Esses dias eu estava trocando mensagens por Whatsapp com o meu namorado quando comentei que estava finalmente chegando a melhor estação do ano. Ele perguntou qual e eu respondi: o outono. Ele não conseguiu entender o por quê e perguntou: mas o que tem de bom no outono?
O que tem de bom???
Só o fato de não ser mais verão e não fazer mais aquele calor insuportavelmente incômodo seria motivo suficiente pra eu amar o outono, mas tem mais:
- Raramente chove. Eu sei que pra algumas pessoas isso é chato, principalmente aqueles que tem problemas respiratórios, rinite etc etc etc. Mas é um alívio saber que, pelo menos por alguns meses, não vamos mais ter aquelas chuvas homéricas, destruindo tudo pela frente, causando congestionamentos horrorosos todo santo dia. Ou seja, se der vontade de sair do trabalho as seis horas EM PONTO, pode ir sem medo de ser levado(a) por uma enxurrada e acabar morto(a) dentro de um córrego.
- Os dias são muito mais lindos. O sol não é aquela coisa horrorosa de quente, bate uma brisa fresca (e dependendo do dia até mais geladinha), as manhãs e as noites são mais gostosas e friozinhas... e a cor do céu então??? Sério, eu sou completamente apaixonada pelo céu de outono, não há NADA parecido em nenhuma outra época do ano. O azul é mais azul, as nuvens ficam mais coloridas... ahn sei lá, é LINDO DE MORRER!
- Muito mais agradável pra dormir. Nada de ficar com a janela do quarto aberta torcendo pra bater um ventinho. Nem de ficar rolando na cama porque o colchão tá quente demais e você não encontra um lugar confortável. Fora que né? Dormir de edredom é muito mais gostoso.
- No verão, você sai do banho já precisando de outro. Isso é uma das coisas que mais me irrita no MUNDO. No outono tem isso? Não, claro que não! Sai tranquilamente do seu banho quentinho, pode secar o cabelo, fazer o esforço que quiser e vai continuar limpinho(a). Aquela maravilhosa sensação de banho o dia todo...
- As roupas começam a ficar mais bonitas (praqueles que sabem se vestir, CLARO), a moda é mais bonita e eu não sou mais obrigada a ver aquelas mocinhas com seus pés cascorentos, esbranquiçados e com esmalte descascando usando sua rasteirinha da Lui Lui. Claro que sempre tem umas sem noção, mas a chance disso acontecer é menor.
- O outono e os seus dias mais friozinhos me trazem uma melancolia que eu gosto muito. Não, eu não fico triste. Mas essa sensação de melancolia que o outono me traz me deixa bem comigo mesma. Fora que eu acho uma estação extremamente romântica, hehehehe
- Não sei com vocês, mas eu me sinto MUITO MAIS animada quando tá mais friozinho. Obviamente que se eu pudesse escolher não ter que acordar cedo pra trampar, eu escolheria. Mas já que tenho que fazê-lo, prefiro que seja no frio. Dá mais vontade de sair na rua, passear, fazer balada... enfim, dá muito mais ânimo.
- E pra completar... o outono é uma estação antes do inverno.
Quer mais que isso?
Que venha e fique por um bom tempo!!!
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segunda-feira, 22 de abril de 2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
2012: um balanço
Eu sempre tive um certo preconceito com anos pares. Parece besteira, mas é uma coisa muito minha. Meu ano de 2008 por exemplo, foi o pior ano de toda minha existência. Fui mandada embora de dois empregos, meu namoro terminou - e isso significou a fossa mais pesada que eu já passei e que perdurou até quase o final de 2009 - e nem a minha viagem pra Buenos Aires com os amigos pra ver o show do Motley Crüe foi o suficiente para apagar essas memórias ruins.
2010 também foi um ano bem mais ou menos. Valeu por ter emagrecido pra caramba naquela época e talz, mas sei lá... parecia que faltava alguma coisa. Essa história de ter ficado enganchada com alguém que nunca soube o que quis de mim, foi minando as minhas forças. Foi um ano pesado por causa do TCC, vários finais de semana trancada dentro de uma cozinha com mais 5 pessoas, correndo pra entregar o trabalho que ia definir minha nota mais importante na universidade.
Mas em 2012 tudo foi muito, muito diferente. Mais diferente do que eu poderia imaginar.
Em 2012 eu conheci gente nova. Gente de outros países, de outros continentes. Conversei muito com eles, troquei informações, aprendi coisas novas, gastei meu inglês e ouvi inúmeros elogios em relação a ele.
Em 2012 eu voltei a ter contato com gente que eu não via fazia tempo. Me afastei de quem me fazia mal, me atrasando emocionalmente. Demorou, mas eu finalmente consegui deixar de lado e esquecer. Se não deu certo nesse tempo todo, então é porque jamais daria, ué. Simples assim.
Em 2012 eu tirei minhas primeiras férias desde 2005. Consegui juntar dinheiro, comprar passagens, reservar hostels, tudo por conta própria. O que pra mim, Ana Clara, foi um feito muito grande já que eu sempre fui muito mimada e sem iniciativa alguma. Conheci um país novo, lugares inacreditáveis, paisagens maravilhosas, comi coisas diferentes e de quebra conheci O cara.
Graças a esse cara, em 2012 eu voltei a sentir coisas que eu achei que estavam enterradas em mim debaixo de uma montanha de sentimentos mal resolvidos. Tive que reaprender meu espanhol, e agradeço DE VERDADE por todas as aulas que tive durante 9 anos da minha vida escolar. Finalmente elas me serviram para alguma coisa.
Em 2012 eu quebrei meu preconceito com o Rio de Janeiro ao passar um feriado maravilhoso ao lado de pessoas super queridas. Curti a praia, tomei mate com limão, fiz balada carioca... tudo isso com direito a ficar hospedada no pé de uma favela em Copacabana. Quem diria...
Também viajei muito em 2012. Ahn, mas você só viajou sempre pro mesmo país, Ana, alguém vai dizer. Sim, viajei 3 vezes pro mesmo país. Mas a cada viagem, eu voltava com uma bagagem cultural e emocional GIGANTESCA. Conheci pessoas lindas, tomei cervejas diferentes, tirei milhares de fotos... um misto de sensações que sei lá como explicar...
Saí pouco de balada em 2012. Mas não me arrependo de ter ficado meio isolada esse ano. Valeu a pena pra poder juntar dinheiro e passar por tudo que descrevi no parágrafo acima. Acho que mudei em relação a minha vida noturna e isso foi bom. Amadurecer deve ser isso, né?
Também fui em poucos shows em 2012. Poucos em relação aos anos anteriores, onde eu não perdia um que fosse. Abri mão - com muita dor no coração, claro - de ver o Foo Fighters no Lollapalooza. Mas foi um mês antes das minhas férias e da minha viagem, mas a vida é isso... as prioridades mudam. Foram poucos shows, mas foram inesquecíveis. Kiss, Stone Sour, Marilyn Manson, Black Label Society, Madonna, Morrissey...
Claro que nem tudo foi um mar de rosas. Em 2012 perdi minha Bellinha, minha cocker, companheira da minha família desde 2001. Foi horrível, é horrível até hoje, mas fico mais tranquila em saber que ela não sofreu na hora de morrer. E que com certeza, ela sabia o quanto era amada por todos aqui de casa.
Acabei perdendo contato com uma pessoa muito querida, que sempre foi minha parceira no crime, amiga. É triste, mas talvez seja melhor pra mim e pra ela. Pelo menos por enquanto, não sei...
Em 2012 eu fiz poucas resenhas pro Whiplash e entrei numa crise profissional que perdura até agora. Apesar de estar meio perdida, sem saber o que fazer, isso tem me feito pensar e repensar inúmeras vezes minhas escolhas profissionais, a ponto de me arrepender profundamente ter escolhido ser publicitária.
Meu natal de 2012 também foi lindo, ao lado das pessoas que eu amo, ao lado do meu namorado. Na casa que era dos meus avós, com uma árvore cheia de presentes para todos, uma mesa farta e todos com muita saúde. Isso pra mim, é o mais importante.
E pra encerrar, vou passar a virada de ano ao lado daquele cara. Aquele lá que mudou a minha vida e que desejo que esteja ao meu lado no próximo ano.
Confesso que estou com um pouco de medo de 2013. Esse ano que está acabando foi tão bom, mas tão bom que eu fico achando que 2013 vai ser uma merda. Fico pensando: depois de tanta coisa boa, alguma coisa ruim deve acontecer, não é possível. Mas, resolução número 1 de ano novo: ser menos pessimista.
Fato é que 2012 foi o melhor ano da minha vida. Melhor que 2007, que eu sempre considerei como sendo O ano. Mas 2012 veio com tudo e é isso.
Que venha 2013! Com o dobro de coisas boas de 2012.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Faltam 30 Dias
Hoje é dia 18/01/2012 e falta exatamente um mês para o meu aniversário, para os meus 25 anos. E isso significa também que hoje começa oficialmente meu inferno astral.
Pois bem, o que esperar desse período?
- Muito trabalho, algumas horas extras e ligações de clientes chatos a todo o momento me pedindo para fazer coisas que já foram feitas enquanto eles... me ligavam!
- Muita chuva, porque olha... não tá fácil não, São Pedro resolveu ligar a torneira lá em cima e eu até tô me sentindo meio mofada de tanta água que tem caído.
- Uma ou outra balada no Inferno. Ou no Manifesto. Ou em qualquer outro lugar que eu não aguento mais frequentar, mas eu vou assim mesmo porque caso contrário meu fim-de-semana se resumirá em ficar em casa vendo TV com cara de merda.
- Alguns vidros novos de esmaltes, porque eu não consigo me controlar quando chego na perfumaria.
- Almoços durante o expediente nos mesmos restaurantes de sempre. Tá explicado porque eu estou entrando num tédio alimentício sem fim.
- Acordar relativamente tarde para ir para a academia, o que é péssimo pra mim pois isso implica em chegar no trabalho (bem) tarde.
- Discussões idiotas que acabam depois de 2 minutos, provavelmente com a minha mãe ou com outra pessoa qualquer.
- Esforços sobrenaturais ao almoçar coisas saudáveis na praça de alimentação do shopping, quando na verdade minha vontade era de devorar um Whooper TRIPLO do Burger King (só de escrever, já estou salivando).
- Conversas, vazias ou não, pelo MSN.
- Surtos de vergonha alheia.
- Surtos de choro sem motivo algum.
- Surtos de irritação.
- Picos de mau-humor.
- Algumas crises de riso.
- Algumas idas ao cinema, talvez?
- Pessoas me empurrando pra dentro do vagão do metrô, desesperadas para irem sentadas.
- Minha caixa do Outolook lotada com e-mails de piadas e outras coisas sem-graça.
- Ao menos um quilo perdido (assim espero!!!)
- Lamentações sobre como minha vida está chata, como as pessoas me irritam e como eu queria arrumar um namorado pra não passar MAIS UM aniversário sozinha.
E aí faltando, sei lá, uma semana pro dia 18/02, tudo isso vai passar, eu vou de repente me lembrar de como eu AMO comemorar meu aniversário (é sério) e vou organizar uma puta balada, chamar todos os meus amigos, planejar alguma coisa no Carnaval e pronto... saí ilesa de mais um inferno astral.
Simples assim!
Pois bem, o que esperar desse período?
- Muito trabalho, algumas horas extras e ligações de clientes chatos a todo o momento me pedindo para fazer coisas que já foram feitas enquanto eles... me ligavam!
- Muita chuva, porque olha... não tá fácil não, São Pedro resolveu ligar a torneira lá em cima e eu até tô me sentindo meio mofada de tanta água que tem caído.
- Uma ou outra balada no Inferno. Ou no Manifesto. Ou em qualquer outro lugar que eu não aguento mais frequentar, mas eu vou assim mesmo porque caso contrário meu fim-de-semana se resumirá em ficar em casa vendo TV com cara de merda.
