Ok, tô atrasada de novo com essas postagens, mas bora lá contar como foi ver o Maquinaria em Santiago.
Quando começaram a anunciar as bandas que iam tocar no festival, isso lá por Agosto, eu fiquei com MUITA vontade de ir. Primeiro confirmaram o Stone Sour e o Manson. Só isso já seria o suficiente pra me dar aquela coceirinha e pensar: vou comprar as passagens e ir, mesmo se meu namorado estiver em turno, trabalhando. Mas aí anunciaram também o Slayer, Calle 13 E O KISS. Pronto, não tinha como NÃO IR. Infernizei meu namorado porque queria ir e demos a sorte dele estar de folga no fim-de-semana dos shows. Conversamos e decidimos que iríamos só no Sábado, onde ia ter Mastodon, Stone Sour, Marilyn Manson, Slayer e Kiss. Eu até estava com vontade de ir no Domingo, mas aí ia ser só Deftones, Slash (já vi ao vivo os dois) e o Calle 13. Que eu queria muito, MUITO ver... mas como meu vôo de volta era na segunda bem cedinho, achei melhor declinar e aproveitar pra descansar antes de voltar pra SP.
Cada ingresso saiu por 46.200 pesos chilenos. Dá mais ou menos uns R$185,00, o que vale MUITO a pena, afinal tem uma caralhada de banda boa.
Enfim, acordamos relativamente cedo no sábado e um amigo do Carlos passou no apartamento pra irmos todo mundo juntos. Em Santiago tava fazendo sol, mas eu fiquei com medo de passar frio e coloquei uma meia calça de lã e short. Claro que assim que cheguei no festival, fui no banheiro e tirei a meia, porque definitivamente não ia precisar. Tava calor, não tinha vento frio e era MUITA poeira. Meu tênis preto voltou amarronzado pra São Paulo, hahahaha.
Não sei se cheguei a comentar aqui quando fui pra lá em Agosto e fomos ao Cajon del Maipo, que na volta paramos num lugar pra tomar um chá e comer umas empanadas? Pois então, o lugar do Maquinaria era do LADO desse barzinho que paramos pra comer uns meses atrás. Inclusive, se não me engano, foi lá que tomamos um mote con huesillos e comemos antes de entrar. Em tempo: o lugar onde rolou o Maquinaria se chama Club Campo Las vizcachas.
Lógico que levei uma bandeira do Brasil e foi muito legal, porque todo mundo gritava BRASIL quando eu - ou outros brasileiros devidamente caracterizados- passavam. O pessoal do festival tirou fotos de nós dois (ele com a bandeira do Chile e eu com a minha), perguntando como era namorar a distância e blábláblá. Pena que até hoje nem vi a cor dessas fotos, hahahaha.
Em relação aos shows, foi tudo ótimo. A primeira banda que a gente viu foi a brasileira Project46. Apesar de eu ser zero patriota, fiquei muito orgulhosa de ver uma banda do meu país, que não seja o Sepultura, tocando lá fora e todo mundo curtindo, agitando, fazendo bate cabeça e se jogando na grade pra tirar fotos com eles depois do show.
Em seguida, 'vimos' o Mastodon. Coloco entre aspas porque nessa hora a gente foi comer alguma coisa e sentamos longe do palco e só escutamos a música. Não sou muito fã da banda nem conheço quase nada, então ok...
Assim que terminou o Mastodon, arrastei o Carlos pelo braço até perto do palco do Stone Sour. O legal desse festival é que os palcos principais eram um do lado do outro, então não tinha que andar tanto assim. E quase não teve atraso. Terminava um show num dos palcos, dali 10, 15 minutos no máximo já começava o outro e assim por diante.
O show do Stone Sour foi ABSOLUTAMENTE INCRÍVEL! Eu vi pela TV a apresentação deles no Rock in Rio e me remoí muito por não ter ido. Corey Taylor canta PRA CARALHO ao vivo e teve direito até a uma palhinha de Nutshell do Alice in Chains <3 p="">
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Terminou o show e eu, o Carlos e o amigo dele corremos pro palco do lado. Logo logo ia começar o Marilyn Manson e acho que eu tava muito mais ansiosa pra ver o show dele do que o do Kiss, por exemplo. Já devia ser, sei lá, quase oito da noite e eu levei um susto quando o Carlos me disse isso, porque ainda estava DE DIA. Sério, parecia que eram umas quatro e meia da tarde no máximo.
Enfim, o show do Manson também foi maravilhoso! E foi infinitamente melhor que o primeiro show dele que eu vi em 2007 no Via Funchal. Ele tocou absolutamente TUDO que eu queria ouvir. Disposable teens, Antichrist superstar com direito a palanque como nos velhos tempos, Coma white e até Personal Jesus. Morri!!! Curti pra caralho e foi maravilhoso!
Pois bem, acabado o show do Manson, corremos pro palco do lado, porque ia começar o show do Slayer. Show aqui que eu nem vou comentar muito porque honestamente eu não curto, não faz meu estilo. Mas pra quem gosta (o Carlos por exemplo) foi um puta show, várias rodas, eles mal paravam entre as músicas, era uma atras da outra, hahahaha. Achei meio longo, mas deve ser pelo fato de eu não ter aproveitado como os meninos, por exemplo.
Enfim, finalmente encerrando a noite... 'the hottest band in the world... KISS'. Bom, um show do Kiss é meio dispensável de comentar. Os caras sabem fazer o negócio e mesmo achando que o Paul Stanley estava com a voz meio estragadinha, foi um puta show. Ver o Gene Simons cuspindo sangue, voando e cantando God of Thunder lá de cima, Paul na tirolesa cantando Love Gun DO LADO da torre de som de onde eu estava... essas coisas são sempre emocionantes. E caguei litros se os outros dois integrantes não são os originais, sério, hahahaha.
Óbvio que chorei quando eles encerraram com Rock n' roll all night e fui motivo de gozação do Carlos e do amigo dele até a hora de ir embora.
Aliás, isso foi meio complicado. Se aqui no Brasil a gente acha chato sair de show grande por causa do trânsito, pessoas andando no meio da rua e etc, lá foi um pouco pior eu acho... tanto que a gente teve que encostar o carro num canto qualquer e esperar até dar uma esvaziada pra poder ir embora. Esperamos pelo menos uma hora e meia cochilando até poder sair de lá.
Mas tirando isso, o festival foi INCRÍVEL, as bandas estavam maravilhosas, não tinha lama (o bom de uma cidade que chove pouco), não foi desorganizado e é sempre uma experiência ver shows em outro país.
Quem sabe se esse ano o Maquinaria não aparece com um puta line up e eu corro pra lá de novo???
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segunda-feira, 8 de abril de 2013
domingo, 20 de novembro de 2011
Um ano atrás
Meu pai estava completando 50 anos e estávamos muito ansiosos - eu e ele - pois no dia seguinte iríamos assitir a uma lenda viva do rock: Sir Paul Mccartney. Pra um cara que é fã dos Beatles desde sempre e pra mim, que crehttp://www.blogger.com/img/blank.gifsceu ouvindo esses caras, foi no mínimo uma honra.
