Mostrando postagens com marcador relacionamentos amorosos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relacionamentos amorosos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Saudade

Saudade é uma coisa que dói, né? E saudade é uma coisa que eu tenho sentido muito, ultimamente...

Saudade dos seus olhos verdes e das bochechas naturalmente rosadas.
Saudade de escutar a sua voz, a ponto de quando eu estou conversando com você pela Internet e você fala uma palavra qualquer, eu consigo até imaginar a sua entonação de voz ao falar aquela palavra.
Saudade de andar de mãos dadas.
De receber carinho nas costas, nos cabelos, no rosto, no braço...
Saudade de te ver fazendo caretas enquanto canta uma música da Dido.
Saudade de pegar o carro e ir até Valparaíso e Viña del Mar. E depois passar no supermercado pra comprar comidinhas gostosas e vinhos chilenos deliciosos.
Saudade de poder te dar um abraço apertado, olhar bem lá no fundo dos seus olhos e falar o quanto eu amo você  e como estou feliz por estar contigo. Mesmo que você esteja em um país e eu em outro.
Saudade de dormir abraçados e no meio da noite, assim do nada você dá uma acordadinha e fala: te amo. Quando você faz isso, minha vontade de te abraçar e de ficar mais perto é tão forte, que eu preciso pensar antes de te abraçar, porque fico com medo de te machucar, hahahaha
Saudade de tentar entender o que você está falando. E dá saudade até de ficar perguntando mil vezes: o que? o que? o que?
Muita saudade de te olhar e ver você piscando os dois olhos - tanto o direito quanto o esquerdo - com uma facilidade invejável.
Saudade de poder beijar a boca, as bochechas, os olhos, a testa... já te disse que beijo na testa é sinal de respeito, né? E eu te respeito tanto...
Saudade de escutar você falando com tanto entusiasmo sobre determinado assunto ou sobre seu país. De escutar você me ensinando coisas que eu nunca imaginei que ia aprender. Eu aprendo tanta coisa com você.
Saudade de você escolhendo o quarto do hotel que a gente ia ficar lá em Calama, todo cuidadoso e me perguntando o que eu achava.
Saudade de tentar te ensinar a dançar forró e você tentar me ensinar a dançar merengue.
Saudade do jeito que você me olha quando estou conversando com os meus amigos, tentando entender uma palavra ou outra que eu digo. Isso que eu acho genial em você... você sempre se esforça pra aprender alguma coisa sobre mim, minha família, meu país ou minha cultura.
Saudade do jeito que você segura a minha mão e me faz carinhozinhos com os dedos.
Saudade do barulho que você faz quando eu te faço carinho. 'Hmmmmmm'.
 Muita saudade de escutar você falando 'vai tomar no cu' com um sotaque tão engraçado e tão lindo ao mesmo tempo.
Saudade do nosso primeiro encontro, de você meio sem jeito quando eu te dei um abraço lá na porta do hostel. E saudade também da ansiedade que eu tava sentindo antes de você chegar. Como que eu poderia imaginar que isso ia acontecer comigo?
Agora eu vou sentir outro tipo de ansiedade: ansiedade de quando eu estiver chegando no aeroporto de Santiago pra te encontrar depois de meses longe de ti.
Saudade das cositas e cariñitos ricos, que são uma das melhores coisas desse mundo.
Dá saudade até dos lugares que eu não te levei pra conhecer aqui em São Paulo, mas que eu te levarei, como a praia.
Saudade de você me chamando no Gmail e falando: 'amor, cometi uma loucura. Comprei passagem pra São Paulo, chego no dia 16/05'. Quando você me contou isso, eu quase gritei de tanta felicidade. Nunca ninguém fez algo parecido por mim.
Sinto muita saudade de arrumar a sua cama do lado da minha. Uma cama que acabou nem sendo usada, tamanha era a nossa vontade de estarmos pertos um do outro, que acabamos dormindo apertados na minha cama de solteiro.
Saudade da ansiedade de te ver chegando no aeroporto aqui de São Paulo. Foi um dos dias mais longos da minha vida, sabia?
De te levar pra passear pela minha cidade, te apresentar aos meus amigos, a minha família...
Saudade de quando você começa a falar rápido, eu não entendo e você com a maior paciência desse mundo, respira fundo e começa tudo de novo, falando devagar e perguntando: me entende?
Morro de saudade de acordar de manhã e dar de cara com você, todo despenteado falando: deita aqui perto de mim, porque assim eu me sinto como se tivesse tudo.
Saudade de você indo me buscar no terminal de ônibus em Calama. E saudade do nosso jantar no dia de las mamas, no restaurante com a moça gordinha cantando alto bem do nosso lado.
De ver você chorando, triste porque não queria ir embora.
De escutar Jorge Drexler na sua cama.
De subir no Santa Lucia com você.
De comer sushi, beber vinho no terraço do seu prédio. Aliás, eu MORRO de saudade de escutar você falando: Bamos a beber un Bino. Hahahahahaha.
De amassar as paltas enquanto você descasca os tomates pra me fazer um completo delicioso na minha última noite na sua cidade. Na cidade que me encantou não só porque ela é linda, bem cuidada, cheia de árvores e bla bla bla. Mas porque foi lá na sua cidade que eu conheci você, que mudou a minha vida de uma hora pra outra, que me fez sentir coisas que estavam guardados dentro de mim há tanto tempo que cheguei até a pensar que não iria sentir isso por mais ninguém.

Caralho, eu tenho saudade de tanta coisa, mas tanta coisa que poderia ficar até amanhã escrevendo...
Mas eu não vou fazer isso! Não vou porque eu sei que logo logo vamos estar juntos de novo. Pra fazer tudo isso que eu escrevi... e muito mais!



domingo, 12 de junho de 2011

Dia dos namorados


Ok, oficialmente já passa da meia noite, o dia dos namorados já acabou, mas mesmo assim entre um episódio da segunda temporada de Sex and the City e um pedaço de um mil folhas, eu resolvi sentar aqui e escrever um pouco sobre isso.
Dessa vez não vou criticar, nem falar o quão brega eu acho que é essa data... vou fazer um apanhado de como eu já passei o dia dos namorados.

Contando a partir de 2002 pra cá, porque foi em 2002 (quando eu tinha 15 anos) que eu comecei a ter os primeiros namorados e conseqüentemente foi a primeira vez que passei o dia 12 de junho acompanhada.

Se eu bem me lembro, caiu num dia de semana e eu era só uma adolescente que namorava um carinha mais velho que eu e que não tinha idade para entrar em motéis e cuja "sogra" não gostava de mim, o que significava que ela não ia emprestar o carro dela para que ele pudesse me levar pra jantar.
Sendo assim, lembro que ele veio me buscar aqui em casa enquanto a minha mãe fazia escova nos meus cabelos. Aí, como ele morava bem perto do meu prédio, fomos andando até a sua casa que estava vazia. Ele me deu o presente (uma Lindinha de pelúcia. Lembra? D'As meninas superpoderosas) e um cartão que eu não lembro o que estava escrito. Aliás, eu dei um fim em todas as coisas que esse namorado em questão me deu de presente, tamanho nojo que eu sinto dele.
Eu lhe comprei um jardim japonês, aqueles que vinham com um aradinho e bolinhas de gude pra você ficar brincando. Era moda na época, eu acho. E a gente ficou um tempão na casa dele, no quarto dele se amassando deitados na cama, mas sem poder fazer NADA, afinal meu corpo resolveu enviar a visita do tio Chico (a.k.a menstruação) JUSTO NAQUELA SEMANA!!! Muito azar pra uma garota só, ficar menstruada logo no seu primeiro dia dos namorados acompanhada. E lembro também que ele deixou rolando um cd do Elton John enquanto a gente ficava passando a mão um no outro. O quão brega é isso?

Não me lembro se saímos pra jantar, mas provavelmente sim. Provavelmente fomos em alguma pizzaria X com OS MEUS PAIS (mais uma vez, lembrando que eu tinha só 15 anos) e depois eles o deixaram na sua casa. Enfim, por mais que tenha sido o primeiro dia dos namorados acompanhada eu prefiro nem me lembrar disso, porque eu realmente ODEIO lembrar que namorei esse mobral.

No ano seguinte, em 2003 foi mais legal. Eu já tinha terminado com esse cara e estava saindo (não) oficialmente com o primo de uma ex-melhor-amiga do colégio. A gente começou a ficar no finalzinho de Abril, mas nunca usamos a palavra namoro. A gente só dizia que gostávamos muito um do outro mas nunca rolou aquela coisa de: quer namorar comigo? Até o dia 12 de junho daquele ano.
Também caiu num dia de semana, eu tinha 16 anos e tinha que acordar cedo no dia seguinte para ir ao colégio. Ele morava no Tatuapé, então veio pra minha casa só depois do expediente. Fui buscá-lo no metrô perto de onde eu moro e não vi o presente na mão dele. Juro que fiquei frustrada, porque eu adoro receber lembrancinhas, hahahaha.
Também não foi muito romântico porque meu irmão estava em casa e ele não deixava a gente em paz. Eu fui a primeira a dar o presente. Uma camiseta do Red Hot Chilli Peppers que eu comprei na Galeria do Rock. Nem sei se ele ainda usa aquilo, mas enfim... aí ele tirou um pacotinho pequeno de dentro do bolso dele. Tinha um monte de fitas K-7 (oi?) e uns bilhetes da prima dele. Nem lembro o que ela tinha escrito, só sei que depois de muito tempo consegui achar um saquinho de veludo vermelho-vinho.
Confesso que na hora fiquei meio petrificada. No fundo eu imaginava o que ele ia me dar de presente, mas sei lá né? Quando eu abri o saquinho, lá estavam elas. Um par de alianças, LINDAS. Diferente das que eu estava acostumada a ver nos dedos das minhas amigas. Fora que ia ser a primeira vez que eu ia usar uma. Estava no terceiro namorado e nenhum dos outros dois tinham tido a sensibilidade (ou a vontade) de me dar uma aliança. Eles sabiam que aquilo importava pra mim...
Quando eu vi as alianças, meu namorado fez a pergunta inevitável:
- Quer namorar comigo?
- Claro que quero!