- Alguns vidros novos de esmaltes, porque eu não consigo me controlar quando chego na perfumaria.
- Almoços durante o expediente nos mesmos restaurantes de sempre. Tá explicado porque eu estou entrando num tédio alimentício sem fim.
- Acordar relativamente tarde para ir para a academia, o que é péssimo pra mim pois isso implica em chegar no trabalho (bem) tarde.
- Discussões idiotas que acabam depois de 2 minutos, provavelmente com a minha mãe ou com outra pessoa qualquer.
- Esforços sobrenaturais ao almoçar coisas saudáveis na praça de alimentação do shopping, quando na verdade minha vontade era de devorar um Whooper TRIPLO do Burger King (só de escrever, já estou salivando).
- Conversas, vazias ou não, pelo MSN.
- Surtos de vergonha alheia.
- Surtos de choro sem motivo algum.
- Surtos de irritação.
- Picos de mau-humor.
- Algumas crises de riso.
- Algumas idas ao cinema, talvez?
- Pessoas me empurrando pra dentro do vagão do metrô, desesperadas para irem sentadas.
- Minha caixa do Outolook lotada com e-mails de piadas e outras coisas sem-graça.
- Ao menos um quilo perdido (assim espero!!!)
- Lamentações sobre como minha vida está chata, como as pessoas me irritam e como eu queria arrumar um namorado pra não passar MAIS UM aniversário sozinha.
E aí faltando, sei lá, uma semana pro dia 18/02, tudo isso vai passar, eu vou de repente me lembrar de como eu AMO comemorar meu aniversário (é sério) e vou organizar uma puta balada, chamar todos os meus amigos, planejar alguma coisa no Carnaval e pronto... saí ilesa de mais um inferno astral.
Simples assim!
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Notas de uma 6ª Feira a noite
Cheguei em casa ainda era dia, graças ao horário de verão. No caminho do trabalho até aqui, fiquei pensando nos dois convites para duas diferentes "baladas" que eu tinha hoje: um show de uma banda cover de heavy metal em um bar. Uma festa daquelas de arromba no Baixo Augusta. Senti vontade de ir nas duas mas ao mesmo tempo não tinha ânimo para chegar em casa, tomar um banho, me arrumar e sair logo em seguida.
Abri a porta do apartamento que está vazio, pois até meu pai saiu com os amigos. Liguei o computador e fiquei apática na frente dele conversando com um ou outro amigo. Resolvi tomar um banho, mas sem lavar o cabelo. A água do chuveiro caiu quente sobre o meu corpo. Um alívio para esse frio em plena primavera. No iTunes, um dos cd's mais downs que eu conheço: Hangover do Black Label Society.
Me ensaboei, tomando o cuidado para não molhar o cabelo. Até que o sabonete caiu no chão. Se eu agachasse para pegá-lo isso acarretaria em ensopar meus fios, porque o box é pequeno. Como eu não estava nem um pouco afim de sair daquele vapor, soltei os cabelos e deixei a água cair. Me abaixei para pegar o sabonete, sentei no chão e lá fiquei... apática, sem reação, durante 15 minutos. Olhando para o nada, deixando as gotas me molharem, escutando o som do chuveiro e da música que rolava no escritório ao lado. Pensando em várias coisas e ao mesmo tempo sem necessariamente prestar muita atenção no que me vinha na mente. Com vontade de chorar, um nó na garganta. Eu simplesmente não tinha forças para me levantar. Não tinha forças físicas e nem mentais. Só queria ficar lá, olhando para um ponto fixo enquanto meus dedos ficavam enrugados.
Pensei um pouco sobre a minha vida sem graça, onde nada demais acontece e eu nunca consigo conhecer alguém bacana. Em como eu cansei de ficar solteira (faz 3 anos já), mas ao mesmo tempo tenho uma preguiça enorme em me relacionar com os outros. Pensei em ex-namorados, ex-amigos, pessoas que já passaram pela minha vida... enfim, pensei. Mas nunca sem me atrelar em alguma coisa.
Consegui finalmente me levantar do chão. Lavei os cabelos, saí do chuveiro, me enxuguei e coloquei uma calça jeans e uma regata. "Talvez eu me anime pra sair daqui umas duas horas", falei em voz alta.
Mas aí minhas forças - que eu tinha provisoriamente recarregado durante o longo banho - foram minando novamente. E quando me dou conta estou de de pijamas preparando um lanche com os frios que sobraram da semana, bebendo a terceira lata de Budweiser, escutando Depeche Mode na frente do computador escrevendo nesse blog.
E assim será minha 6ª Feira a noite...
Se isso é bom ou ruim não sei dizer. Mas me sinto entorpecida...
"Step outside this world where I'll be free, yeah
Step outside this world where I can see, oh
Queen of sorrow and all this hell within
Oh, I close my eyes and sit back as I watch my end begin"
http://www.youtube.com/watch?v=90Ez4em-8pk
Abri a porta do apartamento que está vazio, pois até meu pai saiu com os amigos. Liguei o computador e fiquei apática na frente dele conversando com um ou outro amigo. Resolvi tomar um banho, mas sem lavar o cabelo. A água do chuveiro caiu quente sobre o meu corpo. Um alívio para esse frio em plena primavera. No iTunes, um dos cd's mais downs que eu conheço: Hangover do Black Label Society.
Me ensaboei, tomando o cuidado para não molhar o cabelo. Até que o sabonete caiu no chão. Se eu agachasse para pegá-lo isso acarretaria em ensopar meus fios, porque o box é pequeno. Como eu não estava nem um pouco afim de sair daquele vapor, soltei os cabelos e deixei a água cair. Me abaixei para pegar o sabonete, sentei no chão e lá fiquei... apática, sem reação, durante 15 minutos. Olhando para o nada, deixando as gotas me molharem, escutando o som do chuveiro e da música que rolava no escritório ao lado. Pensando em várias coisas e ao mesmo tempo sem necessariamente prestar muita atenção no que me vinha na mente. Com vontade de chorar, um nó na garganta. Eu simplesmente não tinha forças para me levantar. Não tinha forças físicas e nem mentais. Só queria ficar lá, olhando para um ponto fixo enquanto meus dedos ficavam enrugados.
Pensei um pouco sobre a minha vida sem graça, onde nada demais acontece e eu nunca consigo conhecer alguém bacana. Em como eu cansei de ficar solteira (faz 3 anos já), mas ao mesmo tempo tenho uma preguiça enorme em me relacionar com os outros. Pensei em ex-namorados, ex-amigos, pessoas que já passaram pela minha vida... enfim, pensei. Mas nunca sem me atrelar em alguma coisa.
Consegui finalmente me levantar do chão. Lavei os cabelos, saí do chuveiro, me enxuguei e coloquei uma calça jeans e uma regata. "Talvez eu me anime pra sair daqui umas duas horas", falei em voz alta.
Mas aí minhas forças - que eu tinha provisoriamente recarregado durante o longo banho - foram minando novamente. E quando me dou conta estou de de pijamas preparando um lanche com os frios que sobraram da semana, bebendo a terceira lata de Budweiser, escutando Depeche Mode na frente do computador escrevendo nesse blog.
E assim será minha 6ª Feira a noite...
Se isso é bom ou ruim não sei dizer. Mas me sinto entorpecida...
"Step outside this world where I'll be free, yeah
Step outside this world where I can see, oh
Queen of sorrow and all this hell within
Oh, I close my eyes and sit back as I watch my end begin"
http://www.youtube.com/watch?v=90Ez4em-8pk
sábado, 4 de junho de 2011
O fim de uma era
Chega a ser curioso como que mínimos detalhes me fazem lembrar que um período muito gostoso da minha vida acabou.
Ontem fui almoçar sozinha no Shopping Iguatemi. Me servi num restaurante qualquer por quilo e sentei numa mesinha do lado de onde tinha escolhido comer. Peguei uma sobremesa; uma gelatina - uma vez que eu estou num esforço danado pra continuar emagrecendo. Eu já tinha terminado de almoçar quando uma senhorinha muito arrumada perguntou se podia dividir a mesa comigo. A praça de alimentação estava lotada, afinal era 6ª Feira e eu estava sozinha, não tinha porque dizer não. Ela se sentou e começou a comer.
Foi quando eu abri minha gelatina. E reparei que ela era colorida. Era de morango em cima, aqueles cremes no meio e de limão embaixo. NA HORA eu me lembrei da minha avó. Olhei para a senhorinha, olhei para a gelatina e me deu um nó na garganta muito grande. Comi a gelatina segurando o choro e de repente foi como se um filme estivesse passando bem na minha frente.
Me lembrei das gelatinas coloridas que a minha vó sempre fazia quando eu era criança. Toda vez que ia visitá-la na praia, a gelatina estava lá me esperando. Eu ficava tão feliz, minha vó sabia disso. Tanto que a primeira coisa que ela dizia quando eu chegava em sua casa, era:
- filhinha, fiz gelatina colorida pra você.
Eu pulava no pescoço dela, tamanha era minha felicidade. E mesmo depois que eu cresci e me tornei uma adolescente insuportável que odiava reuniões familiares, ela continuava fazendo a tal gelatina, talvez na tentativa de me deixar animada por estar na praia ao invés de estar com os meus outros amigos adolescentes insuportáveis.
Me lembrei que eu nunca mais vou ter a gelatina colorida preparada pelas mãos dela. E foi só eu ter lembrado disso, que eu na hora comecei a contabilizar mais uma série de coisas, comidas, eventos que eu nunca mais vou ter.
As ligações nos meus aniversários. Eram sempre eles (meus avós) que ligavam primeiro. Se meu aniversário caísse num sábado eles me ligavam as 7:00 da manhã. Eu ficava meio puta porque queria dormir até tarde, mas meu avô sempre me acordava. Aliás, esse ano eu senti falta disso. Minha avó me ligou logo cedo, mas meu avô não pois fazia exatamente duas semanas que ele tinha falecido. Já consegui sentir o baque, a saudade... faltou alguma coisa.
Os natais. Eu sempre reclamava também. Reclamava das orações intermináveis do meu avô, reclamava das toalhas que minha vó me dava todos os anos, reclamava da falta de presentes depois que cresci, daqueles cultos caseiros que eles faziam depois da ceia cantando as mesmas músicas. Eu vou sentir falta de tudo isso. Vou sentir falta de ver meu avô tocando violino ao lado da minha mãe, que tocava teclado enquanto minha vó, minhas tias e a tia das minhas tias cantavam "Noite de paz". Vou sentir falta das toalhas, dos chinelos e dos panos de prato que a minha vó bordava. Inclusive, vou sentir falta do meu avô andando pela casa fechando todas as janelas - mesmo fazendo o maior calor do mundo lá fora - alegando que não queria mosquitos na casa.
Aliás, isso me lembra dele andando com o mata-mosquitos rosa que ele carregava pra cima e pra baixo, matando qualquer um que aparecesse na sua frente, rs.
A casa onde eles passaram os últimos anos da vida deles, na praia que já foi posta a venda. A casa onde eu passei tantos feriados, férias, finais de semana, dia das mães, natal, ano novo, aniversários... onde minha vó tinha o jardim dela que ela cuidava com tanto esmero. Cada vez que eu ia lá tinha uma flor nova brotando e ela vinha toda orgulhosa me mostrar. Onde meu avô mantinha uma oficina nos fundos do quintal e onde ele passava a maior parte do seu dia lá dentro fazendo sinos de vento, consertando nosso secador de cabelo e o que mais a gente pedisse.