Eu pensei em vir aqui e fazer um puta texto em relação a isso, mas preferi dar o básico Ctrl C + Ctrl V na resenha que eu enviei para o Whiplash.com na época. Acredito que ela resume bem o que todo mundo que lá estava sentiu.
Então coloque seu Let it Be pra tocar e aproveite!
~*~
Os ingressos para o primeiro show do Sir PAUL MCCARTNEY em São Paulo no dia 21/11/2010 deveria vir com um aviso mais ou menos assim: Atenção: se você é cardíaco, consulte seu médico antes de assistir à essa apresentação. Se você estava lá, possivelmente concorda comigo. Caso contrário, continue lendo essa resenha para entender o que eu quis dizer.
A ansiedade em relação à esse show já começou cedo, logo quando foi confirmada a apresentação do ex-BEATLE por aqui. A confusão em conseguir comprar ingressos, àqueles que foram na porta do estádio do Morumbi tentar entrar de última hora... só isso já era o suficiente para deixar qualquer um com os nervos à flor da pele. Mas algo muito maior estava reservado para nós, os expectadores.
Com o Morumbi lotado, pontualmente às 21:30 – e devemos agradecer aos britânicos por essa maravilhosa cultura de não atrasar os shows, especialmente quando esse cai em pleno Domingo – entra no palco a (super competente) banda que acompanha o astro principal da noite. E eis que surge ele, diante de aproximadamente 65 mil privilegiados, PAUL MCCARTNEY, com um sorriso no rosto que foi capaz de arrancar gritos e choro... muito choro! A introdução não poderia ser melhor, com "Venus and Mars / Rock Show", seguida de Jet. Pensar que o Paul tem quase 70 anos nas costas e mesmo assim canta todas as músicas no seu tom original, nos faz pensar que das duas uma: ou o cara se cuida pra caramba, ou ele fez pacto com alguma entidade do além. A energia que ele transmite, a animação, a presença de palco é algo fora de série.
A primeira música dos BEATLES foi "All my loving", logo a terceira do set, que foi para deixar todo mundo sem palavras, e aqueles com problemas cardíacos começarem a ficar sem ar. Mas foi quando PAUL sentou ao piano pela primeira vez na noite para tocar "The long and widing road" que o estádio entrou numa espécie de coma. Todo mundo abobalhado, desacreditando no que estava acontecendo.
PAUL se comunicou o tempo todo com o público entre uma música e outra e mandou muito bem no português, dizendo claramente e inúmeras vezes o quanto estava feliz em estar tocando para nós mais uma vez. A versatilidade musical que ele tem é algo impressionante. Tocar piano, guitarra, baixo, ukelelê como se fosse a coisa mais fácil do mundo, decididamente é para poucos.
Homenageando Linda, sua esposa falecida, MCCARTNEY cantou "My Love", uma linda balada de sua carreira solo que foi dedicada também a todos os casais de namorados que lá estavam. Um momento para os cardíacos começarem a sentir o braço esquerdo formigando de tanta emoção. Mas não parou por aí: "I’ve Just seen a Face", "And I Love her", "Blackbird" e "Here today" (música escrita para homenagear JOHN LENNON) exatamente nessa seqüência. É ou não para ter no mínimo uma arritmia cardíaca?
E não foi só PAUL que deu um show. Seu baterista também mostrou muita presença de palco em "Dance Tonight". Durante toda a música as câmeras estavam voltadas para ele, que fez dancinhas engraçadas e arrancou gargalhadas de todo mundo.
A terceira homenagem da noite foi em "Something". Nesse momento, o telão de fundo do palco mostrou várias imagens de GEORGE HARRISON, fazendo com que mais lágrimas brotassem dos olhos do público. Aliás, público esse no mínimo variado. Desde (pré) adolescentes com seus pais, até os tiozões que devem ter crescido ouvindo os discos de vinil do FAB four. E as promessas de chuva durante o show não se cumpriram. Ainda bem, porquê a noite estava linda, a lua estava cheia... enfim, o cenário ideal para um espetáculo dessa magnitude.
Até mesmo uma música meio mala como "Ob-la-di, Ob-la-da" ficou divertida. Antes de executá-la, PAUL MCCARTNEY disse: nós íamos pedir para que cantassem essa música comigo, mas mesmo sem pedir vocês vão cantá-la do mesmo jeito. E foi assim mesmo que aconteceu. E daí pra frente, foi só BEATLES, o que tornou o show ainda mais emocionante (se é que isso ainda era capaz). Foi catártico ouvi-lo cantar "A Day in The life" e emendando com "Give Peace a chance". Nessa hora, os fãs ergueram balões brancos, o que deve ter deixado LENNON muito feliz ao ver essa cena, de onde quer que ele esteja.
Quando todo mundo achava que não podia ficar mais extasiado, MCCARTNEY sentou ao piano e emendou "Let it Be", "Live and let die" (com direitos a fogos de artifício e labaredas de fogo saindo do chão do palco) e "Hey Jude". Os cardíacos provavelmente já estavam à beira de um ataque ao ver e ouvir todos esses clássicos ao vivo, com o público cantando em uníssono e PAUL esbanjando simpatia e notas agudas, como se ele ainda tivesse vinte e poucos anos.
Todos saíram do palco, aumentando a ansiedade e deixando todos com aquela sensação de “essa noite não pode acabar”. Depois de um breve intervalo, ele voltou segurando uma imensa bandeira do Brasil e tocou "Day Tripper", "Lady Madonna" e "Get Back". Deixaram o palco mais uma vez e quando voltaram, podia ver estampado no rosto do público uma expressão que misturava muita alegria, êxtase e um pouco de melancolia, pois a noite inesquecível estava mesmo acabando.
Quem estava lá e ouviu "Yesterday" pode-se considerar uma pessoa abençoada pelo deus da música, do rock n’ roll ou qualquer coisa que o valha. Foi um verdadeiro presente; mas PAUL ainda tinha fôlego para cantar "Helter Skelter", no tom original, sem desafinar uma só nota! Os acordes de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" deram a tona do encerramento do show. A banda ainda citou "The End", para que aqueles que ainda não tinham tido um enfarte, pudessem fazê-lo.
Com muitos agradecimentos, palhetas jogadas para quem estava no gargalo da pista Premium, papel verde picado e até um tombo de PAUL... assim encerrou-se uma experiência surreal, mágica, uma dádiva. E como diz uma faixa que alguém levou para o show: the dream is over. Now is real. Thank you Paul!
SET LIST:
Venus and Mars / Rock Show
Jet
All My Loving
Letting Go
Drive My Car
Highway
Let Me Roll It / Foxy Lady (Jimi Hendrix cover)
The Long and Winding Road
Nineteen Hundred and Eighty-Five
Let 'Em In
My Love
I've Just Seen A Face
And I Love Her
Blackbird
Here Today
Dance Tonight
Mrs Vandebilt
Eleanor Rigby
Something
Sing the Changes
Band on the Run
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Back in the U.S.S.R
I've Got a Feeling
Paperback Writer
A Day in the Life/Give Peace a Chance
Let It Be
Live and Let Die
Hey Jude
Primeiro bishttp://www.blogger.com/img/blank.gif
Day Tripper
Lady Madonna
Get Back
Segundo bis
Yesterday
Helter Skelter
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
The End
~*~
A resenha no link original pode ser lida aqui.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
É difícil ser fã...