E foi no dia 12 que oficializamos o namoro. Na verdade ele já estava acontecendo há algum tempo, mas toda vez que a gente ia comemorar, comemorávamos no dia 12.
E nesse dia eu também tentei cozinhar, fazer um "jantar romântico" pra mim e pra ele. Impossível porque meu irmão simplesmente NÃO LARGAVA DO NOSSO PÉ. Além disso, eu fui fazer a única coisa que sabia na cozinha (macarrão) e ESQUECI DE COLOCAR SAL NA ÁGUA. Ou seja, ficou totalmente sem sabor. Mas foi divertido anyway.

No ano seguinte, eu e esse mesmo namorado ainda estávamos juntos. Além de ser o dia dos namorados, ainda ia ser nosso primeiro ano juntos. Era mega especial pra mim, afinal eu nunca tinha namorado alguém tanto tempo. O 12 de junho de 2004 caiu num sábado. Eu fui pra casa dele. Fazia MUITO frio e chovia um pouco. Fiquei lá na casa dele, no quarto dele até o tempo que deu. Meus pais não permitiam que eu dormisse lá, o que eu sempre achei uma pena. Ganhei um moletom do Judas Priest e eu dei um cd do Blink 182. Tenho o cartão dessa data guardado até hoje. Dele eu não sinto nojo.

Em 2005 eu e ele já tínhamos terminado, mas ainda ficávamos naquele vai-não-vai. Confesso que por minha culpa, mas eu estava muito confusa sobre ele e sobre continuar com ele. A gente terminou no começo de 2005, mas ficamos "juntos" durante vários meses. Tanto que no dia 12, eu cheguei a dar um chaveiro em formato de coração. Era mais como uma lembrança simbólica. Ele me deu um cartão e nós fomos comer num Mc Donald's na Avenida Paulista e depois fomos parar no vão livre do MASP. Caiu num Domingo e eu já era um pouco mais, digamos, independente.

A partir daí, passei todos os outros dia dos namorados sozinha. Em 2006, fiquei na casa de uma amiga minha, eu e ela falando merda, na Internet as duas solteiras. Em 2007 sei que teve o show do Alice Cooper e eu não pude ir, porque tinha prova na faculdade. Anyway, eu estava solteira e estava curtindo ser solteira. No mesmo ano eu arrumei um namorado. O primeiro namorado em 2 anos e o que eu mais amei, sem dúvida alguma.

Só passamos um dia dos namorados juntos. O de 2008. Uma pena que nossa relação já não estava tão boa como era antigamente, mas mesmo assim comemoramos a nossa maneira. Alguns dias antes fui comprar seu presente na Galeria do Rock. Uma camiseta do Alice Cooper e um cd do Pride&Glory. Também passei num sex shop com uma amiga, porque no fim-de-semana (o dia dos namorados ia cair numa quinta feira) eu e ele iríamos para um flat. Eu queria impressionar - sexualmente falando - então comprei algumas coisinhas.
No dia oficial dos namorados eu e ele nos encontramos na saída da faculdade. Era final de semestre, então os dois estavam cheios de provas e entregas de trabalho. Ficou complicado comemorar em grande estilo, mas dei meus presentes ali mesmo no campus do Mackenzie. Ele gostou e disse que o meu viria somente no fim-de-semana. Não liguei... contanto que o flat continuasse de pé, hahaha.

Fomos juntos até o metrô Santana, como sempre fazíamos e jantamos numa dessas mega padarias, só pra não passar a data em branco. Não escrevi um cartão nem uma carta, mas minha vontade era de dizer o quanto eu o amava. Não tinha mais clima pra isso, mas eu o amava assim mesmo. E foi só no sábado que fomos para o famigerado flat. Aí sim comemoramos com direito a tudo que pudemos comprar (alguns desses detalhes eu já relatei nesse post aqui)

Bom... e de lá pra cá passei todos os dia dos namorados completamente solteira. Estou sozinha faz 3 anos mas não me queixo. Me acostumei a ficar assim. Acostumei a ficar em casa quietinha (quietinha mesmo, porque esses últimos 3 anos tem feito MUITO FRIO no dia dos namorados) vendo filmes, seriados, comendo ou simplesmente na Internet. Não me sinto deprimida, nem jogada as traças. Não sinto vontade de assistir filmes de comédias românticas e depois chorar lembrando que não tenho um namorado.
Também não quero sair pra balada e pegar vários. Acho isso muito de: hey olhem pra mim, sou solteira deprimida, mas finjo que está tudo bem.

Sinto saudade de alguns desses dia dos namorados acompanhada (o último, especialmente), mas não quero me matar por isso. As coisas acontecem porque tem que acontecer e uma hora quem sabe eu não conheça alguém que me faça querer ter vontade de passar um dia dos namorados acompanhada.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Diálogos que falam por mim


- Escuta. Sei que é difícil acreditar quando dizem 'sei como você se sente', mas no meu caso eu realmente sei como você se sente.

Sabe, eu estava saindo com alguém em Londres. Trabalhamos no mesmo jornal. Descobri que ele também saía com outra garota, Sarah, da seção de produção, no 19º andar. Acontece que ele não estava tão apaixonado quanto eu imaginava.

O que eu quero dizer é, sei como é se sentir extremamente pequena e insignificante. E como isso dói em lugares que você nem sabia que tinha em você. E não importa quantos cortes de cabelo, quantas academias você freqüenta, ou quantas garrafas você toma com as suas amigas... você continua indo para a cama todas as noites, repassando todos os detalhes e se pergunta o que fez de errado, ou como pôde ter entendido errado. Ou como por aquele momento pensou que pudesse ser feliz?

Até que se convence de que uma hora ou outra ele vai perceber e baterá na sua porta. E depois de tudo, ainda que essa situação tenha durado muito tempo, você vai para um lugar novo e conhece pessoas que te fazem sentir útil de novo. E vai recompondo sua alma pedaço a pedaço. E toda aquela confusão, os anos desperdiçados da sua vida... começam a desaparecer.

(O Amor Não Tira Férias)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Do que eu realmente tenho medo

Eu, Ana Clara, confesso ser uma pessoa um pouco medrosa. Tenho PAVOR de baratas, cobras e qualquer bicho nojento do gênero. Sinto PAÚRA de avião, porque sempre acho que o dia que eu morrer, vai ser em um acidente aéreo. Também tenho muito medo (mas muito mesmo) da morte. Além disso, tenho medos comuns como o medo de ser seqüestrada, assaltada, estuprada e de perder amigos ou parentes em algum acidente trágico ou algo do gênero.
Mas essas últimas semanas eu descobri outra coisa que tem me deixado apavorada: o de gostar de alguém de novo. O que antes eu considerava algo normal e que até acontecia na minha vida com uma certa facilidade, agora me deixa nervosa, com medo, insegurança, desconfiada.

Tenho medo de gostar dessa pessoa e, por mais que estejamos nos conhecendo, no final das contas não ser correspondida da maneira que eu quero. Medo de me decepcionar e de repente nunca me recuperar dessa decepção. Medo de estar sendo feita de boba, medo de criar laços de intimidade que logo logo se romperão. Medo de ouvir alguma coisa que eu não quero, ou pior: ouvir aquilo que quero e não saber o que fazer na hora.

Não sei dizer em que momento da minha vida eu fiquei assim tão medrosa. Achei que quanto mais velha ficasse, menos medo eu sentiria na minha vida.
Mas parece que com a idade vem as experiências e com as experiências vem o medo. O medo daquilo que me aconteceu há dois anos acontecer de novo; ou de ouvir o mesmo discurso que ouvi no começo do ano, só que dessa vez de uma pessoa diferente. Quando eu páro e penso em tudo que já vivi, no quanto eu já sofri, me humilhei, na quantidade de coisas ruins que escutei da boca de homens que eu tanto admirava e me decepcionaram eu penso: será que dessa vez vai ser igual? E se for? Será que você se recupera? E por mais que no fundo eu saiba que posso me recuperar, eu continuo sentindo... medo!

E esse medo me faz calcular milimetricamente minhas atitudes. Me fazem pensar, repensar e re-repensar (?) com muito cuidado as palavras que vou usar. Esse medo tira toda a minha essência... de ser espontânea, pouco me importando para o que vão pensar de mim ou não. E quando você perde sua essência amigo... é como se tirassem uma parte de você.

Vale a pena passar por tudo isso?
Não sei... mas já que entrei nisso, vamos ver até onde vai me levar.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

14/09/2007 - Notas de uma noite comum


Há 3 anos, o dia quatorze de setembro caiu numa sexta-feira. E como quase todas as sextas-feiras daquele ano, A. iria encontrar suas amigas no mesmo lugar de sempre, com as mesmas bandas de sempre tocando as mesmas músicas de sempre. Ela iria se embebedar com as mesmas bebidas de sempre e faria as mesmas merdas de sempre: beijar sua melhor amiga, beijar desconhecidos, talvez até fazer sexo casual com um cara qualquer no banheiro da balada, na esperança de alimentar sua auto-estima que andava baixa desde que tinha sido, mais uma vez, enganada pelo mesmo cara. Ela usaria também as roupas de sempre e tiraria as fotos com as poses de sempre.
Realmente, quase tudo que ela imaginava que ia acontecer aconteceu naquela noite. Mas uma coisa - uma pessoa, um homem - se destacou. Ele não fazia parte dos seus planos corriqueiros. Ela não prestou atenção nele, mesmo sabendo que estava junto com alguns de seus amigos. A. ainda tomou sua cerveja enquanto ele estava no banheiro e nem ao menos agradeceu.