As bicicletas dos dois ainda estão lá. A bicicleta roxa da Caloi que a minha avó usava pra ir no supermercado, ou passear comigo quando eu ainda andava de rodinhas nas laterais da minha bicicleta. Mas que aos poucos ela foi deixando de lado, parou de andar e passou a bicicleta pra mim. Aliás, foi meu avô que arrancou as rodinhas e me ensinou a andar que nem gente grande. Eu chorei, esperneei e gritei com ele. E ele com a paciência que só Deus mesmo, me ensinando até eu aprender. Todos os dias de manhãzinha, ele acordava, pegava a sua bicicleta e ia andar na praia de ponta a ponta. Depois parava, tomava uma água de côco, passava na padaria, levava pão fresquinho pra casa e tomava banho na ducha. Era a vida que ele amava.
E eu amava passar férias lá porque além de ter vários amigos, meus avós faziam de tudo pra me deixar feliz. Minha vó adorava emprestar uma cestinha de vime que ela tinha, só pra eu poder ir na pracinha perto de casa com os amigos e fazer pic nic.
As festas juninas que a gente fazia na rua... quem colava todas as bandeirinhas com a maior paciência do mundo? Era ela, claro.
Se fosse onze da noite e eu comentasse que tinha vontade de bolinhos de chuva, minha vó ia pra cozinha e fazia vários. Rosquinhas de nata, pãozinho de polvilho azedo, pipoca, suco de uva, bolo de macarrão, salada, suco de maracujá fresquinho... todas essas coisas que eu amava e me farão muita falta.
O cheiro deles, o abraço, a voz dos dois e até as lições de moral ultrapassadas que eles me davam. Quando eu penso que nunca mais terei nada disso, me dá um aperto no coração, as lágrimas aparecem de imediato, parece que me falta o ar.
Sim, são lembranças boas... mas justamente por serem boas que me deixam assim, feliz porém triste ao mesmo tempo. Porque eu daria tudo pra reviver cada momento desses.
Mas é o fim de uma época, talvez a melhor época da minha vida.
A época de que meus avós eram vivos e eles foram as melhores pessoas que eu já conheci.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Minha primeira grande perda

Na sexta-feira da semana retrasada era meu último dia de férias do meu trabalho e minha mãe me acordou da seguinte maneira: filha, se acalma.
Esse tipo de frase tem o efeito contrário. É a mesma coisa se eu disser: NÃO PENSE NUMA MAÇÃ. O que você vai fazer? Pensar em uma maçã, é claro.
Quando ela disse isso, eu dei um salto da cama. Minha avó (mãe da minha mãe) está doente, com anorexia nervosa, então todo mundo da família meio que esperava alguma tragédia.
- O que aconteceu mãe?
- Filha, fica calma, tá bom?
- MÃE, pelo amor de Deus o que tá acontecendo?
Ela não conseguiu segurar o tom de voz firme e foi chorando que ela me disse:
- Seu avô faleceu, filha.
COMO ASSIM? Meu avô? Até 10 dias antes ele estava aqui em São Paulo na minha casa, sorrindo, consertando um monte de coisa que estava quebrada no meu apartamento, fazendo minha avó comer. COMO?
Instantaneamente eu comecei a chorar. Comecei a chorar MUITO. Minha mãe me abraçou, meu padrasto entrou no meu quarto segurando um copo de água com açúcar na tentativa de nos acalmar:
- Como aconteceu, mãe?
- Ele não estava se sentindo bem minha filha. Disse a sua avó que seria bom os dois irem ao pronto socorro. Pegou o carro, andou 4 quadras, tirou o pé do acelerador, fez um barulho e morreu. Infarto fulminante, foi na hora.
Meu choro aumentou mais ainda. Fiquei imaginando minha avó, que anda tão fraca passando por isso, vendo o companheiro de 57 anos sem vida bem ao lado dela. Eu chorava, minha mãe chorava, o telefone não párava de tocar.
No mesmo dia, eu, meu pai e meu irmão fomos para Peruíbe. O velório seria no mesmo dia e sábado de manhã seria o enterro.
Quando entrei na casa dos meus avós (que estava cheia de parentes, amigos da Igreja e pessoas querendo dar uma força) e vi todos os instrumentos do meu avô do jeitinho que ele havia deixado (olhei um a um os instrumentos: os violinos, o teclado, o bandolim, a harpa que ele restaurou com tanto carinho), quando vi minha vó sentada no sofá com aquele olhar perdido e as pessoas em volta dela, a sensação que eu tive foi que entrei numa espécie de sonho bizarro. Não queria chorar na frente da minha vó, queria ser forte para poder consolá-la, mas quando ela veio me abraçar foi impossível controlar:
- Ana, você sabe que seu avô te amava muito, não sabe?
- Sei vó... eu também amava muito ele.
O velório foi horrível é claro. Entrar na Igreja onde meu avô ia todos os Domingos cheio de vida, com todos os hinos ensaiados para tocar lá na frente... entrar na Igreja e vê-lo deitado num caixão, sem vida, roxo, gelado, só a carcaça... não dava pra acreditar, simplesmente não dava! O tempo todo repetia pra mim mesma: essa é a cena mais surreal da minha vida.
Não consigo esquecer o rostinho da minha avó quando ela chegou perto do corpo do meu avô. Passava a mão no rosto dele, beijava sua testa e olhava fixamente para ele, acho que na tentativa de acreditar que aquilo estava realmente acontecendo.
O pastor da igreja chorou ao tentar falar algumas palavras; meu irmão tentou fazer um discurso em nome dos netos, mas não conseguiu terminar. Em volta do caixão, fotos do meu avô VIVO. Tocando violino, tocando sua harpa, ao lado da minha vó, ao lado dos netos, ao lado das filhas. Eu olhava para o corpo sem vida e olhava para as fotos... tão diferente, tão triste.
No dia seguinte, o enterro. Quando você acha que não dá pra ficar pior, fica. Por mais que a gente saiba que aquilo que está no caixão não mais tem vida, é apenas o que restou da pessoa, dói muito quando precisa fechá-lo. Minha vó, pela primeira vez desde que meu avô tinha morrido, começou a chorar. O cortejo até o cemitério. Não podia estar acontecendo comigo. Eu sempre via essas coisas do lado de fora e dava graças a Deus por não passar por aquilo, por ter todos os meus avós vivos. O cemitério ele tinha escolhido um dia que foi passear lá com a minha mãe e minha tia. Falou que queria ser enterrado lá. Era um cemitério velho onde os mortos não são enterrados e sim colocados numa espécie de gavetinha. Minha tia uma vez disse:
- Credo pai, não quero enterrar você aqui. Que cemitério horroroso!
- Horroroso minha filha? Que nada! Olha que lugar lindo, no meio das montanhas, perto do mar
Minha avó passava a mão no caixão antes de ser enterrado e dizia: Tchau meu amor. Eu te amo, logo logo a gente se encontra. E chorava... que cena horrível!
Ficar na casa com a minha avó para fazer companhia não tem sido fácil. A presença do seu Nylthon é muito marcante em cada canto daquela casa. As boinas que ele costumava usar estão todas penduradas no mancebo, num canto da sala. O roupão continua na porta do banheiro. A oficina que ele tanto amava ficou do jeito que ele tinha deixado. Alguns canos estão cortados e amarrados em elásticos, pois ele estava construindo um daqueles sinos de vento, uma das especialidades manuais do meu avô. As fotos dele sorrindo estão espalhadas por todos os cantos da casa. A sensação que se tem é que a qualquer momento ele vai entrar pela sala e dizer:
- Oh netos... que bom ter vocês por aqui!
Mas apesar de toda essa tristeza, me consolo por algumas coisas:
- Meu avô morreu da maneira mais digna que tem. Sem dor, sem doenças, sem sofrimento e ao lado da mulher que ele mais venerava no mundo! Melhor que isso, só morrer dormindo.
- Alguns dias antes dele falecer, ele foi ao geriatra e tinha sido diagnosticado com Alzheimer. Uma das irmãs dele está numa casa de repouso há ANOS com esse mesmo mal e é tão triste você viver sem saber quem é, sem reconhecer a família, os amigos. Precisar de ajuda pra comer, ir ao banheiro, tomar banho. Meu avô não precisou passar por nada disso. A dor dele olhar para nós e não nos reconhecer seria muito mais doloroso do que a sensação que estamos tendo agora.
- Antes dele morrer, deu tempo de comemorar 80 anos ao lado dos amigos, bem, totalmente lúcido. Viajou para Buenos Aires com minha vó, minha mãe e meu irmão. Passou o Natal com a família, assistiu minha apresentação do TCC. Ele estava tão feliz que eu tinha terminado a faculdade, que o meu irmão ia começar a dele. E de quebra, ainda passou 10 dias aqui em São Paulo com a gente.
O que dói mesmo... é a saudade que temos de você, vô!
Nylthon Salles (09/11/1930 - 4/02/2011)
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Diálogos que falam por mim

- Escuta. Sei que é difícil acreditar quando dizem 'sei como você se sente', mas no meu caso eu realmente sei como você se sente.
Sabe, eu estava saindo com alguém em Londres. Trabalhamos no mesmo jornal. Descobri que ele também saía com outra garota, Sarah, da seção de produção, no 19º andar. Acontece que ele não estava tão apaixonado quanto eu imaginava.
O que eu quero dizer é, sei como é se sentir extremamente pequena e insignificante. E como isso dói em lugares que você nem sabia que tinha em você. E não importa quantos cortes de cabelo, quantas academias você freqüenta, ou quantas garrafas você toma com as suas amigas... você continua indo para a cama todas as noites, repassando todos os detalhes e se pergunta o que fez de errado, ou como pôde ter entendido errado. Ou como por aquele momento pensou que pudesse ser feliz?
Até que se convence de que uma hora ou outra ele vai perceber e baterá na sua porta. E depois de tudo, ainda que essa situação tenha durado muito tempo, você vai para um lugar novo e conhece pessoas que te fazem sentir útil de novo. E vai recompondo sua alma pedaço a pedaço. E toda aquela confusão, os anos desperdiçados da sua vida... começam a desaparecer.
(O Amor Não Tira Férias)
terça-feira, 14 de setembro de 2010
14/09/2007 - Notas de uma noite comum

Há 3 anos, o dia quatorze de setembro caiu numa sexta-feira. E como quase todas as sextas-feiras daquele ano, A. iria encontrar suas amigas no mesmo lugar de sempre, com as mesmas bandas de sempre tocando as mesmas músicas de sempre. Ela iria se embebedar com as mesmas bebidas de sempre e faria as mesmas merdas de sempre: beijar sua melhor amiga, beijar desconhecidos, talvez até fazer sexo casual com um cara qualquer no banheiro da balada, na esperança de alimentar sua auto-estima que andava baixa desde que tinha sido, mais uma vez, enganada pelo mesmo cara. Ela usaria também as roupas de sempre e tiraria as fotos com as poses de sempre.
Realmente, quase tudo que ela imaginava que ia acontecer aconteceu naquela noite. Mas uma coisa - uma pessoa, um homem - se destacou. Ele não fazia parte dos seus planos corriqueiros. Ela não prestou atenção nele, mesmo sabendo que estava junto com alguns de seus amigos. A. ainda tomou sua cerveja enquanto ele estava no banheiro e nem ao menos agradeceu.
A. passou a balada inteira andando pra lá e pra cá na companhia de suas amigas. Deve ter ficado com uns dois caras diferentes, isso sem contar os beijos com meninas que estavam se tornando cada vez mais freqüentes em sua vida. A. estava alcoolizada e sempre que ela fica assim, as baladas parece que acabam em 5 minutos. E naquela noite, OBVIAMENTE, não foi diferente. Em determinado momento, ela se encontrou com sua amiga, sua carona e disse: vamos pagar? Ao terminar essa frase, A. percebeu que ao redor dela estavam alguns conhecidos seus... e ele. NA HORA seu olhar parou NELE. "Como que eu não vi esse cara gatíssimo aqui antes?", ela pensou. Cabelos compridos, rosto quadrado, traços fortes mas ao mesmo tempo delicados. Um olhar tímido meio perdido. Alto, magro, misterioso. Sua amiga, talvez de propósito, talvez não, disse: - vai indo pra fila com o L., eu já vou.