Que eu escuto Guns n' Roses desde os meus 3 anos, sou fã do Axl, imitava o cara na frente da TV, choro igual criança, tenho um zilhão de pôsteres e etc, todo mundo já sabe.
Mas é difícil ser fã de um cara que conseguiu estragar sua carreira de uma maneira que provavelmente não tem mais volta.
Eu resolvi ir no Rock in Rio justamente por isso: porque sou fã e porque sei que se eu tivesse ficado em casa vendo pela TV eu jamais me perdoaria. Mas o show do "Guns" (entre aspas mesmo, porque né?) foi muito, MUITO aquém do que eu esperava.
Claro que eu sei que nunca mais vai ser a mesma coisa por vários motivos:
1- porque ele tá velho, a voz muda e ele nunca mais vai conseguir cantar do jeito que ele cantava antigamente. Mas isso é natural, as pessoas envelhecem e são poucos os cantores que conseguem manter a mesma qualidade de antes (Bruce Dickinson e Lemmy entram nessa categoria).
2- A banda ficou totalmente irreconhecível. São bons músicos? São, claro que são. Mas a gente sente falta daquela velha formação do Apetite, do Adler na batera, do Duff, do Slash e do Izzy.
Mas o que eu vi ali foi uma má vontade absurda do Axl. Show com a mão no bolso mesmo, do tipo: beleza, vamos tocar aí pra eu ganhar meu cachê e ir embora desse fim de mundo. Eu desacreditei nas caras que ele fazia quando tocou November Rain. Errando a letra. E Patience então? Disperso pra caralho... ainda comentei com a minha prima que tinha algo muito errado. Ela disse que achava que ele estava bem louco. Mas acho que não era droga não. Era o botão do foda-se ligado. Triste!
Não quero cair em defesa dele, só porque eu sou fã. Sei reconhecer quando está ruim, eu acho. E acho também que se for para ele continuar desse jeito, então que encerre logo sua carreira. Pra gente lembrar do Guns como uma das bandas mais perigosas do planeta. Lembrar daquele guitarrista com o rosto escondido por detrás dos cabelos e daquele baixista loiro-descolorido com uma pegada punk rock e cadeado pendurado no pescoço. Ou do baterista completamente maluco, que parecia não pertencer a esse mundo.
E vamos ver se essa má vontade vai persistir nos shows que ele fará em Buenos Aires e no México...
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Como me fazer pagar a língua
Lembra desse post aqui? Que eu dei inúmeros motivos para não ir no Rock in Rio, que eu estava com preguiça de sair daqui de São Paulo pra ir até lá etc etc etc.
Enfim, estava me mantendo muito firme na minha decisão até sexta-feira passada quando o festival começou. Assisti alguns shows pela TV e uma voz bem baixinha dentro de mim começou a falar: e se você fosse? E se?
Em paralelo a isso, minha mãe - que curiosamente sempre me critica por eu gastar grana com ingressos de shows - ficava: nossa Ana, não acredito que você não vai no Rock in Rio, justo você que não perde UMA.
Inconscientemente eu comecei a procurar pessoas vendendo ingressos, vi gente vendendo até por R$450,00. Até que no Domingo, eu resolvi ficar acordada (até tarde) pra assistir os shows do "dia do metal". E foi vendo o show do Slipknot que me bateu o sininho e: opa. Se eu não for, vou me arrepender pro resto da minha vida de ter ficado em casa sozinha as lágrimas vendo o Axl Rose. Aí, entrou o Metallica no palco e eu: PUTAQUEPARIU EU PRECISO DE UM INGRESSO, VOU PRO RIO NEM QUE SEJA A PÉ E...
E foi engraçado como tudo deu muito certo de uma maneira tão rápida. Na segunda-feira eu e um amigo dos tempos de cursinho fechamos uma excursão numa agência e agora de pouco a menina que vendeu seu ingresso veio me entregar (Mirja sua LINDA, se você estiver lendo isso, um beijo!).
E é isso... depois de 10 anos estou voltando para Jacarepaguá, para a cidade do Rock, para o Axl Rose, para um festival desse porte. Podem vir falar que não é mais ROCK in Rio e sim POP, falar que eu vou ter que suportar Pitty e Detonautas, que o Axl tá velho e gordo e o Guns acabou e sei lá mais o que. Mas fã é assim mesmo, vai e foda-se!
E se eu sobreviver, juro que volto aqui para contar.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Como eu consegui essa(s) foto(s)
Eu ainda tô meio em choque pelo que me aconteceu ontem, mas vou tentar fazer esse post.
Desde janeiro que a minha ansiedade tá no talo por causa do show do Black Label Society. Comprei o ingresso num dos primeiros dias que começaram a vender e quando foi em Fevereiro, falaram que o show que ia ser transferido pra Agosto invés de Maio como tava marcado. Ok, vamos esperar mais uns meses.
Fui em várias apresentações nesse meio tempo, shows grandes por sinal, mas nenhum se comparou a ansiedade que eu estava sentindo pra ver o Zakk Wylde mais uma vez.
Faz duas semanas que eu tô fazendo contagem regressiva no meu facebook e sonhando com uma foto com ele. Não podia ser tão difícil, afinal um dos meus amigos está acompanhando a banda durante a turnê aqui na América do Sul. De um jeito ou de outro eu tinha que conseguir.
Eis que ontem de manhã eu cheguei no trabalho, abri meu twitter e vi que o Zakk em pessoa estaria na Kiss FM a partir das 18:00. "Pode ser a minha chance de tentar alguma coisa", eu pensei. Mas ainda não tinha decidido se ia ou não. Provavelmente estaria lotado de metaleiros/headbangers/curiosos/posers/whatever. O expediente foi chegando ao fim e aí começou a me dar aquela coceirinha de ir pra lá e tentar a sorte. O NÃO eu já tinha. Só precisava conseguir o SIM.
Abri minha lista do MSN e chamei umas 3 pessoas pra irem comigo. As três disseram que não podiam ir. Aí tentei lembrar de alguém que seria louca o suficiente pra tietar comigo o ex-guitarrista do Ozzy Osbourne. A irmã de um amigo meu! Chamei, morrendo de medo dela responder que não ia e qual foi a minha surpresa quando ela topou NA HORA! Ok, nos encontramos as 19:00 no metrô Consolação.
Nisso, fiquei ouvindo a rádio e acompanhando pra saber se ele já tinha chegado, ido embora, enfim. Justamente quando eu estava pegando o elevador pra ir embora do trabalho rumo ao metrô, o apresentador do programa fala:
- Infelizmente o mister Zakk Wylde não poderá vir. O vôo dele atrasou e ele não vai conseguir chegar em tempo hábil de participar do nosso programa. Uma pena.