A. passou a balada inteira andando pra lá e pra cá na companhia de suas amigas. Deve ter ficado com uns dois caras diferentes, isso sem contar os beijos com meninas que estavam se tornando cada vez mais freqüentes em sua vida. A. estava alcoolizada e sempre que ela fica assim, as baladas parece que acabam em 5 minutos. E naquela noite, OBVIAMENTE, não foi diferente. Em determinado momento, ela se encontrou com sua amiga, sua carona e disse: vamos pagar? Ao terminar essa frase, A. percebeu que ao redor dela estavam alguns conhecidos seus... e ele. NA HORA seu olhar parou NELE. "Como que eu não vi esse cara gatíssimo aqui antes?", ela pensou. Cabelos compridos, rosto quadrado, traços fortes mas ao mesmo tempo delicados. Um olhar tímido meio perdido. Alto, magro, misterioso. Sua amiga, talvez de propósito, talvez não, disse: - vai indo pra fila com o L., eu já vou.

E ela foi. Pegou na mão de L., um cara que ela nunca tinha visto na vida. Pararam para conversar com alguns amigos dela, enquanto eles continuavam de mãos dadas e foram pro final da fila. E foi ali, naquele momento que A. sentiu coisas que ela nunca havia sentido antes. Eles se olharam por um tempo e parecia que o tempo tinha parado. Todas as pessoas que estavam ao seu redor haviam desaparecido. Só estava ela e ele ali um de frente pro outro, sem trocar uma palavra. A. achava que esse tipo de coisa só acontecia em filmes. Mas não, estava acontecendo com ela. E ela não estava exagerando ao dizer que foi REALMENTE mágico! Ela, sempre falante, comunicativa... na frente daquele cara estranho ficou MUDA.
E foi nesse silêncio entre os dois que ele abriu um sorriso. Um sorriso maravilhoso, cheio de carinho e alegria, que mostrava seus dentes perfeitos, brancos, alinhados. "É o sorriso mais lindo que eu já vi na minha vida", ela pensou. E foi com esse sorriso que L. foi se aproximando, se aproximando... até que seus lábios encontraram com os dela. E eles se beijaram. Beijaram. Beijaram. Não conseguiam parar de se beijar.

Ela já tinha beijado caras desconhecidos, sem saber ao menos o nome antes. Mas ela nunca havia se sentido daquela maneira. No fundo, A. sentia que a partir daquele momento, sua vida tomaria um rumo totalmente diferente. Seria uma vida nova onde as baladas não seriam as mesmas. As músicas, as bebidas, os amigos não seriam os mesmos. Até mesmo as bebidas não mais seriam as mesmas. Seu estado de espírito e seu coração nunca mais seriam os mesmos depois daquele encontro no dia 14/09/2007.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Guia de como sobreviver ao fim de um namoro (para mulheres)


Conversando com uma amiga pelo MSN que está triste porque seu namoro terminou, resolvi montar um guia de como sobreviver ao fim de um namoro, casamento ou qualquer tipo de relacionamento amoroso:



Não chore na frente dele: chorar, na minha humilde opinião, é uma das maneiras mais baratas e clichês de se chantagear alguém que está terminando com você. Claro que é importante expressar seus sentimentos, mas faça isso no seu canto, onde ninguém possa ver suas fraquezas e quão triste você está.

Seja orgulhosa: se por acaso alguém terminou com você e depois de um tempo se arrependeu e pediu pra voltar, NÃO VOLTE! Uma vez que o relacionamento terminou ele nunca mais será o mesmo. Você sempre vai desconfiar de alguma coisa e nunca mais vai conseguir relaxar, pois vai achar que a qualquer minuto ele poderá terminar tudo outra vez.

Não corra atrás: suas amigas dizem que "se o namoro vale a pena, então você deve batalhar por ele?" É balela. Elas não devem fazer idéia do quão humilhante isso é. Nada de ligar no meio da madrugada chorando dizendo que teve um sonho com ele. Não mande cartas, e-mails, não pergunte dele pros amigos íntimos... isso só vai aumentar ainda mais o ego do rapaz. Ele vai pensar que é a coisa mais importante da SUA vida e automaticamente você estará em suas mãos. Além do mais: se foi ele que terminou, então se rolar algum sentimento de arrependimento tem que vir DELE. ELE é que deve procurar você loucamente, rastejar aos seus pés e fazer de tudo pra voltarem.

Não tente ser amiga dele: a pior atitude que você pode ter depois que um relacionamento acaba é vocês resolverem ser amigos. Por mais que tenha terminado numa boa, esse lance de "nunca vamos perder o contato" é mentira. Daqui alguns meses, os dois (ou só ELE, o que é pior ainda) vai ter engatado um lance com outra ina e você acaba de passar para o segundo plano. Segundo plano não: você acaba de ser jogada no limbo. Ele nunca mais vai querer saber de você, nunca mais vai te ligar (nem ao menos pra fazer um remember) e tudo o que ele dizia quando vocês estavam juntos de que "você é a mulher da minha vida" vai se tornar insignificante, uma vez que ele vai dizer AS MESMAS COISAS... só que pra ELA!

Não acredite em tudo que ele te diz: se ele fala que está com saudades, nada de se derreter toda e já planejar como vai ser quando vocês reatarem. Provavelmente ele disse isso porque já estava acostumado com a sua presença no dia-a-dia e agora que não estão mais juntos, sente falta só da sua pessoa. Ou pior ainda: ele diz isso porque quer comer você algumas vezes enquanto ele não arruma uma outra parceira fixa.
Outra coisa importante: ele te pede pra não ficar com ninguém por enquanto porque ele vai fazer o mesmo. Daí você se priva de conhecer um monte de gente nova (e interessante, e bonita, e legal) porque acha que ele também está curtindo uma fossa e pensando em você. Que garantia você tem disso? NENHUMA. Ele dizer que não quer que você fique com ninguém porque sentiria ciúme, é apenas um eufemismo que mostra o quanto ele é machista e egoísta.

Perca totalmente o contato com ele: delete de Orkut, Facebook, pare de seguir no Twitter e PRINCIPALMENTE: DELETE do MSN. Não bloqueie. DELETE. Bloqueando fica mais fácil de cair na tentação de desbloqueá-lo para "eventualmente" falar um Oi. Se você fizer isso e eventualmente ele for seco na resposta, sua tristeza aumentará ainda mais e vai se mais um dia que você passará chorando.
Esse contato inclui querer saber o que ele está fazendo. Aconteceu comigo quando meu namoro terminou. Eu e ele frequentávamos os mesmos lugares. Um dia ele foi pra uma balada e ficou com uma menina. Claro que tinha um monte de conhecidos meus por lá que viram e no dia seguinte vieram me contar. Eu fiquei mega chateada e foi desnecessário saber disso. Então, controle sua vontade de investigar a vida do cara.

Exorcismo amoroso: Escute todas as músicas que lembram ele de uma só vez; releia todas as cartas que ele te escreveu, veja fotos, scraps que ele costumava te deixar, mensagens no celular... TUDO! E chore... chore MUITO enquanto estiver fazendo isso. Faça isso quando estiver sozinha em casa sem ninguém por perto pra te amparar ou dar conselhos. Chore até perder as forças, até ficar com o rosto inchado a ponto de ficar igual ao Fofão. Depois disso, guarde as fotos, as lembranças, as cartas, as músicas num lugar bem fundo, escondido e de difícil acesso E fique um bom tempo sem ter acesso a nada disso. Mas provavelmente você precisará fazer esse exorcismo mais de uma vez, mas todas as vezes que fizer pense "essa será minha última fossa". Você vai se impressionar que conforme o tempo for passando, esses rituais se tornarão cada vez menos freqüentes.

Lavagem cerebral não existe: já assistiu "Brilho eterno de uma mente sem lembranças"? Então eu aposto que você adoraria que existisse um tratamento daqueles. Que permitiria você nunca mais lembrar o nome dele, os momentos maravilhosos que passaram juntos, seus telefones, endereço... certo? Pois é, eu também iria adorar um tratamento daqueles e possivelmente faria caso existisse algo semelhante. Pois é, mas NÃO existe. Então não adianta você pensar: aaaai, porque não dá pra esquecer tudo? Se lamentar não adianta nada, NADA! Sofra o quanto tiver que sofrer, chore o quanto tiver que chorar... MESMO! Porque uma hora, por mais desesperada que você esteja no momento, essa dor VAI PASSAR. Não sei quando, não sei como, mas vai passar.

Amigas: elas adoram dar conselhos na sua vida e no término do seu relacionamento, né? Legal, ao menos você sabe que não está sozinha e se precisar chorar no ombro de alguém. Elas vão te distrair, te levar pra passear e vão escutar tudo o que você tem a dizer. Mas algumas dessas amigas podem querer dar conselhos demais. Exemplo: você resolveu ir pra balada com elas e tem um cara MUITO MARAVILHOSO querendo ficar com você. Mas você ainda não se sente pronta pra beijar outra pessoa. Só que a sua amiga acha que você TEM QUE ficar com ele, só assim vai esquecer o ex. Se você não está pronta, NÃO FIQUE! Além do arrependimento que vai te bater depois, vai acabar fazendo algo que na verdade não queria e por isso vai culpar a amiga e acabarão brigando. Saiba filtrar os conselhos que te servem e aquilo que VOCÊ quiser realmente fazer. E se por acaso acontecer algo parecido que aconteceu comigo (sua amiga viu ele com outra pessoa) e ela vier com aquele papo: você nem sabe quem eu vi ontem, responda: se você está falando DELE eu não quero saber.