E ela foi. Pegou na mão de L., um cara que ela nunca tinha visto na vida. Pararam para conversar com alguns amigos dela, enquanto eles continuavam de mãos dadas e foram pro final da fila. E foi ali, naquele momento que A. sentiu coisas que ela nunca havia sentido antes. Eles se olharam por um tempo e parecia que o tempo tinha parado. Todas as pessoas que estavam ao seu redor haviam desaparecido. Só estava ela e ele ali um de frente pro outro, sem trocar uma palavra. A. achava que esse tipo de coisa só acontecia em filmes. Mas não, estava acontecendo com ela. E ela não estava exagerando ao dizer que foi REALMENTE mágico! Ela, sempre falante, comunicativa... na frente daquele cara estranho ficou MUDA.
E foi nesse silêncio entre os dois que ele abriu um sorriso. Um sorriso maravilhoso, cheio de carinho e alegria, que mostrava seus dentes perfeitos, brancos, alinhados. "É o sorriso mais lindo que eu já vi na minha vida", ela pensou. E foi com esse sorriso que L. foi se aproximando, se aproximando... até que seus lábios encontraram com os dela. E eles se beijaram. Beijaram. Beijaram. Não conseguiam parar de se beijar.
Ela já tinha beijado caras desconhecidos, sem saber ao menos o nome antes. Mas ela nunca havia se sentido daquela maneira. No fundo, A. sentia que a partir daquele momento, sua vida tomaria um rumo totalmente diferente. Seria uma vida nova onde as baladas não seriam as mesmas. As músicas, as bebidas, os amigos não seriam os mesmos. Até mesmo as bebidas não mais seriam as mesmas. Seu estado de espírito e seu coração nunca mais seriam os mesmos depois daquele encontro no dia 14/09/2007.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Guia de como sobreviver ao fim de um namoro (para mulheres)

Conversando com uma amiga pelo MSN que está triste porque seu namoro terminou, resolvi montar um guia de como sobreviver ao fim de um namoro, casamento ou qualquer tipo de relacionamento amoroso:
Não chore na frente dele: chorar, na minha humilde opinião, é uma das maneiras mais baratas e clichês de se chantagear alguém que está terminando com você. Claro que é importante expressar seus sentimentos, mas faça isso no seu canto, onde ninguém possa ver suas fraquezas e quão triste você está.
Seja orgulhosa: se por acaso alguém terminou com você e depois de um tempo se arrependeu e pediu pra voltar, NÃO VOLTE! Uma vez que o relacionamento terminou ele nunca mais será o mesmo. Você sempre vai desconfiar de alguma coisa e nunca mais vai conseguir relaxar, pois vai achar que a qualquer minuto ele poderá terminar tudo outra vez.
Não corra atrás: suas amigas dizem que "se o namoro vale a pena, então você deve batalhar por ele?" É balela. Elas não devem fazer idéia do quão humilhante isso é. Nada de ligar no meio da madrugada chorando dizendo que teve um sonho com ele. Não mande cartas, e-mails, não pergunte dele pros amigos íntimos... isso só vai aumentar ainda mais o ego do rapaz. Ele vai pensar que é a coisa mais importante da SUA vida e automaticamente você estará em suas mãos. Além do mais: se foi ele que terminou, então se rolar algum sentimento de arrependimento tem que vir DELE. ELE é que deve procurar você loucamente, rastejar aos seus pés e fazer de tudo pra voltarem.
Não tente ser amiga dele: a pior atitude que você pode ter depois que um relacionamento acaba é vocês resolverem ser amigos. Por mais que tenha terminado numa boa, esse lance de "nunca vamos perder o contato" é mentira. Daqui alguns meses, os dois (ou só ELE, o que é pior ainda) vai ter engatado um lance com outra ina e você acaba de passar para o segundo plano. Segundo plano não: você acaba de ser jogada no limbo. Ele nunca mais vai querer saber de você, nunca mais vai te ligar (nem ao menos pra fazer um remember) e tudo o que ele dizia quando vocês estavam juntos de que "você é a mulher da minha vida" vai se tornar insignificante, uma vez que ele vai dizer AS MESMAS COISAS... só que pra ELA!
Não acredite em tudo que ele te diz: se ele fala que está com saudades, nada de se derreter toda e já planejar como vai ser quando vocês reatarem. Provavelmente ele disse isso porque já estava acostumado com a sua presença no dia-a-dia e agora que não estão mais juntos, sente falta só da sua pessoa. Ou pior ainda: ele diz isso porque quer comer você algumas vezes enquanto ele não arruma uma outra parceira fixa.
Outra coisa importante: ele te pede pra não ficar com ninguém por enquanto porque ele vai fazer o mesmo. Daí você se priva de conhecer um monte de gente nova (e interessante, e bonita, e legal) porque acha que ele também está curtindo uma fossa e pensando em você. Que garantia você tem disso? NENHUMA. Ele dizer que não quer que você fique com ninguém porque sentiria ciúme, é apenas um eufemismo que mostra o quanto ele é machista e egoísta.
Perca totalmente o contato com ele: delete de Orkut, Facebook, pare de seguir no Twitter e PRINCIPALMENTE: DELETE do MSN. Não bloqueie. DELETE. Bloqueando fica mais fácil de cair na tentação de desbloqueá-lo para "eventualmente" falar um Oi. Se você fizer isso e eventualmente ele for seco na resposta, sua tristeza aumentará ainda mais e vai se mais um dia que você passará chorando.
Esse contato inclui querer saber o que ele está fazendo. Aconteceu comigo quando meu namoro terminou. Eu e ele frequentávamos os mesmos lugares. Um dia ele foi pra uma balada e ficou com uma menina. Claro que tinha um monte de conhecidos meus por lá que viram e no dia seguinte vieram me contar. Eu fiquei mega chateada e foi desnecessário saber disso. Então, controle sua vontade de investigar a vida do cara.
Exorcismo amoroso: Escute todas as músicas que lembram ele de uma só vez; releia todas as cartas que ele te escreveu, veja fotos, scraps que ele costumava te deixar, mensagens no celular... TUDO! E chore... chore MUITO enquanto estiver fazendo isso. Faça isso quando estiver sozinha em casa sem ninguém por perto pra te amparar ou dar conselhos. Chore até perder as forças, até ficar com o rosto inchado a ponto de ficar igual ao Fofão. Depois disso, guarde as fotos, as lembranças, as cartas, as músicas num lugar bem fundo, escondido e de difícil acesso E fique um bom tempo sem ter acesso a nada disso. Mas provavelmente você precisará fazer esse exorcismo mais de uma vez, mas todas as vezes que fizer pense "essa será minha última fossa". Você vai se impressionar que conforme o tempo for passando, esses rituais se tornarão cada vez menos freqüentes.
Lavagem cerebral não existe: já assistiu "Brilho eterno de uma mente sem lembranças"? Então eu aposto que você adoraria que existisse um tratamento daqueles. Que permitiria você nunca mais lembrar o nome dele, os momentos maravilhosos que passaram juntos, seus telefones, endereço... certo? Pois é, eu também iria adorar um tratamento daqueles e possivelmente faria caso existisse algo semelhante. Pois é, mas NÃO existe. Então não adianta você pensar: aaaai, porque não dá pra esquecer tudo? Se lamentar não adianta nada, NADA! Sofra o quanto tiver que sofrer, chore o quanto tiver que chorar... MESMO! Porque uma hora, por mais desesperada que você esteja no momento, essa dor VAI PASSAR. Não sei quando, não sei como, mas vai passar.
Amigas: elas adoram dar conselhos na sua vida e no término do seu relacionamento, né? Legal, ao menos você sabe que não está sozinha e se precisar chorar no ombro de alguém. Elas vão te distrair, te levar pra passear e vão escutar tudo o que você tem a dizer. Mas algumas dessas amigas podem querer dar conselhos demais. Exemplo: você resolveu ir pra balada com elas e tem um cara MUITO MARAVILHOSO querendo ficar com você. Mas você ainda não se sente pronta pra beijar outra pessoa. Só que a sua amiga acha que você TEM QUE ficar com ele, só assim vai esquecer o ex. Se você não está pronta, NÃO FIQUE! Além do arrependimento que vai te bater depois, vai acabar fazendo algo que na verdade não queria e por isso vai culpar a amiga e acabarão brigando. Saiba filtrar os conselhos que te servem e aquilo que VOCÊ quiser realmente fazer. E se por acaso acontecer algo parecido que aconteceu comigo (sua amiga viu ele com outra pessoa) e ela vier com aquele papo: você nem sabe quem eu vi ontem, responda: se você está falando DELE eu não quero saber.
Take your time: não se force a nada, NADA. Mais uma vez: sofra o quanto precisar sofrer. Não fique e/ou transe com ninguém só porque levou um fora e precisa disso pra provar que é superior a ele. Só faça baladas quando se sentir PRONTA para isso. Não se exponha na Internet e aproveite esse tempo que você está sozinha pra prestar mais atenção em você mesma.
Você vai descobrir coisas que nem imaginava...
(Digamos que resolvi escrever esse guia pra que EU MESMA possa ler de vez em quando e tentar não cometer os mesmos erros que eu venho cometendo desde que comecei a ter relacionamentos sérios)
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Notas de um término doloroso parte final

O dia 11 de agosto de 2008 seria decisivo para C. e ela sabia disso. Depois de tudo que ela viu na noite anterior; depois de ter chorado até perder as forças mais uma vez; depois de ter empapado o travesseiro com lágrimas de desespero e tristeza ela sabia que teria que tomar uma decisão a respeito do seu já fracassado namoro. No fundo, ela sabia que fim - literalmente - aquela história toda daria. Mas ela não queria aquele final. Ela queria outro. Ela queria que J. dissesse que queria tentar mais uma vez e que seria MESMO diferente.
Ele tinha respondido seu depoimento: eu to te chateando muito. Vamos conversar hoje e resolver nossa situação. C. sabia que aquilo era como um discurso de abertura antes do gran finale: vamos terminar. Tanto que passou o dia chorando, arrasada, sem saber o que fazer, o que dizer e o que pensar. As horas se arrastavam como se estivessem presas à uma imensa bola de ferro. Ele não tinha ligado no seu celular. “Se ele não me ligar, eu não vou atrás”, decidiu C. Afinal era ELE quem queria encontrar para conversar. C. só queria passar uma semana escondida, pensando.
Ele só deu sinal de vida no final do dia. Mandou um sms: podemos nos encontrar na faculdade? Ela respondeu: estarei na praça de alimentação lendo um livro a partir de tal hora. Me encontre lá se quiser. A mesma praça de alimentação onde ele havia dado a aliança para ela com aqueles olhinhos cheios de ternura e algo bem próximo a amor. Será que o cenário do início de toda aquela história também seria o cenário do fim?
Ele sentou na frente dela. C. estava com um livro de marketing aberto e na frente dela, algumas folhas de caderno rabiscadas. Estava tentando passar a ansiedade fazendo um resumo, mas ele não se demorou e logo estavam frente a frente. A praça de alimentação estava lotada e barulhenta. Ao lado deles, um grupo de universitários jogavam animadamente Guitar Hero. C. invejava-os. Aliás, ela invejava todo mundo que naquele momento estava feliz de verdade. C. se sentia tão triste, tão desamparada que se ela pudesse apertar um botão e se desligar de vez, ela teria feito isso.
- Me responde uma coisa. Por que você estava sem a aliança nas fotos?
- Você sabe que eu nunca usei aliança dentro de casa. E no fim das contas, eu estava atrasado, acabei saindo correndo e esqueci de colocá-la no dedo.
- Olha no fundo dos meus olhos e me diz que você não ficou com ninguém esse fim-de-semana.