Juro que não me senti ultra mega triste. Um pouco decepcionada, talvez mas nada demais. Enfim, me encontrei assim mesmo com a minha amiga e resolvemos tomar um Starbucks no shopping center ao lado da rádio. Conversa vai, conversa vem (afinal, fazia uns bons anos que a gente não se via), a esposa do meu amigo que está com a banda me liga e:
- Ana, você está ouvindo a Kiss?
- Não, mas tô aqui perto, por que?
- POR QUE O ZAKK TÁ LÁ!
Juro, nessa hora parecia que tinha descido um balde de gelo na minha barriga. Larguei tudo em cima da mesa, puxei a menina pelo braço e vamo que vamo. Na porta da rádio, não tinha ninguém, NINGUÉM! Não podia ser ali, por que só eu que tinha tido essa idéia brilhante de ir lá? Não podia ser assim tão fácil né? Mas era ali.
Ficamos debaixo de uma garoa fininha (Fê, se você estiver lendo isso, OBRIGADA) cada uma com um fone de ouvido escutando o programa.
Uma van apareceu na porta da garagem da estação de rádio. Começamos a ficar espertas e nisso o locutor: é isso aí galera, esse foi o Zakk Wylde participando aqui do nosso programa, obrigada blábláblá. Ok, ele ia aparecer por ali a qualquer momento. Mas como otimismo não é meu forte, continuei pensando: não é possível que vai ser assim tão fácil.
Mas foi! Foi porque a van desceu um pouco em direção a garagem e nós duas descemos um pouco também. Vi uma movimentação e DE REPENTE... o Zakk Wylde flesh and blood aparece NA MINHA FRENTE!
Sabe a sensação que eu tive? Tela azul do Windows. Travei, não conseguia ir pra frente nem pra trás, não conseguia abrir a boca, não emiti um som. Eu sempre imaginava que quando o visse na minha frente, ia abrir a boca e tagarelar sem parar, com aquele papo de fã, mas NÃO.
Meu amigo me viu e disse pro Zakk: Zakk, essa é uma amiga minha. Aí ele veio vindo na minha direção e eu BESTA. Ele disse: hey baby, me deu uma palheta. Perguntei pro meu amigo se eu podia tirar ao menos uma foto e eu ganhei não só uma, mas duas fotos, dei mais um abraço nele, ele disse "thanks for coming" e quando ele já estava perto da van, eu disse: see you at the show.
A van ligou o motor e eles foram embora. E eu fiquei parada no meio da rampa da garagem tentando digerir o que tinha acontecido.
É, eu consegui duas fotos com o cara que eu mais tive vontade de conhecer (depois do Axl), ganhei duas palhetas de presente e daqui 2 dias assistirei o segundo show do Black Label Society.
Dreams do come true.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Rock in Rio: por que (não) ir?

E depois de 10 anos, o Rock in Rio volta para o Rio de Janeiro (Roberto Medina, seu imbecil. Pode fazer o festival aonde você quiser, mas tire o RIO do nome, pois descaracteriza total o negócio!). Bandas confirmadas e ingressos esgotados.
Andei lendo por aí na internet uma série de coisas sobre o evento, alguns metendo o pau, outros felizes porque vão ver a banda da vida delas e blábláblá. E em meio a tanto frissom, resolvi vir aqui escrever sobre o que eu penso do festival em questão.
Eu fui no Rock in Rio III pra ver o (Guns) Axl Rose. Foi meu primeiro show, o primeiro evento desse porte, eu tinha de 13 pra 14 anos e confesso que foi legal pra caralho.
Fez calor, tinha um monte de gente e eu vi o palco de longe, mas ainda sim foi legal acho que justamente por ter sido minha primeira experiência do tipo. Foram 14h de pé, sem ir nem pra frente e nem pra trás, sem comer, sem beber, sem ir ao banheiro e não podia sequer levantar o braço, pois se fizesse isso não ia mais ter espaço pra colocar ele no lugar.
Quando confirmaram o Rock in Rio desse ano, confesso que fiquei empolgada. Eu gosto dessas coisas, gosto da bagunça. Mas aí o line up foi sendo confirmado. Metallica (ok, mas já vi ano passado da grade), Motorhead (ok, eles vivem tocando aqui), Lenny Kravitz (hmmm, tá), Stone Sour (tenho vontade de ver ao vivo sim, mas não me comove), Red Hot Chilli Peppers (de novo?) Elton John (oi? ROCK in Rio?) e aí começaram as piadas... Claudia Leitte (é ela ou é a Ivete Sangalo? Sei lá, as duas são iguais), Katy Perry, DETONAUTAS, GLORIA, PITTY...
Que o Rock in Rio traz umas "atrações" nada a ver, isso a gente já sabe. Tivemos o Tremendão Eramos Carlos, o Lobão levando latada na cabeça, o Carlinhos Brown que ficou com inveja do seu amigo da cela 11 e repetiu a mesma cena em 2001, Pato Fu, Sandy & Junior (!), Britney Spears (!!), AARON CARTER (!!!). Mas parece que o Roberto Medina gosta de ser ridículo e tenta se superar a cada evento que passa. Ou ele deve echer o cu de dinheiro com essas bandas de quinta, porque só pode.
Aí confirmaram (de novo) o Guns n' Roses (ou como eu prefiro chamar, Axl Rose & friends). Porra, beleza fiquei feliz vamo que vamo. Mas aí de repente os ingressos SE ESGOTARAM! E-S-G-T-O-R-A-M!!! Cacete... estamos em Maio, quase Junho, o evento é só em setembro/outubro e NÃO TEM MAIS INGRESSO?
Aí você vê um pessoal reclamando de que só tem ponto-de-venda de ingresso NO RIO DE JANEIRO. E quem não mora lá? Compra pela internet e gasta os tubos com taxa de entrega e o caralho a quatro.
Isso porque eu não mencionei o preço. R$90,00 a meia entrada. Quando eu fui em 2001, comprei meu ingresso NA RENNER do Shopping Center Norte DO LADO DA MINHA CASA e gastei a bagatela de TRINTA E CINCO REAIS. E não teve essa de ingresso esgotar não. Um dia antes quando eu já estava no Rio, minha amiga resolveu ir de última hora comigo nos shows do dia 14 e comprou seu ticket UM DIA ANTES!
Navegando agora pela Internet e seguindo o perfil do Rock in Rio no Twitter, descubro que eles também estão vindo com um discursinho manjado sobre ser o festival mais sustentável do Brasil, reciclar lixo e blábláblá. Alguém se lembra do SWU ano passado? Eu não fui, mas li inúmeras críticas sobre essa pseudo tentativa de ser um festival ecológico e não deu nada certo. Cervejas caríssimas, você não podia levar sua própria comida e não sei mais o que.
Sinceramente, o pessoal que organiza essas coisas realmente acha que esse tipo de coisa funciona aqui no Brasil? Claro que não. Brasileiro é mal educado, porco e a maioria vai pra esse festival pra zonear, jogar lama nos amigos achando que está em Woodstock e fumar MUITA maconha. Aliás, o cheiro de maconha é insuportável. Depois de 14h sentindo o pessoal fumando do meu lado, eu saí de lá MUITO lesada, fiquei chapada por tabela.