Take your time: não se force a nada, NADA. Mais uma vez: sofra o quanto precisar sofrer. Não fique e/ou transe com ninguém só porque levou um fora e precisa disso pra provar que é superior a ele. Só faça baladas quando se sentir PRONTA para isso. Não se exponha na Internet e aproveite esse tempo que você está sozinha pra prestar mais atenção em você mesma.
Você vai descobrir coisas que nem imaginava...













(Digamos que resolvi escrever esse guia pra que EU MESMA possa ler de vez em quando e tentar não cometer os mesmos erros que eu venho cometendo desde que comecei a ter relacionamentos sérios)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Aprendeu a lição?

E aí Ana Clara. Será que depois de 3 ou 4 vezes passando pela mesma situação você finalmente vai aprender que as pessoas NÃO MUDAM? Que esse papo de que todo mundo merece uma segunda chance é a maior mentira do mundo?

Você já tinha passado por algo parecido quando seu primeiro namorado veio te procurar 3 anos atrás. Você no fundo sabia que aquilo tudo ia dar merda, mesmo com todas as coisas bonitas que ele te falava, os restaurantes e jantares chiques que ele te levou e as frases do tipo: me arrependi, eu mudei, dessa vez vai dar certo. Você acreditou, foi deixando se levar e aí o que aconteceu? Depois de só 3 semanas que ele tinha te procurado, ele fez com você EXATAMENTE o que fez da primeira vez.
Você se lembra do quanto chorou né? Do quanto ficou mal, sofrendo e se odiando por ter dado uma chance praquele sociopata de merda. Depois que tudo passou, o que você disse pra você mesma? Que as pessoas não mudam e se deu errado uma vez, vai dar errado pra sempre.

Aí passaram-se 3 anos e o que aconteceu com você? A MESMA COISA, só que com uma pessoa e uma situação diferente. Mesmo depois dessa pessoa ter falado que ia voltar com a ex namorada; mesmo você ter xingado ele de tudo quanto foi nome e mesmo você sabendo que ele era um cara confuso isso não te impediu de reatar com ele depois que ele te procurou.
Desde o começo você tava desconfiada, sabia que ia ser difícil ele reconquistar sua confiança... vocês já tinham brigado (na verdade, você brigou com ele) por ciúme seu da ex-namorada, ele já tinha cantado a bola: vai ser mais difícil do que pensei. Mas mesmo assim você continuou nessa. Continuou investindo num relacionamento que na verdade nunca existiu. Deu presente, se preocupou, se entregou fisicamente. E o que você teve em troca? NADA! Apenas uma conversa no MSN, acho melhor a gente parar de se ver, não vejo mais você como outra coisa além de amiga, depois eu te devolvo suas coisas e tchau. EXATAMENTE o que aconteceu nesse MESMO ano de 2010 só que em Janeiro. Mesmo depois das inúmeras sessões de terapia, mesmo depois de ter passado alguns meses longe de você... ele simplesmente NÃO MUDOU. E não vai mudar NUNCA!




Mas e aí? Você vai ficar mal por tudo isso, vai chorar sem ao menos saber o porquê e depois o que vai restar?
Você se apaixonar pelo primeiro imbecil que aparecer na sua frente só porque tá se sentindo carente?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Notas de um término doloroso parte final


O dia 11 de agosto de 2008 seria decisivo para C. e ela sabia disso. Depois de tudo que ela viu na noite anterior; depois de ter chorado até perder as forças mais uma vez; depois de ter empapado o travesseiro com lágrimas de desespero e tristeza ela sabia que teria que tomar uma decisão a respeito do seu já fracassado namoro. No fundo, ela sabia que fim - literalmente - aquela história toda daria. Mas ela não queria aquele final. Ela queria outro. Ela queria que J. dissesse que queria tentar mais uma vez e que seria MESMO diferente.

Ele tinha respondido seu depoimento: eu to te chateando muito. Vamos conversar hoje e resolver nossa situação. C. sabia que aquilo era como um discurso de abertura antes do gran finale: vamos terminar. Tanto que passou o dia chorando, arrasada, sem saber o que fazer, o que dizer e o que pensar. As horas se arrastavam como se estivessem presas à uma imensa bola de ferro. Ele não tinha ligado no seu celular. “Se ele não me ligar, eu não vou atrás”, decidiu C. Afinal era ELE quem queria encontrar para conversar. C. só queria passar uma semana escondida, pensando.

Ele só deu sinal de vida no final do dia. Mandou um sms: podemos nos encontrar na faculdade? Ela respondeu: estarei na praça de alimentação lendo um livro a partir de tal hora. Me encontre lá se quiser. A mesma praça de alimentação onde ele havia dado a aliança para ela com aqueles olhinhos cheios de ternura e algo bem próximo a amor. Será que o cenário do início de toda aquela história também seria o cenário do fim?

Ele sentou na frente dela. C. estava com um livro de marketing aberto e na frente dela, algumas folhas de caderno rabiscadas. Estava tentando passar a ansiedade fazendo um resumo, mas ele não se demorou e logo estavam frente a frente. A praça de alimentação estava lotada e barulhenta. Ao lado deles, um grupo de universitários jogavam animadamente Guitar Hero. C. invejava-os. Aliás, ela invejava todo mundo que naquele momento estava feliz de verdade. C. se sentia tão triste, tão desamparada que se ela pudesse apertar um botão e se desligar de vez, ela teria feito isso.

- Me responde uma coisa. Por que você estava sem a aliança nas fotos?

- Você sabe que eu nunca usei aliança dentro de casa. E no fim das contas, eu estava atrasado, acabei saindo correndo e esqueci de colocá-la no dedo.

- Olha no fundo dos meus olhos e me diz que você não ficou com ninguém esse fim-de-semana.

Era uma pergunta idiota a se fazer naquele momento. Mesquinha, até. Ela não tinha que se preocupar com traição. O namoro já estava ruim há muito tempo. Ela deveria se preocupar em como eles resolveriam aquilo da maneira menos dolorosa possível. Se é que havia essa maneira.

- Não. Não fiquei com ninguém. Eu não fiz isso na maldade.

- Ta bom.

Silêncio entre os dois. Ela queria falar, mas não sabia o QUE falar. COMO falar. Ele, como sempre ficava quieto. Só o som infernal da praça de alimentação.

- Vamos sair daqui, ta muito barulho e eu mal consigo te ouvir.

Sentaram um do lado do outro num canto de uma escada em algum lugar daquele campus enorme da faculdade. Aí foi a vez dele falar.

- Não dá mais. Você tem se magoado por minha causa e eu não quero mais namorar. Ta insustentável tudo isso e precisamos terminar.

Pronto. O veredicto foi dado. Tudo aquilo que ela mais temia em escutar e ao mesmo tempo queria ter coragem pra dizer. Ela sabia que isso ia acontecer uma hora ou outra. Era ISSO o que ela queria ter dito a ele meses atrás, quando seus sentimentos estavam menos machucados. C. engoliu a seco e respondeu:

- Tudo bem. É o melhor que a gente faz.

Eles ainda ficaram mais um bom tempo conversando. C. tentou ao máximo não chorar nem demonstrar muitos sentimentos. Era muita chantagem emocional barata chorar na frente do seu agora ex-namorado.
Caramba, como esse pensamento doía. O cara mais lindo do mundo. Mais especial, carinhoso, que tinha absolutamente tudo a ver com ela e que dizia que a amava tanto... agora era seu ex namorado. E a banda que eles tinham em comum? Ela resolveu que iria continuar mas que a partir do momento que aquilo começasse a machucá-la, iria pular fora. Ele concordou. Não queria terminar brigados, com raiva um do outro. Ela ainda tentou argumentar. Se desarmou completamente dizendo tudo aquilo que sentia; seus medos e suas aflições; seus desejos e o quanto estava triste com tudo aquilo.

Voltaram juntos da faculdade pela última vez. Desceram juntos na mesma estação de metrô da última vez. E pela última vez ela o acompanhou até a porta do seu ônibus. Se abraçaram e ele disse no seu ouvido:

- Por favor, não me odeia.

As lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto. Ele tentou olhar nos seus olhos, mas ela abaixou a cabeça. Olhando para sua mão, tirou a aliança do seu dedo. J. tentou fazer o mesmo com ela, mas ela não deixou e disse:

- Elas vão ficar comigo. Tchau.

E foi assim que tudo terminou. C. entrou dentro do ônibus que a levaria para casa. As lágrimas agora corriam fartas pelas suas bochechas. Tudo aquilo que ela não tinha chorado na frente dele, iria fazê-lo agora.
Ela sabia que iria sofrer muito. Sabia que aquele sentimento de vazio iria tomar conta dela. O que ela não sabia é que iria durar mais tempo do que ela poderia aguentar...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Notas de um término doloroso parte I


Toda vez que chega no mês de Agosto, mais especificamente décimo primeiro dia desse mês, C. fica mais melancólica, quase que triste.
Ela sempre se lembra do que aconteceu nesse dia, nesse mês dois anos atrás.