Era uma pergunta idiota a se fazer naquele momento. Mesquinha, até. Ela não tinha que se preocupar com traição. O namoro já estava ruim há muito tempo. Ela deveria se preocupar em como eles resolveriam aquilo da maneira menos dolorosa possível. Se é que havia essa maneira.
- Não. Não fiquei com ninguém. Eu não fiz isso na maldade.
- Ta bom.
Silêncio entre os dois. Ela queria falar, mas não sabia o QUE falar. COMO falar. Ele, como sempre ficava quieto. Só o som infernal da praça de alimentação.
- Vamos sair daqui, ta muito barulho e eu mal consigo te ouvir.
Sentaram um do lado do outro num canto de uma escada em algum lugar daquele campus enorme da faculdade. Aí foi a vez dele falar.
- Não dá mais. Você tem se magoado por minha causa e eu não quero mais namorar. Ta insustentável tudo isso e precisamos terminar.
Pronto. O veredicto foi dado. Tudo aquilo que ela mais temia em escutar e ao mesmo tempo queria ter coragem pra dizer. Ela sabia que isso ia acontecer uma hora ou outra. Era ISSO o que ela queria ter dito a ele meses atrás, quando seus sentimentos estavam menos machucados. C. engoliu a seco e respondeu:
- Tudo bem. É o melhor que a gente faz.
Eles ainda ficaram mais um bom tempo conversando. C. tentou ao máximo não chorar nem demonstrar muitos sentimentos. Era muita chantagem emocional barata chorar na frente do seu agora ex-namorado.
Caramba, como esse pensamento doía. O cara mais lindo do mundo. Mais especial, carinhoso, que tinha absolutamente tudo a ver com ela e que dizia que a amava tanto... agora era seu ex namorado. E a banda que eles tinham em comum? Ela resolveu que iria continuar mas que a partir do momento que aquilo começasse a machucá-la, iria pular fora. Ele concordou. Não queria terminar brigados, com raiva um do outro. Ela ainda tentou argumentar. Se desarmou completamente dizendo tudo aquilo que sentia; seus medos e suas aflições; seus desejos e o quanto estava triste com tudo aquilo.
Voltaram juntos da faculdade pela última vez. Desceram juntos na mesma estação de metrô da última vez. E pela última vez ela o acompanhou até a porta do seu ônibus. Se abraçaram e ele disse no seu ouvido:
- Por favor, não me odeia.
As lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto. Ele tentou olhar nos seus olhos, mas ela abaixou a cabeça. Olhando para sua mão, tirou a aliança do seu dedo. J. tentou fazer o mesmo com ela, mas ela não deixou e disse:
- Elas vão ficar comigo. Tchau.
E foi assim que tudo terminou. C. entrou dentro do ônibus que a levaria para casa. As lágrimas agora corriam fartas pelas suas bochechas. Tudo aquilo que ela não tinha chorado na frente dele, iria fazê-lo agora.
Ela sabia que iria sofrer muito. Sabia que aquele sentimento de vazio iria tomar conta dela. O que ela não sabia é que iria durar mais tempo do que ela poderia aguentar...
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
Notas de um término doloroso parte II

Ela voltou para São Paulo depois de mais outro dia melancólico e triste. Dias assim estavam fazendo parte de sua vida. Mesmo assim ela não conseguia se acostumar de jeito nenhum. Na verdade, ela pensava: o certo da vida não é a gente se acostumar à coisas boas, que façam bem pra gente? Como que eu posso me acostumar a essa montanha de sentimentos ruins?
Ligou para ele mais uma vez. Ela não sabia que essa seria a última vez que ligaria para sua casa como namorada. Ela também não sabia por que ainda ligava. Era totalmente perceptível no tom da sua voz que ele não estava a fim de conversar. Talvez não com ela em específico. Mesmo assim, insistindo no erro, ligou. Não ficaram mais do que 15 minutos no telefone. Foi praticamente um monólogo. Ele mal participava, não interagia:
- como foi o show lá?
- foi legal.
- e o dia dos pais?
- foi ok
- você não ta muito a fim de conversar né?
- não muito.
E foi com essa frase que ela resolveu encerrar seu papel de ridícula, de menina desesperada que não sabe perceber em que momento o namoro ACABOU. Mais uma vez triste e amargurada, sentou na frente do computador. Viu que ele estava online, chamou no MSN mas nada; nem uma resposta. Ele saiu sem nem ao menos dizer boa noite. Pior que isso: postou fotos do show que sua banda tinha feito no dia anterior e para a surpresa de C. em todas as fotos ele aparecia SEM ALIANÇA. Sem aquele presente que ELE MESMO deu para ela no dia que estava fazendo 2 meses que tinham se conhecido. Bons tempos eram aqueles em que os dois estavam apaixonados um pelo outro. Toda vez que C. se lembrava daqueles tempos, sua tristeza aumentava ainda mais, se é que isso era possível.
Tudo que C. queria era poder voltar naqueles tempos, no começo do seu namoro onde ele a tratava como uma rainha, rasgava-se em elogios, carinhos e juras de amor. C. não conseguia entender: como que um namoro poderia se transformar... naquilo? E do nada? Como que J., que nos primórdios do namoro dizia que C. era tudo aquilo que ele sempre procurou e só tinha encontrado quando eles se conheceram e agora a tratava com tanta indiferença, com tanta frieza?
Quando viu àquelas fotos, C. estava se sentindo como se alguém estivesse sufocando-a. As lágrimas tentavam se esconder, pois dessa vez ela não estava sozinha. E ela não queria começar a chorar na frente da sua mãe ou de seu irmão mais uma vez pelo MESMO motivo. "A partir do momento que o namoro te faz mal C., você tem que terminar isso logo. Um relacionamento serve para nos deixar feliz e não triste", era o que sua mãe sempre lhe dizia. E aquilo estava fazendo mal fazia alguns meses. E ela continuava dando murros em ponta de faca, provando o quão masoquista uma pessoa pode ser em nome do "amor".
Era quase meia noite quando ela ligou no celular de J. Queria tirar satisfações sobre ele ter ido tocar sem a aliança. Será que ele já tinha terminado com ela e não tinha sido informada? Nada; ele não atendia. Não iria ligar na sua casa NAQUELA HORA. Tentou mais 2 vezes. Sem resposta. Acabou por mandar um depoimento no Orkut que dizia mais ou menos assim:
"Eu vi as fotos do show e que você tocou sem aliança. Você conseguiu me magoar de vez. Quero um tempo essa semana pra poder pensar no que vou fazer."
E foi para seu quarto vazio, frio. Foi empapar mais uma vez sua fronha com as lágrimas que estavam se tornando cada vez mais amargas. Seria outra noite longa, sem sono profundo e com os pesadelos mais horríveis.
(Continua)
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Notas de um término doloroso parte I

Toda vez que chega no mês de Agosto, mais especificamente décimo primeiro dia desse mês, C. fica mais melancólica, quase que triste.
Ela sempre se lembra do que aconteceu nesse dia, nesse mês dois anos atrás.
Em 2008, o dia 11 caiu numa 2ª Feira. E no fim-de-semana anterior à esse dia, ela tinha passado 3 dias seguidos chorando, afundada numa tristeza e agonia que parecia não ter fim. Que a sufocava desde abril daquele mesmo ano. As lágrimas e o coração acelerado por medo de alguma coisa dar errado já eram rotina na sua vida pacata, sem graça e arrastada. Eram 5 meses de dúvidas, inseguranças, angustia, tristeza, esperança, medo. 5 meses que ela sabia que precisava tomar uma decisão que mudaria completamente o rumo de sua vida. Ela sabia qual era a decisão a tomar, qual seria a mais certa tanto para ela quanto para ele... mas ela não tinha colhões para isso. Preferia empurrar todos esses sentimentos ruins a eliminar o causador de tudo isso de uma vez por toda de sua vida.
No sábado, 9 de agosto C. passou o dia trancada dentro de casa, sozinha. Sua mãe tinha ido visitar seu pai. Ainda bem que ela estava sozinha. Pois assim poderia chorar tudo o que queria chorar, na desesperada tentativa de eliminar aquela dor no peito que ela sentia. Uma dor tão forte e tão real que parecia que ela poderia pôr a mão. Fazia muito frio, chovia constantemente e o sol não tinha dado as caras. Era o tempo perfeito para curtir uma fossa.
Tentando recuperar seu namoro, ela tinha ligado para J. convidando-o para almoçar. Ele ia tocar com sua banda em outra cidade à noite; ela tinha um aniversário para ir e no Domingo não daria tempo de se encontrarem. Ele não quis almoçar com ela. Estava frio ao telefone, não deu a mínima. Nem quando ela começou a choramingar no outro lado da linha. “Não quero chorar na frente dele”, ela pensou. Sempre achou que chorar na frente do namorado era uma chantagem emocional barata que só servia para que ele pisasse ainda mais em cima dos seus sentimentos. Quando pôs o telefone no gancho, as lágrimas aumentaram de intensidade, assim como a chuva lá fora. Querendo desabafar com alguém, ligou pra sua amiga:
- por favor, vem aqui em casa. Não sei mais o que eu faço.
Sua amiga veio. Elas conversaram e C. ouviu mais uma vez que precisava ter forças para terminar esse namoro que mais parecia um elefante pesando 89 toneladas. C. ficava cada vez mais desesperada quando ouvia esses conselhos. Ela SABIA que precisava pôr um fim nisso tudo. Mas o que ninguém parecia entender era que ela simplesmente não tinha CORAGEM para isso.
C. e sua amiga foram ao aniversário à noite. Foi bom, porque ela dançou a noite toda, deu risada e por ora conseguiu esquecer tudo de ruim que estava acontecendo na sua vida. Mas no momento que entrou no táxi de volta pra casa, todos os fantasmas que ela tinha exorcizado voltavam a assombrá-la. O domingo de dia dos pais não foi o suficiente para que ela esquecesse tudo. Sua tia fez a pergunta que não deveria ter feito:
- e aí, e o namorado?
- meu namoro ta uma bosta, tia. Nem queira saber.
(Continua)
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Lembranças

Esse fim-de-semana que passou, eu estranhamente senti uma saudade forte sua. Coloquei um cd pra tocar com músicas de uma banda que eu sei que você gosta e resolvi abrir a minha caixinha. A caixinha de Pandora, onde meses atrás quando fomos almoçar juntos pela última vez, eu a lacrei com cadarços velhos amarrados, escrevi bem grande NÃO ABRIR e joguei lá no fundo da parte mais alta do meu armário. Assim, ficava mais difícil ter acesso à todas aquelas fotos, os set lists dos seus shows (que eu ia toda orgulhosa, empunhando uma máquina fotográfica e registrando tudo, pois achava você em cima do palco a coisa mais linda do mundo), a carta e pequenos detalhes que só faziam sentido pra nós.
Mas esse fim-de-semana eu resolvi abrir essa caixa. E revi todas as fotos, parando em cada uma delas por longos minutos, prestando atenção em mim, em você, em nós dois. Pra poder olhar de novo o seu sorriso, que foi o que me conquistou logo de cara assim que te conheci. Pra olhar uma foto e me lembrar de onde estávamos, o que tínhamos feito naquele dia, o que estávamos escutando e dizendo um para o outro. Pra notar no seu olhar terno e carinhoso pra mim. Olhei pra foto que alguém tirou da gente num Mac Donald's qualquer, logo depois que saímos do motel. Acho que ainda nem tínhamos completado 1 mês de namoro. E era visível a felicidade que estávamos sentindo. Bem nessa hora começou a tocar "Heart of Gold" e me lembrei também da primeira vez que escutei essa música. Estávamos deitados e ouvindo a voz do Zakk Wylde e você me disse: "ainda bem que eu não precisei atravessar o oceano pra achar o meu heart of gold". E enquanto me lembrava disso e ficava admirando nossa foto, eu... eu senti meus olhos ficarem marejados. Foi uma sensação muito estranha. Eu não sentia isso por você há MESES.