Mas só pra não acharem que eu sou azeda, existem sim motivos pra ir num festival desse porte.
- Vale pelo rolê. Pela viagem com os amigos, pela zona que vocês farão na estrada, pelas pessoas que você provavelmente vai conhecer lá dentro ou na fila. Isso com certeza vai render boas risadas e ótimas histórias pra se contar para os filhos depois.
- Vale por algumas bandas. Quem nunca viu o Metallica ou o Axl ao vivo com certeza vai se emocionar. É sempre emocionante, arranca lágrimas. A atmosfera desse tipo de show é algo que só quem curte essas loucuras consegue sentir. Como eu já vi o Metallica faz 1 ano e pouco (e vi da grade, diga-se de passagem) e também já vi o Axl bem pertinho de mim, não vale a pena sair daqui, tentar ingresso na porta pra assistir de longe.
- Bem ou mal, você está indo no ROCK IN RIO. Ok, o festival pode não ter mais aquela aura especial de 1985 ou 1991, mas ainda sim é o Rock in Rio. Mais uma vez, boas histórias pra se contar por aí.
- Você indo, poderá depois falar bem (ou mal) do evento com conhecimento de causa, o que não vai te deixar passar por ignorante quando o assunto for Rock in Rio.
Eu não vou.
Não vou porque tenho outros objetivos que pretendo alcançar em Março do ano que vem, porque quero guardar uma grana, porque vai ter o SWU e provavelmente eles trarão o Foo Fighters (se isso acontecer mesmo, terei que engolir a língua e ir ao show sem reclamar). Não vou porque não tem mais ingresso e eu não quero sair por aí desesperada a caça.
Não vou porque estou cansada, não tenho mais muita paciência pra essa aglomeração de pessoas, porque estou com preguiça de me locomover da minha cidade linda para ir até o (eca) Rio de Janeiro e de repente passar nervoso.
Pode ser que mais pra frente surja um novo lote, pode ser que eu dê um jeito de ir pra assistir o Axl de novo... mas por enquanto, eu vou... ficar em casa.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Angra (Manifesto Bar, São Paulo, 19/08/10)

Faz quatro anos desde a última vez que o ANGRA lançou um álbum de músicas inéditas. Nesse meio tempo, brigas judiciais, trocas de integrantes, projetos paralelos e um longo recesso fizeram com que “Aqua”, o lançamento da banda e o sétimo álbum de uma carreira que merece respeito, fosse muito aguardado pelos fãs e pela mídia.
A banda recebeu imprensa, amigos e músicos com um coquetel no Manifesto Bar. A trilha sonora durante a noite toda foi o novo álbum, e o clima era de descontração. Edu Falaschi, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Felipe Andreoli e Ricardo Confessori estavam muito felizes e orgulhosos em falar sobre seu novo trabalho.
Os fãs, que já aguardavam na fila desde às 20h30 para assistirem a um pocket show acústico especial, puderam entrar somente após o fim do coquetel, às 22h30, pontualmente. E foram atendidos com muita simpatia por todos os músicos do ANGRA: foram fotos, autógrafos e bate-papos rápidos que fizeram a alegria de todos.
O público compareceu em bom número e, apesar da demora parar o início do show, todos estavam muito empolgados. Quase à meia noite, a banda subiu ao palco e foi ovacionada pelos presentes. Vale dizer que durante todo o show, os músicos brincaram muito, e a alegria em compartilhar aquele momento especial com os fãs era visível.
Apesar de um set curto, foi uma apresentação impecável e com um repertório certeiro, com grande parte das músicas sendo da fase pós “Rebirth”. Foram tocadas “Wishing Well”, “Heroes of Sand”, “Arising Thunder”, “Bleeding Heart” (muito pedida pelo público), “Nova Era”, “Late Redemption” e “Rebirth”, que fechou a noite. Mas o momento especial da noite ficou por conta de “Lullaby for Lucifer”, do álbum “Holy Land”, tocada e cantada por Rafael Bittencourt. Posso estar enganado, mas percebi que muita gente não conhecia essa música, o que é uma pena, pois sem dúvida é uma das baladas mais bonitas já composta pela banda.
Foi menos de uma hora, mas essa performance serviu para ver que a banda está em forma e inspirada, e para quem já espera uma palavra sobre o desempenho do vocalista Edu Falaschi, ele cantou muito bem nessa noite, e agora muita gente espera que ele supere alguns maus momentos que teve nos shows nos últimos anos.
A expectativa já está criada para o show do Angra em São Paulo no dia 12 de novembro, no Citibank Hall, localizado no bairro de Moema. Depois do show, os músicos novamente foram ao encontro de seus fãs para mais fotos e autógrafos. Foi uma noite agradável para todos, o primeiro passo de mais um renascimento da banda, e que seja benéfico não apenas para os músicos, mas também para o fortalecimento do cenário do Heavy Metal no Brasil.
Setlist:
Wishing Well
Heroes of Sand
Arising Thunder
Bleeding Heart
Nova Era
Lullaby for Lucifer
Late Redemption
Rebirth
~*~
Para ler a matéria no site do Whiplash, clique aqui
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Cd's que mudaram minha vida parte 4: Nightwish - Oceanborn

A história sobre esse cd é engraçada, na verdade.
Me lembro que em 2001, eu tinha 14 anos e estava no auge da minha fase de adolescente rebelde, gótica e roqueira. Andava só de preto, com crucifixos e pentagramas pendurados no pescoço e escutava rock o dia INTEIRO. E nessa mesma época fiz alguns amigos que escutavam muitas bandas que eu ainda não conhecia como Rhapsody, Savatage, Blind Guardina e Nightwish.
Vivia tendo reuniões na casa de um desses amigos e ficávamos ouvindo música mas eu nunca prestava muita atenção, pois o menino por quem eu era apaixonadinha na época estava sempre por lá; o que significava toda a minha atenção voltada para ele.
Um belo dia, já quase no final do ano eu fui dar uma volta na Galeria do Rock com o então namorado da minha tia mais nova, que era mais novo que ela e mais velho que eu e também curtia o mesmo som que eu. E naquele dia, eu estava DETERMINADA a comprar um cd, mas não sabia exatamente qual. Passamos o dia andando pelos corredores daquele velho prédio e eu sem saber o que comprar. Tinha que escolher muito bem, afinal grana de adolescente é sempre escassa. Eu tinha que comprar O cd, para não me arrepender depois.
Eu e o Edgard (o namorado da minha tia) estávamos subindo as escadas rolantes, quando de repente eu vejo... ele! O menino por quem eu estava totalmente apaixonada, materializado ali na minha frente. Era bom demais, encontrar assim do nada:
- Oooi Clarinha, que coicidência você por aqui. E aí, como tá?
- Ahn tô bem... vim aqui afim de comprar um cd, mas não sei qual.
- Por quê você não compra algum do Nightwish?
- Putz, boa idéia. Mas qual você me recomenda?