Em 2008, o dia 11 caiu numa 2ª Feira. E no fim-de-semana anterior à esse dia, ela tinha passado 3 dias seguidos chorando, afundada numa tristeza e agonia que parecia não ter fim. Que a sufocava desde abril daquele mesmo ano. As lágrimas e o coração acelerado por medo de alguma coisa dar errado já eram rotina na sua vida pacata, sem graça e arrastada. Eram 5 meses de dúvidas, inseguranças, angustia, tristeza, esperança, medo. 5 meses que ela sabia que precisava tomar uma decisão que mudaria completamente o rumo de sua vida. Ela sabia qual era a decisão a tomar, qual seria a mais certa tanto para ela quanto para ele... mas ela não tinha colhões para isso. Preferia empurrar todos esses sentimentos ruins a eliminar o causador de tudo isso de uma vez por toda de sua vida.

No sábado, 9 de agosto C. passou o dia trancada dentro de casa, sozinha. Sua mãe tinha ido visitar seu pai. Ainda bem que ela estava sozinha. Pois assim poderia chorar tudo o que queria chorar, na desesperada tentativa de eliminar aquela dor no peito que ela sentia. Uma dor tão forte e tão real que parecia que ela poderia pôr a mão. Fazia muito frio, chovia constantemente e o sol não tinha dado as caras. Era o tempo perfeito para curtir uma fossa.
Tentando recuperar seu namoro, ela tinha ligado para J. convidando-o para almoçar. Ele ia tocar com sua banda em outra cidade à noite; ela tinha um aniversário para ir e no Domingo não daria tempo de se encontrarem. Ele não quis almoçar com ela. Estava frio ao telefone, não deu a mínima. Nem quando ela começou a choramingar no outro lado da linha. “Não quero chorar na frente dele”, ela pensou. Sempre achou que chorar na frente do namorado era uma chantagem emocional barata que só servia para que ele pisasse ainda mais em cima dos seus sentimentos. Quando pôs o telefone no gancho, as lágrimas aumentaram de intensidade, assim como a chuva lá fora. Querendo desabafar com alguém, ligou pra sua amiga:
- por favor, vem aqui em casa. Não sei mais o que eu faço.

Sua amiga veio. Elas conversaram e C. ouviu mais uma vez que precisava ter forças para terminar esse namoro que mais parecia um elefante pesando 89 toneladas. C. ficava cada vez mais desesperada quando ouvia esses conselhos. Ela SABIA que precisava pôr um fim nisso tudo. Mas o que ninguém parecia entender era que ela simplesmente não tinha CORAGEM para isso.

C. e sua amiga foram ao aniversário à noite. Foi bom, porque ela dançou a noite toda, deu risada e por ora conseguiu esquecer tudo de ruim que estava acontecendo na sua vida. Mas no momento que entrou no táxi de volta pra casa, todos os fantasmas que ela tinha exorcizado voltavam a assombrá-la. O domingo de dia dos pais não foi o suficiente para que ela esquecesse tudo. Sua tia fez a pergunta que não deveria ter feito:
- e aí, e o namorado?
- meu namoro ta uma bosta, tia. Nem queira saber.

(Continua)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Lembranças


Esse fim-de-semana que passou, eu estranhamente senti uma saudade forte sua. Coloquei um cd pra tocar com músicas de uma banda que eu sei que você gosta e resolvi abrir a minha caixinha. A caixinha de Pandora, onde meses atrás quando fomos almoçar juntos pela última vez, eu a lacrei com cadarços velhos amarrados, escrevi bem grande NÃO ABRIR e joguei lá no fundo da parte mais alta do meu armário. Assim, ficava mais difícil ter acesso à todas aquelas fotos, os set lists dos seus shows (que eu ia toda orgulhosa, empunhando uma máquina fotográfica e registrando tudo, pois achava você em cima do palco a coisa mais linda do mundo), a carta e pequenos detalhes que só faziam sentido pra nós.

Mas esse fim-de-semana eu resolvi abrir essa caixa. E revi todas as fotos, parando em cada uma delas por longos minutos, prestando atenção em mim, em você, em nós dois. Pra poder olhar de novo o seu sorriso, que foi o que me conquistou logo de cara assim que te conheci. Pra olhar uma foto e me lembrar de onde estávamos, o que tínhamos feito naquele dia, o que estávamos escutando e dizendo um para o outro. Pra notar no seu olhar terno e carinhoso pra mim. Olhei pra foto que alguém tirou da gente num Mac Donald's qualquer, logo depois que saímos do motel. Acho que ainda nem tínhamos completado 1 mês de namoro. E era visível a felicidade que estávamos sentindo. Bem nessa hora começou a tocar "Heart of Gold" e me lembrei também da primeira vez que escutei essa música. Estávamos deitados e ouvindo a voz do Zakk Wylde e você me disse: "ainda bem que eu não precisei atravessar o oceano pra achar o meu heart of gold". E enquanto me lembrava disso e ficava admirando nossa foto, eu... eu senti meus olhos ficarem marejados. Foi uma sensação muito estranha. Eu não sentia isso por você há MESES.

Depois li a única carta que você me escreveu em 10 meses de namoro. Me lembrei do dia que você me deu, de onde estávamos (voltando da faculdade juntos, como sempre) e ia fazer só 2 meses que estávamos juntos, que a gente se conhecia. Mas de acordo com a carta, parecia muito mais tempo, porque nos dávamos muito bem e eu era a garota que por tanto tempo você procurou, mas só tinha encontrado quando me conheceu. Você também era tudo o que eu buscava em um homem. E tive sorte de ter vivido essa experiência, mesmo que por menos tempo do que eu desejava. Aí, quando cheguei ao final da leitura da carta, vi o "Eu amo muito você". Isso deixou meu coração ainda mais apertado e a saudade misteriosamente aumentou ainda mais.

Por último achei a embalagem de acrílico em formato de coração com o melhor presente que você me deu. No dia que fez 2 meses que tínhamos nos conhecido. Sentamos na praça de alimentação da faculdade e você disse que tinha uma surpresa pra mim e aí...
Confesso que coloquei a aliança no meu dedo enquanto escutava as músicas e remexia no passado. A impressão que deu era de que ela está mais justa no meu dedo. Será que eu engordei e por isso meu vestido Armani não serve mais? Será que durante esses quase dois anos engordei de mágoa, choro contido, tristeza, angústia e raiva depois que o namoro acabou?
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

Caramba... quase 2 anos já. E pensar que eu só consegui superar a pior fase pós-namoro de Novembro do ano passado pra cá. E mesmo assim (e eu odeio admitir isso), eu ainda sinto um pouco sua falta. Ainda guardo um milhão de lembranças, objetos e memórias. Ainda sinto frio na barriga com certas coisas que se relacionam a você.
Você é meu heart of gold. E acho que sempre vai ser...

sábado, 12 de junho de 2010

Dia dos namorados


Aaahn o dia dos namorados. O famoso 12 de junho. A data que todos os pombinhos aguardam ansiosamente para poderem ter seus momentos a sós, trocarem presentes e fazerem juras de amor eterno.

Para alguns, essa data significa tentar jantar num restaurante um pouco mais sofisticado do que estão acostumados e depois, CLARO irem direto para um motel onde poderão trepar muito, dormirem de conchinha um nos braços do outro e acordarem no dia seguinte com aquele sorriso de orelha a orelha e um olhar de peixe, cara de sonso, borboletas no estômago. Mas claro que antes disso, eles precisarão enfrentar filas imensas, a boa vontade de algum outro casal liberar a mesa para eles no restaurante ou a suíte mais cara daquele motel na beira da Raposo Tavares.

Para outros, essa é a época de gastar os tubos com presentes, surpresas, lingerie nova, flores, chocolates e todos esses presentes clichês de dia dos namorados. Mesmo que a pessoa esteja guardando dinheiro há 26 anos para dar entrada num carro ou numa casa, não importa. No amor vale tudo, inclusive gastar toda sua poupança num presente i-n-e-s-q-u-e-c-í-v-e-l. Mas quem não tem dinheiro guardado, é desempregado ou ganha pouco acaba se virando como pode. Uma carta apaixonada (com direito a perfume no papel), uma telemensagem bem brega, uma única rosa de plástico (por que você quer flor de verdade meu amor? Elas murcham. A de plástico você vai ter prá sempre) ou até mesmo aqueles chamados "telegramas animados", que faz com que a pessoa que o recebe sinta a maior vergonha da face da terra e queira se matar logo em seguida. Ou não, porquê ela está TÃO apaixonada que não consegue enxergar o quão brega é esse tipo de iniciativa.

Alguns casais aproveitam para trocar alianças (o simples namoro pode virar um noivado e um noivado pode virar um pedido de casamento), oficializar a relação mesmo que estejam saindo há 4 anos seguidos e todo mundo no fundo sabe que aquilo ali É um namoro. Outros enfrentam filas quilométricas no Cinemark para assistir à alguma comédia romântica, abraçadinhos. Depois irão comer um founde, e em seguida ele vai deixá-la em casa. Mas não sem antes ficarem se beijando e se agarrando loucamente dentro do carro dele, aumentando o tesão de ambos.

Os casais adolescentes tem um pouco menos de liberdade. No máximo uma voltinha no shopping, a troca de presentes no metrô - presente esse que foi comprado às custas do dinheiro dos pais, por isso é apenas uma lembrancinha - os beijos quentes na frente de todos com direito a velhinhos e velhinhas passando perto e com olhares de reprovação e mais uma vez as juras de um amor que daqui alguns meses vaii acabar, mas na mente do casal, vai ser prá sempre. Mesmo que eles tenham apenas 14 anos.