Depois li a única carta que você me escreveu em 10 meses de namoro. Me lembrei do dia que você me deu, de onde estávamos (voltando da faculdade juntos, como sempre) e ia fazer só 2 meses que estávamos juntos, que a gente se conhecia. Mas de acordo com a carta, parecia muito mais tempo, porque nos dávamos muito bem e eu era a garota que por tanto tempo você procurou, mas só tinha encontrado quando me conheceu. Você também era tudo o que eu buscava em um homem. E tive sorte de ter vivido essa experiência, mesmo que por menos tempo do que eu desejava. Aí, quando cheguei ao final da leitura da carta, vi o "Eu amo muito você". Isso deixou meu coração ainda mais apertado e a saudade misteriosamente aumentou ainda mais.
Por último achei a embalagem de acrílico em formato de coração com o melhor presente que você me deu. No dia que fez 2 meses que tínhamos nos conhecido. Sentamos na praça de alimentação da faculdade e você disse que tinha uma surpresa pra mim e aí...
Confesso que coloquei a aliança no meu dedo enquanto escutava as músicas e remexia no passado. A impressão que deu era de que ela está mais justa no meu dedo. Será que eu engordei e por isso meu vestido Armani não serve mais? Será que durante esses quase dois anos engordei de mágoa, choro contido, tristeza, angústia e raiva depois que o namoro acabou?
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Caramba... quase 2 anos já. E pensar que eu só consegui superar a pior fase pós-namoro de Novembro do ano passado pra cá. E mesmo assim (e eu odeio admitir isso), eu ainda sinto um pouco sua falta. Ainda guardo um milhão de lembranças, objetos e memórias. Ainda sinto frio na barriga com certas coisas que se relacionam a você.
Você é meu heart of gold. E acho que sempre vai ser...
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
1ª cagada amorosa do ano detect!
Não adianta você virar o ano falando que não vai fazer merda com os relacionamentos, que não vai se machucar e vai se proteger, porquê isso é femininamente IMPOSSÍVEL! E se for comigo então, aí que fica mais impossível ainda... sou a rainha das cagadas, de fazer as coisas sem pensar e depois me arrepender depois.
Resolvi aceitar o inocente convite de ir tomar uma cerveja com um casinho meu da adolescência no sábado a tarde. Claro que eu inconscientemente sabia que ia acabar ficando com ele, e mais nada. Daí quando eu me dou conta, a cerveja ia ser na casa dele... VAZIA! E é CLARO que a idiota aqui acabou indo pro quarto do cara. Incrível como que eu tenho a capacidade prá essas coisas. Eu não tava com tesão NENHUM, com vontade NENHUMA prá nada, NADA. Mesmo assim fui lá e fiz.
A consciência pesou, deu uma vontade louca de chorar, puta sensação de vazio. Isso sem mencionar o fato de que o sexo em si foi beeeem meia boca, viu? Se ainda tivesse mandado bem, provavelmente o arrependimento seria menor.
Enfim, isso só mostrou o quanto eu ainda tô vulnerável emocionalmente. E sim, o quanto eu sinto uma falta DO CARALHO de você seu merda, ridículo. Não só pelo sexo em si (que eu já disse que era MUITO BOM), mas das conversas no MSN e no telefone. Porra, a gente era amigo antes de mais nada... ter perdido isso também tá sendo meio painfull prá mim.
Foda é ter que ter passado por isso prá me dar conta de certas coisas.... eu mereço!
Resolvi aceitar o inocente convite de ir tomar uma cerveja com um casinho meu da adolescência no sábado a tarde. Claro que eu inconscientemente sabia que ia acabar ficando com ele, e mais nada. Daí quando eu me dou conta, a cerveja ia ser na casa dele... VAZIA! E é CLARO que a idiota aqui acabou indo pro quarto do cara. Incrível como que eu tenho a capacidade prá essas coisas. Eu não tava com tesão NENHUM, com vontade NENHUMA prá nada, NADA. Mesmo assim fui lá e fiz.
A consciência pesou, deu uma vontade louca de chorar, puta sensação de vazio. Isso sem mencionar o fato de que o sexo em si foi beeeem meia boca, viu? Se ainda tivesse mandado bem, provavelmente o arrependimento seria menor.
Enfim, isso só mostrou o quanto eu ainda tô vulnerável emocionalmente. E sim, o quanto eu sinto uma falta DO CARALHO de você seu merda, ridículo. Não só pelo sexo em si (que eu já disse que era MUITO BOM), mas das conversas no MSN e no telefone. Porra, a gente era amigo antes de mais nada... ter perdido isso também tá sendo meio painfull prá mim.
Foda é ter que ter passado por isso prá me dar conta de certas coisas.... eu mereço!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Like a Star
Just like a star across my sky
Just like an angel off the page
You have appeared to my life
Feel like I'll never be the same
Just like a song in my heart
Just like oil on my hands
Honor to love you
Still i wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind
You've got this look i can't describe
You make me feel like I'm alive
When everything else is a fade
Without a doubt you're on my side
Heaven has been away too long
Can't find the words to write this song
Oh... Your love
Still i wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind
I have come to understand
The way it is
It's not a secret anymore
'cause we've been through that before
From tonight I know that you're the only one
I've been confused and in the dark
Now I understand
I wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
I wonder why it is
I wont let my guard down
For anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind
Just like a star across my sky
Just like an angel off the page
You have appeared to my life
Feel like I'll never be the same
Just like a song in my heart
Just like oil on my hands
Comecei a ouvir essa música agora e me deu um aperto no coração MUITO FORTE! E isso me deixa LOUCA, porquê eu NÃO POSSO MAIS SENTIR ISSO POR VOCÊ, seu merda!
Você me deixou com muita raiva de mim mesma e de você, me tirou do sério, me deixou triste, carente e sem entender NADA! E mesmo assim, MESMO ASSIM quando eu paro, penso e lembro as coisas legais que a gente fez, eu tenho quase certeza de que AINDA GOSTO DE VOCÊ!
Prá quê né velho? Prá que ter me envolvido até o pescoço prá depois você falar que vai tentar ficar com a ex? Isso me deixa enfurecida, espumando de raiva quando lembro do que eu tive que ouvir no sábado POR TELEFONE. Daí, eu lembro das coisas boas, das baladas, do fim-de-semana do Maquinaria, de andar no seu carro e dar risada com os seus comentários estúpidos, do quanto era gostoso beijar você, abraçar, de como você ficava LINDO quando soltava o cabelo e de como o sexo era uma delícia. E minha raiva REDOBRA! Porquê eu penso nisso com saudade, querendo ter tudo isso de volta.
COMO QUE EU POSSO QUERER ISSO, SENDO QUE VOCÊ DEU A MANCADA DO SÉCULO COMIGO???
Você foi a maior alegria na minha vida nos últimos meses e ao mesmo tempo a maior decepção!
Just like an angel off the page
You have appeared to my life
Feel like I'll never be the same
Just like a song in my heart
Just like oil on my hands
Honor to love you
Still i wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind
You've got this look i can't describe
You make me feel like I'm alive
When everything else is a fade
Without a doubt you're on my side
Heaven has been away too long
Can't find the words to write this song
Oh... Your love
Still i wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind
I have come to understand
The way it is
It's not a secret anymore
'cause we've been through that before
From tonight I know that you're the only one
I've been confused and in the dark
Now I understand
I wonder why it is
I don't argue like this
With anyone but you
I wonder why it is
I wont let my guard down
For anyone but you
We do it all the time
Blowing out my mind
Just like a star across my sky
Just like an angel off the page
You have appeared to my life
Feel like I'll never be the same
Just like a song in my heart
Just like oil on my hands
Comecei a ouvir essa música agora e me deu um aperto no coração MUITO FORTE! E isso me deixa LOUCA, porquê eu NÃO POSSO MAIS SENTIR ISSO POR VOCÊ, seu merda!
Você me deixou com muita raiva de mim mesma e de você, me tirou do sério, me deixou triste, carente e sem entender NADA! E mesmo assim, MESMO ASSIM quando eu paro, penso e lembro as coisas legais que a gente fez, eu tenho quase certeza de que AINDA GOSTO DE VOCÊ!
Prá quê né velho? Prá que ter me envolvido até o pescoço prá depois você falar que vai tentar ficar com a ex? Isso me deixa enfurecida, espumando de raiva quando lembro do que eu tive que ouvir no sábado POR TELEFONE. Daí, eu lembro das coisas boas, das baladas, do fim-de-semana do Maquinaria, de andar no seu carro e dar risada com os seus comentários estúpidos, do quanto era gostoso beijar você, abraçar, de como você ficava LINDO quando soltava o cabelo e de como o sexo era uma delícia. E minha raiva REDOBRA! Porquê eu penso nisso com saudade, querendo ter tudo isso de volta.
COMO QUE EU POSSO QUERER ISSO, SENDO QUE VOCÊ DEU A MANCADA DO SÉCULO COMIGO???
Você foi a maior alegria na minha vida nos últimos meses e ao mesmo tempo a maior decepção!
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Minha última aventura amorosa foi ter engatado um relacionamento muuuito intenso com um cara que namorava fazia 4 anos. Ele namorava quando ficou comigo e logo em seguida ele foi lá e terminou com ela, prá LOGO EM SEGUIDA ele começar a ficar comigo. Mas ficar sério mesmo... de ligar todos os dias, me buscar na faculdade, levar prá motel, prá jantar, no cinema. Digamos que era um namoro não-oficial.
Na época eu tava super carente e quando ele começou a me cercar por todos os lados, é claro que eu amei né? Fui me deixando envolver, fui curtindo e ele me mostrou que eu podia sim gostar de outra pessoa além do meu ex-namorado - por quem eu nutria uma fossa fazia mais de um ano. Mas sei lá, no fundo, beeeem lá no fundo eu sabia que essa história ia dar errado. Afinal, o cara terminou um namoro de QUATRO ANOS, né? E eu sempre, SEMPRE ficava perguntando prá ele: "tem certeza que é isso que você quer? Às vezes é só uma fase que vocês tão passando, sei lá". E ele seeempre respondia: "não meu, é isso mesmo que eu quero, não tava dando mais prá mim. Já empurrava esse namoro com a barriga fazia tempo". Aliás, esse lance dele estar empurrando o namoro com a barriga, aparentemente é verdade. Eu e ele temos duas amigonas em comum e as duas disseram a mesma coisa. Inclusive, uma delas disse que nunca tinha visto ele se comportar com a ex do jeito que ele tava se comportando comigo.
Ok, fui levando, curtindo, aproveitando... sem pressa nenhuma prá nada, sem fazer pressão prá namorar. Até que um dia, depois de um fim-de-semana DELÍCIA que a gente teve juntos, ele me solta o: Ana, não tá dando mais. Eu tô com medo, não sei se quero alguma coisa séria agora, sou muito confuso e você não me merece, vamos ter que parar de ficar. Já era a SEGUNDA vez que ele fazia isso comigo e eu fiquei beem chateada, triste até. Mas tudo bem, entendi o lado dele e vamo que vamo. Só que ele continuava me ligando, me chamando no MSN. Então prá mim, ainda tinha alguma coisa em aberto. A gente precisava se encontrar mesmo prá ele me devolver umas coisas, e eu já tinha planejado que ia perguntar se ele tinha certeza MESMO de que não queria mais ficar comigo. Assim, só por desencargo de consciência. Daí, semana passada ele me ligou e disse que pensou melhor e que IA TENTAR VOLTAR COM A EX!!! Claro que eu fiquei PUTA DA VIDA, xinguei ele de tudo quanto era nome, berrava no telefone, falei que era um egoísta mimado e que ele tinha perdido meu respeito, bati o telefone na cara dele e acabou, morreu!
