


Ainda tô sem as fotos e os vídeos que eu fiz, mas não vejo a hora de poder postar na internet e poder falar: fui EU quem bateu a foto, porquê EU estava na grade.








Comecei BEM minha maratona de shows desse ano.
Crédito da foto: http://g1.globo.com/Noticias/Musica/foto/0,,35620536-FMM,00.jpg

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010


Ontem começou a pré-venda pros ingressos do show do Guns n' Roses no Brasil.
Guns n' Roses?

Eu sou fã dessa banda desde sempre, com 3 anos de idade ficava assistindo os shows que o meu pai gravava em fita e imitava as dancinhas do Axl, colocava shortinho justo e camisetinha porquê queria me parecer com ele. Tenho todos os cd's originais e mais alguns que são extra-oficias da discografia. Meu quarto já foi lotado de pôsteres de todos eles, tenho uma pasta cheinha de revistas, recortes, fotos, adesivos, DVD's, fitas, todos os clipes... enfim, sou fã MESMO.

Por isso, quando o tão falado Chinese Democracy saiu, eu fui correndo comprar prá poder escutar. E como a maioria das pessoas, fiquei decepcionada. Simplesmente, porquê eu não reconheci a minha banda favorita naquelas 14 faixas. Faltava a pegada do Steven Adler na bateria, a guitarra e os solos inconfudíveis do Slash, a atitude do Duff no baixo, e claro, o Axl Rose magrinho com a voz afiada (e afinada) sem precisar de inúmeros efeitos sonoros prá disfarçar sua voz, que já não é mais a mesma.

Já me criticaram muito por eu falar que a banda nova é ruim, que o Axl virou uma piada etc etc etc. E me criticaram mais ainda quando disse que ia comprar meu ingresso pro show. Por um lado, eu até entendo essas pessoas. Mas poxa, como vou explicar a minha adoração pela banda, pelo NOME Guns n' Roses? Claro que o cd novo tá longe de ser ruim, mas também está longe de ser BOM (se formos comparar com o Apetite for Destruction por exemplo).
O fato é que essa é uma oportunidade única prá ver o vocalista original da banda que eu mais amo cantar músicas maravilhosas como November Rain, Sweet Child o Mine, Paradise City e Welcome to the jungle.

E quem sabe um dia, eu não tenha a oportunidade de ver a banda com a formação original?
Hahahahahaha... ainda bem que sonhar é de graça =P