E sabe aquele casal de amigos que você sabe que o cara trai loucamente a namorada o ano inteiro, dá perdidos, não atende telefonemas? Então, no dia 12/06 ele entra no Orkut dela e deixa o depoimento mais apaixonado, lindo e emocionante que alguém pode receber. Diz que não tem olhos prá mais ninguém, apenas prá ela. E ela retribui com um post no fotolog, onde coloca uma foto dos dois sorrindo e felizes e escreve palavras/frases bonitas como: "nunca amei ninguém na vida até te conhecer", "meu amor por você é prá sempre e nada vai nos separar" ou ainda "como posso me apaixonar pelo mesmo homem todos os dias? você é perfeito". Quem não conhece, diria que eles são o casal-modelo.


Mas nem tudo são flores (com o perdão do trocadilho) nesse dia. Tem aqueles que não namoram, não estão ficando com ninguém. E cada um se comporta de um jeito.
Uns (mulheres de preferência) optam por nem sair da cama. Estouram um balde de pipoca e ficam na frente da televisão assistindo TODOS os filmes românticos que aquele canal da TV paga selecionou especialmente para esse dia. Ela vai se encher de comida, lágrimas e rancor por estar sozinha MAIS UM ANO. E no fundo, ela deseja ser a personagem principal de filmes como 10 coisas que odeio em você ou O amor não tira férias.

Mas também tem aquele grupo de pessoas que não está nem aí. Dia 12 é um dia como outro qualquer. Alguns trabalham, outros encontram seus amigos também solteiros e vão todos para um bar encher a cara e fazer aquele velho discurso de: vamo beber, porquê namorar tá foda. Ou "prá que namorar, meu? Gastar dinheiro com os outros, ter trabalho, dar satisfação. Eu hein, prefiro ficar do jeito que estou".
No fundo, eles sabem que falam isso da boca prá fora. Que o que eles queriam mesmo era um companheiro(a), um cobertor de orelha. Alguém que o fizesse sentir borboletas no estômago quando o beijasse. Alguém que lhe desse um abraço daqueles que não poderia nunca ter fim e que lhe fizesse uma surpresa no tal dia dos namorados.









Quanto a mim, há quase dois anos solteira digo que esse ano comemorei como sempre comemoro: na companhia da minha mãe e comprando roupas novas na José Paulino. Depois, voltei prá casa, coloquei meu pijama, deitei no sofá debaixo do edredom e fiquei vendo TV. Assisti desde "Vai dar namoro", passando por "Diário de um adolescente" e até mesmo comédias românticas melosas onde tudo dá certo no final.
Não, não me enchi de porcarias comestíveis, não chorei compulsivamente e indignada por quê meus casos amorosos não tem um final feliz como nos filmes e nem me senti a criatura mais rejeitada do mundo. Simplesmente porquê, se estou sozinha até hoje, é porque ainda não surgiu AQUELA pessoa. Aquela que vai me deixar tonta, com borboletas no estômago e fazendo declarações apaixonadas aos 4 ventos. Como os casais que eu descrevi lá em cima.


Foto: ROBERT DOISNEAU

terça-feira, 25 de maio de 2010

Eu me lembro do meu primeiro encontro. Tinha 15 anos e ele se chamava Fábio. O conheci numa aula de Kung Fu que fui assistir por insistência da minha amiga que na época praticava a tal arte marcial. Ele era o professor, e ao final da aula ele sentou do meu lado, puxou conversa e no dia seguinte ele já sabia meu telefone e estava me ligando.

Foram 5 dias de ligações direto, às vezes mais de uma por dia. Horas a fio (com o perdão do trocadilho) de conversa e xaveco furado (isso eu percebo hoje, aos 23 anos. Mas na época era o máximo, CLARO), até que um dia ele resolveu me chamar prá sair. Numa 5ª feira, ele iria me buscar na porta do colégio.

Aquele dia do encontro foi um dos dias mais longos da minha existência. A ansiedade começou já de manhãzinha. O colégio que eu estudava não usava uniforme, então era preciso escolher uma roupa decente pro meu PRIMEIRO ENCONTRO. Dava graças aos céus por não precisar uma calça de tactel azul marinho horrível qualquer, uma camiseta branca com um logo estúpido na frente e uma mochila nas costas.
As horas não passavam. As aulas pareciam que iam durar uma eternidade. Me dava dor de barriga de tanto nervoso; tanto que na hora do intervalo eu nem consegui comer. Aliás, nunca em toda minha vida acadêmica eu desejei tanto que um intervalo acabasse LOGO. Na sala de aula, eu ficava com um olhar fixo no relógio pendurado em cima da lousa. Talvez com a força do meu pensamento, o ponteiro maior iria parar no número 6 e o ponteiro menor do número 12, quem sabe. As aulas de matemática que já não faziam sentido prá mim desde a 6ª série, naquele dia pareciam fazer MENOS SENTIDO AINDA. Me sentia o próprio Charlie Brown ouvindo sua professora: blá blá blá. SOCORRO! Alguém aí adianta o tempo, pelo amor de Deus, Preciso ir para o meu encontro o mais rápido possível, será que ninguém percebe isso?





FINALMENTE! O tão esperado soar do alarme tocou. Parecia o coro dos anjos, trombetas celestiais anunciando as boas novas. Eu saí correndo da sala de aula parecendo uma louca. Desci as escadas voando, quase que tropeço e caio. "Vai tirar a mãe da zona?" ouvi de alguém que empurrei prá abrir passagem. Cheguei na portaria do colégio, passei minha carteirinha na catraca e finalmente estava livre. Ele estava lá me esperando. A voz que eu tanto ouvi durante os últimos dias materializou-se na minha frente, diante dos meus olhos com miopia.

O encontro em si não foi nada demais, mas isso eu só percebo hoje, depois de 8 anos. Só fizemos andar pela Avenida Paulista, comer no Mc Donald's, beijar na boca e me sentir o máximo, pois afinal de contas era o meu primeiro encontro. E prá minha concepção à epoca, era mais que perfeito. Pfff..
Depois que voltei prá casa e o tão esperado encontro acabou, eu estava feliz mas ao mesmo tempo me sentia estranha, vazia. Um saudosismo imediato tomou conta de mim e eu não conseguia entender bem o porquê. Foi quando eu finalmente consegui compreender aquilo que o meu pai sempre me dizia: "o melhor da festa é esperar por ela". Toda aquela preparação, a ansiedade, os minutos intermináveis que haviam me torturado eram substituidos por essa sensação tão nova para mim.

Eu tinha 15 anos na época. E mal sabia que esse sentimento se repetiria por tantas outras vezes, em situações diversas.
Até hoje eu não sei lidar com isso.

terça-feira, 11 de maio de 2010


Como quase todos os Domingos tediosos, eu resolvi dar um passeio pelo Center 3, olhar as roupas da feirinha e eventualmente gastar um dinheiro. Mas eu estava com uma sensação meio esquisita, alguma coisa fora do comum ia acontecer, eu tinha quase certeza disso.

E minha intuição não falhou. Lá estava eu passando na frente do Starbucks quando eu vi ele. E COM ELA!!! Fazia o que, uns 2 meses que eu nunca mais tinha visto ele na minha frente, nem sabia se estava vivo ou morto. E ela... ela que eu nunca tinha visto pessoalmente, apenas por fotos no Orkut. E eu sempre pensava: mas que menina mais sem graça, feinha, coitada. E ao vivo ela era... exatamente o que eu imaginava! Um picolé de chuchu num corpo de “mulher”. E foi quando eu estava parada no meio do shopping olhando prá eles dois sem piscar, com as pessoas esbarrando em mim que ele me viu. E eu senti que as bochechas dele começaram a queimar de nervoso. E estranhamente, eu estava super calma. E mais que isso, tomei coragem de ir andando em encontro do casal para CUMPRIMENTÁ-LO.

Quando cheguei perto, percebi que ele não sabia onde enfiar a cara. E eu, calmamente:
- Oi... tudo bom?
- Errr.. tudo bem, e você?
- Comigo? Comigo ta tudo ótimo... e você, quem é?

Nesse instante, me virei prá falar com ela. Um pouco mais baixa que eu, não me apresentou nenhum perigo, não me senti intimidada. E nesse exato momento, se ele pudesse tomá-la no colo e sair correndo dali, eu sei que ele faria.

- Eu sou a XYZ. Prazer, o seu nome?
- Aaaahn, então você que é a XYZ? Eu sou a Ana Clara. Ele deve ter falado muito de mim prá você, né?

As palavras me escaparam da boca assim sem mais nem menos. Ele me olhou com um olhar ameaçador, querendo me censurar por aquilo. Eu deveria estar arrependida, mas não. Queria dar corda naquela conversa, pois sentia uma diarréia verbal chegando. Era agora ou nunca. Ela me olhou com uma cara surpresa:

- Não, ele nunca me falou de você?

O quê? Faz o que faz e nem comenta a meu respeito?

- Nossa, que estranho. Sabe quando ele te traiu no feriado de Corpus Christi ano passado enquanto você viajava? Então, foi comigo. Sabe, na hora foi ótimo mas depois eu fiquei super arrependida, porquê ele tinha uma namoradinha já. Mas depois dele ter terminado com você, ele ficou me cercando durante uma semana até que no outro fim-de-semana ficamos de novo e então não nos largamos mais.

Eu não podia acreditar que realmente estava falando aquilo. Ela não sabia o que falar, me fitava com uma expressão chocada. Ele então, nem se fala. Estava sendo o reencontro perfeito. Continuei.