Bom, na real o ponto principal desse post não é falar muito sobre isso. E sim falar sobre o que eu senti depois que a minha raiva passou. Contrariando todas as minhas expectativas, eu não fiquei mal, não fiquei na fossa e nem pensando: meu Deus, sou tão feia que ele prefere voltar com a ex, pobre coitada de mim.
Pelo contrário. Essa história toda me mostrou o quanto eu SOU FODA! Sim, foda! Porquê ao contrário da ex dele, eu não sou de engolir sapo e muito menos traição. Sou porra louca mesmo, falo o que eu penso na lata, não tenho vergonha de falar pinto, buceta, meter, trepar e qualquer boteco prá mim tá ótimo se eu quiser beber uma cerveja.
Não peso na de ninguém, não mio balada porquê tô CANSADA, sou intensa, verdadeira e briguenta. Isso sem contar que eu tenho certeza ABSOLUTA de que sou MUITO MAIS GATA que ela e mando melhor na cama do que a dita cuja! #prontofalei
E se ele não quis ficar comigo, é porquê ele não é HOMEM o suficiente prá me aguentar. Se ela abaixa a cabeça prás traições e indecisões dele, eu não faço isso e ele SABE! Então claro... muito mais fácil ficar com uma menina passiva, trouxa e fácil do que comigo, né?
A única coisa que eu queria DE VERDADE era que a menina não aceitasse o cara de volta. Que desse uma luz na cabecinha dela e ela falasse NÃO, OBRIGADA. Só prá ver ele ficar sozinho, na merda e sem ninguém por perto.
Quem sabe...
Na época eu tava super carente e quando ele começou a me cercar por todos os lados, é claro que eu amei né? Fui me deixando envolver, fui curtindo e ele me mostrou que eu podia sim gostar de outra pessoa além do meu ex-namorado - por quem eu nutria uma fossa fazia mais de um ano. Mas sei lá, no fundo, beeeem lá no fundo eu sabia que essa história ia dar errado. Afinal, o cara terminou um namoro de QUATRO ANOS, né? E eu sempre, SEMPRE ficava perguntando prá ele: "tem certeza que é isso que você quer? Às vezes é só uma fase que vocês tão passando, sei lá". E ele seeempre respondia: "não meu, é isso mesmo que eu quero, não tava dando mais prá mim. Já empurrava esse namoro com a barriga fazia tempo". Aliás, esse lance dele estar empurrando o namoro com a barriga, aparentemente é verdade. Eu e ele temos duas amigonas em comum e as duas disseram a mesma coisa. Inclusive, uma delas disse que nunca tinha visto ele se comportar com a ex do jeito que ele tava se comportando comigo.
Ok, fui levando, curtindo, aproveitando... sem pressa nenhuma prá nada, sem fazer pressão prá namorar. Até que um dia, depois de um fim-de-semana DELÍCIA que a gente teve juntos, ele me solta o: Ana, não tá dando mais. Eu tô com medo, não sei se quero alguma coisa séria agora, sou muito confuso e você não me merece, vamos ter que parar de ficar. Já era a SEGUNDA vez que ele fazia isso comigo e eu fiquei beem chateada, triste até. Mas tudo bem, entendi o lado dele e vamo que vamo. Só que ele continuava me ligando, me chamando no MSN. Então prá mim, ainda tinha alguma coisa em aberto. A gente precisava se encontrar mesmo prá ele me devolver umas coisas, e eu já tinha planejado que ia perguntar se ele tinha certeza MESMO de que não queria mais ficar comigo. Assim, só por desencargo de consciência. Daí, semana passada ele me ligou e disse que pensou melhor e que IA TENTAR VOLTAR COM A EX!!! Claro que eu fiquei PUTA DA VIDA, xinguei ele de tudo quanto era nome, berrava no telefone, falei que era um egoísta mimado e que ele tinha perdido meu respeito, bati o telefone na cara dele e acabou, morreu!
Bom, na real o ponto principal desse post não é falar muito sobre isso. E sim falar sobre o que eu senti depois que a minha raiva passou. Contrariando todas as minhas expectativas, eu não fiquei mal, não fiquei na fossa e nem pensando: meu Deus, sou tão feia que ele prefere voltar com a ex, pobre coitada de mim.
Pelo contrário. Essa história toda me mostrou o quanto eu SOU FODA! Sim, foda! Porquê ao contrário da ex dele, eu não sou de engolir sapo e muito menos traição. Sou porra louca mesmo, falo o que eu penso na lata, não tenho vergonha de falar pinto, buceta, meter, trepar e qualquer boteco prá mim tá ótimo se eu quiser beber uma cerveja.
Não peso na de ninguém, não mio balada porquê tô CANSADA, sou intensa, verdadeira e briguenta. Isso sem contar que eu tenho certeza ABSOLUTA de que sou MUITO MAIS GATA que ela e mando melhor na cama do que a dita cuja! #prontofalei
E se ele não quis ficar comigo, é porquê ele não é HOMEM o suficiente prá me aguentar. Se ela abaixa a cabeça prás traições e indecisões dele, eu não faço isso e ele SABE! Então claro... muito mais fácil ficar com uma menina passiva, trouxa e fácil do que comigo, né?
A única coisa que eu queria DE VERDADE era que a menina não aceitasse o cara de volta. Que desse uma luz na cabecinha dela e ela falasse NÃO, OBRIGADA. Só prá ver ele ficar sozinho, na merda e sem ninguém por perto.
Quem sabe...
sábado, 30 de janeiro de 2010
Tem uma passagem na Bíblia que diz: "o que você planta, você colhe". Basicamente, é a velha história de que cada um tem o que merece.
Existem dois tipos de pessoas que eu detesto.
1- Pessoas manipuladoras, mimadas e egoístas, que acham que o mundo gira em torno do seu umbigo. São as pessoas que vem de mansinho, viram seus amigos e quando você vê tá envolvido até o pescoço. Assim, fica mais fácil fazer tudo o que ela te manda fazer, e aceitar até mesmo as coisas mais absurdas que ela pode vir a fazer.
Na minha humilde opinião, pessoas que fazem isso são pessoas fracas e inseguras, que não sabem lidar com as emoções alheias e MUITO MENOS com as próprias emoções. E tem medo de se machucarem, por isso elas machucam os outros primeiro.
2- O segundo tipo de pessoa que eu detesto, é uma consequência do primeiro tipo. Porquê são as pessoas que ACEITAM o que os manipuladores e egoístas fazem. O egoísta te dá um tapa na cara e ela aceita. Ele fala que não sabe o que fazer da vida, aí ela faz de tudo prá que se sinta menos confuso(a). Pior: ele trai, CONTA a traição e a pessoa diz que tudo bem. É a famosa pessoa que diz "amém" prá tudo.
(Abro outro parênteses aqui prá dizer que pessoas assim não tem amor-próprio, e aceitam as coisas mais absurdas, só porquê não querem ficar sozinhas. Esse tipo é vulnerável, e acha que os egoístas são "fortes" e podem fazer o que bem entenderem)
Se os que não tem personalidade tivessem um pouquinho mais de amor próprio, o primeiro tipo que eu descrevi lá em cima ia entrar em extinção, deixaria de existir. Afinal, elas não teriam mais ninguém prá fazer joguetes e ficariam SOZINHAS. Sozinhas, sem amigos, sem nenhum tipo de relacionamento, sem ninguém por perto. Prá por a mão na consciência e ver a quantidade de merda que fez durante a sua vida.
Devo confessar que houve um tempo da minha vida em que eu desempenhei esse papel. O papel da pessoa que se humilha por migalhas de sentimentos do manipulador. Sentimentos que, depois que eu consegui superar eu me dei conta que não eram de verdade. Eram sentimentos passageiros, falsos e convenientes.
Mas sei lá, acho que depois de tanto ter levado na cara, eu cansei de fazer esse papel. Prefiro fazer o papel da pessoa que não sente NADA. O papel blasé da história. Muito mais digno, né? Meu pai sempre fala que o desprezo é a pior coisa que alguém pode sentir por você. E pai sabe das coisas.
Antes de encerrar isso aqui, chegaram a notar a semelhança entre os dois tipos que eu descrevi? Os dois são inseguros e confusos. Teoricamente, o segundo tipo de pessoa seria digno de pena. As pessoas olham prá ele e pensam: ooh, coitadinho, tão sofrido, calejado, como são cruéis com ele.
Mas na real, COITADINHO DE CU É ROLA! Muita rola! A pessoa tem a opção de não aceitar essas humilhações, de falar NÃO, de dar um basta. Mas nããããão, ela continua nessa relação tóxica, venenosa.
Então, a conclusão que eu chego é: esses dois tipos de pessoa SE MERECEM!
Existem dois tipos de pessoas que eu detesto.
1- Pessoas manipuladoras, mimadas e egoístas, que acham que o mundo gira em torno do seu umbigo. São as pessoas que vem de mansinho, viram seus amigos e quando você vê tá envolvido até o pescoço. Assim, fica mais fácil fazer tudo o que ela te manda fazer, e aceitar até mesmo as coisas mais absurdas que ela pode vir a fazer.
Na minha humilde opinião, pessoas que fazem isso são pessoas fracas e inseguras, que não sabem lidar com as emoções alheias e MUITO MENOS com as próprias emoções. E tem medo de se machucarem, por isso elas machucam os outros primeiro.
2- O segundo tipo de pessoa que eu detesto, é uma consequência do primeiro tipo. Porquê são as pessoas que ACEITAM o que os manipuladores e egoístas fazem. O egoísta te dá um tapa na cara e ela aceita. Ele fala que não sabe o que fazer da vida, aí ela faz de tudo prá que se sinta menos confuso(a). Pior: ele trai, CONTA a traição e a pessoa diz que tudo bem. É a famosa pessoa que diz "amém" prá tudo.
(Abro outro parênteses aqui prá dizer que pessoas assim não tem amor-próprio, e aceitam as coisas mais absurdas, só porquê não querem ficar sozinhas. Esse tipo é vulnerável, e acha que os egoístas são "fortes" e podem fazer o que bem entenderem)
Se os que não tem personalidade tivessem um pouquinho mais de amor próprio, o primeiro tipo que eu descrevi lá em cima ia entrar em extinção, deixaria de existir. Afinal, elas não teriam mais ninguém prá fazer joguetes e ficariam SOZINHAS. Sozinhas, sem amigos, sem nenhum tipo de relacionamento, sem ninguém por perto. Prá por a mão na consciência e ver a quantidade de merda que fez durante a sua vida.
Devo confessar que houve um tempo da minha vida em que eu desempenhei esse papel. O papel da pessoa que se humilha por migalhas de sentimentos do manipulador. Sentimentos que, depois que eu consegui superar eu me dei conta que não eram de verdade. Eram sentimentos passageiros, falsos e convenientes.
Mas sei lá, acho que depois de tanto ter levado na cara, eu cansei de fazer esse papel. Prefiro fazer o papel da pessoa que não sente NADA. O papel blasé da história. Muito mais digno, né? Meu pai sempre fala que o desprezo é a pior coisa que alguém pode sentir por você. E pai sabe das coisas.
Antes de encerrar isso aqui, chegaram a notar a semelhança entre os dois tipos que eu descrevi? Os dois são inseguros e confusos. Teoricamente, o segundo tipo de pessoa seria digno de pena. As pessoas olham prá ele e pensam: ooh, coitadinho, tão sofrido, calejado, como são cruéis com ele.
Mas na real, COITADINHO DE CU É ROLA! Muita rola! A pessoa tem a opção de não aceitar essas humilhações, de falar NÃO, de dar um basta. Mas nããããão, ela continua nessa relação tóxica, venenosa.
Então, a conclusão que eu chego é: esses dois tipos de pessoa SE MERECEM!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Eu odeio me acostumar com coisas boas, ODEIO!
Porquê depois as coisas boas acabam, e fica um vazio imenso dentro de mim, que me corrói sempre que eu lembro que não tenho mais essas coisas boas.