- Todos são bons, Clarinha.
- Ahn... mas todos eu não posso comprar né?
- Então vem aqui.
Ele me pegou pelo braço e entramos na primeira loja que encontramos. O vendedor muito atencioso, cumprimentou a mim, a ele e ao Edgard e depois perguntou o que queríamos:
- Você pode, por favor pegar todos os cd's do Nightwish que você tem?
O vendedor deu as costas e alguns segundos depois virou-se para nós novamente e colocou 3 cd's um ao lado do outro.
- Vai Clarinha, agora escolhe a capa que você mais gostou.
E sem pestanejar, peguei o Oceanborn. Paguei, me despedi do meu amigo e rumei para casa com um cd nas mãos que eu não fazia IDÉIA do que se tratava. No fundo, estava com medo de ter comprado um cd que eu iria odiar. Mas como no começo do mesmo ano eu fiz a mesma coisa com um cd do Whitesnake e não me arrependi nadinha, vai ver que iria acontecer a mesma coisa dessa vez.
Cheguei em casa e antes de colocar o cd pra tocar, dei uma olhada no encarte. A foto daquela moça com os olhos pintados de preto, o cabelo bem escuro e a roupa meio medieval me deixaram um tanto quanto espantada. "Como assim uma MINA na banda?", eu pensei. Naquela época, conhecia poquíssimas (ou nenhuma) banda que tinha mulher. Eu realmente estava começando a descobrir novos sons.
Enfim, coloquei o cd pra tocar. O instrumental da primeira música começou a me agradar. Pensei: uau, é super pesado e gótico. DE REPENTE... entrou a vocalista. Cantando... LÍRICO! Eu quase pirei, sério. Era a primeira vez na minha VIDA que eu ouvia tal coisa. Música pesada, guitarras incessantes, um verdadeiro instrumental de rock n' roll com uma vocalista cantando estilo ÓPERA! Até pra quem tem pai como o meu, publicitário, músico que escuta de absolutamente TUDO era tudo muito novo pra mim.
Confesso que eu demorei alguns minutos pra poder digerir o que estava ouvindo. Mas depois comecei a prestar atenção, atenção e... foi amor à primeira ouvida. Na mesma hora eu chamei meu pai, empolgadassa: pai pai, olha que diferente esse som. Ele adorou, claro. Minha música favorita do cd? Passion and the Opera. Não sei o motivo, mas definitivamente É a minha favorita!
Não sei se por acaso, se eu tivesse escolhido o Angels Fall First ou até mesmo o Wishmaster no lugar do Oceanborn, a música do Nightwish teria causado tanto impacto em mim como causou. O fato é que eu ouvi esse cd durante muito tempo seguido e logo virei fã da banda. Comprei os outros cd's, fui em dois shows (Credicard Hall em 2002 e Via Funchal em 2004), comprei e usei camisetas, aprendi a tocar "Walking in the air" no teclado e ainda acho a Tarja uma das mulheres mais bonitas que eu já vi.
Depois que ela (Tarja) saiu da banda, confesso que parei de acompanhar o trabalho deles. Mas esse cd me marcou muito e merece um post sobre ele.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Dia Mundial do Rock

Eu tinha escrito um texto IMENSO aqui sobre o dia Mundial do Rock e falando mal dos emos que SUJAM esse estilo musical. Mas daí perdi a linha de raciocínio e a inspiração e resolvi postar uma letra do Kiss, que diz absolutamente TUDO.
~*~
God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Put it in the soul of everyone
Do you know what you want? You don't know for sure
You don't feel right, you can't find a cure
And you're getting less than what you're looking for
You don't have money or a fancy car
And you're tired of wishing on a falling star
You gotta put your faith in a loud guitar
Chorus:
God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Gave rock and roll to everyone (oh yeah)
God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Put it in the soul of everyone
"Now listen":
If you wanna be a singer or play guitar
Man, you gotta sweat or you won't get far
Cause it's never too late to work nine-to-five
You can take a stand or you can compromise
You can work real hard or just fantasize
But you don't start living till you realize
"I gotta tell ya!"
God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Gave rock and roll to everyone
God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Put it in your soul
God gave rock and roll to you
(To everyone he gave the song to be sung)
Gave rock and roll to you
Gave rock and roll to everyone
God gave rock and roll to you
(To everyone he gave the song to be sung)
Gave rock and roll to you
Saved rock and roll for everyone
Saved rock and roll
God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Gave rock and roll to everyone
God gave rock and roll to you
Gave rock and roll to you
Put it in your soul
"I know life sometimes can get tough!
And I know life sometimescan be a drag!
But people, we have been given a gift,
We have been given a road
And that road's name is... Rock and Roll!"
http://www.youtube.com/watch?v=F1yvQV7J47o
~*~
É isso.
Só quem curte DE VERDADE consegue entender um solo de guitarra bem tocado, a adrenalina e a vibe maravilhosa de um show (por mais caro que seja o ingresso) e aquele sorriso na cara de satisfação depois de ver seu ídolo de pertinho.
Você que acha que Restart/Cine/Fresno/NXzero é rock... shame on you!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Hard Legends Party (Carioca Club, São Paulo - SP, 23/05/10)
Saiu minha primeira resenha de verdade no site do Whiplash sobre o show do Eric Martin & Jeff Scott Soto.
Prá mim é uma alegria e um orgulho muito grande ter tido essa oportunidade, pois uniu duas coisas que eu mais amo na vida: escrever e escrever sobre música.
Espero ter mais chances dessas, porquê foi realmente uma experiência muito legal.
Prá ler o texto todo, clique aqui
E prá ver todas as fotos, clique aqui e aqui
KEEP ON ROCKIN'
Prá mim é uma alegria e um orgulho muito grande ter tido essa oportunidade, pois uniu duas coisas que eu mais amo na vida: escrever e escrever sobre música.
Espero ter mais chances dessas, porquê foi realmente uma experiência muito legal.
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KEEP ON ROCKIN'
quarta-feira, 26 de maio de 2010
ZZ Top São Paulo 20/05/2010

O que você vai ler a seguir é uma tentativa de resenha sobre o primeiro show do ZZ Top em terras brasileiras.
Pela primeira vez no Brasil, o trio texano, os barbudões do rock do ZZ Top tocaram no Via Funchal. Com apenas um show marcado anteriormente, devido a grande procura de ingressos, os produtores precisaram abrir uma nova data (que seria no dia seguinte). E mesmo com preços exorbitantes, a casa estava com sua capacidade máxima. Repleto de tiozões, motoqueiros, pais com seus filhos (meu caso) ou fãs de blues/rock/boa música, o clima da casa era bastante agradável, mesmo fazendo frio lá fora.
A abertura do show ficou por conta da banda do Hudson (aquele mesmo, da dupla sertaneja Edson e Hudson), Rollermax. Apresentando um som essencialmente instrumental, a banda no geral é boa e o público recebeu muito bem. Hudson dedicou àquele show ao Dio (mais uma das inúmeras e merecidas homenagens para um dos "deuses" do metal). O som da casa estava satisfatória, o que para mim é uma surpresa, pois apesar de gostar da casa, sempre tive a sensação que a acústica do Via Funchal deixa muito a desejar (vide Helloween em 2003).