- Sabe, eu e ele nos dávamos super bem em tudo, TUDO. A gente curte quase as mesmas coisas, tinha assunto prá caramba. Claro que ele não te contou isso, mas no dia que vimos o show do Faith no More no Maquinaria, ele me disse depois: caramba Ana, ver show com você é uma delícia, você não fica pesando na minha. A XYZ era muito desanimada, ainda bem que terminamos. Não tinha mais nada a ver. Pois é menina, ele falou isso.
E na cama então? Nossa, como a gente se dava bem. Fiz várias coisas que ele nunca tinha feito nem com você, que namorou com ele há 4 anos e a nossa química era absurda, viu?

- Você acredita que ele chegou a me pedir em namoro? Pois é... eu tava meio receosa, porquê achava que ele ainda não tinha se livrado totalmente da sua presença. Mas acabei aceitando, porquê ele disse que estava to-tal-men-te apaixonado por mim. Pena que o namoro durou pouco e no fim das contas ele resolveu ficar com você. Mas sabe que isso nem é tão ruim assim? Eu disse a ele quando fiquei sabendo que vocês iam voltar, que ele só iria ficar com você porquê você é muito fraquinha, coitada. Enquanto vocês estão juntos, ele pode pular a cerca o quanto quiser, porque você aceita. Aliás, como que pode né? Ser traída 3 vezes e mesmo assim falar que ama e que perdoa? Se fosse comigo, ia ser 1, 2 prá mandar secar gelo, porque tem coisas que eu não aceito. É, vocês se merecem mesmo. Boa sorte ao casal, beijos.

E virei as costas, sem mais nem menos me sentindo uma vitoriosa. Enfim eu destruíra de vez aquele pseudo relacionamento e abrindo os olhos da pobre coitada. Enquanto me afastava dos dois, ainda dei uma olhadinha de canto de olho e os vi discutindo. Quer dizer, só ela falando, reclamando e apontando o dedo na cara, porquê ele estava destruído, arrasado. Falar o quê, argumentar o quê? Ele me olhou também de baixo prá cima, e eu dei um sorriso meio de lado cínico. Prá completar, fiz um tchauzinho e sumi de sua vista.

O reencontro perfeito, digno de filmar e colocar num filme. Pena que foi tudo sonho, e fui transportada dessa cena maravilhosa para minha cama com o celular despertando as 8:15.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Olhos nos olhos


Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais


E que venho até remoçando
Me pego cantando, sem mais, nem por quê
Tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você


Quando talvez precisar de mim
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos
Quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz



~*~

Na minha humilde opinião, Chico Buarque é um dos compositores mais maravilhosos que a música brasileira já produziu. Como é que pode entender assim a alma feminina? Isso é exatamente o que toda mulher algum dia quis dizer prá um homem... é exatamente o que EU quero dizer prá você agora.

Eu fiquei triste e me senti rejeitada, mas agora eu vejo que definitivamente você não é o único e que vai aparecer alguém que vai me amar, me desejar, me cuidar e me respeitar, bem mais do que você poderia imaginar, bem mais do que você poderia ter feito.

Você merece uma vida exatamente assim: medíocre, sem-graça, rotineira e vazia. E quando você conseguir me encarar de frente, sem medo de me olhar DE VERDADE (lembra quantas vezes você dizia ter medo do meu olhar, que era expressivo?) você vai perceber que eu estou bem mais feliz sem aquela insegurança que você me trazia.

Have a nice life

segunda-feira, 8 de março de 2010

Baseado em fatos reais II


Até que um dia – e G. não sabe dizer ao certo quando foi e nem como as coisas se desenrolaram – ela e seus pais começaram a achar essa história muito suspeita. Afinal, se o cara tinha tanta grana assim, por quê ele nunca conseguia vir para o Brasil. G. sabia que ele havia deixado alguns parentes, amigos e até uma ex-namorada por aqui. Aliás, ex-namorada que de vez em quando se fazia presente, mandando mensagens virtuais mal-educadas prá G. Coisas como “pára de dar em cima dele, sua vaca. Se ele não vai ser meu, não será de ninguém” entre outras frases feitas típicas de mulher despeitada que não consegue aceitar o fim do relacionamento.
Enfim. O cerco foi se apertando, a desconfiança foi crescendo... até que chegou o dia da descoberta. Rastrearam os e-mails que L. mandava para o computador de G. e descobriram a coisa mais absurda: que L. na verdade NUNCA EXISTIU. Durante 3 anos, quem mandava esses e-mails alimentando uma história de amor de mentira era A., a esposa do tio de G!!!

Sim leitor. Isso mesmo que você leu. L. não existe, nunca existiu. Nunca houve alguém que viu fotos de G. e se interessou. Ele nunca morou em nenhum país, não tinha irmãozinho com leucemia e nem ex-namorada despeitada, simplesmente porquê o próprio L. NUNCA EXISTIU! A. conseguiu ser tão perversa, maldosa e louca, que durante 3 anos ela criou um personagem e deu a ele vida, amigos, família, viagens... uma história!
Os motivos prá que ela tenha feito isso com G.? As opiniões variam entre inveja, esquizofrenia, loucura ou até mesmo uma paixão de A. por G.
Os motivos prá que G. tenha conseguido cair nessa história tão direitinho? Ela não sabe exatamente explicar, mas crê que foi um conjunto de fatores. Fragilizada emocionalmente, carente e precisando de alguém que a fizesse se sentir bem, desejada e querida. E L. fazia isso. L. sabia todos os gostos de G., suas preferências, seus sonhos, ambições, o que a agradava e o que a desagradava num homem. E tudo isso só foi possível porquê G. era MUITO amiga de A. Prá montar um perfil adequado, foi fácil.

Ao ler isso você se pergunta: como que uma pessoa instruída, de boa família consegue cair no velho conto do namoro via internet? Por um lado eu Ana Clara consigo entender o questionamento. Mas veja leitor: G. era uma menina sem malícia. Sua pré e sua adolescência foi por conta do ballet, dança que ela se dedicava desde os 5 anos. Entre ensaios, apresentações e festivais, restava-lhe pouco tempo para festinhas, baladas, viagens entre amigos. G. foi a última menina da sala a beijar na boca e a menstruar. E a última também a perder a virgindade. Natural que sua malícia seja menor que suas amigas, que começaram a, digamos assim, “vida sexual” mais cedo. O fato é que A. foi altamente manipuladora e conseguiu atingir G. no ponto certo.
Ainda bem que G. tem uma família muito unida. A família mesmo, e não agregados que chegaram depois, como foi o caso de A. E justamente por essa união, ela conseguiu superar essa história, dar continuidade em sua vida, principalmente a amorosa.





(Essa história aconteceu mesmo. Não foi comigo, mas com uma amigona minha que eu conheço desde que tenho 7 anos. Não fiz nenhuma adaptação prá escrever o fato, tudo o que está publicado aconteceu EXATAMENTE dessa maneira).

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Acabei de assistir um filme ótimo no Telecine. É aquele brasileiro, chamado Divã. Com a Lílian Cabral, Reynaldo Gianechinni, Cauã Reymond etc etc etc. Nunca tinha assistido e gostei muito da história em si, do roteiro e dos diálogos. Mas acho que a minha cena favorita, foi uma das últimas em que ela tava conversando com o ex-marido dela sobre a atual namorada do cara. E ela fez uma comparação MUITO BOA, que eu jamais tinha parado prá pensar.

Ela disse que a sensação que ela tinha em relação aquilo tudo, era como se ela tivesse emprestado um vestido Armani prá amiga dela. Daí, o vestido ficou muito melhor na amiga do que na dona. Aí, a amiga levou o vestido prá festa, sujou, derrubou vinho, manchou... e mesmo assim o vestido continuou lindo nela. A mulher diz que é assim mesmo sentimento de ex-mulher, que sempre rola uma pontinha de ciúmes. Mas é porquê é um vestido Armani, coisa fina e a amiga tem que cuidar direito di vestido. Aí o ex-marido pergunta: e se ela não cuidar? Ao que ela responde: eu tomo ele de volta!






E engraçado, porquê é exatamente assim como eu vejo meu ex-namorado. Eu gostei MUITO dele e logicamente sofri horrores quando a gente terminou. Aliás, passei mais de um ano sofrendo por ele. Quando ele começou a namorar em maio do ano passado, eu fiquei muito brava, chateada, xingava a namorada dele de tudo quanto era nome. Enfim... passada essa minha raiva e depois que eu consegui gostar de uma OUTRA pessoa, eu vi que realmente, meu ex-namorado é como se fosse o meu vestido Armani. Eu emprestei ele prá menina e ela ficou muito bem nele. Tão bem que, ao contrário do que eu imaginava (tá, ao contrário do que eu DESEJAVA), o namoro tá durando e os dois parecem felizes.
Talvez esse "vestido" ficasse justo demais em mim, marcasse muito meu corpo e mostrasse meus defeitos além da conta. Em outras palavras... ele me serviu nos primeiros meses, mas depois acabei engordando e não pude mais vesti-lo. E coisa boa a gente não joga fora, a gente empresta, passa frente. Foi isso que aconteceu e talvez se eu tivesse pensado dessa forma antes, minha separação teria sido menos dolorosa.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

1ª cagada amorosa do ano detect!

Não adianta você virar o ano falando que não vai fazer merda com os relacionamentos, que não vai se machucar e vai se proteger, porquê isso é femininamente IMPOSSÍVEL! E se for comigo então, aí que fica mais impossível ainda... sou a rainha das cagadas, de fazer as coisas sem pensar e depois me arrepender depois.