Eu me acostumei com você me chamar no MSN toda vez que eu ficava online, com as suas ligações DO NADA, mesmo se a gente tivesse se falando pela internet. Me acostumei com o fato de chegar em casa depois do trabalho, ligar prá você e ficar um tempo conversando sobre tudo e sobre nada. Me acostumei com você falando que eu era gostosa, linda, que adorava o jeito que eu olhava prá você, que eu era cheirosa e tinha bom senso estético. Me acostumei prá caralho com as direct messages do Twitter e os comentários privados no meu fotolog. Até isso você deletou, e é estranho prá caramba usar essas ferramentas, sabendo que você não tem mais.
Acostumei a planejar pequenas coisas, como ir em algum restaurante, comer na Liberdade no Domingo, uma balada qualquer, o show do A-ha ou até a viagem pro carnaval, sei lá.
DE REPENTE você foi lá e tirou tudo isso de mim. Alegou que tava com medo, eu sou confuso e você não me merece beijo tchau. E aí? Como que EU fico? Fico só com o "prêmio de consolação", que é falar com você de vez em quando (aliás, de uns dias prá cá, tenho falado com você cada vez menos) e saber que qualquer dia desses você vai passar em casa só prá devolver o cd e o estojinho de maquiagem. SÓ ISSO que me restou. É uma situação muito estranha, muito ruim. Eu me sinto mal, fico triste, sensível, querendo chorar... aliás, tô chorando agora enquanto escrevo aqui. Parecia que as lágrimas tavam doidinhas prá sair, porquê eu tô segurando isso faz uns dias já.
É ruim escutar Faith no More e lembrar do show, da gente curtindo prá caralho, agitando, dando risada e ficando junto nas musiquinhas mais fofas. Aliás, é ruim lembrar daquele fim-de-semana em si, porquê como eu já te disse várias vezes, foi o melhor fim-de-semana do ano passado. Porquê só aconteceu coisa boa, porquê eu tava COM VOCÊ! Cacete, até uma banda que eu gosto você me "tirou o direito de ouvir"?
E sabe o que é mais louco? Nada disso que eu tô descrevendo aqui faz parte de um término de namoro. Foi só um lance que aconteceu. Mas que mesmo com a duração de 2 meses, foi o suficiente prá me deixar envolvida até o pescoço.
Caralho, caralho, caralho... =(
Porquê depois as coisas boas acabam, e fica um vazio imenso dentro de mim, que me corrói sempre que eu lembro que não tenho mais essas coisas boas.
Eu me acostumei com você me chamar no MSN toda vez que eu ficava online, com as suas ligações DO NADA, mesmo se a gente tivesse se falando pela internet. Me acostumei com o fato de chegar em casa depois do trabalho, ligar prá você e ficar um tempo conversando sobre tudo e sobre nada. Me acostumei com você falando que eu era gostosa, linda, que adorava o jeito que eu olhava prá você, que eu era cheirosa e tinha bom senso estético. Me acostumei prá caralho com as direct messages do Twitter e os comentários privados no meu fotolog. Até isso você deletou, e é estranho prá caramba usar essas ferramentas, sabendo que você não tem mais.
Acostumei a planejar pequenas coisas, como ir em algum restaurante, comer na Liberdade no Domingo, uma balada qualquer, o show do A-ha ou até a viagem pro carnaval, sei lá.
DE REPENTE você foi lá e tirou tudo isso de mim. Alegou que tava com medo, eu sou confuso e você não me merece beijo tchau. E aí? Como que EU fico? Fico só com o "prêmio de consolação", que é falar com você de vez em quando (aliás, de uns dias prá cá, tenho falado com você cada vez menos) e saber que qualquer dia desses você vai passar em casa só prá devolver o cd e o estojinho de maquiagem. SÓ ISSO que me restou. É uma situação muito estranha, muito ruim. Eu me sinto mal, fico triste, sensível, querendo chorar... aliás, tô chorando agora enquanto escrevo aqui. Parecia que as lágrimas tavam doidinhas prá sair, porquê eu tô segurando isso faz uns dias já.
É ruim escutar Faith no More e lembrar do show, da gente curtindo prá caralho, agitando, dando risada e ficando junto nas musiquinhas mais fofas. Aliás, é ruim lembrar daquele fim-de-semana em si, porquê como eu já te disse várias vezes, foi o melhor fim-de-semana do ano passado. Porquê só aconteceu coisa boa, porquê eu tava COM VOCÊ! Cacete, até uma banda que eu gosto você me "tirou o direito de ouvir"?
E sabe o que é mais louco? Nada disso que eu tô descrevendo aqui faz parte de um término de namoro. Foi só um lance que aconteceu. Mas que mesmo com a duração de 2 meses, foi o suficiente prá me deixar envolvida até o pescoço.
Caralho, caralho, caralho... =(
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
uma semana pra salvar seu casamento
Tem um programa no canal pago Discovery Home and Health que tem esse nome. Basicamente, um casal em crise manda um e-mail, carta (não sei exatamente como esse “processo de seleção” funciona) prá uma terapeuta de casais. Aí, ela vai até a casa deles e passa uma semana fazendo dinâmicas com eles, espalha algumas câmeras pela casa e vai acompanhando a evolução do casal. No último dia, o casal dorme em locais separados, a psicóloga fica com as alianças deles, e depois numa cerimônia simbólica, eles “se casam de novo”, com o comprometimento de que querem salvar o relacionamento.
Surreal ou não?
Na minha humilde opinião, esse tipo de “ajuda” não acrescenta em nada, é pura encenação. Como que em apenas sete dias, uma psicóloga vai ajudar um casal a consertar erros de anos e anos?
Um relacionamento demora muito tempo prá ser construído. E ele não só construído na base do amor, do carinho e da compreensão. As cagadas, as merdas, os erros também fazem parte dessa base. Como que em uma semana você vai consertar uma coisa que levou anos prá ser construída? Meus pais fizeram terapia de casal durante anos e anos e olha aí: estão divorciados há quase 7 anos.
Será que se eles tivessem se inscrito nesse programa, o casamento teria sido salvo? Hahahahahahahahahahahahahaha
Surreal ou não?
Na minha humilde opinião, esse tipo de “ajuda” não acrescenta em nada, é pura encenação. Como que em apenas sete dias, uma psicóloga vai ajudar um casal a consertar erros de anos e anos?
Um relacionamento demora muito tempo prá ser construído. E ele não só construído na base do amor, do carinho e da compreensão. As cagadas, as merdas, os erros também fazem parte dessa base. Como que em uma semana você vai consertar uma coisa que levou anos prá ser construída? Meus pais fizeram terapia de casal durante anos e anos e olha aí: estão divorciados há quase 7 anos.
Será que se eles tivessem se inscrito nesse programa, o casamento teria sido salvo? Hahahahahahahahahahahahahaha
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Paixão Colegial...
Todo mundo já teve uma paixãozinha na época da escola ou do colégio. Eu também tive.
Conheci ele no primeiro ano do colégio. Mas não foi paixão a primeira vista, nem nada do gênero, porquê eu namorava um menino de fora do ambiente escolar no meio do segundo ano, então nem olhava pro lado. Eu só fui reparar direito nessa minha paixãozinha quase no final do colégio, quando comecei a sentar no fundão com a turma dele. Sempre fomos muito amigos, ele inclusive conhecia o meu namorado na época. Mas não sei explicar, eu sempre senti alguma coisa por ele. Ta bom, eu assumo que meu relacionamento já não tava legal. E eu era nova, tinha 17 anos e desde os 15 namorei direto sem parar e sem ter um tempo prá ficar solteira prá aproveitar a adolescência.
Um dia, começou a ficar meio visível esse meu interesse, até prá ele. Foi quando eu resolvi abrir o jogo, e falar que sentia alguma coisa a mais. Ele como sempre foi muito legal comigo e disse que se sentia feliz por isso, mas que não queria nada. Uma porquê ele me via mais como amiga do que como outra coisa; e depois, porquê ele conhecia o meu namorado.
Veio nossa viagem de formatura prá Porto Seguro e ficamos juntos quase todas as noites, mas sem nunca ficar mesmo. Depois, veio nossa colação e o baile e nada. O colegial tinha acabado e eu estava conformada com o fato de que não teríamos mais oportunidades. Mas isso mudou no dia 31/12/2004, quando uma amiga minha falou que ela e mais uns amigos nossos (incluindo ELE) estariam na praia. Oportunidade perfeita!
Fui, ficamos e foi maravilhoso. Quando voltei prá São Paulo, não suportei o fato de continuar namorando, fui lá e terminei um relacionamento de quase 2 anos.
Entre idas e vindas, eu e a minha paixãozinha já ficamos algumas várias vezes, ele namorou, eu também. Mas o mais engraçado é que eu percebo que sinto algo por ele até hoje. Já cheguei a encontrá-lo na época em que eu namorava (e ele também), e eu senti aquelas famosas borboletas no estômago. Recentemente ele foi prá Espanha, e volta mês que vem (Fevereiro). Antes da viagem dele, saímos prá beber uma cerveja, conversar e se despedir. Não ficamos, mas eu senti que tinha um clima diferente no ar.
Será que com todo mundo é assim? Todo mundo já teve uma paixão colegial e que vai fazer parte da sua vida até o fim dos dias?
Eu, pelo menos, tenho a sensação de que minha história com ele ainda não acabou.
...
Conheci ele no primeiro ano do colégio. Mas não foi paixão a primeira vista, nem nada do gênero, porquê eu namorava um menino de fora do ambiente escolar no meio do segundo ano, então nem olhava pro lado. Eu só fui reparar direito nessa minha paixãozinha quase no final do colégio, quando comecei a sentar no fundão com a turma dele. Sempre fomos muito amigos, ele inclusive conhecia o meu namorado na época. Mas não sei explicar, eu sempre senti alguma coisa por ele. Ta bom, eu assumo que meu relacionamento já não tava legal. E eu era nova, tinha 17 anos e desde os 15 namorei direto sem parar e sem ter um tempo prá ficar solteira prá aproveitar a adolescência.
Um dia, começou a ficar meio visível esse meu interesse, até prá ele. Foi quando eu resolvi abrir o jogo, e falar que sentia alguma coisa a mais. Ele como sempre foi muito legal comigo e disse que se sentia feliz por isso, mas que não queria nada. Uma porquê ele me via mais como amiga do que como outra coisa; e depois, porquê ele conhecia o meu namorado.
Veio nossa viagem de formatura prá Porto Seguro e ficamos juntos quase todas as noites, mas sem nunca ficar mesmo. Depois, veio nossa colação e o baile e nada. O colegial tinha acabado e eu estava conformada com o fato de que não teríamos mais oportunidades. Mas isso mudou no dia 31/12/2004, quando uma amiga minha falou que ela e mais uns amigos nossos (incluindo ELE) estariam na praia. Oportunidade perfeita!
Fui, ficamos e foi maravilhoso. Quando voltei prá São Paulo, não suportei o fato de continuar namorando, fui lá e terminei um relacionamento de quase 2 anos.
Entre idas e vindas, eu e a minha paixãozinha já ficamos algumas várias vezes, ele namorou, eu também. Mas o mais engraçado é que eu percebo que sinto algo por ele até hoje. Já cheguei a encontrá-lo na época em que eu namorava (e ele também), e eu senti aquelas famosas borboletas no estômago. Recentemente ele foi prá Espanha, e volta mês que vem (Fevereiro). Antes da viagem dele, saímos prá beber uma cerveja, conversar e se despedir. Não ficamos, mas eu senti que tinha um clima diferente no ar.
Será que com todo mundo é assim? Todo mundo já teve uma paixão colegial e que vai fazer parte da sua vida até o fim dos dias?
Eu, pelo menos, tenho a sensação de que minha história com ele ainda não acabou.
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