Hudson e sua banda tocaram também alguns covers como Highway Star, do Purple e Mr. Brownstone do Guns n' Roses. Hudson em si é um ótimo guitarrista e mais rock n' roll que muita gente por aí. É uma pena que o cara tenha se vendido ao sertanejo prá ganhar uma grana, pelo menos por um determinado período de tempo.
Um fato importante a ser citado: durante todo o show de abertura, os telões não funcionaram. Estavam apenas com o seguinte recado: a pedidos da produção da banda, os telões permanecerão desligados. Houve um certo receio, ao menos da minha parte, de que isso se repetisse também na apresentação principal.
Sem mais delongas, a primeira banda sai do palco e pouco tempo depois, uma das locutoras da Kiss FM entra no palco, dizendo que o ZZ Top estava animado para tocar aqui em São Paulo, pois sabiam que aqui o público era mais animado e pedindo gritos de: olê olê olê olê ZZ Top.
Pouco tempo depois e lá estavam eles: Billy Gibbons (Guitarra e Vocal), Dusty Hill (Baixo e Vocal) e Frank Beard (Bateria), já abrindo com You Got Me Under Pressure, incendiando o Via Funchal. Realmente, os telões ficaram desligados durante todo o show. Graças a Deus, a casa é estilo "arena", então mesmo quem estava na pista normal, pôde ver tudo. As barbas imensas e a bateria monstra de Frank. O show segue com "Pincushion” e “I’m Bad, I’m Nationwide”. Mesmo os que não conhecem as músicas, estão batendo palma ou dançando. Um verdadeiro espetáculo de blues, feito por quem entende da coisa.
Billy é sempre simpático, conversando algumas vezes com o público (memorável quando ele chama duas meninas ao palco e eles dialogam e ele diz que chegou em São Paulo de bicicleta, arrancando risadas gerais. Elas perguntam tudo em português, e eles respondem em... PORTUGUÊS).
Além disso, os caras são performáticos, com suas guitarras e ternos, dancinhas. O entrosamento entre eles é absurdo e louvável, pois depois de tantos anos de banda, a formação continua sendo a mesma.
A banda tocou também Hey Joe, outra merecida homenagem na noite ao deus da guitarra Jimmi Hendrix. No telão ao fundo do palco, imagens que tinham relação com a(s) música(s) executadas, cenas dos próprios caras do ZZ Top compensaram o fato de que os telões laterais estavam desligados.
Em seguida, "I Need You Tonight”, “Brown Sugar” e “Party On The Patio” e "Just Got Paid" davam a tona de que o show estava em sua reta final. Porém faltavam a trinca de ás da banda. E ela veio, com "Gimme All Your Lovin’” (essa, provavelmente a música mais esperada de muitas pessoas ali presentes, pois foi a primeira vez que o Via Funchal cantou em uníssono), “Sharp Dressed Man” e “Legs.
Estava dando um aperto no coração por saber que o show estava acabando, mas como sempre dizem, tudo o que é bom dura pouco. O segundo cover da noite ficou para Viva Las Vegas, do rei Elvis Presley, outro momento alto da noite. Em seguida veio La Grange e prá fechar de vez, Tush.
Sim, ficou aquele gostinho de quero mais. Inclusive, quem podia bancar um segundo show saciou esse gostinho no show de sexta-feira. Mas foi uma apresentação impecável, que compensou direitinho essa espera de 40 anos.
Como disse uma amiga minha: foi um show prá vida!
CRÉDITO DA FOTO: ALEXANDRE CARDOSO
Para ver mais fotos do show, clique aqui
terça-feira, 18 de maio de 2010
Sobre Ronnie James Dio
Domingo de manhã veio a falecer um dos maiores vocalistas, ícones e o criador dos "chifrinhos" do heavy metal, Ronnie James Dio, depois de uma (curta) batalha contra um câncer. O cara substitiu (e muito bem) o Ozzy no Black Sabbath, cantou no Rainbow e teve uma carreira solo genial.
Enquanto todos do meio musical estão lamentando essa perda, um tal de André Forastieri escreveu em seu blog no R7 um texto absurdo intitulado "Ronnie James Dio, o deus ridículo do rock" (para ler o texto na íntegra, clique aqui).
Eu não sou uma grande conhecedora do Dio, tenho só um cd que ele gravou com o Sabbath em casa (o Heaven and Hell que aliás eu acho MARAVILHOSO) e da carreira solo dele, conheço as músicas mais clássicas. Mas existe uma coisa que é essencial no meio da música que se chama respeito. Você pode não gostar do Dio (ou dos Beatles, Jimmy Hendrix, Janis Joplin etc), mas é inegável que ícones como esses MUDARAM o rumo do chamado rock n' roll. Então, por mais que você não goste dos temas "Senhor dos Anéis/RPG/Harry Potter é coisa de pré-adolescente" que o Dio cantava, deve-se PELO MENOS respeitar o legado que o cara deixou.
E pelo visto, esse é um conceito que esse "jornalista" desconhece. Além de ser preconceituoso, por achar que metaleiro é tudo burro, desmiolado, sem cérebro, que não sabe ler, ignorante e outras mentiras que ele escreveu na sua página no Twitter.
Lendo esse tipo de coisa (e essa não foi a primeira vez que isso acontece. Quem se lembra do comentário equivocado e revoltante sobre shows de heavy metal que o super conceituado jornalista Arnaldo Jabor fez quando o Dimebag foi assassinado? Ou aquele outro jornalista lá da Veja São Paulo que elegeu o show do Iron Maiden como o pior de 2009, com argumentos ridículos e sem fundamento nenhum?), eu percebo que realmente nos dias de hoje, não precisa mais de diploma prá ser jornalista, crítico musical ou qualquer coisa que o valha.
Quando eu falo que às vezes tem momentos que eu sou contra a inclusão digital, não digo isso apenas pelos vídeos ridículos que são postados diariamente no Youtube. Por causa dessa democratização desenfreada, qualquer imbecil ignorante pode abrir um blog ou criar um site e sair falando merda por aí sem o mínimo de conhecimento e respeito.
Agora eu me pergunto: quem são os ignorantes e preconceituosos? Nós, os metaleiros acéfalos ou eles que saem escrevendo o que vêm a cabeça, com a desculpa de que "o blog é meu e eu escrevo o que quero", sem respeitar o luto de milhares de pessoas?
quinta-feira, 4 de março de 2010
A dream come true

Foto tirada no sábado. Eu e o Rafael Bittencourt, um dos guitarristas do Angra. Sim, eu gosto de Angra e dei uma de tiete no fim-de-semana que passou. E os motivos são simples:
1- Angra foi uma das bandas que eu mais escutei na minha adolescência. Eu e a minha amiga ficávamos escutando as músicas e achando aquilo o som mais pesado do mundo da música (aahn a pseudo-inocência dos meus 14 anos). Além de claro, ficarmos pagando o maior pau pros integrantes cabeludos, "roqueiros" e com cara de mal.