Resolvi aceitar o inocente convite de ir tomar uma cerveja com um casinho meu da adolescência no sábado a tarde. Claro que eu inconscientemente sabia que ia acabar ficando com ele, e mais nada. Daí quando eu me dou conta, a cerveja ia ser na casa dele... VAZIA! E é CLARO que a idiota aqui acabou indo pro quarto do cara. Incrível como que eu tenho a capacidade prá essas coisas. Eu não tava com tesão NENHUM, com vontade NENHUMA prá nada, NADA. Mesmo assim fui lá e fiz.
A consciência pesou, deu uma vontade louca de chorar, puta sensação de vazio. Isso sem mencionar o fato de que o sexo em si foi beeeem meia boca, viu? Se ainda tivesse mandado bem, provavelmente o arrependimento seria menor.




Enfim, isso só mostrou o quanto eu ainda tô vulnerável emocionalmente. E sim, o quanto eu sinto uma falta DO CARALHO de você seu merda, ridículo. Não só pelo sexo em si (que eu já disse que era MUITO BOM), mas das conversas no MSN e no telefone. Porra, a gente era amigo antes de mais nada... ter perdido isso também tá sendo meio painfull prá mim.
Foda é ter que ter passado por isso prá me dar conta de certas coisas.... eu mereço!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Like a Star

Just like a star across my sky
Just like an angel off the page
You have appeared to my life
Feel like I'll never be the same
Just like a song in my heart

Just like oil on my hands
Honor to love you

Still i wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind


You've got this look i can't describe
You make me feel like I'm alive

When everything else is a fade
Without a doubt you're on my side
Heaven has been away too long
Can't find the words to write this song
Oh... Your love

Still i wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind


I have come to understand
The way it is
It's not a secret anymore
'cause we've been through that before

From tonight I know that you're the only one
I've been confused and in the dark
Now I understand

I wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
I wonder why it is
I wont let my guard down
For anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind


Just like a star across my sky
Just like an angel off the page
You have appeared to my life
Feel like I'll never be the same

Just like a song in my heart
Just like oil on my hands









Comecei a ouvir essa música agora e me deu um aperto no coração MUITO FORTE! E isso me deixa LOUCA, porquê eu NÃO POSSO MAIS SENTIR ISSO POR VOCÊ, seu merda!
Você me deixou com muita raiva de mim mesma e de você, me tirou do sério, me deixou triste, carente e sem entender NADA! E mesmo assim, MESMO ASSIM quando eu paro, penso e lembro as coisas legais que a gente fez, eu tenho quase certeza de que AINDA GOSTO DE VOCÊ!

Prá quê né velho? Prá que ter me envolvido até o pescoço prá depois você falar que vai tentar ficar com a ex? Isso me deixa enfurecida, espumando de raiva quando lembro do que eu tive que ouvir no sábado POR TELEFONE. Daí, eu lembro das coisas boas, das baladas, do fim-de-semana do Maquinaria, de andar no seu carro e dar risada com os seus comentários estúpidos, do quanto era gostoso beijar você, abraçar, de como você ficava LINDO quando soltava o cabelo e de como o sexo era uma delícia. E minha raiva REDOBRA! Porquê eu penso nisso com saudade, querendo ter tudo isso de volta.
COMO QUE EU POSSO QUERER ISSO, SENDO QUE VOCÊ DEU A MANCADA DO SÉCULO COMIGO???

Você foi a maior alegria na minha vida nos últimos meses e ao mesmo tempo a maior decepção!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Minha última aventura amorosa foi ter engatado um relacionamento muuuito intenso com um cara que namorava fazia 4 anos. Ele namorava quando ficou comigo e logo em seguida ele foi lá e terminou com ela, prá LOGO EM SEGUIDA ele começar a ficar comigo. Mas ficar sério mesmo... de ligar todos os dias, me buscar na faculdade, levar prá motel, prá jantar, no cinema. Digamos que era um namoro não-oficial.

Na época eu tava super carente e quando ele começou a me cercar por todos os lados, é claro que eu amei né? Fui me deixando envolver, fui curtindo e ele me mostrou que eu podia sim gostar de outra pessoa além do meu ex-namorado - por quem eu nutria uma fossa fazia mais de um ano. Mas sei lá, no fundo, beeeem lá no fundo eu sabia que essa história ia dar errado. Afinal, o cara terminou um namoro de QUATRO ANOS, né? E eu sempre, SEMPRE ficava perguntando prá ele: "tem certeza que é isso que você quer? Às vezes é só uma fase que vocês tão passando, sei lá". E ele seeempre respondia: "não meu, é isso mesmo que eu quero, não tava dando mais prá mim. Já empurrava esse namoro com a barriga fazia tempo". Aliás, esse lance dele estar empurrando o namoro com a barriga, aparentemente é verdade. Eu e ele temos duas amigonas em comum e as duas disseram a mesma coisa. Inclusive, uma delas disse que nunca tinha visto ele se comportar com a ex do jeito que ele tava se comportando comigo.

Ok, fui levando, curtindo, aproveitando... sem pressa nenhuma prá nada, sem fazer pressão prá namorar. Até que um dia, depois de um fim-de-semana DELÍCIA que a gente teve juntos, ele me solta o: Ana, não tá dando mais. Eu tô com medo, não sei se quero alguma coisa séria agora, sou muito confuso e você não me merece, vamos ter que parar de ficar. Já era a SEGUNDA vez que ele fazia isso comigo e eu fiquei beem chateada, triste até. Mas tudo bem, entendi o lado dele e vamo que vamo. Só que ele continuava me ligando, me chamando no MSN. Então prá mim, ainda tinha alguma coisa em aberto. A gente precisava se encontrar mesmo prá ele me devolver umas coisas, e eu já tinha planejado que ia perguntar se ele tinha certeza MESMO de que não queria mais ficar comigo. Assim, só por desencargo de consciência. Daí, semana passada ele me ligou e disse que pensou melhor e que IA TENTAR VOLTAR COM A EX!!! Claro que eu fiquei PUTA DA VIDA, xinguei ele de tudo quanto era nome, berrava no telefone, falei que era um egoísta mimado e que ele tinha perdido meu respeito, bati o telefone na cara dele e acabou, morreu!



Bom, na real o ponto principal desse post não é falar muito sobre isso. E sim falar sobre o que eu senti depois que a minha raiva passou. Contrariando todas as minhas expectativas, eu não fiquei mal, não fiquei na fossa e nem pensando: meu Deus, sou tão feia que ele prefere voltar com a ex, pobre coitada de mim.
Pelo contrário. Essa história toda me mostrou o quanto eu SOU FODA! Sim, foda! Porquê ao contrário da ex dele, eu não sou de engolir sapo e muito menos traição. Sou porra louca mesmo, falo o que eu penso na lata, não tenho vergonha de falar pinto, buceta, meter, trepar e qualquer boteco prá mim tá ótimo se eu quiser beber uma cerveja.
Não peso na de ninguém, não mio balada porquê tô CANSADA, sou intensa, verdadeira e briguenta. Isso sem contar que eu tenho certeza ABSOLUTA de que sou MUITO MAIS GATA que ela e mando melhor na cama do que a dita cuja! #prontofalei

E se ele não quis ficar comigo, é porquê ele não é HOMEM o suficiente prá me aguentar. Se ela abaixa a cabeça prás traições e indecisões dele, eu não faço isso e ele SABE! Então claro... muito mais fácil ficar com uma menina passiva, trouxa e fácil do que comigo, né?



A única coisa que eu queria DE VERDADE era que a menina não aceitasse o cara de volta. Que desse uma luz na cabecinha dela e ela falasse NÃO, OBRIGADA. Só prá ver ele ficar sozinho, na merda e sem ninguém por perto.
Quem sabe...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ontem eu fui almoçar com duas meninas que trabalham comigo. Na verdade, o real propósito desse almoço, era eu contar prá elas o que tinha me acontecido no sábado e eu ouvir a opinião de mais duas pessoas. (eu falo que esse era o real propósito do almoço, porquê eu sempre vou almoçar sozinha)

Comecei a contar, quando chegou na parte crucial da história, elas ficaram pasmas, não acreditaram, me deram toda a razão por estar puta da vida, falaram aquilo que eu já sabia - que ele não presta, que é um idiota, babaca, mau caráter - e enfim. Daí começamos a desenvolver melhor o assunto, até que tocamos num ponto crucial o qual eu já havia conversado com a minha mãe na semana passada.
Tanto as meninas do meu trabalho que namoram há anos, como eu - que estou solteira há mais de 1 ano - tem a mesma reclamação: homem é muito bundão. Eles não prestam prá nada, NADA. Não te defendem, nunca sabem o que querem, ficam com cara de bobo prá tudo. Se eles estão tristes na faculdade, descontam na coitada da namorada. Se se sentem infelizes ou insatisfeitos no trabalho, sobra prá quem tá no relacionamento. Até mesmo coisas simples como decidir o que vai ser feito do fim-de-semana do casal vira um tormento. Você pergunta se ele quer sair prá jantar ou ir ao cinema, e ele responde um "tanto faz". Daí você escolhe o cinema e pergunta que filme ele quer assistir. A resposta: "você quem sabe".

Detalhe: eu e as meninas temos em média 21, 24 anos. Minha mãe que já tem lá seus 50, já chegou a reclamar prá mim que meu pai era assim meio bundão. Pior: MEU AVÔ era bundão... e É até hoje!
Ou seja... isso não é demérito só da minha geração. Pelo visto os homens já nascem com um gene faltando. O gene da coragem, da presença de espírito, da firmeza e dependendo do homem, até da personalidade.
Será que o feminismo tomou proporções tão gigantes que nós mulheres teremos que fazer TAMBÉM o papel do homem na relação? Será que a gente que vai ter que bater o pau na mesa no lugar deles?

Bom... se for isso mesmo. Se for prá desempenhar dois papéis, acho que vou acabar sozinha mesmo. Porquê eu descobri que não tenho paciência AT ALL prá isso!