2- Meu pai, depois de anos e anos tentando, finalmente conseguiu uma oportunidade de gravar um cd com as músicas que ELE compôs. O cd e as músicas estão ficando muito legais. Isso prá ele é uma baita de uma oportunidade, porquê o sonho dele sempre foi viver de música. Como ele não conseguiu, foi ser redator publicitário e se contentou apenas a tocar aqui e ali, sempre por diversão.
E nessas dele finalmente conseguir fazer uma gravação decente, o produtor do disco comentou que é amigo de ANOS do Rafael Bittencourt e perguntou pro próprio se ele topava fazer o solo de uma das músicas QUE O MEU PAI ESCREVEU. E ele aceitou!!!
Considerando que o Angra, ao lado do Sepultura, é uma das bandas nacionais mais conhecidas por quem curte, digamos, rock tanto aqui dentro quanto lá fora, tem uma porrada de cd's gravados, eu já fui em uns 3 shows entre outras coisas... isso que aconteceu com o meu pai foi uma puta duma oportunidade! E eu fiquei super emocionada quando vi o cara entrar no estúdio, plugar o cabo na guitarra e na pedaleira e sair tocando, solando maravilhosamente bem. E mais emocionada ainda quando ele perguntou pro meu irmão (ele toca guitarra na banda do meu pai): - cara, eu não escutei a música ainda, você gravou alguma coisa prá eu ter uma base? Quando meu irmão disse que não tinha gravado, o Bittencourt disse: - tudo bem então. Vai armando os acordes no braço da sua guitarra que eu ME ESPELHO EM VOCÊ. (!!!)
Tem noção disso? O Rafael Bittencourt usando O MEU IRMÃO como espelho!!! Aquilo me deixou muito feliz, emocionada, fiquei super inflada de orgulho.
E ainda depois de tudo isso, o cara saiu prá jantar com a gente. Eu não podia acreditar, o Rafael Bittencourt na mesma mesa que eu, comendo camarão com a mão, bebendo SUCO e pedindo O TELEFONE CELULAR DO MEU PAI, falando: tô dando um toque no seu celular, grava meu número aí cara.
Prá muita gente isso pode parecer idiotice. Tipo: afe meu, a mina felizona porquê o cara do Angra jantou com ela, ela tirou foto dele. Grande merda.
Mas prá mim, nem é pelo lance da foto, ou do jantar. É pela felicidade de ver que o meu pai tá conseguindo. Aos poucos, tocando pelas beiradas ele tá chegando lá. E eu sei o quanto de provação que ele passou até chegar onde ele está. Sei das várias vezes que ele teve que ouvir da minha mãe: desiste, suas músicas não vão dar em nada. Foca no seu trabalho, que é aquilo que dá dinheiro aqui em casa, alimenta as crianças e ajuda a pagar as contas. Vai saber o que seria hoje se ele tivesse desistido naquela época. Tô muito feliz por ele, por meu irmão e por mim. É uma felicidade que vocês não vão conseguir compreender. É felicidade que só os filhos estão sentindo. O máximo que posso fazer é compartilhar com vocês e pedir prá que torçam MUITO. Por mim, pelo meu irmão e principalmente, PELO MEU PAI!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Gimme fuel, Gimme fire, Gimme that which I desire

CARALHO!
Desculpa, mas não tenho outra palavra prá escrever aqui. Não existem palavras o suficente boas prá descrever como foi o primeiro show do Metallica que eu vi na vida - e diga-se de passagem, o primeiro show de 2010.
Quando no ano passado eles confirmaram o primeiro show, eu e uma amiga minha (que convenientemente possui o cartão do Citibank) logo nos organizamos prá comprar meia entrada prá pista vip, já na pré-venda. Ela fez tudo pelo site, sem problema nenhum. Porém, passaram-se algumas semanas da compra, e nada da confirmação. Quando ela ligou lá na Ticketmaster, eles tinham computado 4 ingressos INTEIROS prá PISTA NORMAL. É um absurdo isso. Os caras oferecem um sistema de pré-venda pela internet prá que teoricamente, a compra seja feita com sucesso e sem muitos empecilhos, certo? Mas além de cobrarem uma taxa absurda, a qual eles denominam de "taxa de conveniência", ainda computaram a venda errada.
Eu estava quase conformada em ver MAIS UM SHOW pelo telão, quando foi confirmada uma outra data, no dia seguinte. Conseguimos trocar os ingressos prá meia de pista vip no dia seguinte e todo mundo ficou feliz.
Uma das meninas que ia comigo ao show, é fã prá caralho, queria ficar na grade e tudo mais. Os outros dois amigos também queriam, mas eu NUNCA fiquei na grade na minha vida. E olha que já fui em vários shows. Mas sei lá, sempre tive medo de ser esmagada, de passar mal, de sentir uma forte vontade de ir ao banheiro e não poder sair de lá. Por outro lado, invejava quem pegava grade nos shows que eu curto. Os caras passam na sua frente, apontam prá você, te filmam e você aparece no telão e a chance de pegar uma palheta é grande.
Por isso, quando me dei conta que ia todo mundo ficar na grade eu fui junto, porquê não queria ver um show desses sozinha, né? Mas na real mesmo, tava MORRENDO de medo. Ainda mais por ser Metallica e rolar altas rodinhas de bate-cabeça no meio do show.
Qual não foi a minha surpresa que foi MUITO tranquilo. Por ser o segundo show e por eu estar na pista vip, então estava um pouco mais vazio e não teve empurra-empurra. Um sonho!
O show em si foi MARAVILHOSO!
Começou com o Sepultura, que abriu pros caras. Eu não sou fã at all deles, nem conheço direito. Mas respeito prá caramba, porquê eles conquistaram um espaço que poucas bandas conseguiram. Geralmente banda de abertura sofre seja pelo som baixo (que foi o caso), seja pelo público que não recebe muito bem. Mas não o Sepultura. Eles tem presença de palco, são simpáticos e a galera acompanha a banda.
Ainda bem que parou de chover no show do Metallica, e eu pude presenciar um dos maiores espetáculos que eu já assisti.
Foi comovente e catártico. Me senti com 12 anos de novo quando tocaram Fuel, Enter sadman e Nothing else matters. Gritei, agitei, tirei MUITA foto, fiz dois vídeos e o mais legal de tudo: não precisei olhar pro telão UMA SÓ VEZ! Eles estavam na minha frente, olhavam na minha direção (abro um parênteses prá dizer que no finzinho do show, quando o James estava jogando palhetas, ele passou por mim e pelas minhas amigas e chegou a mandar beijinho), agitavam e o mais importante: pareciam estar muuuuito felizes por estarem tocando prá gente.
Ainda tô sem as fotos e os vídeos que eu fiz, mas não vejo a hora de poder postar na internet e poder falar: fui EU quem bateu a foto, porquê EU estava na grade.
Comecei BEM minha maratona de shows desse ano.
Crédito da foto: http://g1.globo.com/Noticias/Musica/foto/0,,35620536-FMM,00.jpg
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